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PortuguêsFAMECA2016

Leia o texto a seguir para responder a questão.

Na vida diária, as pessoas se referem à política como a ação do Estado e da organização institucional. Assim, o termo é utilizado para descrever a atividade parlamentar de determinado político eleito, a ação dos partidos políticos por ocasião de campanhas eleitorais ou, ainda, para se referir ao ato de votar e escolher representantes que exercerão mandato e decidirão em nome dos eleitores. A política apresenta- -se como arte de governar.

Também se emprega o termo para expressar a multiplicidade de situações em que a política se manifesta: política econômica, política sindical, política ecológica, política das igrejas. Nesse sentido, entende-se a política como a atuação de instituições ou de segmentos da sociedade civil com a finalidade de alcançar determinados objetivos. Trata-se, pois, de uma política reduzida aos espaços institucionais, dos quais os indivíduos participam ocasionalmente.

No entanto, a política não diz respeito apenas aos políticos, mas a todos os cidadãos. Se considerarmos que a palavra “política” origina-se do grego pólis, que significa “cidade”, poderemos compreender sua amplitude. A pólis era uma unidade de vida social e política autônoma, da qual os cidadãos participavam ativamente decidindo sobre os destinos da cidade.

A política apresenta-se hoje como a arte de governar, de atuar na vida pública e gerir os assuntos de interesse comum. Não se restringe à atividade desenvolvida no âmbito do Estado e das instituições, mas faz parte de nossa vida, permeia todas as formas de relacionamento social: no trabalho, na escola, nas ruas, no lazer e até nas relações afetivas.

(Ana Maria Laporte et al. Para filosofar, 2007. Adaptado.)

“Na vida diária, as pessoas se referem à política como a ação do Estado e da organização institucional.”

Essa frase, do primeiro parágrafo do texto,

PortuguêsFAMECA2017

Observe a charge do cartunista Santo.

É correto afirmar que o autor procura ironizar

PortuguêsFAMECA2018

Leia o poema “Relógios e beijos”, do poeta alemão Heinrich Heine (1797-1856), traduzido para o português por Álvares de Azevedo (1831-1852), para responder a questão.

Quem os relógios inventou? Decerto
Algum homem sombrio e friorento:
Numa noite de inverno, tristemente
Sentado na lareira ele cismava,
Ouvindo os ratos a roer na alcova
E o palpitar monótono do pulso.

Quem o beijo inventou? Foi lábio ardente,
Foi boca venturosa, que vivia
Sem um cuidado mais que dar beijinhos…
Era no mês de maio. As flores cândidas
A mil abriam sobre a terra verde,
O sol brilhou mais vivo em céu d’esmalte
E cantaram mais doce os passarinhos.

(Lira dos vinte anos, 1996.)

Assinale o segmento que utiliza a sinestesia como recurso expressivo.

PortuguêsFAMECA2018

Leia o poema “Relógios e beijos”, do poeta alemão Heinrich Heine (1797-1856), traduzido para o português por Álvares de Azevedo (1831-1852), para responder a questão.

Quem os relógios inventou? Decerto
Algum homem sombrio e friorento:
Numa noite de inverno, tristemente
Sentado na lareira ele cismava,
Ouvindo os ratos a roer na alcova
E o palpitar monótono do pulso.

Quem o beijo inventou? Foi lábio ardente,
Foi boca venturosa, que vivia
Sem um cuidado mais que dar beijinhos…
Era no mês de maio. As flores cândidas
A mil abriam sobre a terra verde,
O sol brilhou mais vivo em céu d’esmalte
E cantaram mais doce os passarinhos.

(Lira dos vinte anos, 1996.)

“Quem os relógios inventou?”

Assinale a alternativa que expressa, na voz passiva, o conteúdo dessa oração.

PortuguêsFAMECA2019

Leia o texto de Slavoj Žižek para responder à questão.


Como Freud muitas vezes enfatizou, a principal característica dos sonhos em que o sonhador aparece nu diante de uma multidão, a característica que provoca angústia, é o fato estranho de que ninguém parece se importar com sua nudez: as pessoas continuam passando como se tudo estivesse normal... E isso faz lembrar a cena de pesadelo da violência racista diária a que assisti em Berlim em 1992. De início tive a impressão de que, do outro lado da rua, um alemão e um vietnamita estavam simplesmente executando uma dança amistosa e complexa em torno um do outro – só depois de algum tempo percebi que estava vendo um caso real de hostilidade racial: para qualquer lado que se virasse o perplexo e assustado vietnamita, o alemão lhe bloqueava a passagem, demonstrando assim que, ali em Berlim, ele não tinha para onde ir. As causas de minha incompreensão inicial foram duas: primeira, o fato de o alemão executar sua perseguição de uma forma estranha e codificada, respeitando certos limites, sem chegar a atacar fisicamente o vietnamita; na verdade, ele não o tocou nem uma vez, limitando-se a bloquear-lhe a passagem. A segunda causa, evidentemente, foi o fato de as pessoas que passavam (tudo isso aconteceu numa rua movimentada, não num beco escuro!) simplesmente ignorarem – ou melhor, fingirem ignorar – o que estava se passando, evitando olhar ao passar, como se nada de especial estivesse acontecendo. A diferença entre essa hostilidade “suave” e o brutal ataque físico dos skinheads neonazistas foi tudo o que sobrou da diferença entre civilização e barbárie? E essa hostilidade “suave” não foi, de certa forma, até pior? Foi a suavidade que permitiu aos passantes ignorá-la e aceitá-la como um acontecimento normal, o que não teria sido possível no caso de um brutal ataque físico direto.

