Leia o texto a seguir:
Durante um ano, médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e fisioterapeutas de São Paulo acompanharam 77 adolescentes de 14 a 19 anos e peso entre 101 e 120 kg, motivando-os a perderem peso gradativamente, por meio de exercícios físicos e da incorporação de uma dieta mais rica em verduras e frutas e de hábitos de vida mais saudáveis, como dormir mais cedo e pelo menos oito horas, em vez de passar a noite na internet comendo batatinhas fritas. Em adolescentes, perder apenas 8% do excesso de peso, o equivalente a uma redução de 6 a 11 quilogramas (kg) da massa corporal, pode ser o bastante para os níveis de gordura abdominal e de gordura no fígado voltarem ao normal e desfazerem parte das alterações metabólicas causadas pela obesidade. A redução na taxa de leptina favorece o emagrecimento e contribui para a redução do chamado processo inflamatório subclínico, que aumenta o risco para o diabetes, a hipertensão e doenças cardiovasculares, que normalmente acompanham a obesidade.
Disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/07/12/grandes-ganhos-com-pequena-perda-de-peso. Adaptado.Sobre isso, é CORRETO afirmar que
Leia o seguinte trecho do romancista francês Maurice Leblanc:
"Nervoso e confiante, folheou imediatamente o álbum. Um pouco adiante, outra surpresa o esperava. Era uma página que estampava letras maiúsculas, seguidas por uma linha de algarismos. Nove dessas letras e três desses algarismos haviam sido retirados cuidadosamente. Sholmes escreveu-os na sua caderneta, seguindo as lacunas pela ordem, e obteve o seguinte resultado:
CDEHNOPRS237
[...] a princípio isso não significa muita coisa. Seria possível, misturando aquelas letras e usando todas elas, formar uma, ou duas, ou três palavras completas?".
Maurice Leblanc, Arsène Lupin contra Herlock Sholmes, SP: Tricaju, 2021.O detetive testou alguns dos anagramas que poderia obter com aquela sequência de letras e números.
Quantos anagramas podem ser assim obtidos, desde que os algarismos sempre fiquem juntos?
Um professor aplicou uma prova para 315 estudantes de uma escola. A coordenação da escola deseja saber se o índice de aprovação (percentual de estudantes aprovados) foi igual ou superior a 50%. Dada à alta quantidade de notas a analisar, o professor decidiu utilizar um programa de computador para obter essa resposta de forma mais rápida e prática, pois já possui todos esses dados em uma planilha. Ele deve escolher uma medida estatística, cujo valor numérico seja capaz de indicar, por si só, a resposta para o questionamento.
Qual medida estatística deve ser escolhida pelo professor?
O Texto 4 foi elaborado com a principal intenção de
O futuro é dos robôs?
Em 17 de março deste ano, o Los Angeles Times deu um furo graças ao trabalho de um robôjornalista. A notícia relatava a ocorrência de um terremoto de magnitude 4,7 e oferecia informações sobre horário, epicentro, profundidade e abrangência geográfica do evento geológico. O jornalista e programador Ken Schwencke criou um algoritmo capaz de, em três minutos, gerar automaticamente e colocar no site do Times uma notícia sempre que um terremoto ocorre, usando como fonte o US Geological Survey.
Vários veículos jornalísticos americanos e europeus têm usado robôs para escrever notícias simples, em especial nas editorias de esportes e de polícia. Já existem até trabalhos acadêmicos que investigam a reação de leitores a essas notícias feitas por computadores. Christer Clerwall, da Karstad University (Suécia), submeteu textos jornalísticos sobre jogos de futebol escritos por seres humanos e por robôs: a maioria absoluta dos leitores foi incapaz de distinguir uns dos outros.
Em artigo publicado pela revista Journalism Practice, Clerwall diz que os resultados do trabalho podem indicar que os robôs estão fazendo um bom trabalho ou que os jornalistas estão fazendo um mau trabalho ou que ambos estão fazendo um bom (ou mau) trabalho. Ele pergunta: “Se uma notícia feita por robô não pode ser distinguida de outra feita por jornalista, por que um veículo deve contratar pessoas?”.
Mas, no Times, Schwencke diz que o trabalho do robô, embora poupe tempo e dinheiro, não substitui o do jornalista.
SILVA, Carlos Eduardo Lins da. Disponível em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed798_mundo_do_trabalho_muda. Acesso em: 21/07/14. Adaptado.O Texto 2 organiza-se, predominantemente, em torno de estruturas narrativas; entretanto, um segmento de conteúdo eminentemente argumentativo pode ser verificado em:
Eu sou um cartaz HIV positivo.
Eu sou um cartaz HIV positivo.
Minhas medidas são 40 x 60 centímetros.
Fui impresso em papel Alta Alvura e minha gramatura é 250.
Eu sou exatamente como qualquer outro cartaz.
Com um detalhe: sou HIV positivo.
É isso mesmo que você leu. Sou portador do vírus.
Carrego em mim uma gota de sangue HIV positivo. De verdade.
Neste momento, você pode estar dando um passo
para trás se perguntando se eu ofereço algum perigo.
Minha resposta é: nem de longe.
O HIV não sobrevive fora do corpo humano por mais de uma hora.
Por isso, o sangue neste cartaz não traz nenhum perigo.
Assim como conviver com um soropositivo.
Você contrai o HIV se tiver relações sexuais sem preservativos
com alguém que não esta em tratamento efetivo,
se partilhar de agulhas e seringas com sangue contaminado.
Sim, você pode conviver comigo
e com qualquer pessoa soropositiva numa boa.
Nós podemos exercer nossa função na sociedade perfeitamente.
E arrisco dizer que, se eu não tivesse revelado
que tenho HIV, talvez você nem tivesse notado.
Porque ser soropositivo não determina quem você e.
Seja para um cartaz ou para um ser humano.
Se o preconceito é uma doença, a informação é a cura.
GrupodcGIV & giv.org.brO Texto 2 dialoga com o leitor apresentando-se como um “cartaz”. Para aceitar essa identidade do gênero cartaz como verdadeira, o leitor deve considerar, principalmente:
O humor do Texto 4 se constrói com base no fato de
A professora pergunta para a Mariazinha:
– Mariazinha, me dê um exemplo de verbo.
– Bicicreta! – respondeu a menina.
– Não se diz “bicicreta”, e sim “bicicleta”. Além disso, bicicleta não é verbo. Pedro, me diga você um verbo.
– Prástico! – disse o garoto.
– É “plástico”, não “prástico”. E também não é verbo. Laura, é sua vez: me dê um exemplo correto de verbo – pediu a professora.
– Hospedar! – respondeu Laura.
– Muito bem! – disse a professora. Agora, forme uma frase com este verbo.
– Os pedar da bicicreta é de prástico!
ABAURRE, Maria Luiza e PONTARA, Marcela. Gramática – Texto: análise e construção de sentido. Volume único. São Paulo: Moderna, 2006, p. 76.
No Texto 3, o discurso da professora apresenta traços marcantes de sua identidade profissional. Lingu isticamente, esses traços são representados pela (o)
Fundamentando-se na tirinha, assinale a alternativa CORRETA.
A Região Amazônica, por sua grande extensão territorial, possui regimes climáticos diferenciados. De norte a sul, observa-se uma grande variabilidade espacial e temporal da precipitação, na qual os eventos extremos de secas ou enchentes trazem consequências socioeconômicas importantes para vários setores da sociedade (agricultura, transportes, recursos hídricos, saúde, habitação).
BORMA, Laura De. e NOBRE, Carlos Afonso. Secas na Amazônia - causas e consequências. São Paulo: (Oficina de Textos, 2013).Sobre os aspectos climáticos da Amazônia, ressaltados no texto transcrito, analise as afirmativas a seguir:
1. Os regimes climáticos diferenciados da Amazônia brasileira são uma decorrência direta de fatores estáticos do clima, tais como as diferenças longitudinais, as variações latitudinais e o predomínio de formações vegetais hidrófilas e xerófilas.
2. Os eventos extremos climáticos, constatados na Amazônia brasileira, começaram a existir após a década de 1950, quando teve início, no planeta, significativa mudança ocorrida no clima, especialmente no quadro térmico.
3. Na Amazônia brasileira, uma área de menor inundação significa que ocorrerá menor volume de água na planície fluvial; essa redução no volume tem implicações para os aspectos físicos e químicos dos corpos d‘água na referida planície.
4. Na Amazônia brasileira, a vida, em todas as suas dimensões, depende muito dos pulsos de cheias e vazantes, que são sensíveis às mudanças ambientais, as quais se originam em outras áreas do planeta.
5. O regime de chuvas da porção meridional da Amazônia brasileira difere bastante daquele que se verifica na parte setentrional desta, pois nela as chuvas concentram-se no trimestre de inverno do hemisfério norte, sendo de caráter frontal.
Estão CORRETAS apenas