AprendiAprendi
LiteraturaUPF2017

Sobre a chamada Geração de 45, que alguns críticos denominam de pós-modernista, apenas é incorreto afirmar que:

LiteraturaFACISA2016

Sobre “Terra de Santa Cruz”, de Adélia Prado, assinale a alternativa INCORRETA.

LiteraturaFACISA2013

A questão aborda a coletânea “Os Melhores ContosBrasileiros de Ficção Científica”

Sobre “O Homem que Hipnotizava”, de André Carneiro, é falso afirmar que

LiteraturaUPF2018

Sobre “Noite de matar um homem”, apenas é incorreto afirmar que

LiteraturaUPF2020

Infância

Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.

No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
a ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu
chamava para o café.
Café preto que nem a preta velha
café gostoso
café bom.

Minha mãe ficava sentada cosendo
olhando para mim:
— Psiu... Não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro... que fundo!

Lá longe meu pai campeava

no mato sem fim da fazenda.

E eu não sabia que minha história

era mais bonita que a de Robinson Crusoé.

Sobre “Infância”, que integra a obra Alguma poesia, de Carlos Drummond de Andrade, apenas é incorreto afirmar que:

LiteraturaUFPA2016

José Veríssimo (1857-1916), ficcionista e etnógrafo paraense, retrata as crenças dos indígenas amazônicos nos seguintes termos: “O selvagem brasileiro, quer a grande família tupi-guarani, quer a tapuia, estava em religião, no período fetichista, quando teve lugar a descoberta. Possuíam apenas um supernaturalismo ou animismo inicial, vago, sem crenças definidas. Ainda aos mitos que o medo, a má observação dos fenômenos, a explicação por força mal dirigida das causas, faziam nascer no seu espírito infantil, não revelava votar outro culto senão o do terror, esse mesmo momentâneo, pois que, cessada a causa dele, tratavaos com profunda indiferença.”

(VERÍSSIMO, José. Estudos amazônicos. Belém: EDUFPA, 1970. p. 54).

Sob a perspectiva de Veríssimo, a alternativa que exemplifica a presença do mito no cotidiano amazônico é:

LiteraturaUNIPE2016

TEXTO:

— Mas que Humanitas é esse? — Humanitas é o
princípio. Há nas coisas todas certa substância recôndita
e idêntica, um princípio único, universal, eterno, comum,
indivisível e indestrutível, — ou, para usar a linguagem
[5] do grande Camões: “Uma verdade que nas coisas anda,
que mora no visíbil e invisíbil”. Pois essa substância ou
verdade, esse princípio indestrutível é que é Humanitas.
Assim lhe chamo, porque resume o universo, e o universo
é o homem. Vais entendendo? — Pouco; mas, ainda
[10] assim, como é que a morte de sua avó... — Não há

morte. O encontro de duas expansões, ou a expansão
de duas formas, pode determinar a supressão de uma
delas; mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque
a supressão de uma é a condição da sobrevivência da
[15] outra, e a destruição não atinge o princípio universal e
comum. Daí o caráter conservador e benéfico da guerra.
Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas.
As batatas apenas chegam para alimentar uma das
tribos, que assim adquire forças para transpor a
[20] montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em
abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz
as batatas do campo, não chegam a nutrir-se
suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse
caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma
[25] das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí
a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas
públicas e todos demais efeitos das ações bélicas. Se
a guerra não fosse isso, tais demonstrações não
chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem
[30] só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso,
e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza
uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio
ou compaixão; ao vencedor, as batatas.

ASSIS, Joaquim Maria Machado de. Quincas Borba. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997. p. 648-649.)

Sob a ótica de Quincas, os antônimos morte e vida se anulam e se fazem sinônimos porque

LiteraturaIMEPAC2020

No Brasil, a ficção considerada naturalista pode ser compreendida como uma aplicação, à literatura, do positivismo, do evolucionismo e do determinismo, correntes científicas em voga à época.

Sob a influência do determinismo, o escritor Aluísio Azevedo (1857-1913) produz uma obra naturalista que se caracteriza pela(o)

LiteraturaPUC-Campinas2013

Napoleão Bonaparte e Adolf Hitler, entre outros, sonharamcom a pan-Europa que, com a inclusão de mais dez países, se tornou uma realidade irreversível. Os antecedentes da União Europeia são assim, alguns mais respeitáveis do que outros. Durante muito tempo depois da tentativa de Carlos Magno de substituir o império romano pelo seu, uma identidade europeia se definia mais pelo que não era do que pelo que era: cristã e não muçulmana, civilizada em vez de bárbara (e, portanto, com o direito de subjugar e europeizar os bárbaros − isto é, o resto do mundo).

(Luis Fernando Verissimo. O mundo é bárbaro. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008)

Simpatizante dos ideais socialistas, o poeta Carlos Drummond de Andrade enaltece a bravura dos que resistem às invasões promovidas por Adolf Hitler, tal como se vê nestes versos:

LiteraturaULBRA2014

Simões Lopes Neto é considerado o verdadeiro consolidador do regionalismo – ideário iniciado no Romantismo – que procura fixar as diferenças de cada região do país, com suas peculiaridades e idiossincrasias. A obra de João Simões Lopes Neto é composta por apenas três livros de contos e um cancioneiro e apresenta três aspectos importantes, quais sejam: predomínio de fatos históricos do universo gauchesco; linguagem da campanha sulrio- grandense e universalidade dos contos. Sobre o primeiro aspecto, é correto afirmar.