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FilosofiaENEM2016

O aparecimento da pólis, situado entre os séculos VII e VII a.C., constitui, na história do pensamento grego, um acontecimento decisivo. Certamente, no plano intelectual como no domínio das instituições, a vida social e as relações entre os homens tomam uma forma nova, cuja originalidade foi plenamente sentida pelos gregos, manifestando-se no surgimento da filosofia.

VERNANT, J.-P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 2004 (adaptado).

Segundo Vernant, a filosofia na antiga Grécia foi resultado do(a)

FilosofiaUNIVAG2021

Leia o texto de Nílson José Machado para responder à questão.


Uma imagem comum para representar o que é o conhecimento é a do iceberg. Nesse caso, a ideia norteadora é a de que nosso conhecimento sobre qualquer tema é sempre apenas parcialmente explícito, ou passível de explicitação, sendo, na maior parte, tácito, subjazendo como a parte submersa de um iceberg. Cada um de nós sempre sabe muito mais, sobre qualquer assunto, do que aquilo que consegue explicitar, expressar em palavras. Os mecanismos da percepção são muito mais ricos e complexos do que imaginam as simplificadas teorias baseadas em associações do tipo estímulo e resposta. Também como docentes, sempre ensinamos muito mais do que pretendemos explicitamente, para o bem e para o mal, servindo tacitamente de exemplo ou de contraexemplo. A parte submersa do conhecimento de que dispomos, que aprendemos ou que ensinamos é, no entanto, absolutamente fundamental para sustentar o que conseguimos explicar. A educação escolar formal seria sempre orientada pela busca de uma ampliação na capacidade de explicitação. Um adulto não escolarizado sabe muitas coisas, mas busca na escola o desenvolvimento de tal capacidade. Como seres humanos, nosso conhecimento pessoal sempre estaria representado por estes dois domínios fundamentais: o tácito1 e o explícito. Articulá-los, arquitetando estratégias de emergência do tácito, seria função precípua2 do trabalho escolar. Mas sabemos que nunca será possível explicitar tudo o que se conhece. Assim como em cada pessoa convivem e articulam-se as dimensões consciente e inconsciente, também estamos “condenados” a um permanente ir e vir entre o que se sabe tacitamente, o que se incorporou por meio de vivências, hábitos e estratégias culturais e o conhecimento de que precisamos dar “provas” explícitas nos processos de avaliação.

(Conhecimento e valor, 2004. Adaptado.)


1 tácito: aquilo que não é expresso, que não é dito.
2 precípuo: mais importante, principal.

A imagem clássica do iceberg é utilizada neste texto para explicar uma concepção de conhecimento.

Segundo tal concepção,

FilosofiaUNIOESTE2022

Uma vez que é possível afirmar e negar tanto a presença daquilo que está presente quanto a presença daquilo que está ausente, (…), tudo o que se possa afirmar é possível também negar, e tudo o que se possa negar é possível também afirmar. Conclui-se que toda afirmação terá sua própria negação oposta, tal como toda negação terá sua própria afirmação oposta. Chamaremos de antífasis o par formado por uma proposição afirmativa e uma negativa em oposição (…).

ARISTÓTELES. Da Interpretação. [17a1 27-33]. São Paulo: Edipro, 2005. Modificado.

O trecho acima, extraído da Parte 6 do escrito Da Interpretação, apresenta a noção de par de opostos. Logo em seguida, Aristóteles estabelece que um par de opostos contraditórios será aquele em que, quando uma proposição indica universalmente algo, a outra o indica não universalmente. Desse modo, necessariamente, a verdade de uma de suas proposições implica a falsidade da outra e, inversamente, a falsidade de uma implica a verdade da outra.

Segundo tais definições, indique, entre as alternativas, o par de opostos contraditórios:

FilosofiaPUC-PR2016

Leia e analise as afirmativas a seguir:

I. O processo de desigualdade consolidou-se com o estabelecimento da lei e do direito da propriedade.
II. O processo de desigualdade surgiu como resultado do medo constante da violência existente no estado de natureza, em que há apenas o direito daqueles mais fortes.
III. Em sua teoria contratualista, o processo de desigualdade consolidou-se com a transformação do poder legítimo em poder arbitrário.
IV. O homem por natureza é bom. Contudo, é a sociedade que o corrompe.
V. Realiza um elogio ao processo de socialização, uma vez que este foi responsável por ter corrompido o ser humano, tornando-o egoísta.

Segundo Rousseau, estão CORRETAS apenas as alternativas:

FilosofiaENEM2018

O justo e o bem são complementares no sentido de que uma concepção política deve apoiar-se em diferentes ideias do bem. Na teoria da justiça como equidade, essa condição se expressa pela prioridade do justo. Sob sua forma geral, esta quer dizer que as ideias aceitáveis do bem devem respeitar os limites da concepção política de justiça e nela desempenhar um certo papel.

RAWLS, J. Justiça e democracia. São Paulo: Martins Fontes, 2000 (adaptado).

Segundo Rawls, a concepção de justiça legisla sobre ideias do bem, de forma que

FilosofiaUNICENTRO2011

Segundo os sofistas, a persuasão

FilosofiaESPM2015

Numa sociedade fortemente hierarquizada, onde as pessoas se ligam entre si e essas ligações são consideradas como fundamentais (valendo mais, na verdade, do que as leis universalizantes que governam as instituições e as coisas), as relações entre senhores e escravos podiam se realizar com muito mais “intimidade, confiança e consideração”. Aqui, o senhor não se sente ameaçado ou culpado por estar submetendo um outro homem ao trabalho escravo, mas, muito pelo contrário, ele vê o negro como seu “complemento natural”, como um “outro” que se dedica ao trabalho duro, mas complementar às suas próprias atividades que são as do espírito. Assim a lógica do sistema de relações sociais no Brasil é a de que pode haver intimidade entre senhores e escravos, superiores e inferiores, porque o mundo está realmente hierarquizado, tal qual o céu da Igreja Católica, também repartido e totalizado em esferas, círculos, planos, todos povoados por anjos, arcanjos, querubins, santos de vários méritos etc., sendo tudo consolidado na Santíssima Trindade, todo e parte ao mesmo tempo; igualdade e hierarquia dados simultaneamente. O ponto crítico de todo nosso sistema é a sua profunda desigualdade.(...)

Neste sistema, não há necessidade de segregar o mestiço, o mulato, o índio e o negro, porque as hierarquias asseguram a superioridade do branco como grupo dominante.

(Roberto da Matta, Relativizando - Uma Introdução à Antropologia Social)

Segundo o texto:

FilosofiaFIP2017

“As camadas sociais elevadas, que se pretende ser, úteis às outras, são de fato úteis a si mesmas, à custa das outras (...). Saiba ele (o jovem Emílio) que o homem é naturalmente bom (...), mas veja ele como a sociedade deprava e perverte os homens, descubra no preconceito a fonte de todos os vícios dos homens; seja levado a estimar cada indivíduo, mas despreze a multidão; veja que todos os homens carregam mais ou menos a mesma máscara, mas saiba também que existem rostos mais belos do que a máscara que o cobre”.

Fonte: ROUSSEAU, Jean Jacques. Emílio ou Da Educação. São Paulo: Martins Fontes, 1999. P. 311

Segundo o texto:

FilosofiaUNESP2021

Mas eu me persuadi de que nada existia no mundo, que não havia nenhum céu, nenhuma terra, espíritos alguns, nem corpos alguns; me persuadi também, portanto, de que eu não existia? Certamente não, eu existia, sem dúvida, se é que eu me persuadi ou, apenas, pensei alguma coisa. Mas há algum, não sei qual, enganador mui poderoso e mui ardiloso que emprega toda a sua indústria em enganar-me sempre. Não há pois dúvida alguma de que sou, se ele me engana; e, por mais que me engane, não poderá jamais fazer com que eu nada seja, enquanto eu pensar ser alguma coisa. De sorte que, após ter pensado bastante nisto e de ter examinado cuidadosamente todas as coisas, cumpre enfim concluir e ter por constante que esta proposição, penso, logo sou, é necessariamente verdadeira, todas as vezes que a enuncio […].

(René Descartes. Meditações, 1973.)

Segundo o texto, um dos pontos iniciais do método de Descartes que o levou ao cogito (“penso, logo sou”) foi

FilosofiaUPE2018

''(...) aprendemos executando o que temos que executar. Exemplo: homens se tornam construtores construindo e se tornam tocadores de lira tocando lira. É a realização de atos justos que nos torna justos, a de atos moderados que nos torna moderados, a de atos corajosos que nos torna corajosos (...).''

Aristóteles. Ética a Nicômaco. Livro II, cap. I, pág.75. São Paulo: Edipro, 2014. (Adaptado).

Segundo o texto, para Aristóteles, as virtudes são