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SociologiaUEMA2017

A ideia da existência de uma democracia racial no Brasil foi desconstruída pelos estudos de Florestan Fernandes, sobretudo, em seu livro A integração do negro na sociedade de classes. Nesta obra de 1965, o autor argumenta que a democracia racial na sociedade brasileira é um mito na medida em que a abolição da escravatura libertou os negros “oficialmente”, mas não os incluiu na sociedade como cidadãos, mantendo, assim, a discriminação e a submissão da população negra aos brancos, permanecendo, portanto, as desigualdades sociais entre negros e brancos.

A democracia racial no Brasil, de fato, ainda se constitui como um mito, identificado na fala cotidiana brasileira com expressões de preconceito racial, a exemplo de

SociologiaUERJ2016

As comunidades quilombolas, que são predominantemente constituídas por população negra, se autodefinem a partir das relações com a terra, do parentesco, do território, da ancestralidade, das tradições e das práticas culturais próprias. Estima-se que em todo o país existam mais de três mil comunidades quilombolas. O Decreto Federal nº 4.887, de 20 de novembro de 2003, regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos.

Adaptado de incra.gov.br.

A demarcação de terras de comunidades quilombolas é fato recente nas práticas governamentais brasileiras. Um dos principais objetivos dessa política pública é viabilizar a promoção de:

SociologiaENEM2015

Colonizar, afirmava, em 1912, um eminente jurista, “é relacionar-se com os países novos para tirar benefícios dos recursos de qualquer natureza desses países, aproveitá-los no interesse nacional, e ao mesmo tempo levar às populações primitivas as vantagens da cultura intelectual, social, científicacomercial e industrial, apanágio das raças superiores. A colonização é, pois, um estabelecimento fundado em país novo por uma raça de civilização avançada, para realizar o duplo fim que acabamos de indicar.”

Précis de législation et d´économie coloniales. Apud LINHARES, M. Y. A luta contra a Metrópole (Ásia e África). São Paulo: Brasiliense, 1981.

A definição de colonização apresentada no texto tinha a função ideológica de

SociologiaUSP2018

[...] a Declaração Universal representa um fato novo na história, na medida em que, pela primeira vez, um sistema de princípios fundamentais da conduta humana foi livre e expressamente aceito, através de seus respectivos governos, pela maioria dos homens que vive na Terra. Com essa declaração, um sistema de valores é – pela primeira vez na história – universal, não em princípio, mas de fato, na medida em que o consenso sobre sua validade e sua capacidade de reger os destinos da comunidade futura de todos os homens foi explicitamente declarado. [...] Somente depois da Declaração Universal é que podemos ter a certeza histórica de que a humanidade – toda a humanidade – partilha alguns valores comuns; e podemos, finalmente, crer na universalidade dos valores, no único sentido em que tal crença é historicamente legítima, ou seja, no sentido em que universal significa não algo dado objetivamente, mas algo subjetivamente acolhido pelo universo dos homens.

N. Bobbio. A era dos direitos. Rio de Janeiro: Campus, 1992.

A Declaração Universal mencionada no texto

SociologiaUNIFOR2015

É bem verdade que, aos 24 anos e já sob o peso de alguns sucessos como a avassaladora A banda, Francisco Buarque de Holanda se sentia irritado com a chicolatria que fazia dele uma espécie de jovem ideal que as mães de classe média sonhavam em ter como filho ou genro. Numa época em que o mau comportamento procurava impor-se como valor revolucionário, ser oferecido como modelo para os bem-nascidos não era a posição que um artista consciente como o filho do sociólogo e historiador Sérgio Buarque de Holanda iria querer para si, ainda mais que a imagem não era rigorosamente justa, conforme ele tentava demonstrar sempre que possível. Mas essas entrevistas confessionais, autodesmitificadoras, revelando até transgressões de adolescência, como a de eventualmente puxar carros, não tinham a força de convencimento do sorriso puro de dentes claros e sadios que ele não podia esconder. Que se há de fazer? Às vezes a gente vai contra a corrente até não poder resistir [...].

VENTURA, Zuenir. 1968: O ano que não terminou. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988.

A década de 60 foi um período efervescente na arte e na cultura brasileira, o conteúdo político esteve presente nos textos teatrais, na literatura e na música. Chico Buarque de Holanda se destacou no III Festival de Música da TV Excelsior com uma canção que sugeria a angústia impotente de um prisioneiro da engrenagem do consumo cultural que queria ser o senhor do seu próprio destino. A música mencionada é:

SociologiaUNIFENAS2017

A pílula anticoncepcional foi comercializada pela primeira vez em 1960, nos Estados Unidos. Atualmente, milhōes de mulheres, em todo o mundo, utilizam a pílula oral como método anticoncepcional. No Brasil, a pílula anticoncepcional foi comercializada pela primeira vez em 1961.

A década de 1960 foi marcada em vários países por lutas e mobilizações da sociedade civil por mais direitos. Nesse sentido, a pílula anticoncepcional tornou-se um símbolo

SociologiaUFPA2014

A cultura sempre se apresentou como um tema relevante para a análise da sociedade humana em termos de complexidade, diversidade e diferenças. Em tempos atuais essa discussão ganha relevo diante das realidades socioculturais vinculadas à Globalização, Novos Movimentos Sociais, usos das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTIC), Identidades, Políticas Públicas e temas concernentes ao chamado contexto da Pós-modernidade e estudos Pós-Coloniais, entre outros. Sobre os aspectos dimensionais que envolvem a cultura, é correto afirmar:

SociologiaURCA2016

“O conceito de cultura que eu defendo, é essencialmente semiótico. Acreditamos como Max Weber, que o homem é um animal amarrado a teias de significados que ele mesmo teceu, assumo a cultura como sendo essas teias e a sua análise; portanto, não como uma ciência experimental em busca de leis, mas como uma ciência interpretativa, à procura de significado”... GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Antropologia social.Zahar Editores. Rio de Janeiro.1973. pag.15

A cultura produzida pelo homem pode ser interpretada como:

SociologiaCESMAC2018

A cultura brasileira recebeu muitas influências externas. No século XX, a bossa nova foi muito influenciada:

SociologiaUNISC2012

No fragmento de texto abaixo, um importante jornalista da atualidade no Brasil, Luis Nassif, comenta, em seu blog, a relação entre dois fenômenos importantes que explicam, em muito, as situações que resultam em atraso do desenvolvimento brasileiro e controle político por parte das elites nacionais. Para fins de interpretação, resta comentar que o autor tece, na passagem, uma crítica direta a um meio de comunicação presente em muitos dos estados brasileiros. Vejamos:

“No discurso, seus analistas ignoram completamente as limitações do federalismo brasileiro, a política de alianças – que garante a governabilidade –, a necessidade de pragmatismo político. Dividem o Brasil entre o supostamente país moderno (dos quais ELES são portavozes) e o Brasil anacrônico, dos Sarneys e companhia. Aliás, é um contraponto salutar, para reduzir o poder de influência dos coronéis .... De onde emana o poder político dos coronéis regionais? Em grande parte, do controle da mídia local. E esse poder deriva fundamentalmente da política de alianças com as redes nacionais de rádio e TV.”

Fonte: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif acessado em 29/09/2011.

A crítica do jornalista se contextualiza em dois fenômenos importantes para compreender a situação de poder no Brasil e no mundo de hoje. É importante ressaltar que esse poder deriva da aproximação e da aliança direta entre grupos que estão no centro desses dois fenômenos, que são, segundo o fragmento de texto apresentado,