Tendo por base o poema de Olavo Bilac - “O incêndio de Roma”, assinale a alternativa correta.
Tendo por base o livro Alguma poesia, de Carlos Drummond de Andrade, assinale a alternativa INCORRETA.
Texto para aquestão
Esta sinistra morada era habitada por uma personagem talhada pelo molde mais
detestável; era um caboclo velho, de cara hedionda e imunda, e coberto de farrapos.
Entretanto, para a admiração do leitor, fique-se sabendo que este homem tinha por
ofício dar fortuna!
Naquele tempo acreditava-se muito nestas coisas, e uma sorte de respeito
supersticioso era tributado aos que exerciam semelhante profissão. Já se vê que
inesgotável mina não achavam nisso os industriosos!
E não era só a gente do povo que dava crédito às feitiçarias; conta-se que muitas
pessoas da alta sociedade de então iam às vezes comprar venturas e felicidades pelo
cômodo preço da prática de algumas imoralidades e superstições.
Pois ao nosso amigo Leonardo tinha-lhe também dado na cabeça tomar fortuna,
e tinha isso por causa das contrariedades que sofria em uns novos amores que lhe
faziam agora andar a cabeça à roda.
Tratava-se de uma cigana; o Leonardo a vira pouco tempo depois da fuga da
Maria, e das cinzas ainda quentes de um amor mal pago nascera outro que também
não foi a este respeito melhor aquinhoado; mas o homem era romântico, como se diz
hoje, e babão, como se dizia naquele tempo; não podia passar sem uma paixãozinha.
Como o ofício rendia, e ele andava sempre apatacado, não lhe fora difícil conquistar a
posse do adorado objeto; porém a fidelidade, a unidade no gozo, que era o que sua
alma aspirava, isso não o pudera conseguir: a cigana tinha pouco mais ou menos sido
feita no mesmo molde da saloia.
Tendo em vista que, na sociedade representada nas Memórias de um sargento de milícias, o catolicismo era a religião oficial, as práticas ditas de “feitiçaria”, presentes no excerto, dão testemunho de que
O mulato, de Aluísio Azevedo, é considerado a obra inicial do Naturalismo brasileiro. O fragmento a seguir é referência para responder às questões de 49 a 51.
[...]
O padre Diogo, pois era dele a outra voz, não tivera tempo de fugir e caíra, trêmulo, aos pés de José. Quando este largou das mãos a traidora, para se apossar do outro, reparou que a tinha estrangulado. Ficou perplexo e tolhido de assombro.
Houve então um silêncio ansioso. Ouvia-se o resfolegar dos dois homens. A situação dificultava-se; mas o vigário, recuperando o sangue-frio, ergueu-se, concertou as roupas e, apontando para o corpo da amante, disse com firmeza:
— Matou-a! Você é um criminoso!
— Cachorro! E tu?! Tu serás porventura menos criminoso do que eu?
— Perante as leis, decerto!, porque você nunca poderá provar a minha suposta culpa e, se tentasse fazê-lo, a vergonha do fato recairia toda sobre a sua própria cabeça.
[...]
O assassino ficou aterrado e abaixou a cabeça.
— Vamos lá!... disse o padre afinal, sorrindo e batendo no ombro do português. Tudo neste mundo se pode arranjar, com a divina ajuda de Deus... só para a morte não há remédio! Se quiser, a defunta será sepultada com todas as formalidades civis e religiosas... [...]
AZEVEDO, A. O mulato. São Paulo: Saraiva, 2010.Tendo em vista os diversos procedimentos linguísticos usados para mostrar diferentes vozes ou falas demarcadas ou não no texto, o narrador, para consubstanciar uma percepção do estilo naturalista, vale-se de uma das vozes para revelar a
Tendo em vista o conjunto de proposições e tesesdesenvolvidas em A cidade e as serras, pode-se concluir que é coerente com o universo ideológico dessa obra o que se afirma em:
Instrução: Para responder à questão, leia o trecho de Cobra Norato, obra de Raul Bopp (1898-1984).
Cobra Norato
Um dia
Ainda eu hei de morar nas terras do Sem-Fim,
Vou andando caminhando caminhando.
Me misturo no ventre do mato, mordendo raízes.
Depois
faço puçanga de flor de tajá de lagoa
e mando chamar a Cobra Norato.
– Quero contar-te uma história:
Vamos passear naquelas ilhas decotadas?
Faz de conta que há luar.
A noite chega mansinho
Estrelas conversam em voz baixa.
Brinco, então, de amarrar uma fita no pescoço
e estrangulo a cobra.
Agora sim.
Me enfio nessa pele de seda elástica
e saio a correr mundo:
Vou visitar a rainha Luzia.
Quero me casar com sua filha.
– Então você tem de apagar os olhos primeiro.
O sono desceu pelas pálpebras pesadas.
Um chão de lama rouba a força dos meus passos.
Começa agora a floresta cifrada.
A sombra escondeu as árvores.
Sapos beiçudos espiam no escuro.
Aqui, um pedaço de mato está de castigo.
Arvorezinhas acocoram-se no charco.
Um fio de água atrasada lambe a lama.
– Eu quero é ver a filha da rainha Luzia!
Agora são os rios afogados
bebendo o caminho
A água vai chorando afundando afundando.
(Mário da Silva Brito. Poesia do Modernismo, 1968.)
Tendo em vista o caráter narrativo e heroico do trecho e a presença nele de elementos como terras do Sem-Fim, Cobra Norato etc., é correto afirmar que se trata de um poema cujo tom e conteúdo são, respectivamente,
Vaso Grego
Esta, de áureos relevos, trabalhada
De divas mãos, brilhante copa, um dia,
Já de aos deuses servir como cansada,
Vinda do Olimpo, a um novo deus servia.
Era o poeta de Teos que a suspendia
Então, e, ora repleta ora esvazada,
A taça amiga aos dedos seus tinia,
Toda de roxas pétalas colmada.
Depois... Mas o lavor da taça admira,
Toca-a, e do ouvido aproximando-a, às bordas
Finas hás de lhe ouvir, canora e doce,
Ignota voz, qual se de antiga lira
Fosse a encantada música das cordas,
Qual se essa voz de Anacreonte fosse.
(OLIVEIRA, Alberto de. In: MOISÉS, Massaud. A literatura brasileira através dos textos. 22. ed. São Paulo: Cultrix, 2006.)Tendo em vista o acentuado esteticismo do sistema literário do Parnasianismo, pode-se afirmar que o poema é umexemplo de tal característica,
Leia o texto para responder a questão.
Prezado senhor,
Lemos seus originais com interesse, a despeito da aridez do tema. Aliás, o título vem bem a calhar nesse momento de crise hídrica pelo qual passa o planeta (hahahaha). Julgamos, porém, que a narrativa ganharia se, ao final, oferecesse alguma possibilidade de redenção. É muita desgraça. Aqueles coitados sofrem o tempo todo, o leitor não tem nem um momento de trégua, é só ziquizira. Tanto pessimismo afasta as pessoas, acredite em nós, temos experiência no ramo. Nosso departamento comercial encomendou inúmeras pesquisas e os resultados foram eloquentes: ninguém, absolutamente ninguém quer saber de adversidade. De amarga basta a vida, como diz o outro. E mais: morte de animal extrapola qualquer limite.
Pelo menos o caçula poderia se sair bem, abrindo um negócio no Sul, não? Ah, justamente: O Menino Mais Novo. Eis outro ponto a ser considerado: a ausência de nome dos filhos do protagonista. Se até a cadela Baleia, que Deus a tenha, é nomeada, por que o senhor condenou os meninos ao anonimato? Teria sido esquecimento?
[...]
Boa sorte!
Maria Emília Bender, Se Nos Permite Uma Sugestão. piauí, 115, p. 60. Adaptado.O texto simula comicamente a correspondência entre um editor e um renomado autor antes da publicação de sua obra.
Tendo em vista as informações no texto, pode-se concluir que ele se dirige a
Texto para aquestão
Assim como a Ilustração favoreceu a aplicação social da poesia, voltandoa para uma visão construtiva do país, a Independência desenvolveu nela, no romance e no teatro, o intuito patriótico, ligando-se deste modo os dois períodos, por sobre a fratura expressional, na mesma disposição profunda de dotar o Brasil de uma literatura equivalente às europeias, que exprimisse de maneira adequada a sua realidade própria, ou, como então se dizia, uma “literatura nacional”.
Antonio Candido de Mello e Souza. Adaptado.Tendo em vista as informações contidas no texto, pode-se concluir corretamente que “os dois períodos” da literatura brasileira a que ele se refere são, sucessivamente, o
Tendo em vista a Carta XVII ao Rei D. Afonso VI, escrita pelo Pe. Antônio Vieira, assinale a alternativa que NÃO condiz com as afirmações do autor.