A democracia deliberativa afirma que as partes do conflito político devem deliberar entre si e , por meio de argumentação razoável, tentar chegar a um acordo sobre as políticas que seja satisfatório para todos. A democracia ativista desconfia das exortações à deliberação por acreditar que, no mundo real da política, onde as desigualdades estruturais influenciam procedimentos e resultados, processos democráticos que parecem cumprir as normas de deliberação geralmente tendem a benificiar os agentes mais poderosos. Ela recomenda, portanto, que aqueles que se preocupam com a promoção de mais justiça devem realizar principalmente a atividade de oposição crítica, em vez de tentar chegar a um acordo com quem sustenta estruturas de poder existentes ou delas se beneficia.
YOUNG, I. M. Desafios ativistasà democracia deliberativa. Revista Brasileira de Ciência Política, n. 13, jan.-abr. 2014.
As concepções de democracia deliberativa e de democracia ativista apresentadas no texto tratam como imprescindíveis, respectivamente,
A quarta espécie de Reconhecimento provém de um silogismo, como n'As Coéforas, pelo seguinte raciocínio: alguém chegou, que me é semelhante, mas ninguém se me assemelha senão Orestes, logo quem veio foi Orestes.
(Aristóteles. Poética, 1992.)As Coéforas é uma peça trágica grega, escrita por Ésquilo (525-456 a.C.), que representa a vingança dos filhos de Agamenon, Electra e Orestes, ao assassinato de seu pai. Aristóteles refere-se ao instante em que Electra reconhece, depois de longo tempo de separação, seu irmão Orestes. O “reconhecimento” foi possível por meio de um silogismo, que é
O pensamento liberal concebe, de acordo com o direito supostamente natural, o direito à propriedade, fruto do trabalho, como um bem indispensável à conservação da vida, cabendo ao Estado apenas a garantia, por meio de lei, de sua posse. Já o pensamento marxista concebe o Estado como a expressão política dos interesses econômicos da classe dominante.
A respeito da distinção entre as concepções marxista e liberal, julgue as afirmativas:
I Há relação entre política e economia, de acordo com o pensamento liberal.
II A relação entre política e economia supostamente não existe, de acordo com o pensamento liberal.
III Existe uma relação intrínseca entre política e economia, de acordo com o pensamento marxista.
IV Reconhece-se uma relativa autonomia da economia em relação à política, no pensamento marxista.
As afirmativas corretas são
“O mundo tal como o compreende Arendt (...) designa o cenário onde comparecem gerações humanas completamente distintas. [Neste] Cada geração tomaria emprestado dos objetos do trabalho sua durabilidade, a fim de transmitir às vindouras suas mais preciosas e memoráveis experiências”.
FRANCISCO, M.P.S. “Preservar e renovar o mundo”, in Revista Educação, Nº 4. São Paulo: Editora Seguimento, p. 33-34.
Para que a transmissão desses objetos fabricados e dessas experiências culturais vivenciadas entre as gerações das sociedades em geral, e da brasileira em particular, chegue a bom termo é necessário:
I Um juízo comum sobre o que, em suas experiências, é digno de ser salvo do esquecimento.
II Que as gerações vindouras reconheçam as experiências que lhe são transmitidas como preciosas também para si.
III Que os artefatos humanos, que podem perdurar para além das gerações, tenham um valor exclusivo para as gerações precedentes.
IV Que as funções da tradição saibam relacionar as experiências que julgam valiosas para si, cuja inteligibilidade só possa ser reconhecida verdadeiramente pela geração que as vivenciou.
As afirmativas corretas são
Aristóteles sistematizou suas principais ideias em um conjunto de Tratados. A lógica mereceu atenção em um livro denominado Órganon, que permaneceu através dos séculos até os nossos dias. Segundo Aristóteles, a lógica subdivide-se em
Aristóteles construiu teorias significativas para a cultura do mundo Ocidental. Suas contribuições foram importantes, pois:
Ninguém delibera sobre coisas que não podem ser de outro modo, nem sobre as que lhe é impossível fazer. Por conseguinte, como o conhecimento científico envolve demonstração, mas não há demonstração de coisas cujos primeiros princípios são variáveis (pois todas elas poderiam ser diferentemente), e como é impossível deliberar sobre coisas que são por necessidade, a sabedoria prática não pode ser ciência, nem arte: nem ciência, porque aquilo que se pode fazer é capaz de ser diferentemente, nem arte, porque o agir e o produzir são duas espécies diferentes de coisa. Resta, pois, a alternativa de ser ela uma capacidade verdadeira e raciocinada de agir com respeito às coisas que são boas ou más para o homem.
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Abril Cultural, 1980.Aristóteles considera a ética como pertencente ao campo do saber prático. Nesse sentido, ela difere-se dos outros saberes porque é caracterizada como
Se estes assuntos, assim como a virtude e também a amizade e o prazer, foram suficientemente discutidos em linhas gerais, devemos dar por terminado nosso programa? [...] No tocante à virtude, pois, não basta saber, devemos tentar possuí-la e usá-la ou experimentar qualquer outro meio que se nos antepare de nos tornarmos bons.
(Aristóteles. Ética a Nicômaco, 1973.)Aristóteles argumenta que a ética
O homem é o ser sociável por excelência. Como é o único entre os animais que tem o dom da palavra, ele pode expressar as noções de bem, de mal, de justo, de injusto, e de sentimentos semelhantes que estão na base da formação do Estado. Aquele que não pudesse, ou não pretendesse viver em sociedade, não seria propriamente um homem, mas uma fera selvagem ou um deus. O primeiro a instituir uma associação política fez o maior benefício à humanidade. O homem aperfeiçoado pela sociedade é o primeiro dos animais, mas pode ser o último, caso viva sem leis e sem justiça.
(Aristóteles. La política, 2003. Adaptado.)Aristóteles argumenta que a associação humana é
ARepública, de Platão, é um diálogo que pode ser localizado no “período intermediário” da escritura de Platão. É lá que ele dá consistência à Teoria das Ideias e, especialmente, discute a forma da Justiça e suas implicações éticas. A partir de que mito, contado por Glauco, tem-se a exposição da tese de que os homens só são justos/éticos porque temem o castigo que lhes seria imputado?