Analise as afirmativas a seguir sobre a vida e obra de Clarice Lispector.
I. Apresenta perspectiva intimista, voltada para os sentimentos e impressões das personagens, em alguns casos há traços autobiográficos e a autora consegue promover uma visão sensível e íntima da existência.
II. Embora pertença à terceira fase do modernismo brasileiro, chamada Geração de 45, seu estilo, entre a poesia e a prosa, não recorda nenhum movimento, pois sua escrita não feita de forma linear, é livre e desordenada. III. Com personalidade enigmática e utilizando uma linguagem poética e inovadora, a autora não chegou a ser reconhecida como uma das mais importantes literatas do século XX.
IV. “A hora da estrela”, é uma coletânea na qual estão reunidas as crônicas publicadas semanalmente no Jornal do Brasil, entre 1967 e 1973, com destaque para as constatações existenciais e viscerais.
Pela leitura e análise das afirmações, conclui-se que:
Leia o poema a seguir para responder a questão.
A Serra do Rola-Moça
Não tinha esse nome não...
Eles eram do outro lado,
Vieram na vila casar.
E atravessaram a serra,
O noivo com a noiva dele
Cada qual no seu cavalo.
Antes que chegasse a noite
Se lembraram de voltar.
Disseram adeus pra todos
E se puserem de novo
Pelos atalhos da serra
Cada qual no seu cavalo.
Os dois estavam felizes,
Na altura tudo era paz.
Pelos caminhos estreitos
Ele na frente, ela atrás.
E riam. Como eles riam!
Riam até sem razão.
A Serra do Rola-Moça
Não tinha esse nome não.
As tribos rubras da tarde
Rapidamente fugiam
E apressadas se escondiam
Lá embaixo nos socavões,
Temendo a noite que vinha.
Porém os dois continuavam
Cada qual no seu cavalo,
E riam. Como eles riam!
E os risos também casavam
Com as risadas dos cascalhos,
Que pulando levianinhos
Da vereda se soltavam,
Buscando o despenhadeiro.
Ali, Fortuna inviolável!
O casco pisara em falso.
Dão noiva e cavalo um salto
Precipitados no abismo.
Nem o baque se escutou.
Faz um silêncio de morte,
Na altura tudo era paz ...
Chicoteado o seu cavalo,
No vão do despenhadeiro
O noivo se despenhou.
E a Serra do Rola-Moça
Rola-Moça se chamou.
Sobre o texto de Mário de Andrade, pode-se afirmar que:
I - É um poema narrativo que conta a história de um casal de noivos que foi até uma vila se casar.
II - O poema está dividido em duas partes que retrata a felicidade dos noivos na primeira e a tragédia ocorrida no precipício, na segunda parte.
III - O verso “Ah! Fortuna inviolável” marca a transição e cria impacto ao contrapor os dois momentos que organizam o poema.
IV - Nos versos “E a serra do Rola-Moça / Rola-Moça se chamou” é possível perceber que o poema foi recriado a partir de uma história da tradição local.
Pela leitura e análise das afirmações anteriores, conclui-se que:
“Um grupo de cientistas da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, anunciou ter criado árvores artificiais que podem ajudar no combate ao aquecimento global, já que absorvem CO2 da atmosfera quase mil vezes mais rapidamente do que árvores de verdade.
[...] Embora alguns ambientalistas critiquem os métodos de enterrar dióxido de carbono, Lackner afirma que o uso de suas árvores daria ao mundo tempo para encontrar alternativas melhores, como, por exemplo, o desenvolvimento de energias ‘limpas’, que não produzem gases.
[...] De acordo com Klaus Lackner, cada uma dessas árvores artificiais poderia absorver uma tonelada de dióxido de carbono por dia, tirando da atmosfera CO2 equivalente ao produzido por 20 carros.
[...] ‘O mundo produz cerca de 70 milhões de carros por ano, quer dizer, a produção de unidades neste patamar é certamente possível e também existe espaço suficiente no mundo para instalar as máquinas,’ disse [...]”
disponível em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/ noticias/2009/07/090708arvoressinteticasebc.shtml.Pela leitura dos fragmentos dessa reportagem, podemos depreender que o assunto nela tratado refere-se à relação homem e meio ambiente, fato que também faz parte de uma das seguintes obras da Literatura Brasileira:
TEXTO
MEU ROÇADO
Duzentos passos da terra
Arrendei para o roçado,
E empurrei no mato a foice,
E depois de broqueado,
Fui à derruba e picá-lo
Empanando o meu machado! [...]
Seco o mato fiz a cama
E acabando de aceirá-lo,
Pus-lhe fogo... que buraco!
Não custou encoivaras,
E eu tratava de cercá-lo. [...]
Vindo que fosse o inverno,
Plantá-lo fomos um dia,
As covas eu preparava,
O resto Joana fazia,
Punha a semente, e de terra
Com seu pé a cova enchia. [...]
Bom inverno! Em pouco tempo
Meu legume vi nascer!
Chamei Joana para vê-lo...
Tudo então era prazer!
Que alegria sente a gente
Vendo o que planta crescer! [...]
Bom inverno! Após a limpa
Todo o milho apendoou;
A mandioca escurece...
O meu arroz cacheou;
Jerimum e feijão verde
Logo em casa se provou! [...]
Pela leitura do TEXTO, infere-se que ele objetiva:
À BENGALA
Contigo me faço
pastor do rebanho
de meus próprio passos.
PAES, J. P. Prosas seguidas de odes mínimas. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p.61.Pela leitura do poema acima e de Prosas seguidas de odes mínimas, conclui-se que o poema pertence à
Virgínia – Eu também. Vamos, agora que teu pai está ocupado, lá
embaixo, fazendo - há três noites - não sei o quê, e não aparece.
Depois será tarde.
Ana Maria – Não.
Virgínia (contendo-se) - Então, não queres? Desconfias de mim?
(agressiva) Eu quero te levar daqui, desse quarto que é apertado
como um túmulo... Ficar aqui é a morte. Tu estás morta.
RODRIGUES, Nelson. Anjo Negro. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005. p. 86.Pela leitura deste fragmento de Anjo Negro, depreende-se que
Leia o poema:
Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E a minha poesia é um vício triste.
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.
Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com teu passo leve,
Com esses teus cabelos...
E o homem taciturno ¿cou imóvel, sem compreender
Nada, numa alegria atônita...
A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos.
Mário Quintana - CançõesPela análise do poema e considerando o momento literário de sua produção, pode-se afirmar que
Para responder à questão, leia os poemas abaixo, de Mario Quintana, e analise as afirmativas.
Poema A
Nunca ninguém sabe se estou louco para rir ou para chorar...
Por isso o meu verso tem
esse quase imperceptível tremor...
A vida é triste, o mundo é louco!
Nem vale a pena matar-se por isso.
Nem por ninguém!
Por nenhum amor
A vida continua, indiferente!
(A Cor do Invisível)
Poema B
Eu estava dormindo e me acordaram
E me encontrei, assim, num mundo estranho e louco...
E quando eu começava a compreendê-lo
Um pouco,
Já eram horas de dormir de novo!
(Apontamentos de História Sobrenatural)
I. O poema A afirma que a vida está vinculada à loucura.
II. O poema B discute como o mundo é dominado pela racionalidade.
III. O poema A sugere a irrelevância do amor no mundo dos loucos.
IV. O poema B apresenta um mundo que nunca é completamente entendido.
Pela análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas apenas
Nos poemas indianistas, o heroísmo dos indígenas em nenhum momento é utilizado como crítica à colonização europeia, da qual a elite era a herdeira. Ao contrário, pela resistência ou pela colaboração, os indígenas do passado colonial, do ponto de vista dos nossos literatos, valorizavam a colonização e deviam servir de inspiração moral à elite brasileira. (...) Já o africano escravizado demorou para aparecer como protagonista
na literatura romântica. Na segunda metade do século XIX, Castro Alves, na poesia, e Bernardo Guimarães, na prosa, destacaram em obras suas o tema da escravidão.
(Adaptado de: NAPOLITANO, Marcos e VILLAÇA, Mariana.História para o ensino médio. São Paulo: Atual Editora, 2013, p. 436-37)Passagens muito representativas da tendência literária da segunda metade do século XIX, referida no texto, encontram-se em obras de Castro Alves e de Bernardo Guimarães, respectivamente
Vida secas, romance de Graciliano Ramos, no dizer de Álvaro Lins, foi construída em quadros, em capítulos independentes, que não se articulam formalmente com bastante firmeza e segurança. Cada um deles é uma peça autônoma, vivendo por si mesma, com um valor literário tão indiscutível, aliás, que se poderia escolher um, conforme o gosto especial, para as antologias.
Partindo-se desse pressuposto, pode concluir sobre Vidas secas: