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PortuguêsFEMA2018

Texto para aquestão.

Canção do Exílio

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;

As aves, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.


Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá

O poema “Canção do Exílio” foi retomado no Hino Nacional Brasileiro (no trecho "Nossos bosques têm mais vida / Nossa vida em teu seio mais amores") e na Canção Militar do Expedicionário (no trecho "Por mais terras que eu percorra / Não permita Deus que eu morra / Sem que volte para lá").

A essa estratégia de construção textual, dá-se o nome de:

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Leia o texto de David L. Haberman para responder a questão.

Um exame introdutório do hinduísmo pode revelar-se muito difícil, já que não há um fundador, nenhum ponto histórico claro de início nem um texto central, ao contrário do que ocorre com a maioria das outras tradições religiosas. O hinduísmo é uma tradição extremamente diversificada, que consiste numa ampla gama de práticas e crenças, o que torna a tarefa de generalização praticamente impossível. O próprio termo “hinduísmo” é em ampla medida uma construção do Ocidente destinada apenas a designar a religião dominante da maior parte dos povos que habitam o continente subasiático. Logo, sob muitos aspectos, é absurdo tentar representar o hinduísmo por meio de um único texto, porque nenhum texto específico é aceito como dotado de conformidade por todos os povos que podem identificar-se como hindus, e muitos julgam que sua religião está fundada antes num modo de agir do que num texto escrito. Não obstante, caso fosse buscar um “texto fundador” para representar pilares significativos da filosofia hindu, uma boa escolha seria um dos principais Upanixades. O conjunto de textos conhecido como Upanixades tem desempenhado um papel decisivo ao longo de toda a história religiosa hindu; esses textos vêm há séculos definindo questões filosóficas centrais na Índia e continuam a ser uma importante fonte de inspiração e orientação no âmbito do atual mundo hindu.

(Dez teorias da natureza humana, 2005. Adaptado.)

Não obstante, caso fosse buscar um ‘texto fundador’ para representar pilares significativos da filosofia hindu, uma boa escolha seria um dos principais Upanixades.”

A alternativa que reescreve o período, respeitando a norma- -padrão e mantendo o sentido original, é:

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Fui ____ instituição de ensino. Dirigi-me ____ Diretor, ____ quem perguntei se poderia entregar ____ premiação ____ aluna ganhadora do concurso de redação.

A alternativa que completa corretamente a frase acima é:

PortuguêsFDV2016

Leia com atenção o trecho a seguir.

Assim, pode-se ter como essencial da prática de fidelidade o estrito respeito das interdições e das obrigações nos próprios atos que se realizam. Mas pode-se também ter como essencial da fidelidade o domínio dos desejos, o combate obstinado que se tem contra eles, a força com a qual se sabe resistir às tentações: o que constitui, então, o conteúdo da fidelidade é essa vigilância e essa luta, os movimentos contraditórios da alma, muito mais que os próprios atos em sua efetivação, é que serão, nessas condições, a matéria da prática moral.

Michel Foucault. “O uso dos prazeres: moral e prática de si”. In: Danilo Marcondes. Textos básicos de ética. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008. p. 134.

Pode-se afirmar corretamente sobre o trecho anterior de Michel Foucault:

PortuguêsFDV2016

Leia, com atenção, o fragmento do artigo que se segue.

A lei Helms-Burton pune as empresas estrangeiras que fazem negócios em Cuba; permite entrar com um processo contra companhias e pessoas que usem bens desapropriados pelo Governo cubano a cidadãos e empresas americanas, e nega a entrada nos EUA de diretores dessas empresas.

[...]

A lei Helms-Burton, nomeada assim por seus promotores republicanos, o senador Jesse Helms e o representante Dan Burton, foi promulgada em março de 1996 após a derrubada, por parte de aviões da Força Aérea de Cuba, de duas pequenas aeronaves do grupo anticastrista "Irmãos ao Resgate", em águas internacionais do estreito da Flórida.

No incidente, quatro pessoas morreram, três americanos e um exilado cubano residente nos Estados Unidos.

(Disponível em: <http://noticias.uol.com.br/ultimasnoticias/efe/2011/07/15/obama-prorroga-suspensao-de-parte-da-lei-helmsburton-por-outros-6-meses>. Acesso em: 07 jul. 2015)

Países como Canadá, México e Espanha repudiaram, com veemência, a lei Helms-Burton, por considerá-la:

PortuguêsFDV2015

“‘Quando a alma vibra, atormentada...’ Tremi de emoção ao ver essas palavras impressas. E lá estava o meu nome, que pela primeira vez eu via em letra de forma. O jornal era O Itapemirim, órgão oficial do Grêmio Domingos Martins, dos alunos do Colégio Pedro Palácios, de Cachoeiro de Itapemirim, Estado do Espírito Santo. [...] Sim, eu era um pouco exagerado; hoje não me arriscaria a afirmar tantas coisas.

Mas o importante é que minha composição abafara e tanto que não faltou um colega despeitado que pusesse em dúvida a sua autoria: eu devia ter copiado aquilo de algum almanaque.”

(BRAGA, Rubem. A minha glória literária. In: ___________. Ai de ti Copacabana. São Paulo: Record, 1996)

Os trechos citados iniciam a crônica “A minha glória literária”, de Rubem Braga, na qual o narrador conta como foi a primeira vez que um texto seu foi publicado: uma redação escolar que lhe deu reconhecimento como escritor entre os colegas. A partir do fragmento analisado, é INCORRETO afirmar que:

PortuguêsFDV2015

Leia e responda ao que se pede:

“Provo.................................................

Que a mais alta expressão

Da dor.........

Consiste essencialmente

na alegria.......

AUGUSTO DOS ANJOS”

O texto acima é uma das epígrafes usadas por Clarice Lispector na obra Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres. Segundo Massaud Moisés, emseu Dicionário de termos literários (s.d., p. 189), epígrafes são “fragmentos de textos que servem de lema ou divisa de uma obra, capítulo ou poema”.

Para esse autor, a epígrafe desempenha diversas funções na obra.

Marque a opção que melhor define o uso da epígrafe acima no romance em questão:

PortuguêsFDV2014

Texto será norteador para aquestão.

TEXTO – BIOGRAFIA DA DISCÓRDIA

A polêmica sobre as biografias e o direito de publicá-las ganhou ares apoteóticos no mês passado. A discussão vinha se arrastando nos últimos meses com os reveses do projeto de lei no Congresso, que previa o direito de publicação de obras biográficas sem autorização do biografado ou de seus familiares. Embora boa parte dos intelectuais e artistas brasileiros tenha se manifestado contra a exigência da autorização prévia ou a remuneração do biografado – alegando censura à liberdade de expressão –, a causa sofreu um duro golpe com o lobby do grupo “Procure Saber” contra biografias não autorizadas.

Endossado por medalhões da cultura brasileira, como Chico Buarque, Caetano Veloso, Roberto Carlos, entre outros – tendo à frente a produtora (e empresária de Caetano) Paula Lavigne – o grupo defende a autorização prévia para a publicação de biografias e questiona valores pagos por danos morais aos biografados, “num país em que a reparação pelo dano moral é ridícula”, segundo Lavigne.

Como polêmica pouca é bobagem, o político José Dirceu, réu no caso do mensalão, declarou que deve haver limites para a publicação de biografias não autorizadas. O ex-ministro e ex-deputado sentiu na pele o que é ser “alvo” de uma biografia. A obra Dirceu – A Biografia, assinada por Otavio Cabral, da revista Veja, virou case editorial ao ser desconstruída pelo jornalista Mario Sergio Conti, que encontrou erros gravíssimos na obra.

Como se não bastasse, nesse meio tempo o escritor Benjamin Moser, autor da biografia Clarice, publicou uma carta-aberta para Caetano Veloso na Folha de São Paulo, questionando o músico: “Não seja um velho coronel, Caetano. Volte para o lado do bem.” Dias depois, Caetano publicou um artigo n’O Globo, em que tergiversou sobre o assunto, defendendo-se das acusações (“Censor, eu? Nem morta!”) e propondo um meio termo entre “liberdade de expressão e direito à privacidade”.

(BIOGRAFIA da Discórdia. Vírgulas: o universo do Idioma em revista. Revista Língua Portuguesa, São Paulo, ano 9, n.97, nov. 2013, p. 7)

Marque a alternativa em que não há presença de ironia ou de hipérbole.

PortuguêsFDV2018

TEXTO

O ano de 2015 apresentou uma oportunidade histórica e sem precedentes para reunir os países e a população global e decidir sobre novos caminhos, melhorando a vida das pessoas em todos os lugares. Essas decisões determinarão o curso global de ação para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar para todos, proteger o meio ambiente e enfrentar as mudanças climáticas. Em 2015, os países tiveram a oportunidade de adotar a nova agenda de desenvolvimento sustentável e chegar a um acordo global sobre a mudança climática. As ações tomadas em 2015 resultaram nos novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que se baseiam nos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). As Nações Unidas trabalharam junto aos governos, sociedade civil e outros parceiros para aproveitar o impulso gerado pelos ODM e levar à frente uma agenda de desenvolvimento pós-2015 ambiciosa. Momento de ação global para as pessoas e o planeta.

Disponível em: https://nacoesunidas.org/pos2015/ acessado 28/08/2017.

É coerente à proposta do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável proposto pelas Nações Unidas na chamada Agenda 2030:

PortuguêsFDV2017

A humanidade que conhecemos hoje resulta de relações que circularam para além de áreas isoladas. Mas, e a globalização? Vale a pena reservar essa palavra, como faz, por exemplo, o geógrafo Jacques Lévy para a fase atual da mundialização. Será possível pensar que a mundialização sempre foi do mesmo jeito? Que a ampliação da escala geográfica das relações humanas vem se dando linearmente, sem conflitos e sem mudanças? Pensem nas tecnologias e na disseminação delas, na formação dos estados nacionais modernos, nas guerras. A conclusão será que o processo de mundialização é extremamente complexo.

(Fonte: http://rede.novaescolaclube.org.br/ acesso 16.09.2016)

Com base no fragmento de texto anterior, e à luz dos conhecimentos produzidos pela ciência nos últimos séculos, o que torna o processo de mundialização cada dia mais dinâmico é: