Antes mundo era pequeno
Porque Terra era grande
Hoje mundo é muito grande
Porque Terra é pequena
Do tamanho da antena parabolicamará
Ê, volta do mundo, camará
Ê, ê, mundo dá volta, camará
[...]
De jangada leva uma eternidade
De saveiro leva uma encarnação
[...]
De avião, o tempo de uma saudade
(GIL. 2015).
No contexto da época moderna, os versos “Antes mundo era pequeno / Porque Terra era grande” implica
O mundo agora baseava seu sustento na substituição de um objeto pelo outro, em prazos cada vez menores
As palavras da moda eram “descartável”, “virtual” e “obsoleto”.
A vida para os vampiros não estava fácil. O sangue das pessoas podia vir com AIDS, hepatite e drogas pesadas. O dos animais era uma porcaria também, contaminado por hormônio e agrotóxicos.
Os fios estavam desparecendo. Dos telefones, dos microfones, dos aparelhos de televisão, dos rádios, das antenas. O próprio cordão umbilical ia virando coisa do passado.
Faziam-se pessoas em ampolas de vidro e, num futuro próximo, cada um poderia tirar uma cópia de si mesmo a partir de uma célula, transportar a memória para o clone e viver para sempre. Os vampiros teriam companhia.
Mas na certa só os ricos vão ser imortais.
JAF, Ivan. O vampiro que descobriu o Brasil. Nova ed. rev. e ampl. São Paulo: Ática, 2012. p. 105.Nesse trecho do livro, Ivan Jaf, dando continuidade à busca incansável de Antônio Brás para matar o vampiro que o transformou em um ser imortal e poder voltar à sua condição normal,
TEXTO:
Nesse contexto comunicativo, é correto afirmar que o modo de falar da personagem reflete uma variante linguística conhecida como
TEXTO:
Na tentativa de caracterizar a arte e o artista, os autores, para efeito sonoro, recorreram a um recurso estilístico denominado de
TEXTO:
Poema da necessidade
É preciso casar João,
é preciso suportar Antônio,
é preciso odiar Melquíades
é preciso substituir nós todos.
[5]É preciso salvar o país,
é preciso crer em Deus,
é preciso pagar as dívidas,
é preciso comprar um rádio,
é preciso esquecer fulana.
[10] É preciso estudar volapuque,
é preciso estar sempre bêbado,
é preciso ler Baudelaire,
é preciso colher as flores
de que rezam velhos autores.
[15] É preciso viver com os homens
é preciso não assassiná-los,
é preciso ter mãos pálidas
e anunciar O FIM DO MUNDO.
Na construção do poema, destaca-se o uso de um recurso estilístico conhecido como
TEXTO:
O século XXI trouxe, em seu bojo, uma série de
promessas apocalípticas, assim como a profunda
sensação de severas mudanças nas relações
econômicas e socioculturais. Contemplamos essas
[5] modificações na busca de diretrizes e de novos valores
que possam redirecionar as múltiplas relações a que
estamos submetidos e traçar um novo perfil de escola,
de trabalho e de desenvolvimento social.
Ora, é certo que o individualismo é fruto das
[10] sociedades modernas. Se, por um lado, a valorização
do indivíduo livrou a humanidade dos entraves do
dogmatismo religioso e abriu as portas para a conquista
do desenvolvimento, por outro, transformou também a
natureza em domínio e conquista, e o humano, em
[15] moeda de troca. Se a “globalização” religiosa, utopia
que marcou os interesses da Igreja Católica em toda a
Idade Média e legitimou os interesses políticos das
chamadas “Cruzadas”, falhou, a globalização econômica
mostra, hoje, os sinais de sua força e legitima em nome
[20] da liberdade e do indivíduo a intolerância, a
homogeneização dos valores, dos gostos e até da língua.
Em nome da unidade se exerce o domínio e a conquista,
seja ela do mercado, seja dos valores ou da natureza.
Ser cidadão não é ser único, mas ser a cidade,
[25] reconhecer-se nas leis da cidade e compreendê-las. As
ideias de BEM, JUSTIÇA, VERDADE tornam-se a meta
a ser atingida para o bem-viver, e a ética, o esforço para
alcançar esses ideais...
GARCIA, Dalva Aparecida. Ética e cidadania no mundo contemporâneo. Disponível em: . Acesso em: 26 set. 2016. Adaptado.Na concepção da articulista, o conceito de cidadania passa
TEXTO:
Levando-se em consideração o contexto verbal desse cartum, o efeito de sentido do elemento coesivo que está anunciado inadequadamente é o relacionado como termo transcrito em
TEXTO:
Levando em consideração o pronunciamento da personagem dessa tira, é correto inferir que
TEXTO:
A gaveta da alegria
já está cheia
de ficar vazia
Está sem comprovação nesses versos
TEXTO:
–– Lampiãããããão morreu!
[...] Furando a escuridão lá de fora, relampeia aqui
dentro a mesma voz: morreu o peste cego! Ouvira bem?
Trafega-lhe no corpo um arrepio. Fora mesmo esse fio
[5] de mel que escorrera da zoada pra lhe adoçar as
entranhas? Tomara, santo Deus, tomara! E sem ter mão
de si, desgovernado numa vertigem sem qualquer ação,
Coriolano larga a linha pra uma banda e pula do
banquinho a rosnar vitoriado:
[10] –– Toma lá, satanás dos infernos!
DANTAS, Francisco J. C. Os desvalidos. 3. ed. rio de Janeiro: Objetiva, 2012. p. 13.Está estruturado em linguagem puramente denotativa o fragmento transcrito na alternativa