A mensagem da campanha publicitária em destaque contém uma figura de linguagem identificada como
O que se espera, pelo mais certo das coisas, é que faleçam os avós antes dos netos, e que sejamos sepultados por nossos filhos. Do contrário, toda tristeza se multiplica pelo peso das nossas dores. Esse sentimento abrasava em gelo naquele exato instante, quando senti as palavras pontiagudas do médico, no momento da maior aflição: “Sinto muito, acabamos de perdê-lo.” [...]
O doente raptado dos braços dos que o amam e posto, com o bom grado das esperanças, aos cuidados de respeitáveis pessoas de branco. E daí entregue às máquinas e aparelhos, em busca dos milagres. Tudo em aparato com que se salvam vidas, na oficina humana, onde se tentam os consertos do corpo. É válido e certo, mas, e a consciência, quem a salva?
FONSECA, Aleilton. O desterro dos mortos. In: O desterro dos mortos: contos. 3. ed. Itabuna: Via Litterarum, 2012. p. 28.A leitura do fragmento do conto intitulado “O desterro dos mortos”, de Aleilton Fonseca, sugere que o sujeito narrador problematiza
TEXTO:
A assistência foi chamada. Veio tinindo. Um homem
estava morto. O cadáver foi removido para o necrotério.
Na seção dos “Fatos Diversos” do Diário de
Pernambuco, leio o nome do sujeito João da Silva.
[5] Morava na Rua da Alegria. Morreu de hemoptise.
João da Silva — Neste momento em que seu corpo
vai baixar à vala comum, nós, seus amigos e seus
irmãos, vimos lhe prestar esta homenagem. Nós somos
os joões da silva. Nós somos os populares joões da
[10] silva. Moramos em várias casas e em várias cidades.
Moramos principalmente na rua. Nós pertencemos,
como você, à família Silva. Não é uma família ilustre;
nós não temos avós na história. Muitos de nós usamos
outros nomes, para disfarce. No fundo, somos os Silva.
[15] Quando o Brasil foi colonizado, nós éramos os
degredados. Depois fomos os índios. Depois fomos os
negros. Depois fomos imigrantes, mestiços. Somos os
Silva. Algumas pessoas importantes usaram e usam
nosso nome. É por engano.
A leitura desse fragmento de uma crônica de Rubem Braga permite que se considere correto afirmar que se trata de uma narrativa estruturada por meio de uma
Xote das meninas
quando fulora na seca
É o sinal que a chuva chega no sertão
Toda menina quando enjoa da boneca
É sinal que o amor já chegou no coração
[5]Meia comprida, não quer mais sapato baixo
Vestido bem cintado
Não quer mais vestir timão
Ela só quer, só pensa em namorar
Ela só quer, só pensa em namorar
[10] De manhã cedo já está pintada
Só vive suspirando
Sonhando acordada
O pai leva ao doutô a filha adoentada
Não come nem estuda,
[15] Não dorme, não quer nada
Ela só quer, só pensa em namorar
Ela só quer, só pensa em namorar
Mas o doutô nem examina
Chamando o pai de lado lhe diz logo em surdina
[20] Que o mal é da idade
E que pra tal menina
Não há um só remédio em toda medicina
Ela só quer, só pensa em namorar
Ela só quer, só pensa em namorar
A construção da tessitura só não lança mão da estratégia de
A conclusão a que se chega com a leitura do cartum é que, atualmente, com o advento da internet,
A conclusão a que se chega com a leitura do cartum é que, atualmente,
TEXTO:
Dois loucos no bairro
um passa os dias
chutando postes para ver se acendem
o outro as noites
apagando palavras
[5] contra um papel branco
todo bairro tem um louco
que o bairro trata bem
só falta mais um pouco
pra eu ser tratado também.
LEMINSKI, Paulo. Dois loucos no bairro. Disponível em: < http://www.casadobruxo.com.br/poesia/p/paulol25.htm>.Acesso em: 10 maio 2018.A análise que se faz a respeito dos recursos linguísticos que compõem o texto está inadequada em
A análise dos elementos visuais da tela de Pablo Picasso permite afirmar que o médico é visto como um
A análise dos elementos verbais e imagéticos do cartaz sugere que
TEXTO:
A análise dos elementos linguísticos que compõem a primeira frase dessa mensagem permite que se considere como correto o que se afirma em