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Leia o seguinte trecho do livro Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda (Companhia das Letras, 2016, p. 97):

“O insucesso da experiência holandesa no Brasil é, em verdade, mais uma justificativa para a opinião, hoje corrente entre alguns antropologistas, de que os europeus do Norte são incompatíveis com as regiões equatoriais”.

Nas palavras “insucesso”, “holandesa”, “corrente”, “incompatíveis” e “equatoriais”, constatamos qual sequência de letras e fonemas, respectivamente?

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Leia a frase a seguir: “Bem conservado como é, o apartamento não foi vendido por bom preço”. Começando com “O apartamento não foi vendido por bom preço”, o sentido da frase não será alterado se continuar com:

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Leia o conto “Caipora”, tirado do livro Histórias do rio Negro, de Vera do Val, livro que ganhou diversos prêmios literários:

Ai mãe que vi caipora, que tinha língua de fogo, de fogo que arde a carne, a carne que abre as pernas, me espinha toda e jorra de gozo. Ai mãe que sina bendita, no olho da mata escura, bem escura, tão escura quanto o mundo, ele tinha pelo no corpo que roçava minha pele, lambia o bico do peito, rodava no meu umbigo. Pele pelo pelo pele, que encosta nas maciezas, dá um arrepio na nuca, tirita de febre as partes, vai tangendo no meu peito, vai subindo igual formiga, vai entrando nos buracos, vai bebendo minha fonte, nos alagados do rio, no prenhe gordo da terra, acuando os escondidos, escarafunchando os guardados, abrindo todos os potes, derramando minhas águas, encharcando minhas coxas, lambuzando meu desejo. Ai mãe que vi caipora, me virando pelo avesso, me fazendo trás pra frente, engolindo meu segredo.

Essa narrativa:

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Considere o seguinte texto relacionado ao método de trabalho do historiador:

“À semelhança do cientista no laboratório, o historiador se faz perguntas, as quais consegue ou não responder a partir dos documentos que encontra. E muitas vezes, em função mesmo dos documentos que encontra, precisa refazer suas perguntas, o que incide sobre aquilo que descobre.”

FERREIRA, Marieta de Moraes e OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de. Dicionário de ensino de história. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2009, p. 107.

Em relação ao texto, vê-se que destaca o dinamismo do trabalho do historiador, que se distingue de outras formas de conhecimento do passado pela utilização:

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Texto

Papel, amigo papel, não recolhas tudo o que escrever esta pena vadia. Querendo servir-me, acabarás desservindo-me, porque se acontecer que eu me vá desta vida, sem tempo de te reduzir a cinzas, os que me lerem depois da missa de sétimo dia, ou antes, ou ainda antes do enterro, podem cuidar que te confio cuidados de amor.
Não, papel. Quando sentires que insisto nessa nota, esquiva-te da minha mesa, e foge. A janela aberta te mostrará um pouco de telhado, entre a rua e o céu, e ali ou acolá acharás descanso. Comigo o mais que podes achar é esquecimento, que é muito, mas não é tudo; primeiro que ele chegue, virá a troça dos malévolos ou simplesmente vadios.
Escuta, papel. O que naquela dama Fidélia me atrai é principalmente certa feição de espírito, algo parecida com o sorriso fugitivo que já lhe vi algumas vezes. Quero estudá-la, se tiver ocasião. Tempo sobra-me, mas tu sabes que é ainda pouco para mim mesmo, para o meu criado José, e para ti, se tenho vagar, e quê – e pouco mais.
(ASSIS, Machado de. Memorial de Aires, nota de 8 de abril)

Do texto acima, reproduzem-se alguns períodos (ou partes de período). Assinale o item que contiver uma oração subordinada substantiva objetiva direta:

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Leia o início da crônica “Casa Dias”, de Félix Valois, publicada no Diário do Amazonas (edição de 12/09/2014, p. 6), para responder à questão.

Plantada ali na esquina das ruas Luís Antony e Alexandre Amorim, em Aparecida, a Casa Dias era talvez o último remanescente do comércio como ele existia nos meados do século passado, muito antes da Zona Franca. Vendia de tudo, de ferragens a alimentos, indo do ferro de engomar a carvão ao leite Nestogeno. Era ali que o professor Valois (meu pai) fazia as compras criteriosamente listadas por dona Lucíola (minha mãe), em um caderno no qual o balconista anotava os preços a serem honrados no final do mês. Não se sabia o que era cartão de crédito e o uso do cheque era restrito a uns poucos capitalistas que conseguiam manter contas no Banco do Brasil ou no Banco da Borracha, como era conhecido o Banco da Amazônia. Outros particulares corriam por fora, como o Banco Ultramarino, de capital acentuadamente português, e o Lloyd Bank, herança remota dos tempos em que os ingleses aqui mandavam e desmandavam, até levarem nossa seringueira para a Ásia e abandonarem o porto de lenha com seus bondes e o cais flutuante.
Uma tarde dessas passei em frente à casa Dias. Já não é a mesma, atingida, creio, por essa coisa inexorável que, com maior ou menor exatidão, chamamos progresso. A mixórdia dos produtos parece ter deixado de existir e são eles exibidos com a regularidade monótona dos supermercados, a forma dinâmica do comércio nos dias atuais. Fazer o quê? Se a mola do sistema é o lucro e se este depende da superação da concorrência, não seria sensato esperar que a estagnação acabasse por inviabilizar o empreendimento. Mas que senti saudade lá isso senti.

De acordo com o teor do texto, a palavra “mixórdia”, que está no início do terceiro período do segundo parágrafo, tem o sentido de:

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“Vários escritores referem-se a um chamado ‘complexo de fidalguia’ existente no Brasil. O esforço físico, no século passado, era apanágio exclusivo da casta de peões-escravos e dos recém-alforriados e, mesmo depois da libertação, o trabalho continuou a ser um símbolo de baixa posição social. À medida que as pessoas subiam na escala social, adotavam as atitudes dos antigos senhores de terras e donos de escravos e, ainda hoje, no Brasil contemporâneo, existe um sentimento de desprezo por qualquer forma de trabalho braçal”.

(WAGLEY, Charles. Uma comunidade amazônica. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1977)

Considerando o contexto linguístico em que está inserida, a palavra “apanágio” poderia ser substituída, sem alteração de sentido, pelo seguinte termo, o qual funcionaria como sinônimo:

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Leia a frase a seguir:

Mário, o comunista, não puxou conversa. Eu estava a fim de ouvi-lo.

Considerando a relação de sentido entre os dois enunciados, assinale a alternativa correspondente à conjunção ou expressão equivalente que poderia ser usada para reuni-los em um período composto por subordinação.

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Leia a frase a seguir:

Os jesuítas se esforçaram ao máximo para, no primeiro século da colonização brasileira, darem aos índios a condição de civilizados; no entanto, sua prática acabou por aculturar os povos com os quais tiveram contato.

Considerando a locução “no entanto”, cujo sentido é importante para a compreensão do texto, pode-se dizer que sua função é a de:

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Leia o Canto XXXIII, do poema Cobra Norato, e assinale a alternativa CORRETA:

Pois é, compadre

Siga agora o seu caminho

Procure minha madrinha Maleita

diga que eu vou me casar

[...]

No caminho

vá convidando gente pro Caxiri grande

Haverá muita festa

durante sete luas sete sóis

Traga a Joaninha Vintém o Pajé-pato Boi-Queixume

Não se esqueça dos Xicos Maria-Pitanga o João

Ternura

O Augusto Meyer Tarsila Tatizinha

Quero o povo de Belém de Porto Alegre de São Paulo

– Pois então até breve, compadre

Fico le esperando

atrás das serras do Sem-fim