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FilosofiaENEM2015

Trasímaco estava impaciente porque Sócrates e os seus amigos presumiam que a justiça era algo real e importante. Trasímaco negava isso. Em seu entender, as pessoas acreditavam no certo e no errado apenas por terem sido ensinadas a obedecer às regras da sua sociedade. No entanto, essas regras não passavam de invenções humanas.

RACHELS, J. Problema da filosofia. Lisboa: Gradiva, 2009.

O sofista Trasímaco, persoagem imortalizado no diálogo A República, de Platão, sustentava que a correlação entre justiça e ética é resultado de

FilosofiaCESMAC2018

O sistema de valores perenes e universais que o indivíduo percebe na própria consciência, segundo sua reta razão, e que independem das circunstâncias concretas em que o mesmo vive, deve definir-se como sendo o verdadeiro sistema de valores

FilosofiaUEG2013

O ser humano, desde sua origem, em sua existência cotidiana, faz afirmações, nega, deseja, recusa e aprova coisas e pessoas, elaborando juízos de fato e de valor por meio dos quais procura orientar seu comportamento teórico e prático. Entretanto, houve um momento em sua evolução histórico-social em que o ser humano começa a conferir um caráter filosófico às suas indagações e perplexidades, questionando racionalmente suas crenças, valores e escolhas. Nesse sentido, pode-se afirmar que a filosofia

FilosofiaFACERES2015

Leia os textos que seguem:

“Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo.” (KANT, Immanuel. Textos Seletos. Petrópolis : Vozes, 1974).

“(...) viver é o ofício que quero ensinar-lhe. Ao sair de minhas mãos, concordo que não será nem magistrado, nem soldado, nem padre; será homem, em primeiro lugar; tudo o que um homem deve ser, ele será capaz de ser, se preciso, tão bem quanto qualquer outro; e, ainda que a fortuna o faça mudar de lugar, ele sempre estará no seu.”

(ROUSSEAU, Jean-Jacques. Emílio ou Da educação. 2.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999).

O século XVIII foi marcado por inúmeras transformações que permitiram a transição para um modelo político e social inspirado nos valores democráticos. A Revolução Francesa é um dos ícones desse processo. Muitos pensadores, à época, discorreram sobre inúmeros aspectos dessa nova realidade e sobre as condições para sua existência. A partir dos textos e do pensamento dos filósofos, pode-se afirmar que:

FilosofiaUNIMONTES2020

O fragmento acima pertence ao conhecido texto de Platão denominado “Mito da caverna” ou “Alegoria da caverna” (Livro VII de A República). Esse texto mostra-nos a necessidade de conceber a realidade para além das aparências, apresentando, por meio de metáforas (luz e sombra...), o método dialético de investigação filosófica capaz de distinguir conhecimento e ignorância. Trata-se de um diálogo entre o seu personagem principal, Sócrates, e Glauco, em que a cegueira dos homens é colocada em discussão, possibilitando-nos, inclusive, fazer uma interpretação da sociedade atual.

O referido texto trata-se

FilosofiaENEM2015

A filosofia grega parece começar com uma ideia absurda, com a proposição: a água é a origem e a matriz de todas as coisas. Será mesmo necessário deter-nos nela e levâ-la a sério? Sim, e por três razões: em primeiro lugar, porque essa proposição enuncia algo sobre a origem das coisas; em segundo lugar, porque o faz sem imagem e favulação; e enfim, em terceiro lugar, porque nela, embora apenas em estado de crisálida, está contido o pensamento: Tudo é um.

NIETZSCHE, F. Crítica moderna. In: Os pré-socráticos. São Paulo: Nova Cultural, 1999.

O que, de acordo com Nietzsche, caracteriza o surgimento de filosofia entre os gregos?

FilosofiaUEMA2013

O que responde à pergunta "o que é a Filosofia?" são fundamentos teóricos e críticos dos conhecimentos e das práticas. O sentido objetivo do conceito de Filosofia é

FilosofiaUNIMONTES2018

Corporeidade: dimensão humana e formas de ser

Conforme Sílvio Gallo, “na obra Fenomenologia da percepção, o filósofo Merleau-Ponty desenvolve o conceito de corpo próprio, mudando o foco da afirmação de Descartes (“Penso, logo existo”), colocando a certeza da existência no pensamento, para situá-la no corpo”. Para Merleau-Ponty, afirma Gallo, “o corpo próprio é a ideia que cada pessoa é um corpo que percebe e que pensa – e, pensando, atua no mundo e sobre si mesmo. De modo que o corpo não é um objeto, como uma pedra e um martelo. Mas tampouco é pura consciência ou pura percepção. Meu corpo próprio é a sede da percepção do mundo e de mim mesmo, possibilidade única de existência concreta.” Gallo acrescenta que “O filósofo francês Michel Foucault reflete sobre outro aspecto da corporeidade: o corpo como lugar em que o poder atua. Segundo o filósofo, o ‘desprezo pelo corpo’ que vemos na Idade Moderna, a partir da formulação de René Descartes, é apenas aparente. Durante todo aquele período, foi feito grande esforço para manter o corpo controlado, para que ele pudesse ser tomado como força de trabalho. [...] Segundo Foucault, uma importante tecnologia de controle era o poder disciplinar, que atuava individualizando os corpos. Esse poder era exercido nas instituições, como fábricas, escolas, hospitais, prisões e quartéis. Sua análise permanece atual. Pense na escola, em que cada estudante tem um registro, está colocado em determinada classe, tem um número na lista de chamada, tem suas próprias notas que medem seu aproveitamento. É uma forma de disciplinar o estudante, de transformá-lo em um indivíduo.”

(GALLO, Sílvio. Filosofia: experiência do pensamento. vol. único. 1. ed. São Paulo: Scipione, 2013, p. 99-100).

Nos três pensadores, Descartes, Merleau-Ponty e Michel Foucault, é comum a preocupação em definir o homem como ser de existência.

O que é discordante em relação às suas concepções teóricas é afirmar que:

FilosofiaUNIC2018

Para Foucault, [...] nós sentimos que, a todo momento, estamos sendo vigiados, muito embora não saibamos se existe realmente alguém nos vigiando. Com o passar do tempo, internalizamos o vigia: nos tornamos úteis, dóceis e disciplinados, uma vez que incorporamos as regras e normas sociais, como se houvesse uma torre e alguém a nos vigiar e punir. O fato de termos nossas ações registradas, vigiadas e gravadas, combinado ao fato de que nós mesmos, espontaneamente, vigiamos uns aos outros, garantem o funcionamento automático do poder.

[...] Foucault nos mostra como esse sistema nosimpõe uma disciplina e um mecanismo de autorrepressão, que aponta uma única forma de existir, uma única maneira de pensar, uma única maneira de ser feliz, em suma, uma única maneira de construir-se a si mesmo. Na prática, seria uma “ditadura interna”, que pode ser tão terrível quanto uma ditadura no sentido político, já que atinge o âmago de nossa individualidade.

(PARA FOUCAULT... 2018. p. 178).

O processo de disciplinarização, descrito pelo filósofo Michel Foucault, pode ser identificado

FilosofiaENEM2016

Pode-se admitir que a experiência passada dá somente uma informação direta e segura sobre determinados objetos em determinados períodos do tempo, dos quais ela teve conhecimento. Todavia, é esta a principal questão sobre a qual gostaria de insistir: por que esta experiência tem de ser estendida a tempos futuros e a outros objetos que, pelo que sabemos, unicamente são similares em aparência. O pão que outrora comi alimentou-me, isto é, um corpo dotado de tais qualidades sensíveis estava, a este tempo, dotado de tais poderes desconhecidos. Mas, segue-se daí que este outro pão deve também alimentar-me como ocorreu na outra vez, e que qualidades sensíveis semelhantes devem sempre ser acompanhadas de poderes ocultos semelhantes? A consequência não parece de nenhum modo necessária.

HUME, D. Investigação acerca do entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1995.

O problema descrito no texto tem como consequência a