Leia o texto que se segue, a fim de responder à questão que a ele se refere ou que o tomacomo ponto de partida.
QUANDO IRÁ A MÁQUINA SUPERAR OS HUMANOS?
[1] [...] Atualmente, as máquinas só conseguem fazer aquilo para o que foram programadas. Para que
viessem a se tornar uma ameaça ou tão somente rebeldes, seria necessário que adquirissem autoconsciência.
Na prática, elas precisariam ser capazes de reescrever seu próprio código – a essência de seu “ser”.
Para alguns estudiosos, como o filósofo americano John Searle, da Universidade da Califórnia, o
[5] risco não existe: se de fato houver tamanha inteligência, ela estará automaticamente domada e limitada pela
própria arquitetura computacional. Para outros estudiosos, como Bostrom, é apenas questão de tempo para
que as máquinas se livrem de suas amarras.
O professor, que também tem formação em computação e física, está entusiasmado com o fato de
que o assunto tornou-se alvo de atenção, em especial dos últimos dois anos, desde que seu livro foi lançado,
[10] em 2014.
Na opinião de Bostrom, se as pessoas estiverem devidamente alertadas para os riscos, resta um
“desafio”: investir as energias numa solução construtiva para o “problema do controle”, como diz à Folha.
Ele afirma que seu objetivo é lançar as bases para que a colaboração entre indústria e academia se efetive e
possa guiar as pesquisas para o futuro, atentando para princípios morais humanos.
[15] Para ele, a superinteligência nos conduziria rapidamente a um estado de maturidade tecnológica no
qual “muitas coisas que hoje parecem ficção científica seriam possíveis”. Por exemplo: “Uma extrema
extensão do tempo de vida, a colonização do espaço, o upload de mentes em computadores e muitas outras
aplicações que não dependam de violar as leis da física e as limitações da matéria”.
Para que a superinteligência seja realmente usada para finalidades como as que elenca, é crucial
[20] resolver a questão do controle. “Uma vez resolvida, dependerá de escolhermos ou não direcionar a mira
para esses objetivos”, diz. [...]
Disponível em: <www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2016/04/1761289-quando-ira-a-maquina superar-os-humanos.shtml>. Acesso em: 14 set. 2017. Adaptado.
No segundo parágrafo do texto, podemos observar
A campanha veiculada em rede nacional para a 29.a edição do Prêmio Jovem Cientista mostrou a confecção de um jardim vertical por alguns estudantes. A campanha começa com duas mãos de um estudante separando material de cascas de vegetal seco. Em seguida, uma outra estudante recebe uma mensagem e diz: “Gente, o Mateus está vindo pra cá com mais material!” Seu colega responde: “Vai ficar incrível!” Ela confirma: “Vai ficar demais.” Em outra mensagem, aparece: “Consegui mais 15 cascas.” Outra mensagem: “O muro verde vai refrescar a escola.” Outra mensagem: “Show.” A estudante então fala: “Assim vai dar até para participar do Prêmio Jovem Cientista.” Seu colega responde: “É! Jovem a gente é, mas cientista?” A estudante aponta para o jardim vertical (muro verde) e diz: “Tem alguma dúvida?”.
Nesse momento, uma professora aparece e afirma: “Eu não tenho. Olha o que vocês fizeram?” Considerando os passos de um método científico, assinale a alternativa que representa o jardim vertical contemplado nessa campanha.
TEXTO
Leilão
[1] De manhã cedo, num lugar todo enfeitado,
nóis ficava amuntuado prá esperá os compradô
depois passava pela frente do palanque,
afincado ao pé do tanque, que chamava bebedô.
[5] E nesse dia minha véia foi comprada
numa leva separada, de um sinhô mocinho ainda
minha véinha era a frô dos cativêro
foi inté mãe do terreiro da famia dos Cambinda.
No mesmo dia em que levaram minha preta
[10] me botaram nas grieta, qui é prá mó d´eu não fugi
e desde então o preto véio aperreô.
ficou véio como tô
Mas como é grande este Brasil.
E quando veio de Isabé as alforria
[15] percurei mais quinze dia,
mas a vista me fartô!
só peço agora, que me leve siá Isabé
quero ver se tá no céu
minha véia, meu amô!!
(CAMARGO, J. S.; TAVARES, H., 1930. Disponível em <http://www.anasalvagni.com.br/principal_cdalma.htm>. Acesso em: 20 ago. 2015.)
Nessa canção, pode-se identificar, acerca da maioria das escolhas linguísticas e vocabulares, EXCETO
TEXTO
Leilão
[1] De manhã cedo, num lugar todo enfeitado,
nóis ficava amuntuado prá esperá os compradô
depois passava pela frente do palanque,
afincado ao pé do tanque, que chamava bebedô.
[5] E nesse dia minha véia foi comprada
numa leva separada, de um sinhô mocinho ainda
minha véinha era a frô dos cativêro
foi inté mãe do terreiro da famia dos Cambinda.
No mesmo dia em que levaram minha preta
[10] me botaram nas grieta, qui é prá mó d´eu não fugi
e desde então o preto véio aperreô.
ficou véio como tô
Mas como é grande este Brasil.
E quando veio de Isabé as alforria
[15] percurei mais quinze dia,
mas a vista me fartô!
só peço agora, que me leve siá Isabé
quero ver se tá no céu
minha véia, meu amô!!
(CAMARGO, J. S.; TAVARES, H., 1930. Disponível em <http://www.anasalvagni.com.br/principal_cdalma.htm>. Acesso em: 20 ago. 2015.)
Nessa canção, os compositores deixam impressas marcas, principalmente do/da, EXCETO
Quem tem o direito de falar?
[1] [...] Há várias maneiras de silêncio. A mais comum é simplesmente calar quem não tem direito à
voz. Isso é o que nos lembram todos aqueles que se engajaram na luta por grupos sociais vulneráveis e
objetos de violência contínua (negros, homossexuais, mulheres, travestis, palestinos, entre tantos outros).
Mas há ainda outra forma de silêncio. Ela consiste em limitar sua fala. Assim, um será a voz dos
[5] negros e pobres, já que o enunciador é negro e pobre. O outro será a voz das mulheres e lésbicas, já que o
enunciador é mulher e lésbica. A princípio, isso pode parecer um ato de dar voz aos excluídos e subalternos,
fazendo com que negros falem sobre os problemas dos negros, mulheres falem sobre os problemas das
mulheres, e por aí vai.
No entanto, essa é apenas uma forma astuta de silêncio, e deveríamos estar mais atentos a tal
[10] estratégia de silenciamento identitário. Ao final, ela quer nos levar a acreditar que negros devem apenas
falar dos problemas dos negros, que mulheres devem apenas falar dos problemas das mulheres.
Pensar a política como circuito de afetos significa compreender que sujeitos políticos são criados
quando conseguem mudar a forma como o espaço comum é afetado.
Posso dar visibilidade a sofrimentos que antes não circulavam, mas quando aceito limitar minha fala
[15] pela identidade que supostamente represento, não mudarei a forma de circulação de afetos, pois não
conseguirei implicar quem não partilha minha identidade na narrativa do meu sofrimento. Minha produção
de afecções continuará circulando em regime restrito, mesmo que agora codificada como região setorizada
do espaço comum.
Ser um sujeito político é conseguir enunciar proposições que implicam todo mundo, que podem
[20] implicar qualquer um, ou seja, que se dirigem a essa dimensão do “qualquer um” que faz parte de cada um
de nós. É quando nos colocamos na posição de qualquer um que temos mais força de desestabilização de
circuitos hegemônicos de afetos.
O verdadeiro medo do poder é que você se coloque na posição de qualquer um.
Fonte: SAFATLE, Vladimir. Quem tem o direito de falar? Jornal Folha de São Paulo. C12 Ilustrada, 25 set. 2015. Adaptado.Indique a única acepção que diz respeito à expressão “qualquer um”, em “[...] implicar qualquer um [...]” (linha 20), no texto.
CENÁRIO DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIA NO BRASIL
[1] O estudo “Cenário da Infância e Adolescência no Brasil”, divulgado pela Fundação Abrinq, nesta
terça (21), revelou que 40% das crianças de até 14 anos estão em situação de pobreza, no Brasil. O dado é
preocupante, pois a vulnerabilidade social é refletida em muitos outros indicadores sociais, como trabalho
infantil, violência e acesso à água.
[5] A criança que não tem seus direitos básicos garantidos não se desenvolve integralmente. Quem não
tem escola de qualidade não chega à faculdade e consequentemente não rompe o ciclo da pobreza,
reproduzido de geração em geração. Quem não tem acesso à água sofre danos na saúde e quem não tem
lazer não vivencia a plena infância.
O relatório mostrou, por exemplo, que 70% das crianças de 0 a 3 anos não têm acesso às creches no
[10] Brasil. Com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2015, concluiu-se também o
aumento de 8,5 mil crianças de 5 a 9 anos no trabalho, na agricultura, indústria têxtil e frigorífica.
Há ainda outros números assustadores: segundo o IBGE, 9,8 milhões de domicílios no Brasil não
possuem acesso à rede de distribuição de água e rede de esgoto. Além disso, 25% dos bebês nascidos na
região Norte são de mães com menos de 19 anos. Há mais de 3,22 milhões de domicílios localizados em
[15] favelas no país, com aproximadamente 11,4 milhões de pessoas vivendo nessas condições. E no ano de
2015, mais de 56 mil mortes por homicídios foram notificadas no Sistema de Informações sobre
Mortalidade (SIM). Entre eles, 18,4% foram contra jovens com menos de 19 anos.
O cenário da infância e adolescência no Brasil é preocupante, ainda mais em um momento de forte
crise política e econômica. Não há bala de prata para solucionar o problema, mas é certo que a infância deve
[20] ser uma prioridade absoluta das políticas públicas, como garante a Constituição. Caso contrário,
continuaremos andando em círculos.
Fonte: RIBEIRO, Bruna. Cenário da infância e da adolescência no Brasil. Estadão Jornal Digital. Disponível em: <http://emais.estadao.com.br/blogs/bruna-ribeiro/criancas-pobreza-brasil/>. Publicado em: 23 mar. 2017. Acesso em: 5 set. 2017.
Indique a expressão que demonstra a perpetuação do ciclo de pobreza no Brasil.
CENÁRIO DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIA NO BRASIL
[1] O estudo “Cenário da Infância e Adolescência no Brasil”, divulgado pela Fundação Abrinq, nesta
terça (21), revelou que 40% das crianças de até 14 anos estão em situação de pobreza, no Brasil. O dado é
preocupante, pois a vulnerabilidade social é refletida em muitos outros indicadores sociais, como trabalho
infantil, violência e acesso à água.
[5] A criança que não tem seus direitos básicos garantidos não se desenvolve integralmente. Quem não
tem escola de qualidade não chega à faculdade e consequentemente não rompe o ciclo da pobreza,
reproduzido de geração em geração. Quem não tem acesso à água sofre danos na saúde e quem não tem
lazer não vivencia a plena infância.
O relatório mostrou, por exemplo, que 70% das crianças de 0 a 3 anos não têm acesso às creches no
[10] Brasil. Com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2015, concluiu-se também o
aumento de 8,5 mil crianças de 5 a 9 anos no trabalho, na agricultura, indústria têxtil e frigorífica.
Há ainda outros números assustadores: segundo o IBGE, 9,8 milhões de domicílios no Brasil não
possuem acesso à rede de distribuição de água e rede de esgoto. Além disso, 25% dos bebês nascidos na
região Norte são de mães com menos de 19 anos. Há mais de 3,22 milhões de domicílios localizados em
[15] favelas no país, com aproximadamente 11,4 milhões de pessoas vivendo nessas condições. E no ano de
2015, mais de 56 mil mortes por homicídios foram notificadas no Sistema de Informações sobre
Mortalidade (SIM). Entre eles, 18,4% foram contra jovens com menos de 19 anos.
O cenário da infância e adolescência no Brasil é preocupante, ainda mais em um momento de forte
crise política e econômica. Não há bala de prata para solucionar o problema, mas é certo que a infância deve
[20] ser uma prioridade absoluta das políticas públicas, como garante a Constituição. Caso contrário,
continuaremos andando em círculos.
Fonte: RIBEIRO, Bruna. Cenário da infância e da adolescência no Brasil. Estadão Jornal Digital. Disponível em: <http://emais.estadao.com.br/blogs/bruna-ribeiro/criancas-pobreza-brasil/>. Publicado em: 23 mar. 2017. Acesso em: 5 set. 2017.
Indique a alternativa que apresenta uma opinião, de acordo com o texto.
Texto 02
Identifica-se, nesse texto, que
Considere o trecho: “Em outros dias, fui soterrada pelo peso da história da praça. Foi nela que se registrou, em 1640, o fim do domínio espanhol, assinalado com a morte do secretário de estado — o infeliz foi atirado da janela do palácio para a praça.” (Linhas 7-9)
Sobre a organização sintática do trecho, analise as afirmativas que se seguem.
I. A vírgula depois da palavra “dias” foi usada de acordo com a norma, para separar uma oração subordinada adverbial, que está antecipada.
II. As vírgulas que intercalam o termo “em 1640” foram usadas de acordo com a norma, para separar um adjunto adverbial não oracional antecipado.
III. O uso do pronome “se” proclítico é obrigatório segundo a norma, pois a palavra “que” é atrativa.
IV. O travessão foi usado depois da palavra “estado” para introduzir um aposto explicativo não oracional.
Estão CORRETAS as afirmativas:
INSTRUÇÃO: Leia o texto que segue para responder às questões propostas.
AS TRÊS EXPERIÊNCIAS
Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para
escrever, e nasci para criar meus filhos. O “amar os outros” é tão vasto que inclui até perdão para mim mesma, com
o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo
urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida. Amar os outros é a única salvação individual que
[5] conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca.
E nasci para escrever. A palavra é o meu domínio sobre o mundo. Eu tive desde a infância várias vocações que
me chamavam ardentemente. Uma das vocações era escrever. E não sei por que foi esta que eu segui. Talvez
porque para as outras vocações eu precisaria de um longo aprendizado, enquanto que, para escrever, o aprendizado
é a própria vida se vivendo em nós e ao redor de nós. É que não sei estudar. E, para escrever, o único estudo é
[10] mesmo escrever. Adestrei-me desde os sete anos de idade para que um dia eu tivesse a língua em meu poder. E no
entanto cada vez que vou escrever, é como se fosse a primeira vez. Cada livro meu é uma estreia penosa e feliz.
Essa capacidade de me renovar toda à medida que o tempo passa é o que eu chamo de viver e escrever.
Quanto a meus filhos, o nascimento deles não foi casual. Eu quis ser mãe. Meus dois filhos foram gerados
voluntariamente. Os dois meninos estão aqui, ao meu lado. Eu me orgulho deles, eu me renovo neles, eu
[15] acompanho seus sofrimentos e angústias, eu lhes dou o que é possível dar. Se eu não fosse mãe, seria sozinha no
mundo. Mas tenho uma descendência e para eles no futuro eu preparo meu nome dia a dia. Sei que um dia abrirão
as asas para o voo necessário, e eu ficarei sozinha. É fatal, porque a gente não cria os filhos para a gente, nós os
criamos para eles mesmos. Quando eu ficar sozinha estarei cumprindo o destino de todas as mulheres [...].
Em qual dos enunciados a seguir há um uso figurativo no discurso da autora?