Analise o anúncio de um conhecido biscoito recheado.
A palavra “brincante” é formada por um processo de
Leia o texto de Daniel Cohen para responder à questão.
Desde a noite dos tempos, a humanidade caminhou sobre um fio, acossada por duas forças contrárias. O número de pessoas não para de crescer, sempre esbarrando na raridade das terras que as alimentam. Mas, graças a seu próprio número, os homens multiplicam as descobertas, desbravam as fronteiras do saber e seguem seu caminho aumentando a densidade e a complexidade da vida social. Algumas vezes, civilizações se extinguem, caindo do lado perverso dessa equação. Impotentes para compreender o que lhes acontece, se consomem – seja lentamente, como o Império Romano, seja brutalmente, como a civilização maia. O esquecimento dessas civilizações perdidas às vezes faz pensar que o homem sempre se dá bem, mas isso acontece unicamente pela omissão de casos em que ele não triunfou.
Mas aconteceu também, na verdade uma única vez na história, em algum momento entre os séculos XII e XVIII, uma aceleração totalmente inédita de produção de saberes que permitiu a uma parte da humanidade enriquecer-se duradouramente.
A prosperidade material é uma dádiva inesperada a priori. Ela faz desaparecer a fome, aumenta a expectativa de vida e reduz o tempo de trabalho necessário à produção de bens úteis ao homem. Do ponto de vista dos sentimentos morais, no entanto, trata-se de uma dádiva ambivalente. Ela tranquiliza a sociedade, mas faz suas exigências aumentarem.
Os relatos ingênuos de uma sociedade pacificada graças às virtudes do “suave comércio” não resistem à crítica. A erradicação da violência não foi provocada pelo desenvolvimento econômico.
(A prosperidade do vício, 2010. Adaptado.)Uma expressão do primeiro parágrafo faz referência, em seu contexto, ao fato de que o crescimento demográfico faz crescer também a carência por terras e alimentos:
Leia o trecho do romance A bagaceira, de José Américo de Almeida (1887-1980), para responder à questão.
Era o êxodo da seca de 1898. Uma ressurreição de cemitérios antigos – esqueletos redivivos, com o aspecto terroso e o fedor das covas podres.
Os fantasmas estropiados como que iam dançando, de tão trôpegos e trêmulos, num passo arrastado de quem leva as pernas, em vez de ser levado por elas.
Andavam devagar, olhando para trás, como quem quer voltar. Não tinham pressa em chegar, porque não sabiam aonde iam. Expulsos do seu paraíso por espadas de fogo, iam, ao acaso, em descaminhos, no arrastão dos maus fados.
Fugiam do sol e o sol guiava-os nesse forçado nomadismo.
Adelgaçados na magreira cômica, cresciam, como se o vento os levantasse. E os braços afinados desciam-lhes aos joelhos, de mãos abanando.
Vinham escoteiros. Menos os hidrópicos – doentes da alimentação tóxica – com os fardos das barrigas alarmantes.
Não tinham sexo, nem idade, nem condição nenhuma. Eram os retirantes. Nada mais.
(A bagaceira, 1988.)Sobre a conjugação dos verbos no trecho, é correto afirmar que
Leia o poema para responder à questão.
Na cadeia
Na cadeia os bandidos presos!
O seu ar de contemplativos!
Que é das feras de olhos acesos?!
Pobres dos seus olhos cativos.
Passeiam mudos entre as grades,
Parecem peixes num aquário.
– Campo florido das Saudades,
Porque rebentas tumultuário?
Serenos... Serenos... Serenos...
Trouxe-os algemados a escolta.
– Estranha taça de venenos
Meu coração sempre em revolta.
Coração, quietinho... quietinho...
Porque te insurges e blasfemas?
Pschiu... Não batas... Devagarinho...
Olha os soldados, as algemas!
Os versos “Parecem peixes num aquário.” (2ª estrofe) e “Meu coração sempre em revolta.” (3ª estrofe) reportam, respectivamente, aos seguintes sentidos:
O imperador, como lhe competia, fazia o ministério, o ministério fazia as eleições, as eleições faziam as câmaras, as câmaras apoiavam o ministério.
(José Murilo de Carvalho. D. Pedro II, 2007.)O excerto descreve uma prática política comum no Segundo Reinado, conhecida como
Leia o soneto “XVII”, de Alberto de Oliveira, para responder à questão.
Parado o engenho, extintas as senzalas,
Sem mais senhor, existe inda a fazenda,
A envidraçada casa de vivenda
Entregue ao tempo com as desertas salas.
Se ali penetras, vês em cada fenda
Verdear o musgo e ouves, se acaso falas,
Soturnos ecos e o roçar das alas
De atros morcegos em revoada horrenda.
Ama o luar, entretanto, essas ruínas.
Uma noite, horas mortas, de passagem
Eu a varanda olhava, quando vejo
À janela da frente, entre cortinas
De prata e luz, chegar saudosa imagem
E, unindo os dedos, atirar-me um beijo...
O eu lírico recorre à personificação no verso:
Uma empresa tem apenas cinco funcionárias, que têm à disposição 5 computadores de cores diferentes. Em qualquer dia de trabalho cada garota pode escolher qualquer computador, sempre uma garota por computador. Gabriela, todos os dias, é a primeira a chegar e sempre escolhe o computador roxo. Giovana nunca é a última a chegar e jamais escolhe o computador amarelo.
Nessas condições, o número de maneiras diferentes de essas cinco garotas escolherem os computadores é
Leia o poema de Raimundo Correia (1859-1911) para responder à questão.
As pombas...
Vai-se a primeira pomba despertada...
Vai-se outra mais... mais outra... enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada
E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada...
Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;
No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem... Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais...
Na primeira estrofe, “raiar” é um verbo
Leia a tirinha de Charles M. Schulz para responder a questão.
Na frase “Eu tenho a maior coleção de piadas de gato do mundo!” verifica-se a presença da figura de linguagem
Leia o poema de Raimundo Correia (1859-1911) para responder à questão.
As pombas...
Vai-se a primeira pomba despertada...
Vai-se outra mais... mais outra... enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada
E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada...
Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;
No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem... Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais...
Na comparação estabelecida entre o mundo das pombas e o mundo humano, são elementos correspondentes: