Leia o texto de Jaime Pinsky para responder a questão.
Um presente do Nilo
Heródoto, historiador grego que viveu no século V, tem uma célebre frase em que afirma ser o Egito uma dádiva, um presente do Nilo. A frase atravessou séculos e é repetida acriticamente por todos os manuais de história que falam do Egito. Fica, para muitos, a impressão que Heródoto efetivamente quis passar, ou seja, que mais importante do que a ação do homem, é o dom da natureza. Etnocêntricos e pretensiosos, os gregos tinham um despeito enorme do Egito, sabidamente já uma grande civilização, quando eles mesmos ainda viviam em aldeias isoladas. Considerando-se superiores, não podiam aceitar esse fato a não ser atribuindo-o a razões sobrenaturais ou, simplesmente, a razões geográficas.
Que os gregos subestimassem os egípcios é, pois, compreensível. O que não é aceitável, contudo, é a repetição do mesmo preconceito, livro após livro. Na verdade, não há um milagre egípcio, ele tem bases muito concretas. O rio, em si, oferece condições potenciais, que foram aproveitadas pela força de trabalho dos camponeses egípcios — os felás —, organizados por um poder central, no período faraônico. Trabalho e organização foram, pois, os ingredientes principais da civilização egípcia. O rio, em si, como pode ser visto em ilustrações, ao mesmo tempo que fertilizava, inundava. A cheia atingia de modo violento as regiões mais ribeirinhas e parcamente as mais distantes. Era necessário organizar a distribuição da água de forma mais ampla, para se poderem evitar alagados ou pântanos em algumas áreas e terrenos secos em outras. A solução foi o trabalho coletivo e solidário, intenso e organizado.
(As primeiras civilizações, 1994. Adaptado.)Na última oração do texto, a palavra “solidário” deve ser entendida como:
Leia o poema de Fernando Pessoa para responder a questão.
Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama
Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.
És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.
Na segunda estrofe, os dois pronomes “que” retomam e substituem, respectivamente, os termos
Leia o texto de Jaime Pinsky para responder a questão.
Um presente do Nilo
Heródoto, historiador grego que viveu no século V, tem uma célebre frase em que afirma ser o Egito uma dádiva, um presente do Nilo. A frase atravessou séculos e é repetida acriticamente por todos os manuais de história que falam do Egito. Fica, para muitos, a impressão que Heródoto efetivamente quis passar, ou seja, que mais importante do que a ação do homem, é o dom da natureza. Etnocêntricos e pretensiosos, os gregos tinham um despeito enorme do Egito, sabidamente já uma grande civilização, quando eles mesmos ainda viviam em aldeias isoladas. Considerando-se superiores, não podiam aceitar esse fato a não ser atribuindo-o a razões sobrenaturais ou, simplesmente, a razões geográficas.
Que os gregos subestimassem os egípcios é, pois, compreensível. O que não é aceitável, contudo, é a repetição do mesmo preconceito, livro após livro. Na verdade, não há um milagre egípcio, ele tem bases muito concretas. O rio, em si, oferece condições potenciais, que foram aproveitadas pela força de trabalho dos camponeses egípcios — os felás —, organizados por um poder central, no período faraônico. Trabalho e organização foram, pois, os ingredientes principais da civilização egípcia. O rio, em si, como pode ser visto em ilustrações, ao mesmo tempo que fertilizava, inundava. A cheia atingia de modo violento as regiões mais ribeirinhas e parcamente as mais distantes. Era necessário organizar a distribuição da água de forma mais ampla, para se poderem evitar alagados ou pântanos em algumas áreas e terrenos secos em outras. A solução foi o trabalho coletivo e solidário, intenso e organizado.
(As primeiras civilizações, 1994. Adaptado.)“A cheia atingia de modo violento as regiões mais ribeirinhas” (2º parágrafo)
Mantendo o sentido original, quando se passa essa oração para a voz passiva, surge a forma verbal:
Considere a tirinha de Laerte.
Mantendo o sentido original, a expressão “Por incrível que pareça” pode ser substituída por:
Leia com atenção as duas frases abaixo, ambas pertencem ao escritor brasileiro Dalton Trevisan.
Um peixinho aí, compadre?
Por que você bebe, Papa-Isca?
Em relação ao uso da vírgula é correto o que se afirma em:
Leia a tira.
Em conformidade com a norma-padrão e o sentido geral da tira, o balão do primeiro quadrinho é corretamente preenchido com:
Em conformidade com a norma-padrão da língua e com o sentido geral da tira, o espaço para a fala do primeiro quadrinho é corretamente preenchido com:
Durante o processo para campanha eleitoral, certa estudante do ensino médio publicou em suas redes sociais a seguinte frase:
Há quem bata boca. Mas a gente precisa ser como árvore e apenas ver as coisas acontecerem. Ficar sempre calma esta é minha maior característica.
Considerando os termos em destaque na frase, podemos dizer que em relação ao número de sílabas, eles são respectivamente:
Leia o texto do médico Antonio Carlos Buzaid, publicado em 14.11.2015, para responder a questão.
À flor da pele
Com o início das estações mais quentes, há um aumento das atividades recreativas ao ar livre e da exposição à luz solar. Segundo os dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2014, no Brasil, mais de 180 mil pessoas foram diagnosticadas com câncer de pele e, por isso, esse tipo de câncer é considerado o mais comum. Entre os cânceres de pele, um dos mais agressivos do ponto de vista de evolução da doença é o melanoma, o qual representa cerca de 5% dos casos
O melanoma é o câncer dos melanócitos, células localizadas na camada da epiderme da pele e responsáveis pela produção de melanina. É a primeira causa de morte por cânceres da pele, representando cerca de 1% de todos os tumores malignos.
Conforme estudo da Universidade de Nova Iorque, é provável que o risco de desenvolvimento de melanoma tenha aumentado em 30 vezes ao longo dos últimos 80 anos. Ainda, o melanoma é o segundo câncer mais comum em pessoas com menos de 30 de anos, com uma evolução normalmente de pior prognóstico quando comparado a idosos.
Dessa forma, é aconselhável sempre a prevenção. Entre as principais recomendações estão: usar protetores solares, evitar o bronzeamento em excesso, fazer um autoexame regular da pele, além de consultar-se com um dermatologista pelo menos uma vez ao ano.
(www.folha.uol.com.br. Adaptado.)Assinale a alternativa cujo texto está escrito em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
Leia o texto para responder à questão.
Minha heroína literária predileta, a boneca Emília, de Monteiro Lobato, não quis saber de preconceito linguístico. Ao visitar, no País da Gramática, a prisão onde Dona Sintaxe mantinha enjaulados os “vícios de linguagem”, ela se revoltou ao ver atrás das grades o “Provincianismo”, isto é, os “vícios” da fala rural, do “caipira”:
“Emília não achou que fosse caso de conservar na cadeia o pobre matuto. Alegou que ele também estava trabalhando na evolução da língua e soltou-o.
— Vá passear, seu Jeca. Muita coisa que hoje esta senhora condena vai ser lei um dia. Foi você quem inventou o VOCÊ em vez de TU, e só isso quanto não vale? Estamos livres da complicação do Tuturututu.”
Como se vê, do mesmo modo como existe o preconceito contra a fala de determinadas classes sociais, também existe o preconceito contra a fala característica de certas regiões.
(Marcos Bagno. Preconceito linguístico: o que é, como se faz, 2013. Adaptado.)A passagem “Estamos livres da complicação do Tuturututu” (3º parágrafo) revela que Emília