Sobre O espelho, que faz parte de Papéis avulsos, de Machado de Assis, é correto afirmar que o conto:
EURICÃO— Ai! Vá pra lá!
EUDORO — Que é isso, homem? Quero somente ver a cerveja!
EURICÃO — Vá pra lá, vá pra lá, pelo amor de Deus! Tenho horror a mostrar a cerveja que vou beber!
EUDORO — Por que, homem de Deus?
EURICÃO — Porque não gosto, pronto! É uma esquisitice minha! Não gosto de mostrar cerveja! É proibido ter esquisitice, é?
EUDORO — Não!
EURICÃO — Então, pronto, vá esperar o jantar na sala!
EUDORO — Está bem. Que homem mais esquisito, minha Nossa Senhora! (Sai.)
EURICÃO — Foi-se, com todos os diabos! Pronto, a porca fica aqui, agora! Aqui, Santo Antônio, servindo de suporte à sua imagem. Fica sob sua proteção, meu santo, estou arrependido de tudo o que disse! Ai, meu Deus, o santo ou a porca? Os dois! Não há necessidade de escolher, fico com os dois! Ouvi dizer que você, Santo Antônio, era cabo do exército brasileiro: fique aí como cabo de dia, guardando o que é meu. Vou lhe confiar o que não confiaria mais nem a minha mãe. Mas veja como corresponde a esta confiança! Está aí, confiei em você: retribua agora essa confiança, dando-me toda a sua proteção.
Sobre o drama O santo e a porca, de Ariano Suassuna, todas as alternativas estão corretas, EXCETO:
Leia o fragmento textual, a seguir, extraído da obra Tempo de delicadeza, de Affonso Romano de Sant’Anna:
“O que espera a pessoa que espera?
Qual a função da espera?
O que a espera pode ocultar?
A psicanálise fala da ‘espera angustiante’, que provoca pesadelos, alucinações e incômodos de toda ordem.”
(In: À espera dosbárbaros)Sobre o diálogo que este fragmento estabelece com o romance O último conhaque e com o conto Antes do Baile Verde, extraído da obra com o mesmo nome, assinale a alternativa que apresenta o comentário CORRETO:
Leia o texto a seguir e responda à questão.
Um tipão, o velho Libório! Ocupava o pior canto do cortiço e andava sempre a fariscar os sobejos alheios, filando aqui, filando ali, pedindo a um e a outro, como um mendigo, chorando misérias eternamente, apanhando pontas de cigarro para fumar no cachimbo, cachimbo que o sumítico roubara de um pobre cego decrépito. Na estalagem diziam todavia que Libório tinha dinheiro aferrolhado, contra o que ele protestava ressentido, jurando a sua extrema penúria. E era tão feroz o demônio naquela fome de cão sem dono, que as mães recomendavam às suas crianças todo o cuidado com ele, porque o diabo do velho, quando via algum pequeno desacompanhado, punha-se logo a rondá-lo, a cercá-lo de festas e a fazer-lhe ratices para o engabelar, até conseguir furtar-lhe o doce ou o vintenzinho que o pobrezito trazia fechado na mão.
Rita fê-lo entrar e deu-lhe de comer e de beber; mas sob condição de que o esfomeado não se socasse demais, para não rebentar ali mesmo.
Se queria estourar, fosse estourar para longe!
Ele pôs-se logo a devorar, sofregamente, olhando inquieto para os lados, como se temesse que alguém lhe roubasse a comida da boca. Engolia sem mastigar, empurrando os bocados com os dedos, agarrando-se ao prato e escondendo nas algibeiras o que não podia de uma só vez meter para dentro do corpo.
(AZEVEDO, A. O cortiço. 23.ed. Rio de Janeiro: Ática, 1991. p.52-53.)Sobre O cortiço, de Aluísio de Azevedo, assinale a alternativa correta
Sobre O cortiço, de Aluísio Azevedo, pode-se dizer:
Sobre O cortiço, de Aluísio Azevedo, é correto afirmar que:
Sobre o conto Nhola dos Anjos e a Cheia do Corumbá, de Bernardo Élis, é correto afirmar que
“’Deixe estar, – pensou ele um dia – fujo daqui e não volto mais.’
Não foi; sentiu-se agarrado e acorrentado pelos braços de D. Severina. Nunca vira outros tão bonitos e tão frescos. A educação que tivera não lhe permitia encará-los logo abertamente, parece até que a princípio afastava os olhos, vexado. Encarou-os pouco a pouco, ao ver que eles não tinham outras mangas, e assim os foi descobrindo, mirando e amando. No fim de três semanas eram eles, moralmente falando, as suas tendas de repouso. Aguentava toda a trabalheira, fora toda a melancolia da solidão e do silêncio, toda a grosseria do patrão, pela única paga de ver, três vezes por dia, o famoso par de braços”.
“Uns braços” in Várias histórias, Machado de Assis.Sobre o conto “Uns braços”, assinale a alternativa CORRETA.
Sobre o conto “O outro”, de Rubem Fonseca, assinale a alternativa INCORRETA.
Sobre o conto “O alienista”, que integra os Contos definitivos, de Machado de Assis, apenas é incorreto afirmar que: