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LiteraturaFAG2019

Tendo por base o poema de Olavo Bilac - “O incêndio de Roma”, assinale a alternativa correta.

LiteraturaUNIOESTE2021

Tendo por base o livro Alguma poesia, de Carlos Drummond de Andrade, assinale a alternativa INCORRETA.

LiteraturaFGV-RJ2017

Texto para aquestão

Esta sinistra morada era habitada por uma personagem talhada pelo molde mais
detestável; era um caboclo velho, de cara hedionda e imunda, e coberto de farrapos.
Entretanto, para a admiração do leitor, fique-se sabendo que este homem tinha por
ofício dar fortuna!
Naquele tempo acreditava-se muito nestas coisas, e uma sorte de respeito
supersticioso era tributado aos que exerciam semelhante profissão. Já se vê que
inesgotável mina não achavam nisso os industriosos!
E não era só a gente do povo que dava crédito às feitiçarias; conta-se que muitas
pessoas da alta sociedade de então iam às vezes comprar venturas e felicidades pelo
cômodo preço da prática de algumas imoralidades e superstições.
Pois ao nosso amigo Leonardo tinha-lhe também dado na cabeça tomar fortuna,
e tinha isso por causa das contrariedades que sofria em uns novos amores que lhe
faziam agora andar a cabeça à roda.
Tratava-se de uma cigana; o Leonardo a vira pouco tempo depois da fuga da
Maria, e das cinzas ainda quentes de um amor mal pago nascera outro que também
não foi a este respeito melhor aquinhoado; mas o homem era romântico, como se diz
hoje, e babão, como se dizia naquele tempo; não podia passar sem uma paixãozinha.
Como o ofício rendia, e ele andava sempre apatacado, não lhe fora difícil conquistar a
posse do adorado objeto; porém a fidelidade, a unidade no gozo, que era o que sua
alma aspirava, isso não o pudera conseguir: a cigana tinha pouco mais ou menos sido
feita no mesmo molde da saloia.

Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um sargento de milícias.

Tendo em vista que, na sociedade representada nas Memórias de um sargento de milícias, o catolicismo era a religião oficial, as práticas ditas de “feitiçaria”, presentes no excerto, dão testemunho de que

LiteraturaUEMA2013

O mulato, de Aluísio Azevedo, é considerado a obra inicial do Naturalismo brasileiro. O fragmento a seguir é referência para responder às questões de 49 a 51.

[...]

O padre Diogo, pois era dele a outra voz, não tivera tempo de fugir e caíra, trêmulo, aos pés de José. Quando este largou das mãos a traidora, para se apossar do outro, reparou que a tinha estrangulado. Ficou perplexo e tolhido de assombro.

Houve então um silêncio ansioso. Ouvia-se o resfolegar dos dois homens. A situação dificultava-se; mas o vigário, recuperando o sangue-frio, ergueu-se, concertou as roupas e, apontando para o corpo da amante, disse com firmeza:

— Matou-a! Você é um criminoso!

— Cachorro! E tu?! Tu serás porventura menos criminoso do que eu?

— Perante as leis, decerto!, porque você nunca poderá provar a minha suposta culpa e, se tentasse fazê-lo, a vergonha do fato recairia toda sobre a sua própria cabeça.

[...]

O assassino ficou aterrado e abaixou a cabeça.

— Vamos lá!... disse o padre afinal, sorrindo e batendo no ombro do português. Tudo neste mundo se pode arranjar, com a divina ajuda de Deus... só para a morte não há remédio! Se quiser, a defunta será sepultada com todas as formalidades civis e religiosas... [...]

AZEVEDO, A. O mulato. São Paulo: Saraiva, 2010.

Tendo em vista os diversos procedimentos linguísticos usados para mostrar diferentes vozes ou falas demarcadas ou não no texto, o narrador, para consubstanciar uma percepção do estilo naturalista, vale-se de uma das vozes para revelar a

LiteraturaFUVEST2012

Tendo em vista o conjunto de proposições e tesesdesenvolvidas em A cidade e as serras, pode-se concluir que é coerente com o universo ideológico dessa obra o que se afirma em:

LiteraturaUEA2011

Instrução: Para responder à questão, leia o trecho de Cobra Norato, obra de Raul Bopp (1898-1984).

