Por vários motivos a vírgula é usada na escrita. As frases a seguir estão todas corretamente pontuadas e têm o motivo pelo qual se usou a vírgula entre parênteses. Uma delas, porém, NÃO contém a explicação correta.
Assinale, pois, a alternativa em que o motivo do uso desse sinal de pontuação está INCORRETO:
A oferta do Diabo veio por e-mail, de sorte que nem vi a sua cara. Ele procurou na internet pessoas dispostas a trocar sua alma pelo que quisessem. Respostas para 666belzebu.com. A pessoa empenhava sua alma ao Diabo para entregar na saída, e em troca poderia pedir qualquer coisa. Mas só uma coisa.
Pensei imediatamente no Internacional. Está certo, primeiro pensei na Vera Fischer, mas aí achei que daria confusão. Em seguida pensei no Internacional. Um campeonato? Mas concluí que estava sendo egoísta. Pensei também em pedir... Dúvida total. Depois concluí que deveria pedir, pela minha alma, algo que desse alegria a todos. O quê? Quero que o Brasil se transforme num país escandinavo. Agora! Um país organizado, sem crime, sem fome, sem injustiça, sem conflitos, magnificamente chato. Era isso: minha alma por um país aborrecido!
Foi o que botei no meu e-mail para o Diabo. Ele respondeu perguntando se eu tinha pensado bem no que eu estava pedindo em troca da minha alma. Eu deveria saber que a adaptação seria difícil. Era mesmo o que eu queria? É, respondi. Chega desta irresponsabilidade tropical, desta indecência social disfarçada de bonomia, desta irresolução criminosa que passa por afabilidade, desta eterna mania de atrasar tudo. Faça-nos escandinavos, já!
O Diabo: “Tem certeza? Já?”
Eu: “Bom... Depois do carnaval”.
Assinale a opção que contém palavra que NÃO apresenta encontro consonantal:
Leia o texto abaixo, extraído e adaptado do livro “Amazônia de Euclides”, do jornalista Daniel Piza, para responder à questão, que a ele se refere:
Euclides da Cunha ansiava pela Amazônia e, mais especificamente, pelo Acre. Recordemos que o novo território era boliviano até poucos anos antes. Leitor apaixonado de naturalistas e viajantes, Euclides escreveu ao amigo amazonense José Veríssimo, grande crítico literário da época, que uma viagem para a região seria um meio de ampliar a vida ao analisar a natureza. Saber que o barão do Rio Branco, ministro das Relações Exteriores, organizava novas comissões demarcadoras dos limites brasileiros animara o autor de “Os Sertões”, que trabalhava então como engenheiro em obras de saneamento no litoral de São Paulo.
O seu desejo pelo majestoso sertão amazônico combinava uma vontade de fuga, uma vocação de desbravador e um desejo de não ficar paralizado. E remetia diretamente à experiência de Canudos, no sertão baiano, em 1897, quando marchou desorientado para a frente de batalha e viu o inferno de uma guerra. Viu não como mero espectador, mas como alguém que sentiu os problemas em seu íntimo, sem jamais os extravasar, como seria necessário.
Assinale a opção que contém palavra do texto que foi, de propósito, escrita de modo ERRADO:
Leia o texto abaixo, extraído e adaptado do livro “Amazônia de Euclides”, do jornalista Daniel Piza, para responder à questão, que a ele se refere:
Euclides da Cunha ansiava pela Amazônia e, mais especificamente, pelo Acre. Recordemos que o novo território era boliviano até poucos anos antes. Leitor apaixonado de naturalistas e viajantes, Euclides escreveu ao amigo amazonense José Veríssimo, grande crítico literário da época, que uma viagem para a região seria um meio de ampliar a vida ao analisar a natureza. Saber que o barão do Rio Branco, ministro das Relações Exteriores, organizava novas comissões demarcadoras dos limites brasileiros animara o autor de “Os Sertões”, que trabalhava então como engenheiro em obras de saneamento no litoral de São Paulo.
O seu desejo pelo majestoso sertão amazônico combinava uma vontade de fuga, uma vocação de desbravador e um desejo de não ficar paralizado. E remetia diretamente à experiência de Canudos, no sertão baiano, em 1897, quando marchou desorientado para a frente de batalha e viu o inferno de uma guerra. Viu não como mero espectador, mas como alguém que sentiu os problemas em seu íntimo, sem jamais os extravasar, como seria necessário.
Assinale a opção que apresenta predicado verbonominal:
Nos primeiros registros sobre o rio Amazonas e sua gente, pode-se dizer que o conquistador estava irremediavelmente preso dentro da caverna de Platão, regalando-se com meras imagens de realidade. Na viagem de Orellana através do rio Napo e Amazonas, de Quito ao Atlântico, entre 1541 e 1542, com duração de oito meses, o que fascinou a imaginação do espanhol foram as chamadas Amazonas. Nos registros do frei Gaspar de Carvajal, cronista da expedição de Orellana, as supostas Amazonas foram conhecidas no dia 24 de junho de 1542, na chamada “província de São João”, à altura da foz do rio Nhamundá.
Antonio Porro observa que Carvajal “não inventou as Amazonas”, mas deu curso a uma lenda que era muito conhecida na época e “o fez de forma tal que o leitor atento consegue separar o joio do trigo”. O que o cronista relatou, segundo Porro, refere-se à participação de mulheres, “aparentemente em posição de comando”, em meio aos índios Conduris, que davam combate à expedição de Orellana na foz do rio Nhamundá ou Trombetas.
Porro reconhece que os relatos de Carvajal são imprecisos para uma reconstituição etnográfica das populações da região. Nas indicações do cronista, entre a foz do rio Madeira e a foz do Nhamundá, à margem esquerda, encontra-se a província chamada de “picotas” (“dos pelourinhos”), “porque nos seus povoados havia muitas varas ostentando cabeças de mortos”, sem identificar a população da referida província. Quanto à ilha Tupinambarana, não há nos cronistas do século XVI qualquer referência aos Tupinambá, que por essa época deviam estar se estabelecendo nela. (BRAGA, Sérgio Ivan Gil. Os bois-bumbás de Parintins, p. 266-270.)
Assinale a opção em que se encontra o vocábulo O, OS, A ou AS como pronome demonstrativo:
Escolhi a mesinha que estava na calçada e pedi um suco de frutas naturais mas sabendo que viria um suco com sabor de frutas artificiais, as frutas de laboratório, os bebês de laboratório – mas onde estamos? Enfim, já anunciaram que temos usinas nucleares, um dia vai chegar um sergipano (ou um paulistano, não tenho preconceito de região) e vai apertar distraidamente o botão errado. Pronto. O Brasil vira memória. E as pessoas tão inconscientes ouvindo uma musiquinha na porta da loja de discos. Também vejo um homem engraxando o sapato. E, no prédio em frente, passam um filme certamente desinteressante: noto que apenas um casal está na fila do cinema. Vejo também um velho com o netinho jogando migalhas para os pombos. Chovem propagandas de produtos comerciais, poluindo a paisagem. Era bom antes, lembra? Quando as paisagens eram limpas. Mas agora é tarde. É tarde no planeta.
(“É tarde no planeta”, de Lygia Fagundes Telles, no livro “A Disciplina do Amor”. Texto adaptado.)Assinale a opção em que o vocábulo UM funciona como numeral e não como artigo:
O seringueiro leva umas três ou quatro horas para dar a volta de uma “estrada”, cortando árvore por árvore e nelas colocando as tigelas que aparam o látex gotejante. Se começar às 5 horas da manhã, vai está de volta em sua barraca às 8 ou 9 horas. Nos afluentes superiores do Amazonas, muitos seringueiros, que precisam sair mais cedo, usam uma pequena lanterna de cabeça. Muito já se tem escrito sobre os grandes perigos a que se expõe esse trabalhador em sua viagem matinal – as cobras venenosas que podem caí das árvores, os índios selvagens que os atacam de surpresa e as estreitas pontes de troncos que têm de atravessar nos pântanos. A desgraça seria iminente se a sorte ou o imponderável não intervisse. Era necessário que eles contessem seus nervos, para enfrentar tantas ameaças. (WAGLEY, Charles. Uma comunidade amazônica, p. 97. Texto adaptado.)
Assinale a opção em que a(s) forma(s) verbal(is) foi/foram corretamente empregada(s):
Assinale a frase em que o pronome pessoal está empregado corretamente:
Leia agora o início da crônica “O Vassoureiro”, de Rubem Braga, antes de responder à questão, que a ela se refere:
Em um piano distante alguém estuda uma lição lenta, em notas graves. De muito longe, de outra esquina, ouve-se também o som de um realejo. Conheço o velho que o toca, ele anda sempre pelo meu bairro; já fez o periquito tirar para mim um papelucho em que são garantidos 93 anos de vida, muita riqueza, poder e felicidade.
Ora, não preciso de tanto. Nem de tanta vida, nem de tanta coisa mais. Dinheiro apenas para não ter as aflições da pobreza; poder somente para mandar um pouco, pelo menos, em meu nariz; e da felicidade um salário mínimo: tristezas que possa aguentar, remorsos que não doam demais, renúncias que não façam de mim um velho amargo.
Joguei uma prata da janela, e o periquito do realejo me fez um ancião poderoso, feliz e rico. De rebarba me concedeu 14 filhos, tarefa e honra que me assustam um pouco. Mas os periquitos são muito exagerados, e o costume de ouvir o dia inteiro trechos de óperas não deve lhes fazer bem à cabeça. Os papagaios são mais objetivos e prudentes, e só se animam a afirmar uma coisa depois que a ouvem repetidas vezes.
Enquanto isso – oh! – Chiquita, a pequenina jabota, passeia a casa inteira, erguendo com certa graça o casco pesado sobre as quatro patinhas tortas, e espichando e encolhendo o pescoço curioso, tímido e feio. Nunca diz nada, o que é pena, pois deve ter uma visão muito particular das coisas.
Assinale a figura de linguagem que perpassa o texto e que pode ser observada de modo mais explícito nos dois últimos parágrafos:
Coloque V para verdadeiro e F para falso nas sentenças a seguir, feitas a respeito de Cobra Norato, de Raul Bopp:
( )Joaninha Vintém ficou “caidinha” por Cobra Norato.
( )Pajé-pato dá uma informação errada para Cobra Grande, a pedido da rainha Luzia.
( )A filha da rainha Luzia ia se casar com Boiuna.
( )Tatu-de-bunda-seca torna-se companheiro de aventura de Cobra Norato, após tirá-lo de um buraco.
Assinale a alternativa que relaciona a sequência CORRETA de V e F, de cima para baixo: