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Aquestão refere-se à obra “Campo Geral”, incluída no livro Manuelzão e Miguilim, de João Guimarães Rosa, indicada para este concurso.

Assinale a correspondência CORRETA entre a passagem da narrativa e a respectiva doença a que se refere.

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Aquestão refere-se à obra “Campo Geral”, incluída no livro Manuelzão e Miguilim, de João Guimarães Rosa, indicada para este concurso.

“Voltando mais ao início da narrativa, é interessante notar que Miguilim se lembra de algumas passagens, na condição de menino ainda menor, de forma embaraçada, misturando tudo por sua ótica desordenada, não sabendo discernir o vivido do imaginado.”

(RESENDE, Vânia Maria. O menino na literatura brasileira. São Paulo: Editora Perspectiva, 1988, p.31.)

Assinale a alternativa que traz a passagem da narrativa que confirma a opinião da ensaísta

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Para responder à questão, leia o texto a seguir.

O TORPEDO NO VESTIBULAR

§1 “A polícia do Rio de Janeiro prendeu quatro estudantes que tentavam fraudar o vestibular de medicina na Universidade Gama Filho. Uma quadrilha teria cobrado entre R$ 10 mil e R$ 15 mil pela transmissão do gabarito do exame por meio de mensagens de texto (31/01/2006)”

§2 Apesar do fracasso dos quatro vestibulandos que haviam tentado fraudar a prova mediante mensagens pelo celular, ela decidiu fazer a mesma coisa. Em primeiro lugar, porque morava numa cidade muito menor que o Rio, no qual as medidas de segurança não eram tão rigorosas. Depois, não recorreria a quadrilha nenhuma, coisa que, segundo imaginava, tornava a operação vulnerável. Em terceiro lugar, não tinha outra opção: não sabia quase nada, e era certo que seria reprovada. Por último, havia uma coincidência favorável: estava com antebraço esquerdo engessado. Nada preocupante, na verdade até poderia ter tirado o gesso, mas não o fizera, o que se revelara providencial: agora contava com um ótimo esconderijo para o celular.

§3 Quem mandaria o gabarito? O namorado, claro. Rapaz inteligente (já estava cursando a faculdade), só teria de perguntar as questões para alguém que tivesse terminado a prova e enviar o gabarito por torpedo. Quando fez a proposta ao rapaz, ele pareceu um tanto relutante, incomodado mesmo. E no dia do vestibular ela descobriu por quê.

§4 Quarenta minutos depois de iniciada a prova, ela recebeu o tão esperado torpedo. Para sua surpresa, não continha o gabarito, e sim uma mensagem: “Sinto muito, mas não posso continuar namorando uma pessoa tão desonesta. Considere terminada a nossa relação. PS: Boa sorte no vestibular.” Com o que ela foi obrigada a concluir: tão importante quanto o torpedo é aquele que dispara o torpedo.
(SCLIAR, Moacyr. Histórias que os jornais não contam. Rio de Janeiro: Agir, 2009. p.97.)

Assinale a alternativa que NÃO apresenta ideia de oposição.

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Para responder à questão, leia a charge abaixo.

Assinale a alternativa que contém uma informação INCORRETA sobre a charge de Duke.

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“Especificamente sobre o tétano, Rosa deixou um relato emocionado, quando descreve a morte de Expedito, o Dito. Sempre fiel aos fatos médicos, registrou a evolução da doença, de sua origem ao óbito.”

(GOULART, Eugênio Marcos Andrade. O viés médico na literatura de Guimarães Rosa. Belo Horizonte: Faculdade de Medicina da UFMG, 2011, p.80-82. Texto adaptado.)

Abaixo estão transcritos trechos que enfocam a doença de Dito.

I.“A febre era mais muita, testa de Dito quente que pelava. [...] Tudo endurecia, no corpo dele. – ‘Miguilim, espera, eu estou com a nuca tesa, não tenho cabeça pra abaixar...’”

II.“Mãe segurava com jeito o pezinho machucado doente, como caso pudesse doer ainda no Dito, se o pé batesse na beira da bacia. O carinho da mão de Mãe segurando aquele pezinho do Dito era a coisa mais forte neste mundo.”

III.“Mas foi aí que o Dito pisou sem ver num caco de pote, cortou o pé: na cova-do-pé, um talho enorme, descia de um lado, cortava por baixo, subia da outra banda.”

IV.“O Dito não podia caminhar só podia pulando num pé só, mas doía, porque o corte tinha apostemado muito, criando matéria.”

Assinale a alternativa que apresenta a sequência cronológica da enfermidade

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Aquestão refere-se à obra “Campo Geral”, incluída no livro Manuelzão e Miguilim, de João Guimarães Rosa, indicada para este concurso.

Assinale a alternativa INCORRETA em relação à narrativa de Guimarães Rosa.

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Para responder à questão, leia o texto a seguir.

PESSOAS E NUVENS

1º§ Existe gente que carrega no semblante, nos gestos e nas palavras um jeito de nuvem que chove na roseira de cada um de nós. Molham de afeto a nossa convivência. Parecem trazer sobre a cabeça um regador para banhar os amigos e semelhantes. Incitam o lado bom da vida, a criação, a amizade, o companheirismo. Essas são as pessoas que gosto de encontrar quando ando pelas ruas de nossa e outras cidades. É o tipo que ameniza o calor e nos protege do frio. Inteligentes e interessantes, logo bonitos. Chegam e partem sorrindo. A simples presença contagia e o perfume fica quando se vão.

2º§ Outros carregam tempestade e raios, trovões, reclamações e ódio. Gastam todo o seu tempo para maquinar maldades e desejar que o pior aconteça com os seus desafetos. São minoria, mas têm aptidão para enxergar, no mundo, o lixo e, na humanidade, um exército de adversários e inimigos que devem ser eliminados.

3º§ Seria bom que só existisse gente chuva prazenteira, mas viver em sociedade é complexo e estamos expostos aos chatos e bruxos. São estações inevitáveis, a primavera que traz colheita de frutos e flores e o outono das desesperanças. Confesso que não consigo compreender a razão de alguém somente agir para prejudicar, torcer pela derrota e infelicidade, trabalhar pelo caos. Na cabeça desses eu não entro e nem quero entrar. Tento evitá-los e me proteger de seus projetos de terremotos. Mas é necessário preservar nossas defesas para que não sejamos contaminados.

4º§ Quem reclama já perdeu, dizia o mestre João Saldanha; Quem não se conforma com o sucesso de alguém, e reclama, odeia, xinga e vitupera, perdeu a chance de aproveitar o que a existência tem de bom.

5º§ O mundo não caminha nem nunca caminhou de maneira justa, mas a vida, ah! a vida, é uma aventura deslumbrante que vale a pena ser degustada, em todos os sentidos. Meus olhos se concentram nesse território bendito habitado e irrigado pelos que amo.

(BRANT, Fernando. Casa aberta. Sabará, MG: Ed. Dubolsinho, 2012, p.215-216. Texto adaptado.)

Assinale a alternativa em que um procedimento usado no texto foi explicado de forma equivocada.

PortuguêsFCMMG2015

Para responder à questão, leia o texto a seguir.

Texto

O IDOSO E O MUNDO ACABADO

Quando jovem, e até mesmo adulto, em plena maturidade, auto-suficiente, eu tinha uma certa compaixão pelos velhos, pois os considerava com a vida acabada. Agora, sendo um velho, possuindo uma idade avançada, vim a descobrir o grande erro que havia cometido.

Talvez eu tenha sido levado a errar devido à nossa cultura, que pouco valoriza o idoso, e mais, era uma época em que a nossa população de idosos não era significativa, não se encontrava organizada como nos dias de hoje.

Senti pessoalmente como o idoso era tratado em nosso país: aos setenta anos de idade, em plena produtividade acadêmica, fui aposentado compulsoriamente.

Para alguns professores, é concedido o honroso título de Professor Emérito. É um grande privilégio; em lugar de ser aposentado como um professor vestindo pijama, o Professor Emérito veste uma beca. Como um velho amigo dizia: “O Professor Emérito é um eunuco acadêmico; tem a voz, mas não tem o voto nos colegiados da universidade.”

Antes de a aposentadoria chegar, comecei a planejar atividades que preencheriam o meu dia a dia. Comecei explorando a minha memória, escrevendo crônicas; já publiquei um livro, Diário Reinventado, e já estou com outro em impressão.

As leituras de Guimarães Rosa e a vivência em uma fazenda nas proximidades de Cordisburgo, durante cerca de 30 anos, levaram-me a observar os pássaros do cerrado, cotejando-os com aqueles citados pelo encantado vizinho Dr. Rosa. Agora observo os pássaros de rua, e estou preocupado com as dificuldades que têm para sobreviverem. Trata-se de uma fauna totalmente desprotegida. Vivem de teimosos.

Não tenho dúvidas de que, como idoso ido em anos, não perdi a capacidade de aprender. Eu não me sinto um idoso acabado, volto a insistir. Aquele infeliz julgamento de 50 anos passados está permanentemente na minha consciência. Foi preciso ter vivido todos estes longos anos para reformular os meus preconceitos, sustentados por uma auto-suficiência inexplicável.

(CISALPINO, Eduardo Osório. Percursos. B.H.: Editora do Autor, 2014, p.109. Texto adaptado.)

Assinale a afirmativa INCORRETA sobre aspectos linguísticos do texto:

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Para responder à questão, leia a tirinha abaixo.

Assinale a afirmativa CORRETA.

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Para responder à questão, leia o texto.

TEXTO: NUTRIÇÃO

Consultório de uma nutricionista.
MÉDICA: Fiz uma dieta pra você seguir à risca. É muito importante não fugir disso, pelo menos na primeira semana.
Mulher lê a dieta. Não entende.
MULHER: Não entendi. Pode pão à vontade?
MÉDICA: Pão é ótimo. Não leu no jornal de hoje?
MULHER: Saiu no jornal?
MÉDICA: Deixa eu só ver no G1 se continua fazendo bem. Continua. Pode comer. Quando começar a fazer mal eu te ligo.
Mulher lê a dieta.
MULHER: Tá escrito que eu preciso evitar brócolis?
MÉDICA: A todo custo. Acabei de receber um inbox no Face avisando que o brócolis caiu.
MULHER: Não era anticancerígeno?
MÉDICA: Sim, mas parece que tá dando Alzheimer. Então tem que botar na balança.
MULHER: Mas ovo pode?
MÉDICA: Ovo à vontade.
MULHER: Você acha que isso deve mudar?
MÉDICA: Não. O ovo parece que veio pra ficar (chega um SMS) Ih, não. Caiu. Por causa do colesterol. Não. É colesterol bom. Então pode. Eu tenho um grupo de WhatsApp só pro ovo.
MULHER: Não tem nada que seja definitivo? Tipo a linhaça?
MÉDICA: Linhaça tá superultramegaproibido a partir das duas da tarde.
MULHER: Faz mal comer depois das duas?
MÉDICA: Faz mal comer sempre. É que descobriram isso hoje, às duas.
MULHER: E abacate?
MÉDICA: Abacate mata.
MULHER: Então não.
MÉDICA: ...os germes...
MULHER: Então sim?
MÉDICA: ...responsáveis pela cura do câncer.
MULHER: Então não.
MÉDICA: Mas pela cura do câncer bom.

MULHER: Tem câncer bom?
MÉDICA: Não. Esse que é o problema.
MULHER: Então abacate não?
MÉDICA: Jamais. Não poderia. Deixar de poder. A não ser que venha a poder mesmo.
MULHER: Vou botar que não.
MÉDICA: Melhor.

(DUVIVIER, Gregorio. Put some farofa. São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p.121- p.122.)

Releia o trecho:

“MÉDICA: ...os germes...

MULHER: Então sim?

MÉDICA: ...responsáveis pela cura do câncer.”

A presença das reticências nessa passagem indica que