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FilosofiaPUC-GO2022

Leia o fragmento de texto a seguir:

Nesta quarta-feira (17), o Projeto Educação falou sobre os filósofos contratualistas e suas obras. O professor de filosofia Fábio Medeiros respondeu a uma pergunta enviada por um grupo de alunos da Escola Técnica Estadual (ETE) Almirante Soares Dutra, no bairro de Santo Amaro, no Centro do Recife.

[...]

Segundo o professor Fábio Medeiros, existem três pensadores da era moderna, conhecidos como os filósofos contratualistas: Thomas Hobbes, que escreveu o livro Leviatã; John Locke, autor de ‘Dois Tratados sobre o Governo Civil’; e Jean-Jacques Rousseau, escritor do Contrato Social.

Eles são considerados contratualistas porque afirmam que é necessário um contrato social para que a vida civilizada possa acontecer. A partir desse princípio, cada um deles tem sua linha de pensamento.

[...]

(Disponível em: https://g1.globo.com/pe/pernambuco/ educacao/noticia/2018/10/17/projeto-educacao-saiba-quem-saoos-filosofos-contratualistas-e-suas-ideias.ghtml. Acesso em: 30 out. 2021. Adaptado.)

Considere as informações contidas no fragmento e analise as assertivas que se seguem, sob a perspectiva da filosofia dos contratualistas:

I - Sob a perspectiva da teoria de Hobbes, os seres humanos vivem em uma sociedade que não é civilizada e possuem uma natureza má. Daí vem a afirmação: “O homem é o lobo do homem” e, por esse motivo, é necessário estabelecer a vida civilizada por meio de um pacto, na qual há uma pessoa governando.

II - Sob a perspectiva da teoria de Locke, o homem é naturalmente desigual. Portanto, a sociedade estimula as competições e potencializa as diferenças entre os homens. Locke é responsável por propor que, para a sociedade existir civilizadamente, é preciso superar a desigualdade social oriunda da propriedade privada.

III - Sob a perspectiva da teoria de Rousseau, o Estado deve ser absoluto, ou seja, para que a sociedade se organize, é importante sair do estado de natureza e adentrar no estado de se autogovernar. Por esse motivo, é necessário que o Estado seja o representante absoluto do estado civil.

IV - Sob a perspectiva da teoria de Locke, o Estado se formaria porque ninguém é bom juiz de si mesmo. Logo, o Estado se tornaria necessário para intermediar os conflitos entre as pessoas. Por conseguinte, as pessoas poderiam esperar que o Estado

assegurasse os direitos e as liberdades individuais de todos.

Marque a única alternativa cujos itens contêm uma análise correta, de acordo com a filosofia dos autores contratualistas:

FilosofiaPUC-GO2015

Texto

Hermano não falava nunca de sua casa. Alegava não compreender muito bem porque o homem devia ter um lar. O homem, diziam-lhe sempre, era o ser livre. Nem Deus o quis privar da liberdade. E Deus era o manda-chuva do mundo. E seu criador. Um dia, entediado, ele começou a brincar com barro, na sua olaria. Nos quintais do céu, Jeová havia mandado construir uma, para fabricar telhas e com elas consertar goteiras no purgatório. Brincando, suas mãos infinitamente idosas fizeram uma travessura digna de boa surra. Criaram o Homem! Um boneco de barro, metido a muita cousa. Mas Jeová se arrependeu da brincadeira. Vendo o que faria o boneco, saído de si em momento de tédio, atirou-o num monte enorme de barro. E lá o deixou. Livre.

Deus não fez como seu Manoel açougueiro que criou a Regina e o Chiquinho – um casal de bonecos pretos – e nunca mais os largou.

Hermano achava que o tal homem seria verdadeiramente livre se não tivesse todos os dias que ir a casa para almoçar. Para tomar banho. Para dormir. E mexer numa tulha cheia de problemas mesquinhos. Falta de feijão; educação, futuro, contas do padeiro, baratas e trabalho. Dogmas, normas, inibições. Para ele, o homem não era livre. Livre, sim, era o burro. Um burro come onde encontra capim. Não tem que voltar, tarde da noite, para uma cama no quarto de uma casa, numa rua de cidade. Quanta limitação! Qual, o homem não era livre.

[...]

(LEÃO, Ursulino. Maya. 2. ed. Goiânia: Kelps, 1975, p. 13. Adaptado.)

O Texto nos apresenta a ideia de que nem Deus quis privar o homem de sua liberdade. A questão da liberdade sempre esteve às voltas da formação humana. Segundo Sócrates, a concepção de liberdade acaba por imprimir uma orientação racionalista à ética. Assim, virtudes dependem do conhecimento que delas temos. Entretanto, encontramos uma noção de liberdade interior, relacionada ao próprio eu, e não mais vinculada apenas ao espaço público. Essa concepção acaba por gerar o conceito de livre arbítrio como faculdade da razão e da vontade. O primeiro filósofo a usar esse conceito, na obra De Libero Arbitrio Voluntatis (Sobre a livre escolha da vontade), é também o autor da seguinte citação: “É a necessidade que te obriga a fazer casa, não o livre arbítrio.”

Marque a alternativa que apresenta o autor desse pensamento:

FilosofiaUFN2015

Ao longo dos últimos 30 anos observamos os primeiros movimentos de um tipo diferente de preocupação em relação ao que comemos. Muitas pessoas pararam de consumir vitela depois que ficaram sabendo que os bezerros eram separados da mãe logo após o nascimento, eram deliberadamente mantidos anêmicos, não recebiam alimentos fibrosos, não tinham a possibilidade de exercitar-se e eram mantidos em baias tão estreitas que não conseguiam se virar. [...] Os consumidores também têm procurado mais alimentos produzidos organicamente, por motivos que variam de preocupações éticas em relação ao meio ambiente ao desejo de evitar ingerir pesticidas e à convicção de que alimentos orgânicos são mais saborosos do que alimentos de fontes convencionais. [...]

Em todos os países desenvolvidos, as pessoas estão aprendendo a fazer perguntas difíceis sobre a procedência de seu alimento e sua forma de produção. O alimento é cultivado sem pesticidas ou herbicidas? Os trabalhadores rurais recebem um pagamento justo? Os animais envolvidos sofrem desnecessariamente? (SINGER, Peter. A ética da alimentação. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007, p. 2-3.)

O trecho, extraído do livro A ética da alimentação, de Peter Singer, aponta algumas razões para que as pessoas repensem seus hábitos alimentares.

Marque a alternativa em que a justificativa para repensarmos nossos hábitos alimentares não é derivada de preocupações éticas.

FilosofiaUNICENTRO2019

Em termos de Filosofia Política, Thomas Hobbes é um pensador da modernidade que apresenta concepções de poder muito próximas das ideias predominantes na nobreza de sua época. Sobre o pensamento deste autor, analise como V (verdadeira) ou F (falsa) as seguintes afirmações.

( ) Hobbes viveu no século XIX e defendeu com veemência o papel da liberdade de pensamento e de ação na sociedade dominada pelo poder absoluto dos Reis.

( ) De acordo com Thomas Hobbes, o homem, em seu estado de natureza, não dominaria seus impulsos e viveria em um ambiente de guerra de todos contra todos, pois, sem o controle do Estado, “o homem é lobo do homem”.

( ) Vivendo em um contexto em que começam a se construir ideias liberais, Hobbes, partidário do Absolutismo, faz de sua filosofia política uma defesa do papel do Estado no controle da ordem social.

( ) Hobbes defende a importância de uma espécie de contrato, pelo qual os súditos abdicam de suas liberdades e conferem poder soberano ao Rei, a quem compete decidir sobre o bem e o mal, sobre o justo e o injusto.

( ) Thomas Hobbes utiliza-se da figura do Leviatã para definir o papel do Estado: um gigante cuja carne é a mesma de todos os homens pertencentes ao Estado, a quem ele defende.

Marque a alternativa correta.

FilosofiaUPE2015

Atente ao texto a seguir:

Sobre a dimensão cultural do humano

Os animais vivem em harmonia com sua própria natureza. Só o homem é transformador da natureza, e o resultado dessa transformação se chama cultura.

ARANHA, Maria Lúcia; MARTINS, Maria Helena. Temas de Filosofia, 1992, p. 28-29.

Marque a alternativa CORRETA no que tange à Cultura Humana.

FilosofiaUNICENTRO2019

Considere V (verdadeiro) ou F (falso) nas sentenças abaixo.

( ) A moral pode ser entendida como um conjunto de regras que orientam o comportamento dos indivíduos em sociedade.

( ) Ética é a parte da filosofia que se ocupa da discussão sobre os fundamentos da moral.

( ) A moral tem um caráter histórico na medida em que quando nascemos já nos deparamos com um conjunto de valores que nos são externos e que precisamos internalizar para bem viver em sociedade.

( ) Os valores morais, assim como as leis, são inquestionáveis e devem ser observados por todos os cidadãos de um determinado grupo social.

( ) Atos amorais e atos imorais são a mesma coisa, pois representam a ação daquelas pessoas que, mesmo conhecendo os valores morais, decidem, livre e voluntariamente, contrariá-los.

Marque a alternativa correta

FilosofiaURCA2021

A física aristotélica apresenta-se como um referencial indispensável para o entendimento da física medieval e do desenvolvimento da mecânica a partir do século XVII.

Marque a alternativa a seguir que não está de acordo com as ideias de Aristóteles sobre o movimento dos corpos e o funcionamento do universo como parte integrante e indissociável de sua filosofia natural.

FilosofiaUEG2013

Um incidente famoso, ou notório, ocorreu na sexta-feira, 25 de outubro de 1946, em uma reunião do Clube de Ciência Moral de Cambridge, no King’s College. O orador era o Dr. Karl Popper, autor do que se tornava um texto libertário chave, A sociedade aberta e seus inimigos. É difícil pensar em duas visões mais diferentes da filosofia que as de Wittgenstein e Popper.

JOHNSON, Paul. Os heróis. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. p. 179.

Ludwig Wittgenstein (1889-1951) e Karl Popper (1902-1994), a despeito de comumente discordarem, foram dois dos maiores pensadores do século XX. O primeiro era sobretudo um filósofo da linguagem, enquanto o segundo um filósofo da ciência. Considerando suas respectivas áreas de atuação na pesquisa filosófica, Wittgenstein defendia

FilosofiaUEA2014

Se não há na alma nenhuma ideia inata: se a alma é semelhante a um papel branco, white paper, ou, como traduziram seus tradutores latinos, uma “tábula rasa” (tábua rasa) na qual nada está escrito, e tudo vem a ser escrito posteriormente pela experiência: se não há, pois, ideias inatas, o problema que se apresenta é o problema de qual seja a origem das ideias; e este é o problema que Locke trata com maior profundidade.

(Manuel Garcia Morente. Fundamentos de filosofia, 1967.)

Locke respondeu a questão referida pelo excerto, sustentando filosoficamente que as ideias

FilosofiaUFPR2020

Eis como ainda no início do século XVII se descrevia a figura ideal do soldado. O soldado é antes de tudo alguém que se reconhece de longe; que leva os sinais naturais de seu vigor e coragem, as marcas também de seu orgulho: seu corpo é o brasão de sua força e de sua valentia. [...] Na segunda metade do século XVIII, o soldado tornou-se algo que se fabrica; de uma massa informe, de um corpo inapto, fez-se a máquina de que se precisa; corrigiram-se aos poucos as posturas; lentamente uma coação calculada percorre cada parte do corpo, se assenhoreia dele, dobra o conjunto, torna-o perpetuamente disponível e se prolonga, em silêncio, no automatismo dos hábitos.

(FOUCAULT, Michel. Os corpos dóceis. In: FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir. Petrópolis: Vozes, 1999, p. 162.)

Levando em conta essa passagem e a obra em que está inserida, é correto afirmar que, para Michel Foucault, instituições como escolas, quartéis, hospitais e prisões são exemplos de espaços em que, a partir do século XVIII, os indivíduos: