Com base na organização do espaço agrário brasileiro, marque a opção verdadeira.
Enquanto na sociedade primitiva a organização entre os homens se fundamentava na propriedade coletiva e nos laços de sangue, na sociedade que começou a se dividir em classes, a propriedade passou a ser privada, e os laços de sangue retrocederam diante do novo vínculo que a escravidão estabeleceu. Neste sentido, as transformações ocorridas no modo de produção e nas relações de trabalho têm importância fundamental para a compreensão da dinâmica econômica, bem como das relações sociais no mundo contemporâneo.
DALLAGO, C. S. T. Relações de trabalho e modo de produção capitalista. Sem. de Saúde do Trabalhador de Franca, set. 2010. Disponível em: http://www.proceedings. scielo.br> Acesso em: nov. 2021. Adaptado.Com base na leitura do texto, é correto afirmar que a evolução do trabalho para os moldes capitalistas possibilitou
TEXTO I
A tentativa de implantação da cultura europeia em extenso território, dotado de condições naturais,se não adversas, largamente estranhas à sua tradição milenar, é, nas origens da sociedade brasileira, o fato dominante e mais rico em consequências. Trazendo de países distantes nossas formas de convívio, nossas instituições, nossas ideias, e timbrando em manter tudo isso em ambiente muitas vezes desfavorável e hostil.
(HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil.26.ed. São Paulo: Companhia da Letras, 2010)TEXTO II
Quando o português chegou
Debaixo duma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português.
(ANDRADE. Oswald de. Obras completas.Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972).Com base na leitura do texto I e do texto II, assinale a afirmativa correta:
TEXTO
UM BRASIL, MUITAS ÁFRICAS
De que África teria saudades um africano no Brasil? [...] No Brasil, deixara de ser conhecido por sua terra natal, pelo seu clã, pelo nome que o seu povo dava a si mesmo ou recebia dos vizinhos. [...] Na fazenda ou na cidade onde penava, podia haver quem falasse seu idioma ou outro próximo, e até quem fosse de seu vilarejo e de seu malungo, ou seu companheiro de barco na travessia do Atlântico. Por toda parte, porém, encontrava gente estranha, de outras Áfricas que não a sua, com tradições, crenças, valores, costumes, saberes e técnicas diferentes. Este, em sua terra, andava de camisolão até os pés, e gorro na cabeça, aquele não tinha mais do que um pano entre as pernas, amarrado na cintura. Aqui, as mulheres entrançavam os cabelos com contas e conchas; ali, cobriam a cabeça com véu ou turbante; acolá raspavam o crânio. Umas vestiam-se apenas com miçangas; outras, com bubus; ou envolviam o corpo com panos coloridos, e todas exibiam muitos colares e argolas nos braços e nos tornozelos.
SILVA, Alberto da Costa e. Um Brasil, muitas Áfricas. Revista de História da Biblioteca Nacional. Ano 7, nº 78, mar. 2012. AdaptadoCom base na leitura atenta do TEXTO e nos conhecimentos sobre a História da África, da cultura afrobrasileira e da história da escravidão, assinale a alternativa CORRETA.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Os calendários de vacinação e as expectativas frustradas
A população brasileira, felizmente, tem percebido que a vacinação contra a Covid-19 é a grande porta de saída para o país vencer a pandemia e finalmente deixar para trás todas as restrições ao convívio social e à atividade econômica, este dito “novo normal” que de normal não tem praticamente nada. As pesquisas de opinião mostram uma intenção maciça de se vacinar – algumas das sondagens mais recentes colocam essa adesão na casa dos 80% e até dos 90%, um sinal animador quando se considera que a pandemia estará sob controle com ao menos 70% da população vacinada. Mídias sociais veiculam registros em foto ou vídeo de pessoas celebrando o fato de receberem a imunização, seja na primeira ou na segunda dose.
Por isso, é compreensível que inúmeros brasileiros recebam como um banho de água fria as suspensões da vacinação em diversas cidades – principalmente a vacinação pelo critério de idade, que em vários centros urbanos já avançava. O motivo é a já conhecida falta de vacinas ou de insumos para produzi-las. Por mais que haja demanda da população e infraestrutura capaz de conduzir esforços de vacinação em massa – campanhas passadas contra a poliomielite ou gripe já mostraram que o Brasil consegue aplicar dezenas de milhões de vacinas em questão de dias ou semanas –, a velocidade de produção local (no caso do Instituto Butantan e da Fiocruz) e da entrega de vacinas importadas (como a da Pfizer ou da Janssen) não tem dado conta da necessidade, forçando as pausas até que novas remessas cheguem aos municípios.
Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/ editoriais/os-calendarios-de-vacinacao-e-as-expectativasfrustradas/. Acesso em: 29 ago.2021 (adaptado).Com base na construção desse editorial, assinale a alternativa que pode ser confirmada no texto.
O clientelismo é uma das características históricas da política brasileira. Pode ser definido como uma relação de troca de favores entre agentes políticos, agentes econômicos e cidadãos. O historiador José Murilo de Carvalho define o clientelismo como um tipo de relação que “envolve a concessão de benefícios públicos, na forma de empregos, benefícios fiscais, isenções, em troca de apoio político, sobretudo na forma de voto”.
(CARVALHO, J.M. Mandonismo, coronelismo, clientelismo: uma discussão conceitual. Dados, v. 40, n. 2, 1997, p. 229-250.)Com base na citação acima, indique a alternativa que não constitui uma prática de clientelismo.
Leia o texto a seguir.
O avanço do uso de novas tecnologias de informação e comunicação altera as relações sociais, os hábitos cotidianos e os costumes das pessoas, especialmente nas grandes cidades. Um exemplo é a crescente utilização da Internet, das redes sem fio, dos celulares e smartphones tanto em pesquisas escolares como nos espaços privados e públicos. Nos trens, nos ônibus e nas ruas, o uso dessas tecnologias se multiplica e se transforma quase em uma regra, relegando àqueles que não os usam como comportamentos “fora dos padrões”.
(Adaptado de: OLIVEIRA, L. F.; COSTA, R. C. R. Sociologia para jovens do século XXI. Rio de Janeiro: Imperial Novo Milênio, 2013. p.250-254.)Com base na charge, no texto e nos conhecimentos sociológicos sobre os efeitos da expansão das novas tecnologias de informação e comunicação nas relações sociais, assinale a alternativa correta.
Segundo alguns teóricos, há múltiplas possibilidades de orientação para a vida em que o uso de tecnologias age sobre as ações dos indivíduos. Para Sales (2014), a juventude, particularmente, “estabelece um vínculo com a tecnologia da ordem da impregnação e da composição. Símbolos compartilhados no ciberespaço geram significados e referenciam atitudes e posturas das pessoas tanto quanto sinais e gestos do encontro físico.”
SALES, Shirlei Rezende. Tecnologias digitais e juventude ciborgue: alguns desafios para o currículo do Ensino Médio. In: DAYRELL, Juarez, CARRANO, Paulo e MAIA, Carla Linhares (Org.). Juventude e Ensino Médio: sujeitos e currículos em diálogo. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014. p. 234.Com base na charge e na teorização apresentadas, é correto afirmar que os jovens do século XXI
Observe a charge a seguir:
Podemos perceber na charge do cartunista Novaes uma visão bem-humorada sobre o mundo político e como ele se faz perceber. Evoca-se a figura do político profissional focalizado por Max Weber.
Com base na charge e na abordagem de Weber sobre as classes sociais, pode-se dizer que a sociedade civil tende a ver os políticos profissionais:
Para Weber, um tipo de dominação é estabelecido, pois “obedece-se não à pessoa em virtude de seu direito próprio, mas à regra estatuída, que estabelece ao mesmo tempo a quem e em que medida se deve obedecer.”
COHN, Gabriel (Org.). Weber: Sociologia. 5.ed. São Paulo: Ática, 1991. p. 129. Coleção Grandes Cientistas Sociais.Com base na análise weberiana, assinale a alternativa que indica o tipo de dominação a que essa descrição está relacionada.