AprendiAprendi
FilosofiaESPM2013

“O homem não pode abster-se da filosofia”, diz Jaspers com razão. “Ela está presente em todo lugar e sempre. A única questão que se apresenta é saber se ela é consciente ou não, boa ou má, confusa ou clara”. Na verdade, a pesquisa da verdade científica, que só interessa aliás a uma minoria, não exaure¹ em nada a natureza do homem, mesmo nessa minoria. Resta que o homem vive, toma partido, crê em multiplicidade de valores, hierarquiza-os e dá assim um sentido à sua existência por opções que ultrapassam sem cessar as fronteiras do seu conhecimento efetivo. No homem que pensa, essa coordenação pode ser raciocinada, no sentido de que, para fazer a síntese entre aquilo em que acredita e que sabe, só pode utilizar uma reflexão, seja prolongando seu saber ou opondo-se a ele em um esforço crítico para determinar suas fronteiras atuais e legitimar a colocação dos valores que o ultrapassam. Essa síntese raciocinada entre as crenças, quaisquer que sejam, e as condições do saber, é o que nós chamamos de uma “sabedoria” e tal nos parece o objeto da filosofia.

(Piaget, Jean. Sabedoria e Ilusões da Filosofia. Tradução de Zilda Abujamra Daeir. S.Paulo. Difusão Europeia do Livro) ¹exaurir = esgotar

Segundo o texto, o “homem que pensa” é aquele que:

FilosofiaSanto Agostinho2019

“Prioridades”, uma crônica de Lya Luft

“Muito do que gastamos (e nos desgastamos) nesse consumismo feroz podia ser negociado com a gente mesmo: uma hora de alegria em troca daquele sapato. Uma tarde de amor em troca da prestação do carro do ano; um fim de semana em família em lugar daquele trabalho extra que está me matando e ainda por cima detesto.

Não sei se sou otimista demais, ou fora da realidade. Mas, à medida que fui gostando mais do meu jeans, camiseta e mocassins, me agitando menos, querendo ter menos, fui ficando mais tranquila e mais divertida. Sapato e roupa simbolizam bem mais do que isso que são: representam uma escolha de vida, uma postura interior

Nunca fui modelo de nada, graças a Deus. Mas amadurecer me obrigou a fazer muita faxina nos armários da alma e na bolsa também. Resistir a certas tentações é burrice; mas fugir de outras pode ser crescimento, e muito mais alegria.

Cada um que examine o baú de suas prioridades, e faça a arrumação que quiser ou puder. Que seja para aliviar a vida, o coração e o pensamento – não para inventar de acumular ali mais alguns compromissos estéreis e mortais.”

Segundo o texto, é correto afirmar que:

FilosofiaFASM2017

Leia o texto para responder à questão.

A filosofia não desempenhou grande papel na cultura romana, salvo o estoicismo, que era admirado pelos romanos por sua ênfase na conduta virtuosa e no cumprimento dos deveres. A tradição filosófica mais ampla estabelecida pelos gregos clássicos ficou, portanto, marginalizada sob o Império Romano. A filosofia continuou a ser ensinada em Atenas, mas sua influência diminuiu e nenhum filósofo de relevo surgiu até Plotino, no século III, que fundou uma importante escola neoplatônica. Durante o primeiro milênio da era cristã, a influência romana também diminuiu política e culturalmente. O cristianismo foi assimilado e, depois da queda do Império no século V, a Igreja tornou-se a autoridade dominante na Europa Ocidental, permanecendo assim por quase mil anos. A noção grega de filosofia como uma investigação racional independente de doutrinas religiosas foi contida com a ascensão do cristianismo. As questões sobre a natureza do universo e o que constitui uma vida virtuosa, acreditava-se, deveriam ser respondidas pelas Escrituras1 : não eram considerados temas para discussão filosófica.

(O livro da filosofia, 2011. Adaptado.) 1 Escrituras: as escrituras sagradas, a Bíblia.

Segundo o texto, durante os primeiros séculos de existência do cristianismo,

FilosofiaETEC2020

A palavra idiota tem sua origem no grego antigo idiótes, que significava “homem privado da vida pública, que não vive a política, que não participa das coisas públicas”. Enquanto o homem livre era aquele que participava ativamente da polis, da vida em sociedade, do público, porque vivia a política, o escravizado estava na vida privada, vivia limitado ao mundo privado, era um idiota porque não tinha acesso à vida política.

Nesse sentido, para os gregos, cidadania (o pertencimento à cidade) dizia respeito àquele que vivia a política. Portanto, o cidadão construía os direitos e os deveres, enquanto o idiota estava à margem desse processo.