Cobra Norato

Um dia
Ainda eu hei de morar nas terras do Sem-Fim,
Vou andando caminhando caminhando.
Me misturo no ventre do mato, mordendo raízes.
Depois
faço puçanga de flor de tajá de lagoa
e mando chamar a Cobra Norato.
– Quero contar-te uma história:
Vamos passear naquelas ilhas decotadas?
Faz de conta que há luar.
A noite chega mansinho
Estrelas conversam em voz baixa.
Brinco, então, de amarrar uma fita no pescoço
e estrangulo a cobra.
Agora sim.
Me enfio nessa pele de seda elástica
e saio a correr mundo:
Vou visitar a rainha Luzia.
Quero me casar com sua filha.
– Então você tem de apagar os olhos primeiro.
O sono desceu pelas pálpebras pesadas.
Um chão de lama rouba a força dos meus passos.
Começa agora a floresta cifrada.
A sombra escondeu as árvores.
Sapos beiçudos espiam no escuro.
Aqui, um pedaço de mato está de castigo.
Arvorezinhas acocoram-se no charco.
Um fio de água atrasada lambe a lama.
– Eu quero é ver a filha da rainha Luzia!
Agora são os rios afogados
bebendo o caminho
A água vai chorando afundando afundando.
(Mário da Silva Brito. Poesia do Modernismo, 1968.)

Tendo em vista o caráter narrativo e heroico do trecho e a presença nele de elementos como terras do Sem-Fim, Cobra Norato etc., é correto afirmar que se trata de um poema cujo tom e conteúdo são, respectivamente,

LiteraturaFAGOC2017

Vaso Grego

Esta, de áureos relevos, trabalhada

De divas mãos, brilhante copa, um dia,

Já de aos deuses servir como cansada,

Vinda do Olimpo, a um novo deus servia.

Era o poeta de Teos que a suspendia

Então, e, ora repleta ora esvazada,

A taça amiga aos dedos seus tinia,

Toda de roxas pétalas colmada.

Depois... Mas o lavor da taça admira,

Toca-a, e do ouvido aproximando-a, às bordas

Finas hás de lhe ouvir, canora e doce,

Ignota voz, qual se de antiga lira

Fosse a encantada música das cordas,

Qual se essa voz de Anacreonte fosse.

(OLIVEIRA, Alberto de. In: MOISÉS, Massaud. A literatura brasileira através dos textos. 22. ed. São Paulo: Cultrix, 2006.)

Tendo em vista o acentuado esteticismo do sistema literário do Parnasianismo, pode-se afirmar que o poema é umexemplo de tal característica,

LiteraturaUNIVESP2019

Leia o texto para responder a questão.

Prezado senhor,

Lemos seus originais com interesse, a despeito da aridez do tema. Aliás, o título vem bem a calhar nesse momento de crise hídrica pelo qual passa o planeta (hahahaha). Julgamos, porém, que a narrativa ganharia se, ao final, oferecesse alguma possibilidade de redenção. É muita desgraça. Aqueles coitados sofrem o tempo todo, o leitor não tem nem um momento de trégua, é só ziquizira. Tanto pessimismo afasta as pessoas, acredite em nós, temos experiência no ramo. Nosso departamento comercial encomendou inúmeras pesquisas e os resultados foram eloquentes: ninguém, absolutamente ninguém quer saber de adversidade. De amarga basta a vida, como diz o outro. E mais: morte de animal extrapola qualquer limite.

Pelo menos o caçula poderia se sair bem, abrindo um negócio no Sul, não? Ah, justamente: O Menino Mais Novo. Eis outro ponto a ser considerado: a ausência de nome dos filhos do protagonista. Se até a cadela Baleia, que Deus a tenha, é nomeada, por que o senhor condenou os meninos ao anonimato? Teria sido esquecimento?

[...]

Boa sorte!

Maria Emília Bender, Se Nos Permite Uma Sugestão. piauí, 115, p. 60. Adaptado.

O texto simula comicamente a correspondência entre um editor e um renomado autor antes da publicação de sua obra.

Tendo em vista as informações no texto, pode-se concluir que ele se dirige a

LiteraturaFGV-RJ2019

Texto para aquestão

Assim como a Ilustração favoreceu a aplicação social da poesia, voltandoa para uma visão construtiva do país, a Independência desenvolveu nela, no romance e no teatro, o intuito patriótico, ligando-se deste modo os dois períodos, por sobre a fratura expressional, na mesma disposição profunda de dotar o Brasil de uma literatura equivalente às europeias, que exprimisse de maneira adequada a sua realidade própria, ou, como então se dizia, uma “literatura nacional”.

Antonio Candido de Mello e Souza. Adaptado.

Tendo em vista as informações contidas no texto, pode-se concluir corretamente que “os dois períodos” da literatura brasileira a que ele se refere são, sucessivamente, o

LiteraturaUNIOESTE2018

Tendo em vista a Carta XVII ao Rei D. Afonso VI, escrita pelo Pe. Antônio Vieira, assinale a alternativa que NÃO condiz com as afirmações do autor.