AprendiAprendi
PortuguêsUSCS2019

Leia o trecho do conto “Este quadro”, de Sérgio Sant’Anna, para responder à questão.

Este quadro está guardado — pode-se dizer até que escondido — no subsolo do Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e nunca houve uma ocasião em que tenha sido trazido aos andares superiores para alguma exposição. Na verdade, apenas um funcionário, de tempos em tempos, vê a pintura, pois é ele quem se incumbe dos cuidados para a conservação desta obra e de outras esquecidas.

Este quadro é uma tela de noventa por setenta centímetros, pintado no último quarto do século XVIII, é o que se deduz pelos materiais e técnicas utilizados. Nele é retratada, frontalmente, uma jovem negra nua, a não ser pela veste branca que sustém com a mão direita, o que não impede a visão de seu sexo e de seu seio esquerdo, mas parecendo, pelo segurar da veste, que ela hesita em deixar-se ver por um contemplador que figura no quadro. Esse contemplador, que olha para a moça e dá as costas para quem olha para o quadro, vê-se, por uma batina e pelo círculo cortado em seu cabelo, que é um padre ou seminarista, branco e jovem.

O local em que se encontram é o interior de um casebre de pau a pique, com o chão de terra batida, e o aposento é mobiliado apenas com um catre, um banco e uma mesa tosca, sobre a qual há uma moringa e um caneco. E pela janela aberta vê-se um matagal.

No quadro, não há assinatura nem data, mas é de supor que represente os tempos da escravatura ou próximos a esses.

(O homem-mulher, 2014.)

O texto é, predominantemente,

PortuguêsUSCS2019

Leia a tirinha de Charlie Brown e sua turma para responder à questão.

No terceiro quadrinho, a palavra “may” expressa ideia de

PortuguêsUSCS2019

Leia o trecho do conto “Este quadro”, de Sérgio Sant’Anna, para responder à questão.

Este quadro está guardado — pode-se dizer até que escondido — no subsolo do Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e nunca houve uma ocasião em que tenha sido trazido aos andares superiores para alguma exposição. Na verdade, apenas um funcionário, de tempos em tempos, vê a pintura, pois é ele quem se incumbe dos cuidados para a conservação desta obra e de outras esquecidas.

Este quadro é uma tela de noventa por setenta centímetros, pintado no último quarto do século XVIII, é o que se deduz pelos materiais e técnicas utilizados. Nele é retratada, frontalmente, uma jovem negra nua, a não ser pela veste branca que sustém com a mão direita, o que não impede a visão de seu sexo e de seu seio esquerdo, mas parecendo, pelo segurar da veste, que ela hesita em deixar-se ver por um contemplador que figura no quadro. Esse contemplador, que olha para a moça e dá as costas para quem olha para o quadro, vê-se, por uma batina e pelo círculo cortado em seu cabelo, que é um padre ou seminarista, branco e jovem.

O local em que se encontram é o interior de um casebre de pau a pique, com o chão de terra batida, e o aposento é mobiliado apenas com um catre, um banco e uma mesa tosca, sobre a qual há uma moringa e um caneco. E pela janela aberta vê-se um matagal.

No quadro, não há assinatura nem data, mas é de supor que represente os tempos da escravatura ou próximos a esses.

(O homem-mulher, 2014.)

“trazido aos andares superiores para alguma exposição. Na verdade, apenas um funcionário, de tempos em tempos, vê a pintura” (1º parágrafo)

No contexto em que está inserida, a expressão “Na verdade” introduz

PortuguêsUSCS2022

Leia o texto, extraído do livro Viva a língua brasileira!, de Sérgio Rodrigues, para responder à questão.

Personagem

O substantivo personagem, que um dia foi exclusivamente feminino, é cada vez mais — sobretudo no Brasil — compreendido como aquilo que chamam “comum de dois”, uma palavra invariável que pode ser masculina ou feminina conforme o caso.

Barbarismo? Erro crasso? Seria preciso ser extremamente conservador para condenar a esta altura algo que autores cultos vêm empregando há décadas e que todos os principais dicionários brasileiros e portugueses já aceitam: personagem é um substantivo de dois gêneros.

Se não cabe acusar de incorrer em erro quem, fiel ao uso clássico, diz que Bentinho é “uma personagem”, tampouco faz sentido condenar quem opta pelo uso moderno e distingue entre “o personagem Bentinho” e “a personagem Capitu”. Influência do francês?

Vinda do francês personnage — e portanto descendente do latim persona, inicialmente “máscara de teatro”, onde fomos buscar nosso substantivo pessoa —, a palavra teve seu gênero exclusivamente feminino defendido com ardor pelo influente gramático brasileiro Napoleão Mendes de Almeida em seu Dicionário de questões vernáculas.

Para Napoleão, o personagem não passava de um francesismo, influência do francês le personnage. Talvez fosse mesmo. Como em tantas outras questões em que o purismo foi atropelado pela marcha da história, cabe perguntar: e daí?

(Viva a língua brasileira!, 2016.)

Depreende-se do texto que seu autor,

PortuguêsUSCS2022

Para responder à questão, examine a charge do cartunista Tim O’Brien, publicada no Instagram por CartoonStock, em 27.05.2021.

Contribui decisivamente para o efeito de humor da charge o recurso à seguinte figura de linguagem:

PortuguêsUSCS2019

No conto “O Ritual Musgrave”, Sherlock Holmes recebeu um papel em que estavam descritas as perguntas e respostas de um ritual a que todos os integrantes da família Musgrave deveriam se submeter ao atingir a maioridade:

— De quem era?
— De quem morreu.
— Quem a terá?
— Quem vier.
— Qual era o mês?
— O sexto desde o primeiro.
— Onde estava o sol?
— Lá no carvalho.
— Onde estava a sombra?
— Debaixo do olmo.
— Como se andava?
— Norte dez e dez, leste cinco e cinco, sul dois e dois,
oeste um e um, e então embaixo.
— O que daremos por ela?
— Tudo o que é nosso.
— Por que devemos dar-lhe?
— Por causa da confiança.

(Arthur Conan Doyle. As aventuras de Sherlock Holmes, vol. III, s/d.)

Holmes supôs que o ritual correspondia a um mapa de localização e que norte dez e dez significava vinte passos no sentido norte e assim sucessivamente.

Considerando que cada passo corresponda a 50 cm, o módulo do vetor deslocamento entre o ponto em que Holmes iniciou a caminhada e o ponto em que a terminou é de, aproximadamente,

PortuguêsUSCS2019

Um investidor fez uma aplicação em um fundo de renda fixa. Segundo as regras desse investimento, caso o investidor realize retiradas antes de o dinheiro investido completar 240 dias no fundo, será cobrada uma taxa de saída, descrita do seguinte modo:

Taxa de saída: taxa que incide sobre o valor do resgate durante os primeiros 240 dias. Nesse período, a taxa de saída inicia-se em 1,44% no dia em que foi realizada a aplicação e decresce linearmente até atingir o valor de 0% ao final do período.

Caso esse investidor opte por fazer uma retirada de R$ 120.000,00 após completar exatos 90 dias da realização da aplicação nesse fundo, a taxa de saída cobrada pelo banco implicará em um valor igual a

PortuguêsUSCS2019

Leia o trecho inicial da crônica “Adivinhe quem veio para jantar”, de Paulo Francis, para responder à questão.

Bernardo Bertolucci, o diretor de O último tango em Paris, filme que a censura brasileira com a sua sapiência costumeira proibiu a 100 milhões de adultos em nosso país (aqui passa em TV), para não corromper-lhes a moral, está em Nova Iorque, ultimando o lançamento de uma versão reduzida a quatro horas e vinte minutos de seu 1900, de um original de seis horas.

Houve uma briga intensa entre Bertolucci e Grimaldi, o produtor, que queria uma versão de três horas e meia. Os motivos da briga, aprendi ontem, são literalmente impublicáveis. Bertolucci ganhou. O filme será exibido como ele quer no Festival de Cinema de Nova Iorque, em outubro, e distribuído por um consórcio que reúne a Fox e a CBS-TV.

Domingo à noite jantei com Bertolucci e a mulher, num pequeno grupo, e depois na minha casa conversamos até três horas da manhã. Uma experiência agradável e instrutiva e, para mim, uma quebra na monotonia do burocratês eufemístico de políticos e similares, que é a minha dieta diária de conversas com pessoas importantes. Apesar disso, devo dizer que me vali da oportunidade cheio de cautelas. Meus contatos com celebridades internacionais, a quem entrevistei ou não, nem sempre foram estimulantes. Em geral, evito-as como a praga. O egocentrismo dessa gente supera o meu, o que talvez explique a má vontade. E o simples fato de que são internacionais — e eu não — provavelmente é outro irritante, dada a minha vaidade.

(Diário da corte, 2012.)

“Apesar disso, devo dizer que me vali da oportunidade cheio de cautelas.” (3º parágrafo)

Assinale a alternativa que reescreve o período, mantendo o sentido original e a correção gramatical.

PortuguêsUSCS2019

Leia o trecho inicial da crônica “Adivinhe quem veio para jantar”, de Paulo Francis, para responder à questão.

Bernardo Bertolucci, o diretor de O último tango em Paris, filme que a censura brasileira com a sua sapiência costumeira proibiu a 100 milhões de adultos em nosso país (aqui passa em TV), para não corromper-lhes a moral, está em Nova Iorque, ultimando o lançamento de uma versão reduzida a quatro horas e vinte minutos de seu 1900, de um original de seis horas.

Houve uma briga intensa entre Bertolucci e Grimaldi, o produtor, que queria uma versão de três horas e meia. Os motivos da briga, aprendi ontem, são literalmente impublicáveis. Bertolucci ganhou. O filme será exibido como ele quer no Festival de Cinema de Nova Iorque, em outubro, e distribuído por um consórcio que reúne a Fox e a CBS-TV.

Domingo à noite jantei com Bertolucci e a mulher, num pequeno grupo, e depois na minha casa conversamos até três horas da manhã. Uma experiência agradável e instrutiva e, para mim, uma quebra na monotonia do burocratês eufemístico de políticos e similares, que é a minha dieta diária de conversas com pessoas importantes. Apesar disso, devo dizer que me vali da oportunidade cheio de cautelas. Meus contatos com celebridades internacionais, a quem entrevistei ou não, nem sempre foram estimulantes. Em geral, evito-as como a praga. O egocentrismo dessa gente supera o meu, o que talvez explique a má vontade. E o simples fato de que são internacionais — e eu não — provavelmente é outro irritante, dada a minha vaidade.

(Diário da corte, 2012.)

“Uma experiência agradável e instrutiva e, para mim, uma quebra na monotonia do burocratês eufemístico de políticos e similares, que é a minha dieta diária de conversas com pessoas importantes.” (3º parágrafo)

A expressão “burocratês eufemístico” deve ser entendida como

PortuguêsUPF2019

As figuras de linguagem e de pensamento são recursos ou estratégias que podem ser aplicados ao texto.

Tendo por base a campanha publicitária apresentada na Questão 1 e os enunciados “Cintos são para serem vestidos, não temidos” e “Não há desculpas para os maus-tratos contra as crianças”, é correto o que se afirma em: