Baseando-se na premissa de que um bom desempenho cerebral está associado ao sono de qualidade, boa alimentação, exercícios físicos e exercícios mentais, um pesquisador resolveu testar uma hipótese sobre esse assunto. Ele queria investigar se a resolução de palavras cruzadas de diferentes níveis de complexidade ajudava na memorização de fatos. Assim, em um dado momento da pesquisa, formou, aleatoriamente, a partir de amostra selecionada, três grupos: GC – grupo controle, GE1 – grupo experimental 1, GE2 – grupo experimental 2.
Diante do exposto, uma atitude INCORRETA do pesquisador que, com certeza, comprometeria a conclusão da pesquisa seria:
Leia o texto.
Cidades de pequeno e médio porte já convivem com o crescimento dos aglomerados, onde as famílias enfrentam a violência e o tráfico de drogas e vivem sem água, esgoto e educação.
Elas já foram sinônimo de êxodo rural e de crescimento desordenado das capitais e regiões metropolitanas. Hoje, são uma das preocupações das médias e pequenas cidades de Minas Gerais, que assistem, em muitos casos, ao avanço das favelas e dos dramas vividos por quem mora em situação precária, pendurado nas encostas, em vielas e ruas sem asfalto – muitas vezes sem água tratada ou esgotamento sanitário – e à mercê do tráfico de drogas e da violência.
Oficialmente, em Minas, só há favelas em 33 municípios, a maioria delas concentrada em Belo Horizonte e região metropolitana e em polos como Ipatinga, no Vale do Aço, Juiz de Fora, na Zona da Mata, Governador Valadares, no Rio Doce, e Montes Claros, no Norte do estado. Em cidades pequenas, com menos de 50 mil habitantes, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), elas só existem em 11 municípios mineiros. Nos outros, são invisíveis, já que, para o instituto, as favelas, ou melhor, aglomerados urbanos subnormais, para usar a mesma terminologia do IBGE, precisam ter, pelo menos, um conjunto de 51 casas, independentemente do tamanho da cidade, para serem reconhecidas como tal.
(Disponível em: <http://www.em.com.br>. Acesso em: 12 set. 2015.)
De acordo com o texto, assinale a alternativa CORRETA.
Leia o texto que se segue, a fim de responder à questão que a ele se refere ou que o tomacomo ponto de partida.
QUANDO IRÁ A MÁQUINA SUPERAR OS HUMANOS?
[1] [...] Atualmente, as máquinas só conseguem fazer aquilo para o que foram programadas. Para que
viessem a se tornar uma ameaça ou tão somente rebeldes, seria necessário que adquirissem autoconsciência.
Na prática, elas precisariam ser capazes de reescrever seu próprio código – a essência de seu “ser”.
Para alguns estudiosos, como o filósofo americano John Searle, da Universidade da Califórnia, o
[5] risco não existe: se de fato houver tamanha inteligência, ela estará automaticamente domada e limitada pela
própria arquitetura computacional. Para outros estudiosos, como Bostrom, é apenas questão de tempo para
que as máquinas se livrem de suas amarras.
O professor, que também tem formação em computação e física, está entusiasmado com o fato de
que o assunto tornou-se alvo de atenção, em especial dos últimos dois anos, desde que seu livro foi lançado,
[10] em 2014.
Na opinião de Bostrom, se as pessoas estiverem devidamente alertadas para os riscos, resta um
“desafio”: investir as energias numa solução construtiva para o “problema do controle”, como diz à Folha.
Ele afirma que seu objetivo é lançar as bases para que a colaboração entre indústria e academia se efetive e
possa guiar as pesquisas para o futuro, atentando para princípios morais humanos.
[15] Para ele, a superinteligência nos conduziria rapidamente a um estado de maturidade tecnológica no
qual “muitas coisas que hoje parecem ficção científica seriam possíveis”. Por exemplo: “Uma extrema
extensão do tempo de vida, a colonização do espaço, o upload de mentes em computadores e muitas outras
aplicações que não dependam de violar as leis da física e as limitações da matéria”.
Para que a superinteligência seja realmente usada para finalidades como as que elenca, é crucial
[20] resolver a questão do controle. “Uma vez resolvida, dependerá de escolhermos ou não direcionar a mira
para esses objetivos”, diz. [...]
Disponível em: <www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2016/04/1761289-quando-ira-a-maquina superar-os-humanos.shtml>. Acesso em: 14 set. 2017. Adaptado.
De acordo com o texto, as questões que envolvem a inteligência das máquinas
Leia com atenção os versos iniciais da música “Beatriz”, de Chico Buarque de Holanda.
Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Leia os versos iniciais da música “Mulheres de Atenas”, de Chico Buarque de Holanda.
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos, orgulho e raça de Atenas
Quando amadas, se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem, imploram
Mais duras penas
Cadenas
Considerando o teor das músicas na íntegra, assinale a alternativa CORRETA.
A tirinha abaixo contempla um assunto que vem sendo muito discutido ultimamente, tornando-se cada vez mais comum no nosso meio. Analise-a.
Considerando o assunto contemplado, analise as alternativas abaixo e assinale a que NÃO corresponde a risco/ocorrência comum em situações vividas pela personagem principal da tirinha.
INSTRUÇÃO: Leia o texto que segue para responder às questões propostas.
AS TRÊS EXPERIÊNCIAS
Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para
escrever, e nasci para criar meus filhos. O “amar os outros” é tão vasto que inclui até perdão para mim mesma, com
o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo
urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida. Amar os outros é a única salvação individual que
[5] conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca.
E nasci para escrever. A palavra é o meu domínio sobre o mundo. Eu tive desde a infância várias vocações que
me chamavam ardentemente. Uma das vocações era escrever. E não sei por que foi esta que eu segui. Talvez
porque para as outras vocações eu precisaria de um longo aprendizado, enquanto que, para escrever, o aprendizado
é a própria vida se vivendo em nós e ao redor de nós. É que não sei estudar. E, para escrever, o único estudo é
[10] mesmo escrever. Adestrei-me desde os sete anos de idade para que um dia eu tivesse a língua em meu poder. E no
entanto cada vez que vou escrever, é como se fosse a primeira vez. Cada livro meu é uma estreia penosa e feliz.
Essa capacidade de me renovar toda à medida que o tempo passa é o que eu chamo de viver e escrever.
Quanto a meus filhos, o nascimento deles não foi casual. Eu quis ser mãe. Meus dois filhos foram gerados
voluntariamente. Os dois meninos estão aqui, ao meu lado. Eu me orgulho deles, eu me renovo neles, eu
[15] acompanho seus sofrimentos e angústias, eu lhes dou o que é possível dar. Se eu não fosse mãe, seria sozinha no
mundo. Mas tenho uma descendência e para eles no futuro eu preparo meu nome dia a dia. Sei que um dia abrirão
as asas para o voo necessário, e eu ficarei sozinha. É fatal, porque a gente não cria os filhos para a gente, nós os
criamos para eles mesmos. Quando eu ficar sozinha estarei cumprindo o destino de todas as mulheres [...].
Com o enunciado “Ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca” (linha 5) , a autora
Leia o fragmento do texto.
[...] Países que recebem refugiados, como Líbano, Jordânia, Quênia e Tailândia estão lotados e, cada vez mais, fecham suas fronteiras. Refugiados, várias vezes, tornam-se dependentes, “estocados” em campos e sem o direito a trabalhar por muitos anos. Diante disso, muitos optam por seguir adiante.
O desafio real não é como impedir as pessoas de vir à Europa; é como criar modelos globais inovadores e sustentáveis de assistência a refugiados. Uma opção seria olhar para os refugiados como uma questão de desenvolvimento e não apenas um problema humanitário.
Refugiados têm habilidades, talentos e aspirações. Uma abordagem voltada para o desenvolvimento na questão dos refugiados tem o potencial para fornecer oportunidades de ganhos a todos: refugiados, países anfitriões e doadores - até que refugiados possam voltar a seus países.
(BETTS, Alexander. Centro de Estudos de Refugiados da Universidade de Oxford. Disponível em: <http://g1.globo.com>. Acesso em: 10 out. 2015.)
Com base nos textos e em seus conhecimentos, assinale a alternativa CORRETA.
O trecho que se segue, integrante do romance Esaú e Jacó, de Machado de Assis, revela a disputa entre os gêmeos Pedro e Paulo, que era já sentida pela mãe na fase intrauterina.
De noite, na alcova, cada um deles concluiu para si que devia os obséquios daquela tarde, o doce, os beijos e o carro, à briga que tiveram, e que outra briga podia render tanto ou mais. Sem palavras, como um romance ao piano, resolveram ir à cara um do outro, na primeira ocasião. Isto que devia ser um laço armado à ternura da mãe, trouxe ao coração de ambos uma sensação particular, que não era só consolo e desforra do soco recebido naquele dia, mas também satisfação de um desejo íntimo, profundo, necessário. (Esaú e Jacó, Machado de Assis.)
Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma leitura adequada da obra.
Nós só usamos 10% do cérebro?
[1] Olha, você pode ter muitos defeitos, mas está livre dessa culpa: os tais 10% são pura lenda. “Sabemos
que grande parte do cérebro é utilizada. Isso explica por que até microlesões cerebrais podem causar danos
graves e irreversíveis”, diz o neurocientista e pesquisador do Hospital Sírio-Libanês, Erich Fonoff. Quantos
por cento então? “Atribuir um percentual é leviano. Para isso, teríamos que saber o que são os 100%. Ainda
[5] não chegamos nesse nível”.
Especialistas dizem que o “mito dos 10%” surgiu entre os defensores da paranormalidade. Para eles,
utilizar 100% é exclusividade de quem levita, lê mentes e entorta garfos a distância, enquanto atividades do
dia a dia limitam o resto de nós a apenas um décimo da “força do pensamento”. Bom, não apenas o suposto
cálculo foi puro chute, como a ciência nunca provou a existência de telepatia, telecinese e fenômenos afins.
[10] Mas e aqueles exercícios de aumentar a potência do cérebro? São mentira também? Nem todos. “O
sistema nervoso é plástico. Se for estimulado, aumenta o seu potencial colossalmente”, diz o chefe do
laboratório de Neurociências do Instituto de Biociências, Gilberto Xavier.
Fonte: Revista Superinteressante, jun. 2015, p. 7.Ao considerarmos as palavras em destaque no trecho: “Bom, não apenas o suposto cálculo foi puro chute, como a ciência nunca provou a existência de telepatia, telecinese e fenômenos afins.” (linhas 8-9), percebemos que está estabelecida entre elas uma ideia de
A respeito do filme “O carteiro e o poeta”, é INCORRETO afirmar: