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Leia o texto para responder à questão.

Empresa transforma seu laptop escolar em ‘e-book’

Os fabricantes de produtos eletrônicos deram mais um passo na evolução do mercado dos laptops escolares. Uma empresa americana apresentou um protótipo da nova versão de seu Classmate, um computador portátil criado especialmente para uso em sala de aula. O jornal Valor Econômico teve acesso com exclusividade ao equipamento, que começará a chegar ao mercado no segundo trimestre de 2010.


A bateria do equipamento, que na versão atual dura no máximo seis horas, foi estendida para até oito horas e meia. A principal novidade, no entanto, é a capacidade de converter o equipamento em um suporte diferenciado de livros digitais. O aluno pode girar a tela e, com a ponta do dedo, “folhear” as páginas do livro; pode também fazer anotações usando uma caneta acoplada ao computador. Um software de colaboração permite que os estudantes compartilhem, instantaneamente, os arquivos e o conteúdo mostrados na tela.


Enquanto olha para licitações públicas, a empresa também corre para fechar acordo com fabricantes e redes varejistas, que deverão colocar os novos laptops da empresa nas prateleiras nos próximos meses.

BORGES, André. Valor Econômico, 07.03.2010. Adaptado.

Observe o trecho:


O aluno pode girar a tela e, com a ponta do dedo, “folhear” as páginas do livro...

A intenção do autor, ao destacar a palavra “folhear” com aspas, é

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Viagem sem volta a Marte

Duzentas mil pessoas se candidataram para participar do projeto Mars One para colonizar o Planeta Vermelho. Representantes de mais de 140 países inscreveram-se para a viagem sem volta, sendo que os Estados Unidos (EUA) lideram em número de candidatos, seguidos por Índia, China, Brasil e Grã-Bretanha.

A equipe do Mars One garante que a tecnologia disponível já permite viajar para Marte e sobreviver lá. A água, por exemplo, será obtida aquecendo-se as partículas de gelo do subsolo e condensando o vapor resultante em reservatórios específicos. Quando o primeiro grupo chegar a Marte, o sistema de suporte à vida da missão já terá estocado 3 mil litros de água e 120 quilogramas de oxigênio.

Embora a equipe demonstre constante otimismo, a missão obviamente contém riscos. Os principais, durante o voo de sete meses, são a exposição à radiação e à microgravidade, prejudiciais ao sistema músculo esquelético, e o ambiente hostil de Marte. A radiação, que engloba os raios cósmicos galácticos e solares, é considerada pela NASA (a agência espacial americana) um obstáculo fundamental às viagens espaciais por aumentar o risco de câncer.

O Southwest Research Institute, dos EUA, calcula que só a viagem até o Planeta Vermelho responde pela absorção de 330 milisieverts de radiação no organismo, o equivalente a uma tomografia de corpo inteiro a cada cinco ou seis dias, durante um ano. Portanto, tanto as naves que levarão os astronautas quanto a base marciana exigirão blindagens bem mais resistentes do que as atuais.

Uma pergunta crucial em um projeto de tal porte é o custo. As inscrições são pagas. Assistir ao documentário One Way Astronaut (Astronauta sem Volta), disponível no site, também tem um custo. A grande esperança do projeto para obter financiamento é um reality show de tv e internet. Nas palavras do engenheiro holandês Bas Lansdorp, um dos envolvidos à frente do Mars One, “Estamos falando sobre criar um grandioso espetáculo de mídia, muito maior do que os pousos na Lua ou as Olimpíadas.

http://tinyurl.com/zp6l8lq Acesso em: 27.02.2016. Adaptado.

A expressão One Way, em One Way Astronaut (Astronauta sem Volta), desempenha a função de um

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Leia a seguir um trecho do “Sermão de Nossa Senhora do Rosário”, proferido pelo padre Antônio Vieira (1608- 1697) durante sua atuação no Brasil colonial:

“O principal mistério dos que se encerram no Santíssimo Sacramento é o de sua Morte e Paixão, porque, se não morrera, não importara o ter nascido, e também, se não morrera, não ressuscitara nem nos levara consigo ao céu”.

Por uma questão de estilo, o padre Vieira colocou os verbos “morrer”, “importar”, “ressuscitar” e “levar” no maisque-perfeito do indicativo. Tais verbos, porém, poderiam ser conjugados de outra maneira, sem prejuízo do entendimento de seu conteúdo.

Sendo assim, assinale a alternativa que expressa o outro modo possível de conjugar: I: o verbo “morrer”; II: os verbos “importar”, “ressuscitar” e “levar”:

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Leia os versos a seguir, de autoria do poeta português Eugênio de Castro:

Na messe, que enlourece, estremece a quermesse,
O sol, o celestial girassol, esmorece
E as cantilenas de serenos sons amenos
Fogem fluidas, fluindo à fina flor dos fenos.

No primeiro verso predomina a figura chamada ________________, enquanto no último observa-se outra figura, conhecida por ________________.

Os espaços em branco poderiam ser corretamente preenchidos, respectivamente, por:

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Leia o trecho a seguir para responder à questão:

Os gatos têm a má fama de serem ariscos, esquivos, indiferentes; de não darem a mínima para o seu dono e de serem altivos até a intolerável arrogância. Em síntese, seriam verdadeiras ilhas. Por que tantos atributos negativos ao membro mais inofensivo da família dos felídeos? Talvez pela independência desses bichos. Por isso, muita gente os despreza e mesmo os detesta. Os gatos não fazem festa nem estardalhaço, não são excessivamente carentes de afeto, podem dormir e sonhar por um século e esquecer o mundo ao redor. Um dia, encontrei um bichaninho perto do edifico em que morava. Levei-o para o apartamento, onde foi um hóspede discreto. Curioso, olhava-me quando eu tomava café, segurando a asa da xícara. Esqueci-me de dizer: chamava-se Leon e era um gato de grande caráter.

(Milton Hatoum, “Elegia a um felino”, no livro Um solitário à espreita, p. 209-210. Texto adaptado.)

Observe os trechos a seguir: “seriam verdadeiras ilhas”, “podem dormir e sonhar por um século” e “olhavame quando eu tomava café, segurando a asa da xícara”. Neles estão expressas, respectivamente, as seguintes figuras de linguagem:

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“A comercialização da borracha foi provavelmente o maior fenômeno ocorrido na Amazônia. La Condamine tinha enviado uma amostra para a Europa em 1736, sendo o gênero classificado pelo botânico Aublet em 1762. Todavia, o produto continuou sendo apenas uma curiosidade até cerca de 1839. Nesse ano o processo de vulcanização inventado por Charles Goodyear (1800-1860) deu repentinamente à borracha uma alta utilidade, ao impedir que se tornasse dura e friável. Já em 1850 esse processo estava sendo largamente adotado. Não obstante, e embora fosse intensa a procura, não se cuidou do plantio de seringueiras. O aumento da produção baseava-se, por conseguinte, na exploração cada vez mais intensa levada a efeito por levas sempre crescentes de imigrantes”.

O texto acima foi tirado do livro A Selva amazônica: do inferno verde ao deserto vermelho?, de Robert Goodland e Howard Irwin. Dentre as características que um texto científico pode possuir, percebe-se, principalmente, na parte reproduzida:

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Contrariamente ao que se pensa na atualidade, a cerâmica indígena amazônica, nos tempos précolombianos, era artística e muito resistente ao fogo. Conforme relataram os primeiros cronistas e confirmam os historiadores, nas tribos era difícil de encontrar alguém sem habilidade para trabalhar o barro. Nenhum indivíduo se mostrava avesso para fazer vasilhas e, dessa maneira, colaborar com o coletivo, o que tornava cada habitante digno de integrar o corpo social. Por isso, é bom evitar os julgamentos estereotipados e, antes de emitir juízos de valor sobre qualquer assunto, fazer consultas aos especialistas.

O texto acima apresenta uma regência nominalIMPRÓPRIA, o que pode ser verificado em:

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Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados

O poema acima é “Vício na fala”, do escritor modernista Oswald de Andrade. Nele, observa-se que Oswald trabalha com a seguinte variação linguística:

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Já se foi o tempo em que fumar era sinal de liberdade e independência. Esse hábito foi sensivelmente incrementado nos jovens pela indústria cinematográfica de Hollywood, numa época em que a Medicina não tinha condições de verificar os males que o cigarro causa à saúde. Hoje em dia, os não-fumantes são a maioria da população e seria um contra-senso se fosse diferente. Os meios de divulgação também foram importantes na mudança de comportamento, pois detalham tim-tim por tim-tim os mal-feitos que o fumo pode causar ao coração. No dia-a-dia, devemos estar atentos para o que é nocivo e o que é benéfico a nossa saúde pessoal. (MADEIRA, Mauro Frederico. Crônicas do cotidiano impossível, p. 37. Texto adaptado.)

O hífen, consoante o Novo Acordo Ortográfico, foi corretamente utilizado em:

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É impossível estudar a Amazônia sem que se dê atenção à cultura dos caboclos, que são a fusão, em teoria, dos brancos com os índios. Porém, não se pense que se deva estudá-los como um exotismo. E não nos enganemos achando que essa gente permanece sem estar “antenada” com o mundo: vivem com um pé na tradição e outro na modernidade. Da tradição, observamos que ainda conservam o imaginário simbólico, o imaginário secular, o imaginário próprio da floresta. Quanto à modernidade, essa se expressa, dentre outras coisas, pelo crescente grau de escolaridade.

No terceiro período (que tem início com “E não nos enganemos”) e no quarto (que começa com “Da tradição”), observamos, respectivamente, as seguintes figuras de sintaxe ou de construção: