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Dos pacientes atendidos em um posto de saúde ao longo de um mês, 3 em cada 5 eram crianças. A frequência das principais queixas dessas crianças na triagem está indicada na tabela.

Entre todos os pacientes, 17% se queixaram de febre na triagem.

Excluindo as crianças, o percentual desse sintoma nos demais pacientes foi de

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Para ser representado em um mapa, um determinado tema pode ser trabalhado segundo as abordagens 1, 2 e 3.

É correto afirmar que as abordagens 1, 2 e 3 respondem, respectivamente, às questões:

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Examine o cartum.

Contribui para o efeito de humor do cartum a seguinte figura de linguagem:

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Um marceneiro gasta R$ 340,00 para produzir 12 banquetas e R$ 540,00 para produzir 20 banquetas.

Considerando que o custo de produção dessas banquetas em função do número de unidades produzidas possa ser representado pela lei de uma função polinomial do 1º grau, observa-se que há um custo fixo, ou seja, um valor que o marceneiro sempre gasta independente do número de banquetas produzidas, que é igual a

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Leia o poema de Olavo Bilac para responder à questão.

A um poeta

Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino, escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!


Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço; e a trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua,
Rica mas sóbria, como um templo grego.


Não se mostre na fábrica o suplício
Do mestre. E, natural, o efeito agrade,
Sem lembrar os andaimes do edifício:


Porque a Beleza, gêmea da Verdade,
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade.

(Poemas, 1976.)

Considere a passagem:

(1) a trama viva se construa de tal modo, (2) que a imagem fique nua, (3) rica mas sóbria, (4) como um templo grego.

Assinale a alternativa que contém a afirmação correta acerca das relações entre os trechos da passagem.

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Leia o texto para responder à questão.

Rei por prazo fixo

Na Europa, especialmente nos países do norte, as mordomias e facilidades concedidas a políticos são poucas. Não é incomum avistar um premiê usando transporte público para ir de casa até o serviço ou empurrando seu próprio carrinho de compras no supermercado, já que eles não têm direito a geladeira cheia paga pelos contribuintes. Recomendo aqui o livro de Claudia Wallin sobre a vida de políticos na Suécia.

Por que aqui é diferente? A culpa é dos americanos. Quando eles inventaram a instituição da Presidência, os modelos de governança em que podiam se inspirar eram as monarquias europeias. O presidente acabou se tornando um rei por prazo fixo. Embora sujeito a controles institucionais num sistema de freios e contrapesos, manteve direito a viver num palácio cercado por serviçais. Brasileiros imitamos a Presidência americana – com menos controles institucionais, é claro – e expandimos seus luxos para toda a corte de políticos e autoridades.

O sistema de segurança dos presidentes me parece muito mais um pretexto para a pompa do que um gênero de primeira necessidade. A verdade é que o presidencialismo é um sistema que, em vários aspectos, envelheceu mal.

(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo, 09.03.2016. Adaptado.)

Assinale a alternativa em que a reescrita do trecho mantém-se fiel aos sentidos do texto e atende aos princípios de coesão e de coerência textuais, em conformidade com a norma-padrão.

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Leia o trecho do livro Bilhões e bilhões, de Carl Sagan, para responder a questão.

Toda cultura tem o seu mito da criação – uma tentativa de compreender de onde veio o universo e tudo o que ele contém. Quase sempre esses mitos são pouco mais que histórias inventadas por contadores de história. Em nossa época, temos também um mito da criação. Mas está baseado em evidências científicas sólidas. Diz mais ou menos o seguinte...

Vivemos num universo em expansão, cuja vastidão e antiguidade estão além do entendimento humano. As galáxias que ele contém estão se afastando velozmente umas das outras, restos de uma imensa explosão, o Big Bang. Alguns cientistas acham que o universo pode ser um dentre um imenso número – talvez um número infinito – de outros universos fechados. Uns podem crescer e sofrer um colapso, viver e morrer, num instante. Outros podem se expandir para sempre. Outros ainda podem ser delicadamente equilibrados e passar por um grande número – talvez um número infinito – de expansões e contrações. O nosso próprio universo tem cerca de 15 bilhões de anos desde a sua origem ou, pelo menos, desde a sua presente encarnação, o Big Bang.

Talvez haja leis diferentes da natureza e formas diferentes de matéria nesses outros universos. Em muitos deles a vida talvez seja impossível, pois não há sóis nem planetas, nem mesmo elementos químicos mais complicados do que o hidrogênio e o hélio. Outros talvez tenham uma complexidade, diversidade e riqueza que eclipsam as nossas. Se esses outros universos existem, nunca seremos capazes de sondar seus segredos, muito menos visitá-los. Mas há muito a explorar no nosso.

O nosso universo é composto de algumas centenas de bilhões de galáxias, uma das quais é a Via Láctea. “A nossa galáxia” – como gostamos de chamá-la, embora ela certamente não nos pertença – é composta de gás, poeira e aproximadamente 400 bilhões de sóis. Um deles, num braço obscuro da espiral, é o Sol. Acompanhando o Sol em sua viagem de 250 milhões de anos ao redor do centro da Via Láctea, existe um séquito de pequenos mundos. Alguns são planetas, outros são luas, uns asteroides, outros cometas. Nós, humanos, somos uma das 50 bilhões de espécies que cresceram e evoluíram num pequeno planeta, o terceiro a partir do Sol, que chamamos Terra.

(Bilhões e bilhões, 2008. Adaptado.)

Ao se converter o trecho “‘A nossa galáxia’ [...] é composta de gás, poeira e aproximadamente 400 bilhões de sóis” (4º parágrafo) para a voz ativa, a locução verbal “é composta” assume a forma:

PortuguêsFAMERP2016

Se eu morresse amanhã!

Se eu morresse amanhã, viria ao menos

Fechar meus olhos minha triste irmã;

Minha mãe de saudades morreria

Se eu morresse amanhã!

Quanta glória pressinto em meu futuro!

Que aurora de porvir e que manhã!

Eu perdera chorando essas coroas

Se eu morresse amanhã!

Que sol! que céu azul! que doce n’alva

Acorda a natureza mais louçã!

Não me batera tanto amor no peito,

Se eu morresse amanhã!

Mas essa dor da vida que devora

A ânsia de glória, o dolorido afã…

A dor no peito emudecera ao menos

Se eu morresse amanhã!

(Lira dos vinte anos, 2000.)

Uma característica do eu lírico do poema é

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Leia os versos de Manoel de Barros.

Escrever nem uma coisa
Nem outra —
A fim de dizer todas —
Ou, pelo menos, nenhumas.

Assim,
Ao poeta faz bem
Desexplicar —
Tanto quanto escurecer acende os vaga-lumes.

(Poesia completa, 2013.)

Tanto na forma quanto no conteúdo, o poema

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[...] dia desses, uma equipe de reportagem de um canal por assinatura veio até minha casa para me entrevistar sobre a Era Vargas. O repórter que conduziria a conversa advertiu-me, antes de o operador ligar a câmera: “Pense que nosso telespectador típico é aquele sujeito esparramado no sofá, com uma lata de cerveja numa mão e o controle remoto na outra, que esbarrou na nossa reportagem por acaso, durante o intervalo de um filme de ação”, detalhou. “É para esse cara que você vai falar; pense nele como alguém com a idade mental de 14 anos.”

Sou cortês, mas tenho meus limites. Quase enxotei o colega porta afora, aos pontapés. Respirei fundo e procurei ser didático, sem me esforçar para parecer que estava falando com o Homer Simpson postado ali do outro lado da lente. Afinal, como pai de duas crianças, acredito que há uma enorme distância entre o didatismo e o discurso toleirão, entre a clareza e a parvoíce.

(“A TV virou um dinossauro”. Folha de S.Paulo, 09.07.2017.)

Segundo o repórter, o telespectador típico