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PortuguêsFACISA2019

Leia o trecho abaixo para responder à questão.

Esta Ilha de Maré, ou de alegria,
Que é termo da Bahia
Tem quase tudo quanto o Brasil todo,
Que de todo o Brasil é breve apodo;
E se algum tempo Citereia a achara,
Por esta sua Chipre desprezara,
Porém tem com Maria verdadeira
Outra Vênus melhor por padroeira.

(Trecho final de “À Ilha de Maré”, de 1705, de Botelho de Oliveira)

Em “Porém tem com Maria verdadeira / Outra Vênus melhor por padroeira”, temos, do ponto de vista gramatical, dentre outras funções:

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“Uma vida é tão pouco, penso. Às seis
os teus passos se alastram feito música.
O teu riso é um jazz. O azul em inglês
toma conta do tempo e a nós dois dubla.”

(BASÍLIO, Astier. Servir a quem vence, Ilhéus: Mondrongo, p. 77)

A estrofe aqui transcrita, do poema Clichê número Dois,

I. é um exemplo de função poética da linguagem, contribuindo para isso o emprego de símile (“os teus passos se alastram feito música”) e metáfora (“o teu riso é um jazz”), além de outros recursos poéticos sonoros.

II. enquadra-se predominantemente na função emotiva da linguagem, pois percebe-se a presença do “eu”, emprestando lirismo ao texto, além de uma linguagem carregada de emoção. Contribui ainda para isso o aspecto musical, tanto no emprego de aliterações e assonâncias, quanto em outros aspectos melódicos.

III. configura-se como um misto de função metalinguística e referencial, pois apropria-se da forma poética para referir-se ao sentimento de paixão do emissor pelo receptor da mensagem.

IV. exemplifica muito bem um caso misto de função poética e apelativa, pois, como se sabe, todo poema tem linguagem poética e , além disso, o poeta usa as palavras para comover a amada, apelando para seus sentimentos.

É correto o que se afirma apenas em

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A poesia, sabemos, permite-se licenças poéticas que a prosa não literária rejeita. Abaixo seguem versos de Nova Cantada, de Astier Basílio.

“Você é mais bonita que a Estação Ciência
cercada de anoitecer por todos os seus finais,
mais bonita que Pola Oloixarac,
que o Cabo Branco despencando da Praça de
Iemanjá, mais
bonita que o trecho do Grande Sertão
que diz: ‘Diadorim é minha neblina’ ou a cena
que Riobaldo
tenta segurá-la com os olhos”

(BASÍLIO, Astier. Servir a quem vence, Ilhéus: Mondrongo, p. 57)

Em “a cena que Riobaldo tenta...”, o processo de relativização formal, quanto ao emprego do relativo “que”, para uma regência de acordo com a norma culta, exigiria como alternativa correta

I. que o relativo viesse regido da preposição “em”, cujo resultado seria “em que”.

II. que o relativo fosse substituído por “a qual”, regido da preposição “em”, resultando em “na qual”.

III. que o relativo fosse substituído pelo advérbio de lugar “onde”.

IV. que o relativo fosse substituído pelo pronome “cuja”.

É correto o que se afirma apenas em

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Na Carta ao Leitor da Veja (23/04/2014), lê-se:

“Há sinais de vida ética e inteligente vindos do inóspito mundo oficial brasileiro. Eles são tênues e quase somem em meio ao alarido de escândalos sucessivos que se abatem sobre a opinião pública. Mas vale a pena aguçar os sensores para detectá-los.”

No trecho acima:

I. São termos que se constituem como articuladores textuais, mantendo a coesão, “Eles”, “que”, “Mas” e “los”.

II. “los” tem o mesmo referente que “Eles”.

III. “los” tem como referente “sensores”.

IV. O verbo haver, na primeira linha, tem sentido existencial.

Das proposições apresentadas podemos concluir que

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Na revista Época, nº 801, pág. 15, lê-se:

“Havia muito tempo não se via tanto panda num lugar só. Nada menos que 14 filhotes de panda-gigante foram apresentados na quarta-feira, dia 25, pelo governo chinês, num centro de pesquisa para a reprodução de pandas, na província de Sichuan, no sul do país”.

Com relação ao trecho acima, julgue as proposições abaixo.

I. A forma “havia” poderia ser substituída, em linguagem culta, por “Há”, que é a forma mais corrente quando se usa esse verbo no sentido de tempo passado.

II. Seria melhor usar a forma “Há”, em vez de “Havia”, para evitar a rima interna com “via”.

III. Há erro no emprego da forma “foram apresentados”, no plural, pois o sujeito iniciado por “Nada menos” impõe o singular.

IV. “pelo governo chinês” funciona como agente da passiva com relação à forma verbal “foram apresentados”.

Da análise das proposições, podemos concluir que

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Em “A outra nobreza de Bruzundanga, porém, não tem base em cousa alguma”, temos a expressão adversativa deslocada.

A posição da adversativa está correta também em:

I. A outra nobreza, porém, de Bruzundanga, não tem base em cousa alguma.

II. A outra nobreza de Bruzundanga não tem, porém, base em cousa alguma.

III. A outra nobreza de Bruzundanga não tem base, porém, em cousa alguma.

IV. Porém a nobreza de Bruzundanga não tem tem base em cousa alguma.

Conclui-se que estão corretas apenas

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Leia a mensagem abaixo:

Se você seguir fielmente o padrão aí sugerido, nunca dirá ( I ), mas, sim ( II ).

Complete as lacunas acima com as expressões adequadas ao contexto e assinale a alternativa que mantém a relação correta:

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Observe os conhecidos versos de Vinícius de Moraes (de Soneto da Fidelidade), abaixo:

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Analise as assertivas:

I. Uma figura de estilo que se destaca, entre outras, é o assíndeto, marcado pelas vírgulas no segundo verso.

II. “De tudo”, que abre a estrofe, complementa o adjetivo “atento”, evidenciando um caso de inversão.

III. “Que”, no terceiro verso, é um conectivo consecutivo, pois inicia a oração “mesmo em face do maior encanto”, com significado de consequência em relação ao zelo pelo amor.

IV. O sujeito “meu pensamento” é um caso de anástrofe, entre várias outras ocorrências de inversão presentes na estrofe.

V. “ele”, no último verso, tem como referente “o meu amor” (primeiro verso), constituindo-se como um caso de coesão referencial.

Com relação às assertivas acima, estão corretas apenas

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Leia o excerto de um texto de João Guimarães Rosa, O burrinhopedrês, do livro Sagarana, para responder à questão

Era um burrinho pedrês, miúdo e resignado, vindo de Passa-Tempo, Conceição do Serro, ou não sei onde no sertão. Chamava-se Sete-de-Ouros, e já fora tão bom, como outro não existiu e nem pode haver igual.

Agora, porém, estava idoso, muito idoso. Tanto, que nem seria preciso abaixar-lhe a maxila teimosa, para espiar os cantos dos dentes. Era decrépito mesmo a distância: no algodão bruto do pelo — sementinhas escuras em rama rala e encardida(...)

Assinale o único item correto com relação a propriedades gramaticais de excertos do texto em pauta:

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Sabendo que HAVER, empregado como EXISTIR, ACONTECER e na acepção de tempo decorrido é impessoal, preencha as lacunas com as formas corretas indicadas, respectivamente, abaixo.

– Mas momentos ___________________ em que, levados pela emoção, procedemos como seres indignos.
– Esta luta vocês a ___________________ por perdida antes mesmo do seu encerramento.
– ___________________ motins em naus de bons comandantes.
– ___________________ umas mil pessoas no auditório.
– Eles estavam à espera ___________________ muitas horas.

Assinale a alternativa que preenche corretamente o que se pede.