Texto para a questão.
Assinale a opção que apresenta a reescrita do enunciado “aqui seu cão sai um gato”, estabelecendo-se adequação com as regras gramaticais.
Texto para aquestão.
Palavra
Peguei meu filho no colo (naquele tempo ainda dava),
apertei-o com força e disse que só o soltaria se ele
dissesse a palavra mágica.
E ele disse: - Mágica.
Foi solto em seguida.
Um adulto teria procurado outra palavra, uma encantação
que o libertasse.
Ele não teve dúvida. Me entendeu mal, mas acertou. Disse
o que eu pedi, (Não, não hoje ele não se dedica as
ciências exatas. É cantor e compositor)
Nenhuma palavra era mais mágica do que a palavra
“mágica”.
Quem tem o chamado dom da palavra cedo ou tarde se
descobre um impostor. Ou se regenera, e passa a usar a
palavra com economia e precisão, ou se refestela na
impostura: Nabokov e seus borboleteios, Borges e seus
labirintos.
Impostura no bom sentido, claro - nada mais fascinante do
que ver um bom mágico em ação. Você está ali pelos
truques, não pelo seu desmascaramento.
Mas quem quer usar a palavra não para fascinar, mas
para transmitir um pensamento ou apenas contar uma
história, tem um desafio maior, o de fazer mágica sem
truques. Não transformar o lenço em pomba, mas usar o
lenço para dar o recado, um “ lençocorreio”. Cuidando o
tempo todo, para que as palavras não se tornem mais
importante do que o recado e o artifício - a impostura -
não apareça e não atrapalhe.
(...)
Noblat.oglobo.globo.com/crônicas/notícia/2017/02/palavra. html - adaptado.Assinale a opção que apresenta a mensagem revelada pelo texto.
Epitáfico
Titãs ( BRITO, Sérgio - adaptado)
Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor:
Queria ter aceitado |
A vida como ela é |,
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier
[...]
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos :
Ter visto o sol se pôr
Assinale a opção na qual a regência do verbo NÃO foi utilizada de acordo com a modalidade padrão.
No que se refere à concordância verbal, observe as frases abaixo.
I- Espera-se muitas novidades no campo da informática educacional este ano.
II- Em todos os países, faz-se muitas promessas aos fabricantes de mídias digitais.
III- Choveram reclamações sobre o novo celular disponibilizado nas lojas do ramo.
IV- Houveram-se muito bem os expositores da Feira de Tecnologia no Anhembi.
Assinale a opção correta.
Raul Jungmann, ministro da Defesa, à frente da “Operação Rio”, com o uso ostensivo das Forças Armadas para o combate ao crime organizado que tomou conta da rotina dos moradores, afirmou em entrevista à Istoé: “Não vamos acabar com o crime da noite para o dia, mas vamos fustigá-lo. Não haverá trégua.” Para ele, o crime está incrustado no Rio e o tráfico já domina 850 comunidades cariocas.
- Por que o Rio chegou a esse estágio de descontrole?
- O Rio chegou a esse ponto por subestimar o poder de articulação e conivência com o tráfico que se infiltrou no estado e demarca territórios, até eleitorais. Ou seja, em determinadas áreas, só é candidato quem eles permitem. Foi uma construção lenta e corrosiva. Múltiplos fatores contribuíram nesse processo. Mas a captura das instituições do Estado pelo crime e pela corrupção, associada ou não, foi decisiva.
(Istoé,30/08/2017-p 9 e 11, trecho)Tornou-se corriqueira, no Brasil, a expressão “estado paralelo” em referência à forma como se estruturou o crime no Rio de Janeiro e como desafia o próprio Estado. Na entrevista, o ministro da Defesa reconhece a construção de um “estado paralelo” pelo crime, ao afirmar:
No início de setembro, a Câmara dos Vereadores de São Paulo aprovou um projeto de lei que proíbe o funcionamento do Uber na cidade. Foram 43 votos a favor e apenas 3 contra. Um dia depois, outra Câmara, a dos Deputados, aprovou o texto-base do que ficou conhecido como o “imposto do Netflix” – um projeto de lei que obriga empresas que ofertam conteúdos de áudio, vídeo, imagem e texto por meio da internet a pagar imposto sobre serviço (ISS). Foram só duas iniciativas entre tantas apresentadas nos últimos meses por diferentes setores do governo brasileiro para regular, taxar ou proibir uma série de aplicativos. E todas elas têm no mínimo uma coisa em comum: foram resultado, ao menos em parte, do lobby das empresas tradicionais que acusam as startups de concorrência desleal. Outro aplicativo que também está na mira do governo e das operadoras de telefonia móvel é o WhatsApp.
Para Mark Lemley, diretor do Departamento de Direito, Ciência e Tecnologia da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, os critérios para decidir quais aplicativos serão regulados precisam ser revistos. “Outros aplicativos como o Google e o Facebook pagam impostos sobre os seus serviços? Não parece razoável taxar alguns e outros não só porque eles competem com serviços preexistentes. Ele diz: “Algumas regulações são criadas para proteger interesses públicos legítimos, como saúde e segurança. Mas outras são criadas exclusivamente para proteger algumas empresas da competição. Essas tendem a ser uma ideia ruim”.
( revista Galileu, outubro de 2015 – trechos)Segundo o texto, é verdadeiro afirmar-se que o poder público, representado pela Câmara de Vereadores de São Paulo e pela Câmara de Deputados, atuou sobre a questão de forma a proteger
A música não tem gênero,
Mas não se importa
Com o gênero de ninguém.
A música não escolhe
Quem escuta pela cor da pele
Nem pelo corte de cabelo.
A música fala todas as línguas.
A música não julga,
Não condena, a música acolhe,
A música aceita.
Se você parar para ver,
A música é tudo o que
O mundo deveria ser.
O que o mundo separa,
A música aproxima.
(propaganda Itaú/ “Rock in Rio”, Época, setembro- 2017)Segundo o texto, a música paira sobre as causas dos conflitos entre os homens, tais sejam:
1. Homofobia
2. Racismo
3. Rivalidade
4. Preconceito linguístico
5. Prepotência
( ) “A música não escolhe quem escuta pela cor da pele”;
( ) “A música fala todas as línguas”.
( ) “A música não tem gênero, mas não se importa com o gênero de ninguém”.
( ) “A música não julga, não condena, a música acolhe, a música aceita”.
( ) “O que o mundo separa, a música aproxima”.
Relacione corretamente, em seguida marque a alternativa correspondente:
Leia o texto.
“Olhando o mapa do país, é fácil constatar extensas áreas vazias de hospitais, postos de saúde, escolas secundárias e primárias, informação geral e especializada, enfim, áreas desprovidas de serviços essenciais à vida social e à vida individual. O mesmo, aliás, se verifica quando observamos as plantas das cidades em cujas periferias, apesar de uma certa densidade demográfica, tais serviços estão igualmente ausentes. É como se as pessoas nem lá estivessem.”
SANTOS, Milton- O Espaço do Cidadão. 7 ed. EDUSP: São Paulo, 2007 pág 59.Qual é a constatação do autor no texto apresentado?
Texto para aquestão
As pernas
Ora, enquanto eu pensava naquela gente, iam-me as pernas levando, rua abaixo, de modo que, insensivelmente me achei à porta do hotel Pharoux. De costume jantava aí; mas, não tendo deliberadamente andado, nenhum merecimento da ação me cabe, e sim às pernas, que o fizeram. Abençoadas pernas! E há quem vos trate com desdém ou indiferença. Eu mesmo, até então, tinhavos em má conta, zangava-me quando vos fatigáveis, quando não podíeis ir além de certo ponto ...
(Machado de Assis,Memórias Póstumas de Brás Cubas,p.139-fragmento)Memórias Póstumas de Brás Cubas foi publicado no século XIX (1881). O personagem principal, o defunto-autor Brás Cubas, movimenta-se pelo Rio de Janeiro da época e apresenta os maneirismos e a linguagem característicos daquele momento.
Por esse motivo, o trecho em questão registra algumas ocorrências de flexão verbal em franco desuso na linguagem atual, tal seja em
A música não tem gênero,
Mas não se importa
Com o gênero de ninguém.
A música não escolhe
Quem escuta pela cor da pele
Nem pelo corte de cabelo.
A música fala todas as línguas.
A música não julga,
Não condena, a música acolhe,
A música aceita.
Se você parar para ver,
A música é tudo o que
O mundo deveria ser.
O que o mundo separa,
A música aproxima.
(propaganda Itaú/ “Rock in Rio”, Época, setembro- 2017)Percebe-se no texto a presença das funções da linguagem