(Bem-vindo ao deserto do real. 2003.)

Assinale a alternativa que expressa, na voz passiva, o conteúdo da oração “Como Freud muitas vezes enfatizou”.

PortuguêsFAMECA2017

Sabina

Havia três anos que o bacharel Figueiredo era o amante da viúva Fontes. E marido seria se ela quisesse; mas Sabina

– Sabina era o seu nome – dera-se mal com o casamento, e não queria experimentá-lo de novo.

Um mês depois do seu primeiro encontro com o bacharel Figueiredo, este dizia-lhe:

– Eu amo-te, tu amas-me, eu sou livre, tu és livre: casemo-nos!

– Não! – respondia ela – não! Não! Não!...

– Por que, meu amor?

– Porque esse fogo, esse ímpeto, esse entusiasmo que te lançou nos meus braços, tudo isso desapareceria desde que eu fosse tua mulher!

– Mas a sociedade...

– Ora, a sociedade! Sou bastante independente para me não importar com ela.

– Tua filhinha...

– Tem apenas quatro anos! Está na idade em que se olha sem ver. Demais, não quero dar-lhe um padrasto. Amemonos, e deixemos em paz o padre e o pretor.

(Arthur Azevedo. Seleção de contos, 2014.)

Assinale a alternativa em que as passagens “Havia três anos que o bacharel Figueiredo era o amante da viúva Fontes.” (1o parágrafo) e “Amemo-nos, e deixemos em paz o padre e o pretor.” (último parágrafo) estão corretamente reescritas, de acordo com a norma-padrão.

PortuguêsFAMECA2017

Preparei a refeição matinal. Cada filho prefere uma coisa. A Vera, mingau de farinha de trigo torrada. O João José, café puro. O José Carlos, leite branco. E eu, mingau de aveia.

Já que não posso dar aos meus filhos uma casa decente para residir, procuro lhe dar uma refeição condigna.

Terminaram a refeição. Lavei os utensilios. Depois fui lavar roupas. Eu não tenho homem em casa. É só eu e meus filhos. Mas eu não pretendo relaxar. O meu sonho era andar bem limpinha, usar roupas de alto preço, residir numa casa confortavel, mas não é possível. Eu não estou descontente com a profissão que exerço. Já habituei-me andar suja. Já faz oito anos que cato papel. O desgosto que tenho é residir em favela.

Fui no rio lavar as roupas e encontrei D. Mariana. Uma mulher agradavel e decente. Tem 9 filhos e um lar modelo.Ela e o esposo tratam-se com iducação. Visam apenas viverem paz. E criar filhos. Ela tambem ia lavar roupas. Ela disse--me que o Binidito da D. Geralda todos os dias ia preso. Que a Radio Patrulha cançou de vir buscá-lo. Arranjou serviço para ele na cadeia. Achei graça. Dei risada!... Estendi as roupas rapidamente e fui catar papel. Que suplicio catar papel atualmente! Tenho que levar a minha filha Vera Eunice. Ela está com dois anos, e não gosta de ficar em casa. Eu ponho o saco na cabeça e levo-a nos braços. Suporto o peso do saco

na cabeça e suporto o peso da Vera Eunice nos braços. Tem hora que revolto-me. Depois domino-me. Ela não tem culpa de estar no mundo.

Refleti: preciso ser tolerante com os meus filhos. Eles não tem ninguem no mundo a não ser eu. Como é pungente a condição de mulher sozinha sem um homem no lar.

(Carolina Maria de Jesus. Quarto de despejo: diário de uma favelada, 1993. Adaptado.)

As informações do texto permitem reconhecê-lo como

PortuguêsFAMECA2017

Sabina

Havia três anos que o bacharel Figueiredo era o amante da viúva Fontes. E marido seria se ela quisesse; mas Sabina

– Sabina era o seu nome – dera-se mal com o casamento, e não queria experimentá-lo de novo.

Um mês depois do seu primeiro encontro com o bacharel Figueiredo, este dizia-lhe:

– Eu amo-te, tu amas-me, eu sou livre, tu és livre: casemo-nos!

– Não! – respondia ela – não! Não! Não!...

– Por que, meu amor?

– Porque esse fogo, esse ímpeto, esse entusiasmo que te lançou nos meus braços, tudo isso desapareceria desde que eu fosse tua mulher!

– Mas a sociedade...

– Ora, a sociedade! Sou bastante independente para me não importar com ela.

– Tua filhinha...

– Tem apenas quatro anos! Está na idade em que se olha sem ver. Demais, não quero dar-lhe um padrasto. Amemonos, e deixemos em paz o padre e o pretor.

(Arthur Azevedo. Seleção de contos, 2014.)

Ao negar o pedido de casamento do bacharel Figueiredo, Sabina deixava-lhe claro que

PortuguêsFAMECA2015

As casas de um lado de uma rua são numeradas a partir do número 5 e vão aumentando de 8 em 8 até a última casa, de número 133. As casas do outro lado dessa rua têm números que aumentam de 12 em 12; a primeira casa tem número 2 e a última 158.

A quantidade de casas dessa rua é

PortuguêsFAI2019

Há substantivos que têm um só gênero gramatical para designar pessoas de ambos os sexos.

Uma das alternativas seguintes constituída de três substantivos desta espécie é: