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Os assassinatos têm-se tornado rotineiros e é um dos mais sérios problemas de direitos humanos no Brasil. Milhares de brasileiros morrem, anualmente, nas mãos de fazendeiros, pistoleiros, grupos de extermínio e policiais.

Brasileiros e organizações internacionais têm acusado que policiais e pistoleiros eliminam pessoas suspeitas de serem criminosas, incluindo meninos de rua. [...] Autoridades federais, estaduais e municipais geralmente não agem contra os responsáveis pelas mortes.

Um menino de rua é mais do que um ser descalço, magro, ameaçador e mal vestido. É a prova da carência de cidadania de todo um país, onde uma imensa quantidade de garantias não saiu do papel da Constituição. É um espelho ambulante da História do Brasil. No futuro, o menino de rua será visto como hoje vemos os escravos.

DIMENSTEIN, Gilberto. Um crime sem punição. O Cidadão de Papel: A infância, a adolescência e os Direitos Humanos no Brasil. Disponível em: . Acesso em: 9 out. 2016.

Esse trecho do livro de Gilberto Dimenstein

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TEXTO:

Quantas vezes a gente, em busca da ventura,

Procede tal e qual o avozinho infeliz:

Em vão, por toda parte, os óculos procura

Tendo-os na ponta do nariz!

QUINTANA, Mário. Da felicidade. Disponível em: . Acesso em: 8 out. 2016.

Esse poema de Mário Quintana dialoga com o discurso de

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Essa homenagem pelo transcurso do Dia do Médico, feita por um médico para seus colegas,

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TEXTO:

Em relação às formas verbais usadas no texto, está correto o que se afirma em

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TEXTO:


Canção do exílio


Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
[5] Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
[...]
Não permita Deus que eu morra,
[10] Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

DIAS, Antônio Gonçalves Dias. Canção do Exílio. Primeiros cantos. Disponível em: http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/goncalvesdias-cancao-do-exilio/. Acesso em : 19 nov. 2018.

Dentre os versos transcritos do poema, o único improcedente sobre o que se diz dele é

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TEXTO:

A Medicina como síntese ativa de ciência e arte

Toda racionalidade médica, independentemente de

seu paradigma, caracterizou-se historicamente por

sintetizar, em uma atividade (práxis), a arte de curar

doentes (techne) e um conhecimento ou ciência de

[5] doenças (gnose, episteme). A história dessa atividade

é, talvez, tão antiga como o próprio homem na Terra, e

durante milênios não houve, aparentemente, na práxis

desse mediador entre os homens, o sofrer e a morte,

nenhuma divisão entre conhecimento e arte.

[10] A origem do conhecimento do médico era sagrada

e, em sua experiência pessoal vivida, que incluía uma

socialização e um treinamento de natureza esotérica,

este sintetizava episteme e techne.

De qualquer forma, a natureza do saber,

[15] nitidamente filosófico (religioso ou não), diferia

essencialmente do saber moderno, que busca o

científico como ideal de verdade desde o século XVII.

Nesse contexto, a Medicina ocidental pode ser vista

como uma racionalidade médica específica, inserida em

[20] uma história cultural também específica, conhecida como

civilização ocidental.

Houve, portanto, um percurso progressivo de

separação histórica e cultural entre os dois termos

básicos que constituem o cerne da Medicina, isto é, o

[25] conhecimento das doenças e a arte de curar, o que não

foi seguido pelas medicinas orientais.

LUZ, Madel. A medicina como síntese ativa de ciência e arte. Disponível em: . Acesso em: 31 ago. 2014. Com ajustes.

De acordo com o texto, do ponto de vista histórico, a Medicina

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TEXTO:

O século XXI trouxe, em seu bojo, uma série de

promessas apocalípticas, assim como a profunda

sensação de severas mudanças nas relações

econômicas e socioculturais. Contemplamos essas

[5] modificações na busca de diretrizes e de novos valores

que possam redirecionar as múltiplas relações a que

estamos submetidos e traçar um novo perfil de escola,

de trabalho e de desenvolvimento social.

Ora, é certo que o individualismo é fruto das

[10] sociedades modernas. Se, por um lado, a valorização

do indivíduo livrou a humanidade dos entraves do

dogmatismo religioso e abriu as portas para a conquista

do desenvolvimento, por outro, transformou também a

natureza em domínio e conquista, e o humano, em

[15] moeda de troca. Se a “globalização” religiosa, utopia

que marcou os interesses da Igreja Católica em toda a

Idade Média e legitimou os interesses políticos das

chamadas “Cruzadas”, falhou, a globalização econômica

mostra, hoje, os sinais de sua força e legitima em nome

[20] da liberdade e do indivíduo a intolerância, a

homogeneização dos valores, dos gostos e até da língua.

Em nome da unidade se exerce o domínio e a conquista,

seja ela do mercado, seja dos valores ou da natureza.

Ser cidadão não é ser único, mas ser a cidade,

[25] reconhecer-se nas leis da cidade e compreendê-las. As

ideias de BEM, JUSTIÇA, VERDADE tornam-se a meta

a ser atingida para o bem-viver, e a ética, o esforço para

alcançar esses ideais...

GARCIA, Dalva Aparecida. Ética e cidadania no mundo contemporâneo. Disponível em: . Acesso em: 26 set. 2016. Adaptado.

De acordo com o texto,

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A cachorra Baleia saiu correndo entre os alastrados quipás, farejando a novilha raposa. Depois de alguns minutos voltou desanimada, triste, o rabo murcho. Fabiano consolou-a, afagou-a. Queria apenas dar um ensinamento aos meninos. Era bom eles saberem que deviam proceder assim.

Alargou o passo, deixou a lama seca da beira do rio, chegou à ladeira que levava ao pátio. Ia inquieto, uma sombra no olho azulado. Era como se na sua vida houvesse aparecido um buraco. Necessitava falar com a mulher, afastar aquela perturbação, encher os cestos, dar pedaços de mandacaru ao gado. Felizmente a novilha estava curada com reza. Se morresse, não seria por culpa dele.

RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. Disponível em:< http:// www.lettere.uniroma1.it/sites/default/files/528/GRACILIANO-RAMOSVidas-secas-livro-completo.pdf>. Acesso em: 9 out. 2016.

Considerando-se o fragmento inserido na obra, a única afirmativa sem comprovação no contexto é a indicada em

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TEXTO:

Quantas vezes a gente, em busca da ventura,

Procede tal e qual o avozinho infeliz:

Em vão, por toda parte, os óculos procura

Tendo-os na ponta do nariz!

QUINTANA, Mário. Da felicidade. Disponível em: . Acesso em: 8 out. 2016.

Com referência aos recursos linguísticos usados na composição do texto, a única análise incorreta é a relacionada com o termo transcrito em

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TEXTO:

Nos dias atuais, o Brasil é considerado pelo ranking

mundial como a sexta maior economia do mundo. Mas

como pode uma das maiores economias ter seu sistema

de saúde pública defasado?

[5] Além das dificuldades e da falta de estrutura, a

saúde do nosso país também tem enfrentado um

problema gravíssimo, que envolve o dinheiro dos cofres

públicos: são os desvios de verbas destinados à saúde.

Infelizmente, tanto a imprensa quanto o Ministério

[10] Público Federal e Estadual têm divulgado diversos casos

de irregularidades e de corrupção que envolvem

parlamentares em esquemas milionários de

investimentos que deveriam servir para salvar vidas, mas,

lamentavelmente, acabam indo ralo abaixo ou até mesmo

[15] enriquecendo quem não está nem um pouco preocupado

com a saúde do povo.

SAÚDE pública no Brasil: dias atuais. Disponível em: . Acesso em: 3 out. 2016.

Com base nas ideias do texto, é correto afirmar que a voz autoral