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PortuguêsFMP2019

Texto

Cultura e cidadania

A construção das identidades culturais já foi tra

tada como uma questão institucional, depois passou
a sofrer influências das mídias, dos mercados, das
imagens publicitárias. Hoje, são identidades em trân-

[5] sito, interconectadas às redes sociais.
Foi a partir da Constituição de 1988 que, no Bra-

sil, se passou a falar em “direitos culturais”. Antes não
havia referência a essa expressão. Hoje a cidadania
cultural é um direito consagrado, embora, na prática,
[10] o seja com muitos percalços.
Os conceitos de cultura e cidadania, entre nós,
devem expressar as múltiplas formas de produzir cul-

tura e exercer a cidadania.
A cultura possui aspectos materiais — como os
[15] objetos ou símbolos — e imateriais, como as ideias,
as expressões artísticas, a religiosidade. As culturas
têm valores que geram certos tipos de comportamen-

tos, já a convivência social tem normas que envolvem
direitos e deveres. A cultura oferta a liberdade, a cida-

[20] dania pede organização.
Quando a dura realidade bate à porta, o que
salva o brasileiro da catástrofe é o que há de sim-

bólico, o que compõe o sentido lúdico da vida. Dizer
que o Brasil é o país do carnaval e do futebol é um
[25] lugar-comum, mas faz todo o sentido.
A cultura alimenta a sua alma, dá forma à sua
identidade. Hoje muito mais uma identidade em mo-

vimento do que, como já se pensou, uma identidade
imutável. São as múltiplas formas de ser que se orga-

[30] nizam, como condição de sobrevivência, em um mun-

do globalizado. Devemos estar atentos às nossas
manifestações culturais. Elas não apenas traduzem
o que somos, antes produzem a nossa identidade.

SALGADO, M. Jornal do Brasil. Caderno B. 10 jun. 2018. Adaptado.

No trecho do Texto, “Hoje a cidadania cultural é um direito consagrado, embora, na prática, o seja com muitos percalços.” (ℓ. 8-10), a palavra destacada expressa a ideia de

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Cultura e cidadania

A construção das identidades culturais já foi tra

tada como uma questão institucional, depois passou
a sofrer influências das mídias, dos mercados, das
imagens publicitárias. Hoje, são identidades em trân-

[5] sito, interconectadas às redes sociais.
Foi a partir da Constituição de 1988 que, no Bra-

sil, se passou a falar em “direitos culturais”. Antes não
havia referência a essa expressão. Hoje a cidadania
cultural é um direito consagrado, embora, na prática,
[10] o seja com muitos percalços.
Os conceitos de cultura e cidadania, entre nós,
devem expressar as múltiplas formas de produzir cul-

tura e exercer a cidadania.
A cultura possui aspectos materiais — como os
[15] objetos ou símbolos — e imateriais, como as ideias,
as expressões artísticas, a religiosidade. As culturas
têm valores que geram certos tipos de comportamen-

tos, já a convivência social tem normas que envolvem
direitos e deveres. A cultura oferta a liberdade, a cida-

[20] dania pede organização.
Quando a dura realidade bate à porta, o que
salva o brasileiro da catástrofe é o que há de sim-

bólico, o que compõe o sentido lúdico da vida. Dizer
que o Brasil é o país do carnaval e do futebol é um
[25] lugar-comum, mas faz todo o sentido.
A cultura alimenta a sua alma, dá forma à sua
identidade. Hoje muito mais uma identidade em mo-

vimento do que, como já se pensou, uma identidade
imutável. São as múltiplas formas de ser que se orga-

[30] nizam, como condição de sobrevivência, em um mun-

do globalizado. Devemos estar atentos às nossas
manifestações culturais. Elas não apenas traduzem
o que somos, antes produzem a nossa identidade.

SALGADO, M. Jornal do Brasil. Caderno B. 10 jun. 2018. Adaptado.

No trecho do Texto “A cultura alimenta a sua alma, dá forma à sua identidade.” (ℓ. 26-27), os pronomes destacados se referem a

PortuguêsFMP2020

Texto

O relógio

Nenhum igual àquele.


A hora no bolso do colete é furtiva,
a hora na parede da sala é calma,
a hora na incidência da luz é silenciosa.


[5] Mas a hora no relógio da Matriz é grave
como a consciência.


E repete. Repete.


Impossível dormir, se não a escuto.
Ficar acordado, sem sua batida.
[10] Existir, se ela emudece.


Cada hora é fixada no ar, na alma,
continua sonhando na surdez.
Onde não há mais ninguém, ela chega e avisa
varando o pedregal da noite.


[15] Som para ser ouvido no longilonge
do tempo da vida.


Imenso
no pulso
este relógio vai comigo

ANDRADE, Carlos Drummond de. Boitempo: esquecer para lembrar. 1968. Livrandante. Disponível em: http://livrandante. com.br/carlos-drummond-de-andrade-boitempo-esquecer-para-lembrar/. Acesso em: 20 ago. 2019

No Texto, o recurso expressivo apresentado ao longo do poema é a(o)

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A construção das identidades culturais já foi tra

tada como uma questão institucional, depois passou
a sofrer influências das mídias, dos mercados, das
imagens publicitárias. Hoje, são identidades em trân-

[5] sito, interconectadas às redes sociais.
Foi a partir da Constituição de 1988 que, no Bra-

sil, se passou a falar em “direitos culturais”. Antes não
havia referência a essa expressão. Hoje a cidadania
cultural é um direito consagrado, embora, na prática,
[10] o seja com muitos percalços.
Os conceitos de cultura e cidadania, entre nós,
devem expressar as múltiplas formas de produzir cul-

tura e exercer a cidadania.
A cultura possui aspectos materiais — como os
[15] objetos ou símbolos — e imateriais, como as ideias,
as expressões artísticas, a religiosidade. As culturas
têm valores que geram certos tipos de comportamen-

tos, já a convivência social tem normas que envolvem
direitos e deveres. A cultura oferta a liberdade, a cida-

[20] dania pede organização.
Quando a dura realidade bate à porta, o que
salva o brasileiro da catástrofe é o que há de sim-

bólico, o que compõe o sentido lúdico da vida. Dizer
que o Brasil é o país do carnaval e do futebol é um
[25] lugar-comum, mas faz todo o sentido.
A cultura alimenta a sua alma, dá forma à sua
identidade. Hoje muito mais uma identidade em mo-

vimento do que, como já se pensou, uma identidade
imutável. São as múltiplas formas de ser que se orga-

[30] nizam, como condição de sobrevivência, em um mun-

do globalizado. Devemos estar atentos às nossas
manifestações culturais. Elas não apenas traduzem
o que somos, antes produzem a nossa identidade.

SALGADO, M. Jornal do Brasil. Caderno B. 10 jun. 2018. Adaptado.

No Texto, em “Foi a partir da Constituição de 1988 que, no Brasil, se passou a falar em ‘direitos culturais’” (ℓ. 6-7), as vírgulas foram utilizadas para destacar um adjunto adverbial deslocado de posição na frase.

Isso ocorre também no trecho

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Cultura e cidadania

A construção das identidades culturais já foi tra

tada como uma questão institucional, depois passou
a sofrer influências das mídias, dos mercados, das
imagens publicitárias. Hoje, são identidades em trân-

[5] sito, interconectadas às redes sociais.
Foi a partir da Constituição de 1988 que, no Bra-

sil, se passou a falar em “direitos culturais”. Antes não
havia referência a essa expressão. Hoje a cidadania
cultural é um direito consagrado, embora, na prática,
[10] o seja com muitos percalços.
Os conceitos de cultura e cidadania, entre nós,
devem expressar as múltiplas formas de produzir cul-

tura e exercer a cidadania.
A cultura possui aspectos materiais — como os
[15] objetos ou símbolos — e imateriais, como as ideias,
as expressões artísticas, a religiosidade. As culturas
têm valores que geram certos tipos de comportamen-

tos, já a convivência social tem normas que envolvem
direitos e deveres. A cultura oferta a liberdade, a cida-

[20] dania pede organização.
Quando a dura realidade bate à porta, o que
salva o brasileiro da catástrofe é o que há de sim-

bólico, o que compõe o sentido lúdico da vida. Dizer
que o Brasil é o país do carnaval e do futebol é um
[25] lugar-comum, mas faz todo o sentido.
A cultura alimenta a sua alma, dá forma à sua
identidade. Hoje muito mais uma identidade em mo-

vimento do que, como já se pensou, uma identidade
imutável. São as múltiplas formas de ser que se orga-

[30] nizam, como condição de sobrevivência, em um mun-

do globalizado. Devemos estar atentos às nossas
manifestações culturais. Elas não apenas traduzem
o que somos, antes produzem a nossa identidade.

SALGADO, M. Jornal do Brasil. Caderno B. 10 jun. 2018. Adaptado.

No trecho do Texto “Devemos estar atentos às nossas manifestações culturais.

Elas não apenas traduzem o que somos, antes produzem a nossa identidade." (ℓ. 31-33), a relação lógica entre os dois períodos pode ser expressa por

PortuguêsFMP2018

Leve em conta o texto sobre a condição urbana no Rio de Janeiro.

O Rio de Janeiro é conhecido por ter parte de suas “periferias” nas áreas centrais, em forma de favelas, genuínos focos de resistência à centrifugação dos mais pobres, deflagrada pelos preços da terra e pelas leis do mercado. Na atualidade, os programas de regularização fundiária em favelas entraram na moda, numa clara inflexão da política pública, passando a atuar num plano ideológico e dando prioridade à regularização da propriedade em detrimento do saneamento, saúde, educação, esporte, lazer e mobilidade. Essa modalidade de intervenção privilegia o individualismo, ignorando a possibilidade de regularização do “bem comum”.

RIBEIRO, M. Direito ou gentrificação? Le Monde Diplomatique Brasil, Ano 10, n.120, jul. 2017, p. 19.

A inflexão da política pública mencionada refere-se precisamente à

PortuguêsFMP2014

Texto II

[...] Na testa de Fabiano o suor secava, misturando-

-se à poeira que enchia as rugas fundas, embebendo-

-se na correia do chapéu. A tontura desaparecera,

o estômago sossegara. Quando partissem, a cabaça

não envergaria o espinhaço de sinha Vitória. Instintivamente

procurou no descampado indício de fonte.

Um friozinho agudo arrepiou-o. Mostrou os dentes

sujos num riso infantil. Como podia ter frio com semelhante

calor? Ficou um instante assim besta, olhando

os filhos, a mulher e a bagagem pesada. O menino

mais velho esbrugava um osso com apetite. [...]

RAMOS, G. Vidas Secas. RJ/SP: Record, 2013, p. 124.

A expressão essa esquiva em “Atribuímos essa esquiva ao cansaço” (Texto I, L. 31-32) pode ser apropriadamente substituída, mantendo-se o sentido, por

PortuguêsFAM2016

Leia o trecho de Os sertões, de Euclides da Cunha, para responder à questão.

O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral.

A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas.

É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-Quasímodo, reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, aparenta a translação de membros desarticulados. Agrava-o a postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que lhe dá um caráter de humildade deprimente. A pé, quando parado, recosta-se invariavelmente ao primeiro umbral ou parede que encontra; a cavalo, se sofreia o animal para trocar duas palavras com um conhecido, cai logo sobre um dos estribos, descansando sobre a espenda da sela.

É o homem permanentemente fatigado.

Reflete a preguiça invencível, a atonia muscular perene, em tudo: na palavra remorada, no gesto contrafeito, no andar desaprumado, na cadência langorosa das modinhas, na tendência constante à imobilidade e à quietude.

Entretanto, toda esta aparência de cansaço ilude.

Nada é mais surpreendedor do que vê-la desaparecer de improviso. Naquela organização combalida operam-se, em segundos, transmutações completas. Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias adormecidas. O homem transfigura-se. Empertiga-se, estadeando novos relevos, novas linhas na estatura e no gesto; e a cabeça firma-se-lhe, alta, sobre os ombros possantes aclarada pelo olhar desassombrado e forte; e corrigem-se-lhe, prestes, numa descarga nervosa instantânea, todos os efeitos do relaxamento habitual dos órgãos; e da figura vulgar do tabaréu canhestro reponta, inesperadamente, o aspecto dominador de um titã acobreado e potente, num desdobramento surpreendente de força e agilidade extraordinárias.

(Os sertões, 2002. Adaptado.)

Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias adormecidas.” (7° parágrafo)

O sujeito do verbo em destaque é

PortuguêsFAM2016

Leia o soneto de Raimundo Correia para responder à questão.

Mal secreto

Se a cólera que espuma, a dor que mora
N’alma, e destrói cada ilusão que nasce,
Tudo o que punge, tudo o que devora
O coração, no rosto se estampasse;

Se se pudesse, o espírito que chora,
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!

Quanta gente que ri, talvez, consigo
Guarda um atroz, recôndito inimigo,
Como invisível chaga cancerosa!

Quanta gente que ri, talvez existe,
Cuja ventura única consiste
Em parecer aos outros venturosa!
(Poesias, 1976.)

No poema, o eu lírico

PortuguêsFAM2016

Leia o trecho de Os sertões, de Euclides da Cunha, para responder à questão.

O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral.

A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas.

É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-Quasímodo, reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, aparenta a translação de membros desarticulados. Agrava-o a postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que lhe dá um caráter de humildade deprimente. A pé, quando parado, recosta-se invariavelmente ao primeiro umbral ou parede que encontra; a cavalo, se sofreia o animal para trocar duas palavras com um conhecido, cai logo sobre um dos estribos, descansando sobre a espenda da sela.

É o homem permanentemente fatigado.

Reflete a preguiça invencível, a atonia muscular perene, em tudo: na palavra remorada, no gesto contrafeito, no andar desaprumado, na cadência langorosa das modinhas, na tendência constante à imobilidade e à quietude.

Entretanto, toda esta aparência de cansaço ilude.

Nada é mais surpreendedor do que vê-la desaparecer de improviso. Naquela organização combalida operam-se, em segundos, transmutações completas. Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias adormecidas. O homem transfigura-se. Empertiga-se, estadeando novos relevos, novas linhas na estatura e no gesto; e a cabeça firma-se-lhe, alta, sobre os ombros possantes aclarada pelo olhar desassombrado e forte; e corrigem-se-lhe, prestes, numa descarga nervosa instantânea, todos os efeitos do relaxamento habitual dos órgãos; e da figura vulgar do tabaréu canhestro reponta, inesperadamente, o aspecto dominador de um titã acobreado e potente, num desdobramento surpreendente de força e agilidade extraordinárias.

(Os sertões, 2002. Adaptado.)

Na palavra “desdobramento”, podem ser identificados o prefixo “des”, o radical “dobra” e o sufixo “mento”. Prefixo, radical e sufixo também contribuem para formar a seguinte palavra do texto: