TEXTO:
Amar e ser amado Amar e ser amado!
Com que anelo
Com quanto ardor este adorado sonho
Acalentei em meu delírio ardente
[5] Por essas doces noites de desvelo!
Ser amado por ti, o teu alento
A bafejar-me a abrasadora frente!
Em teus olhos mirar meu pensamento,
Sentir em mim tu’alma, ter só vida
[10] P’ra tão puro e celeste sentimento:
Ver nossas vidas quais dois mansos rios,
Juntos, juntos perderem-se no oceano
–Beijar teus dedos em delírio insano
Nossas almas unidas, nosso alento,
[15] Confundido também – amante – amado
Como um anjo feliz... que pensamento!?
Os termos “anelo” (v. 2) e “desvelo” (v. 5), dentro do contexto, podem ser substituídos, respectivamente, por
TEXTO:
Poema da necessidade
É preciso casar João,
é preciso suportar Antônio,
é preciso odiar Melquíades
é preciso substituir nós todos.
[5]É preciso salvar o país,
é preciso crer em Deus,
é preciso pagar as dívidas,
é preciso comprar um rádio,
é preciso esquecer fulana.
[10] É preciso estudar volapuque,
é preciso estar sempre bêbado,
é preciso ler Baudelaire,
é preciso colher as flores
de que rezam velhos autores.
[15] É preciso viver com os homens
é preciso não assassiná-los,
é preciso ter mãos pálidas
e anunciar O FIM DO MUNDO.
O único verso, dentre os citados, que contém uma oração reduzida cujo infinitivo forma um tipo de predicado que difere dos demais é
TEXTO:
–– Lampiãããããão morreu!
[...] Furando a escuridão lá de fora, relampeia aqui
dentro a mesma voz: morreu o peste cego! Ouvira bem?
Trafega-lhe no corpo um arrepio. Fora mesmo esse fio
[5] de mel que escorrera da zoada pra lhe adoçar as
entranhas? Tomara, santo Deus, tomara! E sem ter mão
de si, desgovernado numa vertigem sem qualquer ação,
Coriolano larga a linha pra uma banda e pula do
banquinho a rosnar vitoriado:
[10] –– Toma lá, satanás dos infernos!
DANTAS, Francisco J. C. Os desvalidos. 3. ed. rio de Janeiro: Objetiva, 2012. p. 13.O trecho em destaque, inserido na obra, permite afirmar que o recebimento da notícia da morte de Lampião causou alegria a Coriolano, porque, dentre os estragos que fez essa figura lendária no sertão nordestino, ele foi também responsável pela morte de
O traço de humor desse cartum diz respeito a uma crítica feita à
“Vai ao boião do café, sacode-o pela asa, e além da borra fria não encontra nada. Bicho caro da peste, e rugoso de se aviar: tem de ser torrado, batido no pilão — e ainda assim pouco rendoso”.
DANTAS, Francisco J.C. Os Desvalidos. 3 ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012, p.17O tipo de linguagem de que o autor se apropria para a construção de seu texto e que está apresentado no trecho destacado é
TEXTO:
Uma ótima relação médico-paciente é imprescindível quando está envolvido o binômio saúde-doença.
A informação pontual recebida através do médico assistente traz tranquilidade quanto ao que esperar a cada etapa
de um tratamento. Uma rotina de exames é necessária para a melhor solução para cada dificuldade que surja. O
acompanhamento contínuo durante esse período é decisivo, além da confiança baseada em uma sólida e bem estabelecida
[5] relação médico-paciente.
As dúvidas e apreensões dos pacientes são legítimas. Informar-se a respeito do que ocorre com seu organismo
quando ele adoece é importante sim, até para ajudar melhor na recuperação. Mas os indivíduos devem investir também,
e cada vez mais, na relação com seu médico. Ambos têm a mesma expectativa: o retorno rápido ao estado de normalidade
funcional e recuperação da saúde.
O COMPROMETIMENTO do médico. Disponível em:< https://saudeelongevidade.com/o-comprometimento-do-medico/>. Acesso em: 8 out. 2016.O texto evidencia
Afinal, o que tem a ver analfabetismo com mortalidade infantil?
É simples. O nível de instrução da mãe é um elemento vital para que a família perceba a necessidade de higiene e saneamento básico. Além disso, a mãe mais instruída sabe que é importante recorrer à rede de saúde.
Números do IBGE mostram que a taxa de mortalidade infantil chega a seu ponto máximo em família em que a mãe é analfabeta. E vai baixando à medida que a instrução aumenta. A morte de crianças pequenas entre filhos de mulheres que foram menos de um ano à escola é quase cinco vezes maior do que em famílias em que a mãe estudou mais de oito anos.
O texto destaca a
“E naquela terra encharcada e fumegante, naquela umidade
quente e lodosa, começou a minhocar, ali mesmo daquele
lameiro, a multiplicar-se como larvas no esterco.”
“a multiplicar-se como larvas no esterco.”
O termo “se” exerce morfossintaticamente função de
TEXTO:
Amar e ser amado Amar e ser amado!
Com que anelo
Com quanto ardor este adorado sonho
Acalentei em meu delírio ardente
[5] Por essas doces noites de desvelo!
Ser amado por ti, o teu alento
A bafejar-me a abrasadora frente!
Em teus olhos mirar meu pensamento,
Sentir em mim tu’alma, ter só vida
[10] P’ra tão puro e celeste sentimento:
Ver nossas vidas quais dois mansos rios,
Juntos, juntos perderem-se no oceano
–Beijar teus dedos em delírio insano
Nossas almas unidas, nosso alento,
[15] Confundido também – amante – amado
Como um anjo feliz... que pensamento!?
“P’ra tão puro e celeste sentimento: / Ver nossas vidas quais dois mansos rios, / Juntos, juntos perderem-se no oceano”(v. 10-12).
O termo “quais” pode ser substituído, sem perda de sentido, nesse contexto, por
“Caminhando, movia-se como uma coisa, para bem dizer não se diferenciava muito da bolandeira de seu Tomás (... E ele, Fabiano, era como a bolandeira. Não sabia por que, mas era.”
RAMOS, Graciliano. Vidas Secas, São Paulo: Record, 1994, p. 14-15O recurso estilístico empregado no fragmento destacado e que degrada a personagem,colocando-a em condição infra-humana, está bem definido como