O fim da história
Não creio que o tempo
Venha comprovar
Nem negar que a História
Possa se acabar
Basta ver que um povo
Derruba um czar
Derruba de novo
Quem pôs no lugar
[...]
Quantos muros ergam
Como o de Berlim
Por mais que perdurem
Sempre terão fim
(GIL. 2013).Os versos “Basta ver que um povo / Derruba um czar”, da composição musical, podem ser associados à
Ele tinha uma área equivalente à dos estados do Rio de Janeiro e Alagoas juntos. Por séculos, foi um oásis no meio do deserto. Agora, este mar, localizado entre o Cazaquistão e o Uzbequistão, está morrendo. Simboliza o que poderá acontecer com os outros mananciais do planeta se o ritmo do uso irracional continuar como nos dias de hoje. Com a erosão e a retirada exagerada de água, o mar recebe anualmente 60 milhões de toneladas de sal carregadas pelos rios, matando peixes e, por consequência, a indústria pesqueira que sustentava a economia local. O sal e os pesticidas agrícolas se infiltraram no solo. Contaminaram lençóis freáticos, tornaram impossível a lavoura e elevaram a níveis epidêmicos doenças, como o câncer.
(ELE TINHA..., 2014).O texto se refere ao mar
O principal objetivo dessa campanha publicitária é
TEXTO:
[1] Fiquei prostrado. E contudo era eu, nesse tempo,
um fiel compêndio de trivialidade e presunção. Jamais o
problema da vida e da morte me oprimira o cérebro; nunca
até esse dia me debruçara sobre o abismo do Inexplicável;
[5] faltava-me o essencial, que é o estímulo, a vertigem...
Para lhes dizer a verdade toda, eu refletia as
opiniões de um cabeleireiro, que achei em Modena, e
que se distinguia por não as ter absolutamente. Era a
flor dos cabeleireiros; por mais demorada que fosse a
[10] operação do toucado, não enfadava nunca; ele intercalava
as penteadelas com muitos motes e pulhas, cheios de
um pico, de um sabor... Não tinha outra filosofia. Nem
eu. Não digo que a universidade me não tivesse ensinado
alguma; mas eu decorei-lhe só as fórmulas, o
[15] vocabulário, o esqueleto. Tratei-a como tratei o latim:
embolsei três versos de Virgílio, dois de Horácio, uma
dúzia de locuções morais e políticas, para as despesas
da conversação. Tratei-os como tratei a história e a
jurisprudência. Colhi de todas as coisas a fraseologia, a
[20] casca, a ornamentação...
Talvez espante ao leitor a franqueza com que lhe
exponho e realço a minha mediocridade; advirto que a
franqueza é a primeira virtude de um defunto. Na vida, o
olhar da opinião, o contraste dos interesses, a luta das
[25] cobiças obrigam a gente a calar os trapos velhos, a
disfarçar os rasgões e os remendos, a não estender ao
mundo as revelações que faz à consciência; e o melhor
da obrigação é quando, à força de embaçar os outros,
embaça-se um homem a si mesmo, porque em tal caso
[30] poupa-se o vexame, que é uma sensação penosa, e a
hipocrisia, que é um vício hediondo.
ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Objetiva, 2001. p. 70-71.O fragmento do texto que apresenta uma metáfora está transcrito em
TEXTO:
[1] Acordou. Levantou-se. Aprontou-se. Lavou-se.
Barbeou-se. Enxugou-se. Perfumou-se. Lanchou.
Escovou. Abraçou. Beijou. Saiu. Entrou. Cumprimentou.
Orientou. Controlou. Advertiu. Chegou. Desceu. Subiu.
[5] Entrou. Cumprimentou. Assentou-se. Preparou-se.
Leu. Despachou. Conferiu. Vendeu. Vendeu. Ganhou.
Ganhou. Ganhou. Lucrou. Lucrou. Lucrou. Lesou.
Explorou. Escondeu. Burlou. Safou-se. Comprou.
[10] Vendeu. Assinou. Sacou. Depositou. Depositou.
Depositou. Associou-se. Vendeu-se. Entregou. Sacou.
Depositou. Despachou. Repreendeu. Suspendeu.
Demitiu. Negou. Explorou. Desconfiou. Vigiou. Ordenou.
Telefonou. Despachou. Esperou. Chegou. Vendeu.
[15] Lucrou. Lesou. Demitiu. Convocou. Saiu. Despiu-se.
Dirigiu-se. Chegou. Beijou. Negou. Lamentou. Dormiu.
Roncou. Sonhou. Sobressaltou-se. Acordou. Preocupou-se.
Temeu. Suou. Ansiou. Tentou. Bebeu. Dormiu. Dormiu.
Dormiu. Acordou. Levantou-se. Aprontou-se...
MINO. Como se conjuga um empresário. Disponível em: . Acesso em: 18 jan. 2016. Adaptado.No texto de Mino, a utilização e a organização sequencial das formas verbais permitem inferir que a personagem principal
Leia o texto de John Gray para responder à questão.
Atualmente, a maior parte das pessoas pensa que pertence a uma espécie que pode ser senhora de seu destino. Isso é fé, não ciência. Não falamos de um tempo em que as baleias ou os gorilas serão senhores de seus destinos. Por que então os humanos?
Não precisamos de Darwin para perceber que nos parecemos com os outros animais. Basta observar um pouco nossas vidas para sermos levados à mesma conclusão. No entanto, como a ciência tem hoje uma autoridade com a qual a experiência comum não pode rivalizar, observemos o ensinamento de Darwin de que as espécies são apenas aglomerados de genes interagindo aleatoriamente uns com os outros e com seus ambientes em permanente mudança. Espécies não podem controlar seus destinos. Isso se aplica igualmente aos humanos. No entanto, é esquecido sempre que as pessoas falam sobre “o progresso da humanidade”. Elas depositaram sua fé numa abstração que ninguém pensaria em levar a sério se não fosse formada por restos de esperanças cristãs descartadas.
Se a descoberta de Darwin tivesse sido feita numa cultura taoísta ou xintoísta, hinduísta ou animista, muito provavelmente teria se tornado apenas um fio a mais no entrelaçado de suas mitologias. Nessas crenças, os humanos e os outros animais são afins.
Humanismo pode significar muitas coisas, mas para nós significa crença no progresso. Acreditar no progresso é acreditar que, usando os novos poderes que nos são propiciados pelo crescente conhecimento científico, os humanos podem se libertar dos limites que constrangem a vida de outros animais. Essa é a esperança de praticamente todo mundo hoje em dia, mas não tem fundamento. Pois, embora o conhecimento humano muito provavelmente continue a crescer e com ele o poder humano, o animal humano permanecerá o mesmo: uma espécie altamente inventiva que também é uma das mais predadoras e destrutivas.
Darwin mostrou que os humanos são como os outros animais, e os humanistas afirmam que não.
(Cachorros de palha, 2006. Adaptado.)“Essa é a esperança de praticamente todo mundo hoje em dia, mas não tem fundamento. Pois, embora o conhecimento humano muito provavelmente continue a crescer e com ele o poder humano, o animal humano permanecerá o mesmo” (4° parágrafo).
No contexto em que está inserido, o segmento destacado tem sentido de
TEXTO:
Seguimos nosso caminho por este mar de longo
Até a oitava da Páscoa
Topamos aves
E houvemos vista de terra
[5] os selvagens
Mostraram-lhes uma galinha
Quase haviam medo dela
E não queriam pôr a mão
E depois a tomaram como espantados
[10] primeiro chá
Depois de dançarem
Diogo Dias
Fez o salto real
as meninas da gare
[15] Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis
Com cabelos mui pretos pelas espáduas
E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas
Que de nós as muito bem olharmos
Não tínhamos nenhuma vergonha.
Nesse texto, a intertextualidade é identificada por meio de
Nós criamos uma civilização global em que os elementos mais cruciais – o transporte, as comunicações e todas as outras indústrias, a agricultura, a medicina, a educação, o entretenimento, a proteção ao meio ambiente e até a importante instituição democrática do voto – dependem profundamente da ciência e da tecnologia. Também criamos uma ordem em que quase ninguém compreende a ciência e a tecnologia. É uma receita para o desastre.
A candle in the dark é o título de um livro corajoso, baseado em grande parte na Bíblia, escrito por Thomas Ady e publicado em Londres em 1656, que ataca a caça às bruxas, então na ordem do dia, tachando-a de fraude “para enganar o povo”. Qualquer doença ou tempestade, qualquer coisa fora do comum, era atribuída à bruxaria. As bruxas devem existir, escreveu Ady, citando a argumentação dos “negociantes de bruxas”, “do contrário como é que essas coisas existem ou vêm a acontecer?”. Durante grande parte de nossa história tínhamos tanto medo do mundo exterior, com seus perigos imprevisíveis, que aceitávamos de bom grado qualquer coisa que prometesse suavizar ou atenuar o terror por meio de explicações. A ciência é uma tentativa, em grande parte bem- -sucedida, de compreender o mundo, de controlar as coisas, de ter domínio sobre nós mesmos, de seguir um rumo seguro. A microbiologia e a meteorologia explicam hoje o que, há alguns séculos, era considerado causa suficiente para queimar mulheres na fogueira.
(O mundo assombrado pelos demônios, 2006. Adaptado.)A microbiologia e a meteorologia explicam hoje o que, há alguns séculos, era considerado causa suficiente para queimar mulheres na fogueira.” (2° parágrafo)
Na voz passiva, o trecho transcrito assume a seguinte reda- ção:
Na leitura da aquarela a lápis preto sobre o papel, “Mulher sentada com joelho dobrado” (1917 ou 1918), do pintor austríaco Egon Schiele (1890 – 1918), observa-se que
Na charge de Laerte Coutinho, denuncia-se