Acesso em: 05.10.2019. Adaptado.

Segundo o texto,

FilosofiaUNESP2013

Uma obra de arte pode denominar-se revolucionária se, em virtude da transformação estética, representar, no destino exemplar dos indivíduos, a predominante ausência de liberdade, rompendo assim com a realidade social mistificada e petrificada e abrindo os horizontes da libertação. Esta tese implica que a literatura não é revolucionária por ser escrita para a classe trabalhadora ou para a “revolução”. O potencial político da arte baseia-se apenas na sua própria dimensão estética. A sua relação com a práxis (ação política) é inexoravelmente indireta e frustrante. Quanto mais imediatamente política for a obra de arte, mais reduzidos são seus objetivos de transcendência e mudança. Nesse sentido, pode haver mais potencial subversivo na poesia de Baudelaire e Rimbaud que nas peças didáticas de Brecht.

(Herbert Marcuse. A dimensão estética, s/d.)

Segundo o filósofo, a dimensão estética da obra de arte caracteriza-se por

FilosofiaUEMA2014

Segundo o filósofo Agostinho, o homem fora criado à imagem e à semelhança de Deus, estando, portanto, preparado para compreender a essência divina. Contudo, em virtude do pecado de Adão – o chamado pecado original -, o homem decaíra. Como todo ser humano nasce em consequência do ato procriador (pecado original), todo ser humano nasce manchado pelo pecado de Adão. Fonte: AGOSTINHO, Santo. Confissões. São Paulo: Paulus, 1997. (adaptado) Existem várias formas de se tentar explicar a origem do homem. A do filósofo Agostinho é uma delas. Sua teoria está fundamentada em uma consciência do tipo

FilosofiaUNIOESTE2021

(…) a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão deu a qualquer homem, em geral, a possibilidade de aceder [ao] estatuto de sujeito do direito. O contrato social, por conseguinte, concluía-se, mas fechava-se sobre si mesmo, deixando fora de jogo o mundo, enorme panóplia de coisas reduzidas ao estatuto de objetos passivos de apropriação. Razão humana maior, natureza exterior menor. O sujeito do conhecimento e da ação [se] beneficia de todos os direitos e seus objetos de nenhum.

SERRES, Michel. O contrato natural. Lisboa: Instituto Piaget. 1992.

Para Michel Serres, os contratos sociais imaginados por Hobbes e Rousseau são, por sua natureza intersubjetiva e limitada aos agentes humanos, antropocêntricos demais para servirem à política dos tempos atuais. No livro “O contrato natural”, ele argumenta que o nível de violência contra a natureza justifica que a pensemos como um sujeito que interage com os sujeitos humanos e que possui direitos intrínsecos, impondo assim responsabilidade para com ela.

Segundo o exposto, qual das seguintes assertivas expressa a profunda convicção de Serres, que é base de sua proposta?

FilosofiaUENP2016

Leia o texto a seguir.

Que significará, aqui, o dizer-se que a existência precede a essência? Significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define. O homem, tal como o concebe o existencialista, se não é definível, é porque primeiramente não é nada. Só depois será alguma coisa e tal como a si próprio se fizer. Assim, não há natureza humana, visto que não há Deus para a conceber. O homem é, não apenas como ele se concebe, mas como ele quer que seja, como ele se concebe depois da existência, como ele se deseja após este impulso para a existência; o homem não é mais que o que ele faz. Tal é o primeiro princípio do existencialismo.

(SARTRE, J. P. O existencialismo é um humanismo. São Paulo: Abril Cultural, 1973. p.12.)

Segundo o conhecimento sobre as ideias de Sartre, assinale a alternativa correta.

FilosofiaUNIVESP2017

Leia o cartum para responder à questão.

Segundo o conceito de Ideologia em Marx e Engels e a explicação desses autores sobre o funcionamento do modo de produção capitalista, a crítica e o humor do cartum estão relacionados à tese de que

FilosofiaENEM2020

Adão, ainda que supuséssemos que suas faculdades racionais fossem inteiramente perfeitas desde o início, não poderia ter inferido da fluidez e transparência da água que ela o sufocaria, nem da luminosidade e calor do fogo que este poderia consumi-lo. Nenhum objeto jamais revela, pelas qualidades que aparecem aos sentidos, nem as causas que o produziram, nem os efeitos que dele provirão, e tampouco nossa razão é capaz de extrair, sem auxilio da experiência, qualquer conclusão referente à existência efetiva de coisas ou questões de fato.

HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento humano São Paulo: Unesp. 2003.

Segundo o autor, qual é a origem do conhecimento humano?