O chefão da Amazon é pintado no livro como uma divindade cruel e vingativa da indústria digital. (...) "Se você não for bom, Jeff vai ________________ e depois ________________. Se você for bom, ele vai pular nas suas costas e ________________ para montar em você."
Livros - Veja, 16/04/2014.Identifique a alternativa que preenche corretamente as lacunas do trecho acima.
Leia o trecho:
“É uma maldição porque obriga e arrasta como um vício penoso, do qual é quase impossível se livrar, pois nada o substitui. E é uma salvação. Salva a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e que nunca se entende a menos que se escreva.”
Clarice LispectorIdentifique a alternativa que classifica corretamente, pela ordem, a função sintática dos termos destacados no trecho.
Pode-se afirmar corretamente, a respeito do soneto de Gregório de Matos, abaixo, que
DESCREVE O QUE ERA NAQUELE TEMPO A CIDADE DA BAHIA
A cada canto um grande conselheiro,
Que nos quer governar cabana, e vinha,
Não sabem governar sua cozinha,
E podem governar o mundo inteiro.
Em cada porta um bem frequente olheiro,
Que a vida do vizinho, e da vizinha
Pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha,
Para o levar à praça, e ao terreiro.
Muitos mulatos desavergonhados,
Trazidos sob os pés os homens nobres,
Posta nas palmas toda a picardia.
Estupendas usuras nos mercados, Todos, os que não furtam, muito pobres, E eis aqui a cidade da Bahia.
Atente para o excerto abaixo:
Ouvi os passos lentos de minha avó chamando Bibiana, chamando Zezé, Domingas, Belonísia. “Bibiana, não está vendo as batatas queimando?” Havia um cheiro de batata queimada, mas tinha também o cheiro do metal, o cheiro do sangue que ensopava minha roupa e a de Belonísia.
(Itamar Vieira Junior, Torto Arado, p. 16)I. o trecho aspeado indica discurso indireto livre, pois não há introdução com a presença de verbo dicendi.
II. há, no excerto, mudança de registro formal para informal, pela presença, no mesmo enunciado, das formas verbais “havia” e “tinha”.
III. a indecisão no uso da repetição (“chamando” ... “chamando”; “um cheiro” ... “o cheiro” ... “o cheiro”) e da elipse (do verbo indicando Domingas e Belonísia; e do substantivo “roupa” em relação a “de Belonísia”) revela insipiência narrativa do romancista.
IV. o relativo “que” tem como referente expresso “o cheiro do sangue” e é um dos vários elementos de coesão presentes no excerto.
V. a forma verbal “vendo” pode ser interpretada com sentido sinestésico.
Estão CORRETAS apenas as assertivas
Há uns oito anos, na época em que filmava Boca em São Paulo, Daniel de Oliveira tomava banho quando teve um insight de que iria viver Éder Jofre na telona. “Senti isso debaixo do chuveiro e dei um soco no azulejo”, revela o ator em coletiva de imprensa durante o Festival de Gramado, em agosto. “Consegui o contato dele, me apresentei como o ator que tinha feito Cazuza no cinema e disse que gostaria de interpretá-lo, mas ele respondeu que já tinha alguém tocando um projeto sobre sua vida, e ali tudo acabou pra mim, a ideia adormeceu.”
(Preview, set/2018)A respeito do excerto, podemos afirmar que
I. "Há", em "Há uns oito anos", deveria, pela gramática normativa, estar no imperfeito do indicativo ("Havia") para ter correspondência temporal com "filmava" e "tomava", formas desse tempo verbal.
II. "Há uns oito anos" é uma oração subordinada que se refere a "teve um insight..."
III. há presença de discurso direto e indireto, ambos com as marcas formais dessas formas discursivas.
IV. "lo" (em "interpretá-lo") e "sua" (em "sua vida") são formas pronominais anafóricas que se referem a "Cazuza".
Estão corretas apenas
Leia o texto abaixo, de Chico Buarque de Holanda.
Se uma nunca tem sorriso
É pra melhor se reservar
E diz que espera o paraíso
E a hora de desabafar
A vida é feita de um rosário
Que custa tanto a se acabar
Por isso às vezes ela para
E senta um pouco pra chorar
Que dia! Nossa, pra que tanta conta
Já perdi a conta de tanto rezar
Se a outra não tem paraíso
Não dá muita importância, não
Pois já forjou o seu sorriso
E fez do mesmo profissão
A vida é sempre aquela dança
Onde não se escolhe o par
Por isso às vezes ela cansa
E senta um pouco pra chorar
Que dia! Puxa, que vida danada
Tem tanta calçada pra se caminhar
Mas toda santa madrugada
Quando uma já sonhou com Deus
E a outra, triste namorada
Coitada, já deitou com os seus
O acaso faz com que essas duas
Que a sorte sempre separou
Se cruzem pela mesma rua
Olhando-se com a mesma dor
Que dia! Cruzes, que vida comprida
Pra que tanta vida pra gente desanimar
Podemos considerar que
I. as personagens do poema representam uma religiosa e uma prostituta, tanto por suas ações e atribuições, quanto pela linguagem em discurso direto que usam.
II. o antagonismo que separa as duas personagens se desfaz pela dor que as une.
III. no texto, há presença de discurso direto, com verbo dicendi implícito, e indireto, com verbo dicendi expresso.
IV. no texto, a palavra “conta”, nos dois registros, tem sentido diferente, um concreto, o outro abstrato.
Estão corretas
Leia o trecho extraído da obra O Irmão Alemão, de Chico Buarque.
"Passa da meia-noite quando o Thelonious e eu nos separamos na esquina entre nossas casas, e da rua vejo a luz do escritório do meu pai."
Sobre o trecho, analise as proposições abaixo.
I. A palavra "quando", no contexto, poderia ser substituída por "enquanto" sem prejudicar o sentido.
II. A preposição "entre" estabelece uma relação de reciprocidade.
III. As formas verbais "passa" e "vejo" expressam um fato passado como se fosse no presente.
IV. A preposição "de" em "da rua" e "do escritório" estabelece uma relação de origem.
Está(ão) correta(s) apenas
Em
“FAÇA TUDO, MAS
FAÇA O FAVOR: NÃO
MUDE O DISCURSO
DA ÉTICA QUE É SÓ
SEU. O POVO NÃO
VAI PERDOAR”
Ruth de Aquino, Época 21/10/2013I. As formas verbais FAÇA e MUDE estão, respectivamente, no modo imperativo negativo.
II. Ao sugerir a mudança de discurso, a colunista impõe a pessoa a ser radical.
III. Alterando a forma de tratamento de FAÇA e MUDE para o tratamento tu, obtém-se: FAZ e E NÃO MUDES.
IV. A forma verbal VAI PERDOAR tem seu complemento verbal implícito no contexto.
Está(ão) correta(s)
Leia o excerto abaixo, extraído da INTERNET, para responder a questão.
“Na entrevista com Pedro Bial, nesta madrugada, o ministro Sérgio Moro reforçou a suspeita de que não tem muita intimidade com a língua portuguesa. Já tinha viralizado seu depoimento falando em “conge” ou “sobre violenta emoção”. No Bial, ele usou a palavra “rugas” no lugar de “rusgas”. (...) Pior que tudo: falou três vezes “haviam” no sentido de “existiam”.
O autor do texto, ao afirmar que “Moro reforçou a suspeita de que não tem muita intimidade com a língua portuguesa”, empregou linguagem figurada que pode ser interpretada como:
I. Ironia
II. Prosopopeia
III. Eufemismo
IV. Metáfora
Está correto o que se afirma em:
Um guerreiro sem espada
sem faca, foice ou facão
armado só de amor
segurando um giz na mão
o livro é seu escudo
que lhe protege de tudo
que possa lhe causar dor
por isso eu tenho dito
Tenho fé e acredito
na força do professor.
A partir do trecho acima, podemos afirmar que
I. a força do professor é a mesma de um guerreiro que usa armas de guerra em prol do saber.
II. o professor usa o livro como insígnia do saber, para impor seus conhecimentos aos alunos.
III. “escudo” é, no texto, um exemplo de metáfora, cujo emprego é inadequado, pois o saber não pode se ancorar em armas de guerra.
IV. o emprego do pronome “lhe”, em “lhe protege”, tem a mesma função do “lhe” em “lhe causar dor”.
V. o pronome “lhe”, em “lhe protege”, apesar de não recomendado pela orientação gramatical tradicional, é aceitável como forma de comunicação.
Está correto o que se afirma apenas em