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Entre os recursos expressivos empregados no texto, pode ser destacado(a):

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Empregar adequadamente os princípios que regem a concordância nominal e verbal significa dominar os mecanismos básicos de funcionamento da língua, como vemos na tirinha acima. Em qual das alternativas abaixo, foram observadas as regras de concordância?

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FAZER O QUE SE GOSTA

A escolha de uma profissão é o primeiro calvário de todo adolescente. Muitos tios, pais e orientadores vocacionais acabam recomendando “fazer o que se gosta”, um conselho confuso e equivocado.

Empresas pagam a profissionais para fazer o que a comunidade acha importante ser feito, não aquilo que os funcionários gostariam de fazer, que normalmente é jogar futebol, ler um livro ou tomar chope na praia.

Seria um mundo perfeito se as coisas que queremos fazer coincidissem exatamente com o que a sociedade acha importante ser feito. Mas, aí, quem tiraria o lixo, algo necessário, mas que ninguém quer fazer?

Muitos jovens sonham trabalhar no terceiro setor porque é o que gostariam de fazer. Toda semana recebo jovens que querem trabalhar em minha consultoria num projeto social. “Quero ajudar os outros, não quero participar desse capitalismo selvagem. ” Nesses casos, peço que deixem comigo os sapatos e as meias e voltem para conversar em uma semana.

É uma arrogância intelectual que se ensina nas universidades brasileiras e um insulto aos sapateiros e aos trabalhadores dizer que eles não ajudam os outros. A maioria das pessoas que ajudam os outros o faz de graça.

Empresas, hospitais, entidades beneficentes estão aí para fazer o que é preciso ser feito, aos sábados, domingos e feriados. Eu respeito muito mais os altruístas que fazem aquilo que tem de ser feito do que os egoístas que só querem “fazer o que gostam”.

Então teremos de trabalhar em algo que odiamos, condenados a uma vida profissional chata e opressiva? Existe um final feliz. A saída para esse dilema é aprender a gostar do que você faz. E isso é mais fácil do que se pensa. Basta fazer seu trabalho com esmero, bem feito. Curta o prazer da excelência, o prazer estético da qualidade e da perfeição.

STEPHEN KANITZ Disponível em: . Revista Veja, novembro de 2004.

Em relação às ideias do texto, assinale a opção correta:

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É EXPRESSAMENTE PROIBIDA A ENTRADA DE ALUNOS!

Em relação aos vícios textuais, o fenômeno evidenciado na placa acima é

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“Qualquer coisa que torne um texto difícil para ser lido e compreendido, como palavras desnecessariamente longas ou estruturas rebuscadas, abaixará a avaliação dos leitores sobre o texto e seu autor.”

Em relação ao trecho, fica evidente que essas características contrariam um dos expedientes retóricos vitais a um bom texto. O expediente é:

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Certas palavras não podem ser ditas

em qualquer lugar e hora qualquer.

Estritamente reservadas

para companheiros de confiança,

devem ser sacralmente pronunciadas

em tom muito especial

lá onde a polícia dos adultos

não adivinha nem alcança.

Entretanto são palavras simples:

definem

partes do corpo, movimentos, atos

do viver que só os grandes se permitem

e a nós é defendido por sentença

dos séculos

E tudo proibido. Então, falamos.

ANDRADE, Carlos Dummond de. A Palavra Mágica. 10. ed. Rio de Janeiro: Record, 2003.

Em relação ao sentido do pronome indefinido “em qualquer lugar e hora qualquer”, é correto afirmar que significam, respectivamente:

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Dois hambúrgueres, alface, queijo e...

No mar de incógnitas e incertezas que cercao futuro dos jornais, há pelo menos uma crença mais próxima de consenso, a de que a possibilidade de sobrevivência do impresso está na produção de um conteúdo diferentemente do jornalismo fast food servido na internet. O cardápio será mais seletivo, com menos pautas e mais profundidade e reflexão. Claro, não há lógica em bancar os altos custos do papel e da rede distribuição para entregar nas mãos do leitor o que ele já leu ontem no site.

Ao mesmo tempo, essa lógica não pode ignorar que toda transição comporta o que foi e o que há de vir: é preciso descobrir o futuro com os pés no presente, ainda mais quando é hoje que paga as contas do que se anuncia como o amanhã.

Já está em prática a primeira parte da equação; reduziu-se a pauta do impresso, embora mais por necessidade de cortar custos do que por ação planejada em direção a um novo modelo. A busca por profundidade no conteúdo, ao contrário, parece ter andado para trás.

...................................

As duas coberturas foram de uma pobreza franciscana. Sem análises, bastidores ou diferenciais sobre o noticiado no dia anterior. Fast food ainda, e servido frio.

Vera Guimarães Martins (ombudsman). Folha de S. Paulo. 12 abr. 2015.

Em relação ao objetivo do texto, pode-se afirmar que tem teor de

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Em relação à charge, marque a assertiva que traduz corretamente a imagem.

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BLACK BLOC E DEMOCRACIA

Reduzir a conduta dos black blocs à ilicitude seria tratar toda desobediência civil como mero ato de bandidagem. Mas, no momento, seus resultados são fascistas e precisam ser repensados Por Pedro Estevam Serrano — publicado 30/10/2013.

Já tive oportunidade de escrever sobre o movimento black bloc nessa coluna em artigo passado. Voltoao tema pelo andar recente da carruagem, me dando a liberdade jornalística de não me alongar em argumentos acadêmicos e citações.

O Estado Democrático de Direito implica na disputa pacífica do poder político. O argumento como substituto da violência, a lei como substituta do poder soberano absolutista.

Nesse aspecto, a legalidade é um valor essencial. A lei expressa a soberania popular e como tal tem de ser observada. A ordem democrática é um valor estruturante do regime político.

Entretanto, não há como deixar de observar na história do regime democrático no mundo que este evoluiu em termos de ampliação da garantia de direitos, por meio de rupturas desta mesma ordem jurídica.

Do voto feminino e universal aos direitos sociais, todas foram conquistas obtidas por rupturas populares da ordem que fizeram evoluir a democracia burguesa do fim do século XVIII para a democracia universal, representativa e com elementos de democracia direta, do mundo ocidental contemporâneo.

De instrumento puro de dominação, a democracia transmutou-se em veículo possível de transformações libertárias e sociais.

Disponível em: <http://www.cartacapital.com.br/politica/black-bloc-e-democracia-5941.html>. Acesso em 05 de nov. de 2013.

Em “Volto ao tema pelo andar [...] da carruagem [...]”, a expressão grifada pode ser substituída por

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FANATISMO

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.

Meus olhos andam cegos de te ver!

Não és sequer razão do meu viver,

Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...

Passo no mundo, meu Amor, a ler

No misterioso livro do teu ser

A mesma história tantas vezes lida!

Tudo no mundo é frágil, tudo passa...

Quando me dizem isso, toda a graça

Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:

Ah! Podem voar mundos, morrer astros,

Que tu és como Deus: Princípio e Fim!...

(ESPANCA, Florbela. Livro de Sóror Saudade, 1923)

Em “Passo no mundo, meu Amor, a ler no misterioso livro do teu ser”, temos: