Leia a fábula a seguir para responder a questão.
A galinha dos ovos de ouro
Por receber de um homem reverências em excesso, Hermes o gratificou com uma galinha que botava ovos de ouro. Mas o homem não teve paciência para aguardar o lucro parcelado e, supondo que a galinha fosse por dentrotoda de ouro, matou-a sem nenhuma hesitação. Resultou que ele não apenas teve frustradas suas expectativas como também ficou sem os ovos, pois descobriu que as entranhas da galinha eram de carne.
ESOPO. Fábulas completas. Tradução Maria Celeste C. Dezotti. São Paulo: Cosac Naify, 2013. p. 215. (Adaptado)Esta fábula de Esopo apresenta a seguinte moral:
Leia o fragmento a seguir para responder à questão.
Naquele dia alimentaram-se de pêssegos e dos lambaris que Pedrinho pescou no poço. E mais uma noite desceu — clara, morna, pontilhada de vaga lumes e dos gemidos dos urutaus.
Pela madrugada Ana acordou e ouviu o choro da cunhada.
Aproximou-se dela e tocou-lhe o ombro com a ponta dos dedos.
- Não há de ser nada, Eulália... Parada junto de Pedro e Rosa, com um vaga-lume pousado a luciluzir entre os chifres, a vaca parecia velar o sono das duas crianças, como um anjo da guarda.
- Que vai ser de nós agora? Choramingou Eulália.
- Vamos embora daqui.
- Mas para onde?
- Pra qualquer lugar. O mundo é grande.
No fragmento, as personagens entabulam um breve diálogo, indicado por travessões.
Esse procedimento, embora não exclusivo, é característico de qual gênero literário?
De médico e louco todo mundo tem um pouco
Esse conhecido provérbio exemplifica o uso de duas figuras de linguagem, a saber:
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Hoje não escrevo
Chega um dia de falta de assunto. Ou, mais propriamente, de falta de apetite para os milhares de assuntos.
Escrever é triste. Impede a conjugação de tantos outros verbos. Os dedos sobre o teclado, as letras se reunindo com maior ou menor velocidade, mas com igual indiferença pelo que vão dizendo, enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza, inclusive a simples claridade da hora, vedada a você, que está de olho na maquininha. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália, purê de palavras, reflexos no espelho (infiel) do dicionário.
ANDRADE, Carlos Drummond de. De notícias e não notícias faz-se a crônica. Rio de Janeiro: Record, 1974. p. 46.No trecho “O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália, purê de palavras, reflexos no espelho (infiel) do dicionário”, o autor utiliza uma linguagem figurada para redimensionar a imagem do mundo construído pelas palavras.
Essa imagem é elaborada a partir de uma referência
É uma narrativa curta, apresenta fundo moral e é protagonizada por animais.
Essa afirmação refere-se a qual tipo de narrativa?
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Uma rã viu um boi que tinha uma boa estatura. Ela, que era pequena, invejosa, começou a inflar-se para igualar-se ao boi em tamanho. Depois de algum tempo, disse:
– Olhe-me, minha irmã. Já é o bastante? Estou do tamanho do boi?
– De jeito nenhum.
– E agora?
– De modo algum.
– Olhe-me agora
– Você nem se aproxima dele.
O animal invejoso inflou-se tanto que estourou.
LA FONTAINE. Fábulas. In. PLATÃO Francisco Savioli; FIORIN, José Luiz. Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo:Ática, 1999. p. 101. (Adaptado).A narrativa apresentada constitui uma fábula, porque é protagonizada por animais e comporta um fundo moral.
Diferencia-se de um apólogo pelo fato de esse tipo de texto ser protagonizado por
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A divulgação científica é uma prática eminentemente heterogênea, na medida em que incorpora no seu fio discursivo tanto elementos provenientes daquele que lhe serve de fonte - o discurso científico - quanto daquele que pretende atingir - o discurso jornalístico. E, portanto, no limiar entre uma e outra prática discursiva, no espaço do interdiscurso, que a atividade da divulgação científica se desenvolve. O diálogo, o contato com o seu exterior discursivo é, aqui, o elemento chave na compreensão do que vem a ser este gênero discursivo.
LEIBRUDER, Ana Paula. O discurso de divulgação científica. In: BRANDÃO, Helena Nagamine. Gêneros do discurso na escola. São Paulo: Cortez, 2000. p. 230.De acordo com o texto, a divulgação científica é uma prática discursiva
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O renascer dos belos sentimentos, uma vez satisfeitas as necessidades básicas
“Para se exercer as virtudes do espírito é necessário um mínimo de conforto material”. (Santo Agostinho)
Esta pungente história se passou no meio de uma selva, nas areias de um deserto, num velho navio abandonado e sem rumo, em qualquer lugar em que há dificuldades de alimentação e o homem começa a sentir a antropo ou qualquer outra fagia a lhe espicaçar o estômago.
Pois, sozinho e sem se alimentar há vários dias, o homem vinha caminhando no vasto areal (ou selva, ou etc...), seguido apenas de seu fiel cachorro. Lá para as tantas lhe deu, porém, o espicaçar acima enunciado, a fome bateu-lhe as portas da barriga: “pan, pan, pan, ó de casa!” Já batera antes, mas o homem tinha fingido que não ouvia. Naquele momento, porém, não resistiu mais e atendeu à fome. Matou o cachorrinho, única coisa comível num raio de quilômetros. Matou-o, assou-o num fogo improvisado, e comeu-o todo, todo, com uma fome canina (perdão!). Quando tinha acabado de comer o animal, sentou-se, plenamente satisfeito. E foi então que olhou em torno e começou a chorar: “Ai, ai, ai, — soluçou — “pobre do Luluzinho! Como ele adoraria roer esses ossos!”
MORAL: QUANDO EU TIVER UMA CASA BEM CONFORTÁVEL, ESCREVERE! UM TRATADO DE SOCIOLOGIA.
De acordo com o processo argumentativo do texto, a moral da história (“Quando eu tiver uma casa bem confortável, escreverei um tratado de sociologia”) e a citação de Santo Agostinho (“Para se exercer as virtudes do espírito é necessário um mínimo de conforto material”) expressam ideias
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De acordo com a informação dada no texto, existe, por parte do Comitê Organizador, a expectativa de que
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A madrugada vinha querendo romper. Os sapos voltaram a cantar. Galos cantaram desanimadamente. Uma neblina densa caiava a Vila, como que prenunciando a manhã. E como o tempo esfriasse, Vicente fechou a janela para dormir, mas de novo lhe voltou à cabeça a história do assassinato do coronel. Então passou a considerar mal a polícia a partir daquele momento. Que tinham matado o velho sem precisão. Achou mesmo muito esquisito quando viu chegar aqueles cadáveres. O velho coronel era violento, brigão, metido a valente, mas era covarde. A noite era de neblina e de tormento.
ÉLIS, Bernardo. O tronco. 6. ed. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1978. p. 130. (Adaptado).Constata-se, nesse fragmento, que Vicente