Em “Minha terra tem Corinthians, onde canta o sabiá!”, o termo destacado é
“Longarinas” rememora um belo cartão-postal de Fortaleza - a Praia de Iracema e a Ponte dos Ingleses, ou “Ponte Velha” - com uma linda letra realçada por um maracatu romântico, acompanhado por um solo de viola e uma orquestração densa, valorizando a sonoridade dos violinos e lembrando os timbres populares das canções árabes.
Pesquisadores da música cearense como Gilmar de Carvalho, Mary Pimentel e Nelson Augusto compartilham da opinião de que Ednardo e o artista desta geração que mais cantou os nossos lugares de memória em suas canções.
CASTRO, Wagner. Ednardo. Fortaleza: Demócrito Rocha, 2017. P.76-77. (Coleção Terra Bárbara).É possível reconhecer no texto em questão que sua argumentação e orientada no sentido de convencer o público-leitor que o objetivo principal do texto e/são
A partir da tirinha, pode-se afirmar que:
I – A internet faz com que as pessoas leiam menos.
II – As redes sociais levam as pessoas a uma interação perfeita.
III – Os argumentos utilizados na tirinha são válidos.
IV – Observa-se na tirinha o uso de vocábulos próprios do meio digital.
É CORRETO o que se afirma em:
Analise as afirmativas a seguir sobre os textos da questão anterior.
I. Os textos focalizam o mesmo tema de forma irônica.
II. O texto I visa, principalmente, informar, o texto II visa criticar.
III. Os textos mobilizam o lúdico, dada à valorização de dados técnicos.
IV. Os textos, prioritariamente, têm a função social de alertar as pessoas.
V. Os textos têm a função pedagógica de alertar sobre os exageros do uso da tecnologia.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Gota d’água
Chico Buarque
Já lhe dei meu corpo, minha alegria
Já estanquei meu sangue quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta pro desfecho da festa
Por favor
Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d’água
Disponível em: <http://www.chicobuarque.com.brNo texto, há quatro ocorrências da palavra que.
É correto classificá-la, respectivamente, como
Maconha sf (quimbundo makaña) 1 Bot Variedade de cânhamo (Cannabis sativa), o cânhamo-verdadeiro; também chamada diamba, dirígio ou dirijo, fumo-brabo, fumo-de-angola, liamba, panga e soruma. 2 As folhas e topos florescentes, secos, dessa planta, que são a fonte da droga canabina. Há quem os fume em cigarros com consequente ação sobre os centros nervosos superiores, que causa distúrbios psíquicos peculiares. M. sintética: planta resultante da manipulação genética da maconha natural, através de uma série de combinações e seleções. Fonte: Dicionário Michaellis Atualmente, tem-se discutido muito acerca do uso permitido da maconha para uso recreativo, bem como na esfera medicinal. Alguns países já adotam o uso permitido da maconha para fins medicinais, como o Uruguai e o Canadá sob o fundamento de que seus princípios ativos específicos podem ser usados no tratamento de diversas doenças, dentre elas o câncer. Outros países, por sua vez, também liberam o uso recreativo da maconha de acordo com questões legais específicas, como é o caso da Holanda. Tomando por base este tema específico julgue os itens a seguir.
I - No Brasil houve uma descriminalização do uso da maconha por entender que o usuário de drogas deve ser tratado como questão de saúde pública. II - Com base na legislação brasileira não é possível afirmar que a utilização dos dois princípios ativos da maconha, quais sejam, o tetrahidrocanabinol (THC) e canabidiol (CBD) é permitida para fins medicinais. III - No Brasil não há a possibilidade legal de venda da maconha para fins medicinais, mas é possível sua importação de países cujo uso é permitido.
É correto apenas o que se afirma no(s) item(ns):
O médico e apresentador Dráuzio Varella, que é também colunista da Folha de S. Paulo, publica um novo artigo em que defende a legalização da maconha.
“Acho que a maconha deve ser legalizada por outras razões. A principal delas é o fracasso retumbante da política de guerra às drogas”, diz ele. “A que levou a famigerada política de guerra às drogas, senão à violência urbana, crime organizado, corrupção generalizada, marginalização dos mais pobres, cadeias abarrotadas e disseminação do consumo?”, questiona.
Dráuzio também aponta que os efeitos da maconha à saúde são menos nocivos do que os do cigarro. “Nos anos 1960, mais de 60% dos adultos brasileiros fumavam cigarro. Hoje, são 15% a 17%, númerosque não param de cair, porque estamos aprendendo a lidar com a dependência de nicotina, a esclarecer a população a respeito dos malefícios do fumo e a criar regras de convívio social com os fumantes. Embora os efeitos adversos do tabagismo sejam mais trágicos do que os da maconha, algum cidadão de bom senso proporia colocarmos o cigarro na ilegalidade?”
Por fim, ele condena o que chama de estratégia dos avestruzes. “Manter a ilusão de que a questão da maconha será resolvida pela repressão policial é fechar os olhos à realidade, é adotar a estratégia dos avestruzes. É insensato insistirmos ad eternum num erro que traz consequências tão devastadoras, só por medo de cometer outros.”
Disponível em: <http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/148035/Drauzio-volta-a-defender-legaliza%C3%A7%C3%A3o-damaconha.htm>. Acesso em 20 de nov. de 2014.Considere as afirmativas abaixo, segundo o texto:
I – Em “fracasso retumbante”, retumbante é um adjetivo de dois gêneros que significa alguma coisa que
ressoa, ecoa.
II – “A que levou a famigerada política...” a substituição do termo famigerada por “fracassada” não altera o significado da frase.
III – “Os efeitos da maconha à saúde são menos nocivos...” A palavra em destaca morfologicamente é um advérbio de intensidade.
IV – “... repressão policial...” a classe morfológica do termo policial é um adjetivo, mas nesse trecho ele tem função substantiva.
É correto apenas o que se afirma em:
Dissertação no Enem deve propor solução
(Adaptado)
A redação é considerada o ponto alto do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Dissertativo, o texto aborda sempre um tema nacional: um problema para exigir do candidato uma proposta de solução, a chamada intervenção. “O Enem promove uma prova de cidadania, e a redação é como um fórum anual de debates em que os alunos são convocados”, compara Maria Aparecida Custódio, professora do Laboratório de Redação do Curso e Colégio Objetivo. É nessa parte que o exame nacional requer um segundo posicionamento do estudante. “Além de apresentar seu ponto de vista com base na discussão do tema e de defendê-lo por argumentos coerentes, será preciso apontar um caminho que atenue aspectos negativos e que promova melhoria social”, explica Davi Fazzolari, professor e coordenador de Língua Portuguesa e de Produção de Texto do ensino médio no Colégio Visconde de Porto Seguro.
Apesar de temida, a intervenção não tem segredo, de acordo com os professores ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo. O importante é focar no tema, que já carrega um problema para discussão, indica Simone Ferreira Gonçalves da Motta, professora e coordenadora de Português do Grupo Etapa. “O tema, sempre ligado a questões sociais e de direitos humanos, já favorece a proposta de intervenção”. A ideia de solução deve vir no fim do texto, diz Simone, porque depende da organização do raciocínio e dos problemas levantados ao longo da dissertação. E deve ser factível, envolvendo ao menos três agentes. “A solução nunca deve partir só do governo. Também deve passar pela sociedade e pela família, ou por outras instituições, como a escola e ONGs, dependendo do assunto”, esclarece Maria Aparecida, do Objetivo.
UOL. Adaptado. Disponível em: <http:// http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2015/09/28/dissertacao-no-enemdeve- propor-solucao.htm >. Acesso em 29/9/2015.Analise as afirmativas sobre o Texto.
I. A lógica do texto está concentrada em uma narrativa sequencial, numa ordem temporal, com personagens facilmente identificados por suas descrições.
II. O texto visa principalmente informar o leitor, apresentando fatos do cotidiano.
III. O texto mobiliza o humor do leitor na medida em que aborda um tema lúdico.
IV. O texto foi publicado na internet, o que faz com que menos pessoas o leiam.
V. Observa-se no texto o uso de vocábulos próprios do meio digital.
É correto apenas o que se afirma em:
Sabe que eu nunca tinha estado nesta casa? - disse ele. - Sempre que nos víamos, era Nuria quem ia ao meu encontro. “Para o senhor e mais fácil, pai”, dizia ela. “Para quê vai subir escadas? ” Eu sempre lhe dizia: “Bem, se você não me convidar eu não vou”, e ela respondia: “Não preciso convida-Io para a minha casa, pai, nós convidamos estranhos. O senhor pode vir quando quiser. ” Em mais de 15 anos, não vim vê- la uma só vez. Sempre lhe disse que ela havia escolhido um péssimo bairro. Pouca luz. Um prédio velho. Ela só concordava. [...]. E curioso como julgamos os demais e não percebemos o quão miserável é nosso desprezo até eles nos faltarem, até serem tirados de nós. São tirados de nós porque nunca foram nossos...
ZAFÓN, Carlos Ruiz. A Sombra do Vento. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p.293Reconhecem-se, nesse trecho, sentimentos de amor e arrependimento encontrados nas relações familiares.
Esses sentimentos são traduzidos
l - pela descrição da dura realidade da vida da filha, Nuria.
II - pelas decepções causadas pela filha em morar num péssimo bairro.
III - pela ausência de gestos de carinho com a filha.
IV - pelo sentimento de menosprezo que tratava a filha.
É correto apenas o que se afirma em
Texto para as questão
Leitura
Era um quintal ensombrado, murado alto de pedras. As macieiras tinham maçãs temporãs, a casca vermelha do escuríssimo vinho,
o gosto caprichado das coisas fora do seu tempo desejadas.
Ao longo do muro eram talhas de barro.
Eu comia maçãs, bebia a melhor água, sabendo
que lá fora o mundo havia parado de calor.
Depois encontrei meu pai, que me fez festa e não estava doente e nem tinha
morrido, por isso ria, os lábios de novo e a cara circulados de sangue, caçava
o que fazer para gastar sua alegria: onde está meu formão, minha vara de pescar,
cadê minha binga, meu vidro de café?
Eu sempre sonho que uma coisa gera, nunca nada está morto.
O que não parece vivo, aduba
Ao que parece estático, espera.
PRADO, Adélia – Bagagem,1976.Com base na leitura do poema, considere as seguintes afirmações.
I. O eu-lírico descreve recordações de uma cena doméstica, familiar.
II. Há um mergulho no sonho, na imaginação.
III. As imagens: “quintal ensombrado”, “maçãs temporãs”, “melhor água” constituem apenas reminiscências.
IV. Observa-se o uso de metalinguagem: o sonho gerou o poema
É correto apenas o que se afirma em