AprendiAprendi
FilosofiaUFGD2018

Ao afirmarmos que o homem se escolhe a si mesmo, queremos dizer que cada um de nós se escolhe, mas queremos dizer também que, escolhendo-se, ele escolhe todos os homens. De fato, não há um único de nossos atos que, criando o homem que queremos ser, não esteja criando, simultaneamente, uma imagem do homem tal como julgamos que ele deva ser.

SARTRE, J. P. O Existencialismo é um Humanismo. Edition Nagel, Paris, 1970.

Esse trecho se constitui como uma importante reflexão da ética existencialista, porque

FilosofiaUPE2021

Sentença ou proposição que não é provada ou demonstrada é considerada óbvia ou um consenso inicial necessário para a construção ou aceitação de uma teoria. Os “Elementos” de Euclides trazem alguns exemplos dessas proposições: “Duas coisas iguais a uma terceira, são iguais entre si”, “Coisas que coincidem uma com a outra, são iguais”.

Esse tipo de proposição ou sentença é chamado de

FilosofiaUEMA2019

O problema sobre o direito de uma pessoa decidir quando e como deve morrer é, sem dúvida, um tema muito controvertido. Leia o texto a seguir que apresenta as diferenças culturais sobre este tema tão polêmico.

Lidar com o fenômeno morte nunca foi algo tão simples para algumas civilizações. Por exemplo, os antigos egípcios se preparavam para a morte ornando seus túmulos como templo para a vida eterna, pois sabiam que a vida se prolongava com o afastamento da alma do corpo.

O povo mexicano, nos dias de hoje, mantém em suas tradições o culto com festas aos seus antepassados no dia dos mortos. É próprio da tradição cristã crer que a vida terrena é passageira e a morte, o caminho para uma outra vida, vida eterna em graça de Deus, muito embora seja típico o choro por seus mortos. E assim, cada povo tem sua forma muito específica de lidar com esse fenômeno morte.

Noutro registro, pode-se pensar também no exemplo de como, fim do século XX, o médico Jack Kevorkian (1928- 2011) torna-se mundialmente conhecido como Dr. Morte ao desenvolver uma máquina para a prática de “suicídio assistido” cujo objetivo era abreviar o sofrimento dos doentes terminais: o próprio paciente aciona um mecanismo que injeta em seu corpo substâncias letais. Mais de 130 pacientes morreram por esse procedimento, denominado eutanásia.

Fonte: Gallo. Silvio. Filosofia: experiência do pensamento. São Paulo: Editora Scipione. 2014 (adaptado).

Como se pode perceber, há diferentes formas de se encarar o fenômeno morte.

Esse tipo de posicionamento que leva em conta as diferenças pode ser chamado, também, de

FilosofiaUPE2020

Com relação ao raciocínio e ao argumento, leia o texto a seguir:

O silogismo é o conteúdo mental do ato de raciocinar. No âmbito do raciocínio, podemos distinguir sempre o antecedente e o consequente.

Fonte: R. Jolivet. Curso de Filosofia

Sobre essa temática, observe o seguinte argumento:

Todo mamífero é mortal.
Todo gato é mamífero.
Logo, todo gato é mortal.

Esse tipo de inferência expressa o raciocínio

FilosofiaUERJ2022

A ciência em si

Se toda coincidência
Tende a que se entenda
E toda lenda
Quer chegar aqui
A ciência não se aprende
A ciência apreende
A ciência em si

Se toda estrela cadente
Cai pra fazer sentido
E todo mito
Quer ter carne aqui
A ciência não se ensina
A ciência insemina
A ciência em si

Se o que se pode ver, ouvir, pegar, medir, pesar
Do avião a jato ao jabuti
Desperta o que ainda não, não se pôde pensar
Do sono eterno ao eterno devir

Como a órbita da Terra abraça o vácuo devagar
Para alcançar o que já estava aqui
Se a crença quer se materializar
Tanto quanto a experiência quer se abstrair

A ciência não avança
A ciência alcança
A ciência em si

ARNALDO ANTUNES e GILBERTO GIL Adaptado de fiocruz.br.

Na letra da música, observa-se uma estrutura que se repete nas três estrofes, construindo um raciocínio típico do pensamento científico.

Esse raciocínio, que pode ser representado pela fórmula “se x, logo y”, encontra-se no campo argumentativo da:

FilosofiaUFU2012

Na medida em que o Cristianismo se consolidava, a partir do século II, vários pensadores, convertidos à nova fé e, aproveitando-se de elementos da filosofia greco-romana que eles conheciam bem, começaram a elaborar textos sobre a fé e a revelação cristãs, tentando uma síntese com elementos da filosofia grega ou utilizando-se de técnicas e conceitos da filosofia grega para melhor expor as verdades reveladas do Cristianismo. Esses pensadores ficaram conhecidos como os Padres da Igreja, dos quais o mais importante a escrever na língua latina foi santo Agostinho.

COTRIM, Gilberto. Fundamentos de Filosofia: Ser, Saber e Fazer. São Paulo: Saraiva, 1996, p. 128. (Adaptado)

Esse primeiro período da filosofia medieval, que durou do século II ao século X, ficou conhecido como

FilosofiaFACERES2015

“O Estado deve parecer uno, o rosto do seu governante precisa ser apreciado pelos cidadãos e não pode deixar de surgir assim, caso contrário não haveria obediência possível. Se a república tivesse diante de si o espetáculo de um poder dividido em facções, surgiria de imediato a pergunta essencial: Quem será obedecido, esta ou aquela corrente? E se ninguém pode ser acatado, quem garantiria a segurança de todos e de cada um?”

(ROMANO, Roberto. In: Ética e ministério público: Uma reflexão em três momentos, p.217.)

Esse pensamento está cristalizado em qual autor:

FilosofiaPUC-PR2014

“Achamos que o maior serviço a prestar aos homens é ensiná-los a usar a razão, a somente aceitar como verdade aquilo que verificaram e comprovaram”.

Esse pensamento é de Denis Diderot e expressa o cerne do movimento:

FilosofiaENEM2017

Em um governo que deriva sua legitimidade de eleições livres e regulares, a ativação de uma corrente comunicativa entre a sociedade política e a civil é essencial e constitutiva, não apenas inevitável. As múltiplas fontes de informação e as variadas formas de comunicação e influência que os cidadãos ativam atraves da mídia, movimentos sociais e partidos políticos dão o tom da representação em uma sociedade democrática.

URBINATI, N. O que torna a representação democrática? Lua Nova, n. 67, 2006.

Esse papel exercido pelos meios de comunicação favorece uma transformação democrática em função do(a)

FilosofiaUEA2019

— Imagina o seguinte. Se um homem descesse de novo para o seu antigo posto, não teria os olhos cheios de trevas, ao regressar subitamente da luz do Sol? E se lhe fosse necessário julgar daquelas sombras em competição com os que tinham estado sempre prisioneiros acaso não causaria o riso, e não diriam dele que por ter subido ao mundo superior, estragara a vista, e que não valia a pena tentar a ascensão? E a quem tentasse soltá-los e conduzi-los até cima, se pudessem agarrá-lo e matá-lo, não o matariam?

(Platão. A república, 1993. Adaptado.)

O texto, uma passagem da “Alegoria da Caverna”, pode estar se referindo, implicitamente, ao julgamento e execução de Sócrates na cidade de Atenas. A passagem descreve o retorno à caverna do homem que, liberto, conheceu a verdadeira realidade.

Esse homem representa, metaforicamente, o filósofo na pólis como um indivíduo