Considere o seguinte texto de John Locke sobre a percepção sensória.
"[...] a água de um recipiente pode parecer quente ou fria ao tato, de acordo com o local em que a nossa mão acabou de estar. Se a nossa mão esteve em água fria, a água do recipiente parece quente; se a nossa mão esteve previamente em água quente, a água do recipiente parece fria. O frio ou calor aparentes da água não residem na própria água; são uma qualidade do estado do próprio sujeito. Já que, para si, algumas qualidades percebidas do mundo exterior pareciam mais subjetivas que outras, Locke distinguiu as qualidades primárias (qualidades reais, efetivamente presentes nos objetos) das qualidades secundárias (que resultam de um poder de um objeto para produzir várias sensações em nós). Entre as qualidades primárias contavam-se o volume, o número, o movimento e a forma dos objetos; entre as qualidades secundárias de Locke contavam-se a cor, som, gosto e cheiro dos objetos."
(SEKULER, R.; BLAKE, R. Percepção. Tradução de Pedro Gal-vão. In. https://criticanarede.com/fil_aparenciareal.html(Adap-tado)).
Conforme o texto, a partir da distinção proposta por Locke, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. Calor e frio não são qualidades primárias da água, portanto, não fazem parte de suas qualidades reais.
PORQUE
II. As sensações de calor e de frio dependem das condições de percepção do sujeito, através dos órgãos sensórios, a saber, o tato.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
O texto que segue reproduz uma parte da conversação entre duas pessoas, o enunciador 1 (E1) e o enunciador 2 (E2).
E1 – Não entendi, podes repetir, por favor?.
E2- Bem... eu falei que pra mim... bom... pra mim... isso daí é lucro. Não assim um luuucro, sabe?
E1- Sim, sim!
E2- Ahan! Acho que... bom, é excelente ter uma margem boa, mas não é , nem de looonge, um lucro exagerado, entende? Tá bem assim?
A afirmativa correta em relação à interlocução é:
Leia o texto a seguir e responda à questão.
O mundo
Um homem da aldeia de Neguá, no litoral da Colômbia, conseguiu subir ao céu. Quando voltou, contou. Disse que tinha contemplado, lá de cima, a vida humana. E disse que somos um mar de fogueirinhas.
- O mundo é isso – revelou. – Um montão de gente, um mar de fogueirinhas.
Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chega perto pega fogo.
GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Porto Alegre: L&PM, 2019, p. 10.A sintaxe é a parte da gramática que estuda a função que as palavras desempenham dentro da oração.
Com base em seus conhecimentos em sintaxe, classifique corretamente o trecho “no litoral da Colômbia”, presente entre vírgulas no primeiro parágrafo.
No romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, a memória funciona como fio condutor da narrativa e acompanha a apresentação dos fatos da história a partir do autor personagem, Bentinho, narrador do romance. Em determinados trechos, há a presença de uma função de linguagem específica e que se torna marca registrada de Machado de Assis, sendo recorrente também no romance Memórias Póstumas de Brás Cubas e em outras obras. Leia o trecho a seguir, em que aparece essa função de linguagem.
“Também não achei melhor título para a minha narração; se não tiver outro daqui até ao fim do livro, vai este mesmo. O meu poeta do trem ficará sabendo que não lhe guardo rancor. E com pequeno esforço, sendo o título seu, poderá cuidar que a obra é sua. Há livros que apenas terão isso dos seus autores, alguns nem tanto [...].”
MACHADO DE ASSIS, J. M. Dom Casmurro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975. p. 67.Assinale a alternativa que apresenta corretamente a função presente no fragmento acima.
Leia o texto a seguir e responda à questão.
O mundo
Um homem da aldeia de Neguá, no litoral da Colômbia, conseguiu subir ao céu. Quando voltou, contou. Disse que tinha contemplado, lá de cima, a vida humana. E disse que somos um mar de fogueirinhas.
- O mundo é isso – revelou. – Um montão de gente, um mar de fogueirinhas.
Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chega perto pega fogo.
GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Porto Alegre: L&PM, 2019, p. 10.A imagem construída pelo autor ao se referir ao “mar de fogueirinhas” faz alusão:
Texto para aquestão
Mesmo que o homem conseguisse construir um computador que
fizesse tudo o que é normalmente atribuído a processos mentais
quando feito pelo homem, isso não implicaria que o homem nada
mais é do que uma máquina. Sem o programa correspondente
[05] um computador nada pode fazer em relação à linguagem. É o
programa, e não as ferragens, que é responsável pela habilidade do
computador de simular um comportamento inteligente. Há aqueles
que sustentariam que o programa está para o computador como a
mente está para o cérebro, e que considerando o cérebro humano
[10] vivo como um computador programado, de finalidades especiais,
podemos contornar, se não resolver, o problema tradicional mente-
corpo. Seja como for, temos que enfatizar que a inteligência artificial
é em si neutra e não agride nem a dignidade humana nem a liberdade
da vontade.
[15] Muito da importância que damos à ciência cognitiva e à inteligência
artificial dependerá de nossa atitude face ao papel explanatório dos
modelos em ciência natural e social. Qualquer sucesso obtido na
simulação do processamento linguístico por computador tende a
aumentar a nossa compreensão da linguagem e da mente. Não é
[20] certo, no entanto, se um dia será possível simular por computador
todos os processos mentais envolvidos na produção e compreensão
da linguagem.
Sobre o texto é correto afirmar que a função da linguagem predominante é a:
o assassino era o escriba
Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito
inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida, regular
como um paradigma da 1ª conjugação.
[5] Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial, ele
não tinha dúvidas: sempre achava um jeito assindético de
nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
[10] Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.
[15] A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,
conectivos e agentes da passiva, o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.
Paulo Leminski, Caprichos e Relaxos, 1983Sobre o texto de Paulo Leminski todas as alternativas estão corretas, EXCETO
Os bebês nascem com instintos que os ajudam a sintonizar
rapidamente os ritmos da fala e a gramática. São muito sensíveis
à direção do olhar de outra pessoa, que os ajuda a decifrar frases
incompreensíveis, como “olha aquele cachorro engraçado”. Os bebês
[5] murmuram e balbuciam, ações que tornam as cordas vocais mais
afinadas. Eles também viram a cabeça instintivamente por causa de
um barulho e se extasiam com a voz da mãe ou do pai. O elo afetivo
é muito importante para o seu desenvolvimento intuitivo e emocional.
Embora a linguagem ainda não esteja conectada no seu cérebro, o
[10] bebê tem várias artimanhas genéticas que lhe permitem aprender
desde o dia de seu nascimento.
John McCronePela leitura do texto, é correto afirmar que:
Os bebês nascem com instintos que os ajudam a sintonizar
rapidamente os ritmos da fala e a gramática. São muito sensíveis
à direção do olhar de outra pessoa, que os ajuda a decifrar frases
incompreensíveis, como “olha aquele cachorro engraçado”. Os bebês
[5] murmuram e balbuciam, ações que tornam as cordas vocais mais
afinadas. Eles também viram a cabeça instintivamente por causa de
um barulho e se extasiam com a voz da mãe ou do pai. O elo afetivo
é muito importante para o seu desenvolvimento intuitivo e emocional.
Embora a linguagem ainda não esteja conectada no seu cérebro, o
[10] bebê tem várias artimanhas genéticas que lhe permitem aprender
desde o dia de seu nascimento.
John McCroneO texto procura:
“Aquele que não tem tempo para cuidar da saúde, terá que arranjar tempo para cuidar da doença”.
(Pensamento popular)Nesse pensamento, o segundo segmento, em relação ao primeiro, traz a ideia de