Considere as afirmações abaixo sobre o Romantismo no Brasil.
I. A primeira geração de poetas românticos caracterizou-se pela ênfase no sentimento nacionalista, tematizando o índio, a natureza e o amor à pátria.
II. Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e Fagundes Varela, representantes da segunda geração da poesia romântica, expressam, sobretudo, um forte intimismo.
III. A poesia de Castro Alves, cronologicamente inserida na terceira geração romântica, apresenta importantes ligações com a estética barroca, pela religiosidade e o tom místico da maioria dos poemas.
Podemos afirmar que:
Analise as proposições abaixo sobre o Realismo e o Naturalismo:
I. Os maiores representantes da estética realista/naturalista no Brasil foram: Machado de Assis e Aluísio Azevedo
II. Conforme se pode notar pelo nome dessas duas escolas literárias, o Naturalismo e o Realismo têm como objeto de interesse a realidade natural do país, continuando de modo direto o projeto de valorização da natureza, que começou com a primeira geração romântica.
III. Devido à aproximação entre as propostas do Naturalismo e o discurso científico vigente na época dessa escola, como o Positivismo, o Evolucionismo e o Determinismo, viu-se o surgimento de obras que pretendiam a aplicação literária desse discurso, como nos casos dos romances experimentais ou romances de tese.
Podemos afirmar que:
Analise as seguintes proposições sobre a literatura brasileira:
I. A poesia árcade apoia-se em temas clássicos e, portanto, seus alicerces clássicos fundamentam-se na Revolução Francesa, tendo Tomás Antônio Gonzaga e Cláudio Manoel da Costa como os maiores representantes do Arcadismo brasileiro.
II. No período do Arcadismo, a classe da burguesia perde seu prestígio, visto que, neste momento histórico, ocorre a ascensão do absolutismo monárquico.
III. A poesia barroca caracteriza-se pela linguagem rebuscada e culta, pelo jogo paradoxal de ideias, além do registro das impressões sensoriais.
IV. Tendo como contexto histórico a época da Contrarreforma, pode-se considerar o Barroco um estilo literário a favor da valorização do teocentrismo medieval e contra quaisquer manifestações artísticas antropocêntricas.
V. Tendo como contexto histórico a época do Iluminismo, pode-se compreender o Arcadismo como uma valorização do racionalismo, da clareza e da volta aos princípios clássicos renascentistas.
Podemos afirmar que está CORRETO o que se declara em:
O Romantismo foi uma das maiores revoluções na arte. No Brasil, a poesia romântica foi dividida em três gerações conforme suas características predominantes. Tendo em vista as gerações da poesia romântica, analise as afirmações a seguir.
I. A primeira geração, também denominada de indianista ou nacionalista, apresenta um apelo nacionalista, e o índio, elemento primitivo de nossa cultura, é o substituto nacional do cavaleiro medieval europeu. O principal poeta dessa geração é Gonçalves Dias.
II. A segunda geração, também chamada de ultrarromantismo, apresenta as influências bem fortes de Byron e de Musset. Um dos poetas dessa geração é Casimiro de Abreu.
III. A terceira geração, também chamada de condoreira, foi influenciada pelos acontecimentos sociais, pelos discursos sobre liberdade e pelas questões sociais. Seu principal representante é Castro Alves.
Podemos afirmar que
Examine a foto, feita por Sebastião Salgado, que retrata o trabalho dos cortadores de cana.
Podem-se estabelecer associações entre a foto e a produção literária do Realismo-Naturalismo, porque ambas
A nova paisagem urbana, a modernização dos meios de comunicação, o impacto desses processos sobre os costumes, tudo isso constitui o marco e o ponto de resistência em relação ao qual se articulam as respostas produzidas pelos intelectuais. No intervalo de pouquíssimos anos, estes devem reprocessar, até em sua própria biografia, as mudanças que afetam as relações tradicionais, as formas de fazer e difundir cultura, os estilos de comportamento, as modalidades de consagração, o funcionamento das instituições. Como era de se esperar, as revistas tornam-se um instrumento de intervenção no novo cenário.
(Beatriz Sarlo. Paisagens imaginárias. Intelectuais, arte e meios de comunicação. Trad. Rubia Goldoni e Sergio Molina. São Paulo: Edusp, 1997. p. 215)Podem ilustrar adequadamente a tese desse texto obras de autores modernistas e periódicos literários da época, tais como
Por ser de lá
Do sertão, lá do cerrado
Lá do interior do mato
Da caatinga e do roçado
Eu quase não saio
Eu quase não tenho amigo
Eu quase que não consigo
Ficar na cidade sem viver contrariado
Por ser de lá
Na certa, por isso mesmo
Não gosto de cama mole
Não sei comer sem torresmo
Eu quase não falo
Eu quase não sei de nada
Sou como rês desgarrada
Nessa multidão, boiada caminhando a esmo
(http://letras.mus.br)Pode-se relacionar essa canção
Leia os excertos abaixo retirados de Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga:
POEMA I:
Verás em cima de espaçosa mesa
Altos volumes de enredados feitos;
Ver-me-ás folhear os grandes livros,
E decidir os pleitos.
POEMA II:
Os Pastores, que habitam este monte,
Respeitam o poder do meu cajado;
Com tal destreza toco a sanfoninha,
Que inveja me tem o próprio Alceste.
Pode-se dizer que o eu lírico é caracterizado de acordo com a convenção árcade:
Pode-se dizer que as obras Olhai os lírios do campo, de Érico Veríssimo e Terras do sem fim, de Jorge Amado, têm em comum:
Instrução: Leia o trecho inicial de Quincas Borba, de Machado de Assis, para responder à questão.
Rubião fitava a enseada - eram oito horas da manhã. Quem o visse, com os polegares metidos no cordão do chambre, à janela de uma grande casa de Botafogo, cuidaria que ele admirava aquele pedaço de água quieta; mas, em verdade, vos digo que pensava em outra coisa. Cotejava o passado com o presente. Que era há um ano? Professor. Que é agora? Capitalista. Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha), para a casa, para o jardim, para a enseada, para os morros e para o céu; e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo entra na mesma sensação de propriedade.
“Vejam como Deus escreve direito por linhas tortas”, pensa ele. Se mana Piedade tem casado com Quincas Borba, apenas me daria uma esperança colateral. Não casou; ambos morreram, e aqui está tudo comigo; de modo que o que parecia uma desgraça...
Que abismo que há entre o espírito e o coração! O espírito do ex-professor, vexado daquele pensamento, arrepiou caminho, buscou outro assunto, uma canoa que ia passando; o coração, porém, deixou-se estar a bater de alegria. Que lhe importa a canoa nem o canoeiro, que os olhos de Rubião acompanham, arregalados? Ele, coração, vai dizendo que, uma vez que a mana Piedade tinha de morrer, foi bom que não se casasse; podia vir um filho ou uma filha... – Bonita canoa! – Antes assim! – Como obedece bem aos remos do homem! – O certo é que eles estão no céu!
(Machado de Assis. Quincas Borba, 1997.)Pode-se depreender da leitura do texto que Rubião