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LiteraturaFMABC2012

O romance Capitães da Areia, de Jorge Amado, foi escrito em 1937, durante a vigência do Estado Novo. Considerando a obra inteira, dela é INCORRETO afirmar que

LiteraturaFMABC2011

O romance Capitães da Areia, de Jorge Amado, começou a ser perseguido logo após seu aparecimento. Saiu às vésperas da decretação do Estado Novo e mesmo antes do golpe foi apreendido. Em 19 de Novembro de 1937, cerca de 800 exemplares foram queimados em praça pública pelas forças de repressão na Bahia. Deste romance é INCORRETO afirmar que

LiteraturaFDV2014

O romance As meninas, de Lygia Fagundes Telles, quarenta anos depois do seu lançamento, ainda pode ser considerado atual pelos motivos abaixo, EXCETO:

LiteraturaUFPR2014

O romance A última Quimera, de Ana Miranda, publicado em 1995, elege como personagem principal o poeta Augusto dos Anjos (1884-1914), inscrevendo-se na linha de ficcionalização da história literária, modalidade bastante frequentada na passagem do século XX para o XXI. A propósito dessa obra, assinale a alternativa correta.

LiteraturaUNIMONTES2016

A namorada de Estêvão, – é tempo de dizer alguma coisa dela, – era uma moça de 17 anos, e, por ora, simples aluna-professora no colégio de uma tia do nosso estudante, à rua dos Inválidos. Estêvão tinha-a visto, pela primeira vez, seis meses antes, e desde logo sentiu-se preso por ela, “até à morte”, disse ele ao amigo, referindo-lhe o encontro, o que o fez sorrir de tão estirado prazo. Qualquer que ele fosse, porém, o prazo fatal daquele cativeiro, a verdade é que Estêvão no mesmo ponto em que a viu logo a amou, como se ama pela primeira vez na vida – amor um pouco estouvado e cego, mas sincero e puro. Amava-o ela? Estêvão dizia que sim, e devia crê-lo; alguns olhares ternos, meia dúzia de apertos de mão significativos, embora a largos intervalos, davam a entender que o coração de Guiomar – chamava-se Guiomar – não era surdo à paixão do acadêmico. Mas, fora disso, nada mais, ou pouco mais. O pouco mais foi uma flor, não colhida do pé em toda a original frescura, mas já murcha e sem cheiro, e não dada, senão pedida.

— Faz-me um favor? disse um dia Estêvão apontando para a flor que ela trazia nos cabelos; esta flor está murcha, e, naturalmente, vai deitá-la fora ao despentear-se; eu desejava que ma desse. Guiomar, sorrindo, tirou a flor do cabelo, e deu-lha; Estêvão recebeu-a com igual contentamento ao que teria se lhe antecipassem o seu quinhão do céu. Além da flor, e para suprir as cartas, que não havia, nada mais obtivera Estêvão durante aqueles seis compridos meses, a não ser os tais olhares, que afinal são olhares, e vão-se com os olhos donde vieram. Era aquilo amor, capricho, passatempo ou que outra coisa era?

O romance A Mão e a Luva, de Machado de Assis, apresenta as seguintes características em relação à representação da figura da mulher, EXCETO:

LiteraturaPUC-SP2016

O romance A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, é o desenvolvimento de um conto chamado “Civilização”. Faz a oposição entre a cidade cosmopolita e a vida do campo, além de, também

LiteraturaCESMAC2020

O romance “Vidas Secas” , 1938, do escritor, jornalista e político, natural de Alagoas, Graciliano Ramos (1892-1953), encerra uma severa crítica social, característica do Movimento Modernista, na sua segunda fase literária, denominada:

LiteraturaENEM2020

Carlos é hoje um homem dividido, Mário, e isso graças às suas cartas.

Às vezes ele torce pelas palmeiras paródicas do Oswald de Andrade (a ninguém cá da terra passou despercebido o título que quer dar ao seu primeiro livro de poemas — Minha terra tem palmeiras). Às vezes não quer esquecer o gélido cinzel de Bilac e a prosa clássica dos decadentistas franceses, e à noite, ao ouvir o chamado da moça-fantasma, fica cismando ismálias em decassílabos rimados. Às vezes sucumbe ao trato cristão da condição humana e, à sombra dos rodapés de Tristão de Ataíde, tem uma recaída jacksoniana. Às vezes não sabe se prefere o barulho do motor do carro em disparada, ou se fica contemplando o sinal vermelho que impõe stop ao trânsito e silêncio ao cidadão. Às vezes entoa loas à vida besta, que devia jazer para sempre abandonada em Itabira. Mas na maioria das vezes sai saracoteando ironicamente pela rua macadamizada da poesia, que nem um pernóstico malandro escondido por detrás dos óculos e dos bigodes, ou melhor, que nem a foliona negra que você tanto admirou no Rio de Janeiro por ocasião das bacanais de Momo.

SANTIAGO, S. Contos antológicos de Silviano Santiago. São Paulo: Nova Alexandria, 2006.

Inspirado nas cartas de Mário de Andrade para Carlos Drummond de Andrade, o autor dá a esse material uma releitura criativa, atribuindo-lhe um remetente ficcional.

O resultado é um texto de expressividade centrada na

LiteraturaUFG2010

Leia o fragmento do relato do viajante Johann EmanuelPohl, que recolheu impressões do Brasil no início do século XIX.

Se algum ponto do Novo Mundo merece, por sua situação e condições naturais, tornar-se um dia teatro de grandes acontecimentos, um foco de civilização e cultura, um empório do comércio mundial é, ao meu ver, o Rio de Janeiro.

POHL, Johann Emanuel. Viagem no interior do Brasil empreendida nos anos de 1817 a 1821. Tradução Milton Amado e Eugenio Amado. Rio de Janeiro: INL, 1951. p. 38.

O relato de viagem transcrito, tomado como fonte pela História, e a representação ficcional sobre o Rio de Janeiro da época de D. João VI, no romance Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, produzem discursos

LiteraturaPUC-GO2018

Se eu morresse amanhã!

Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!

Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!

Que sol! que céu azul! que doce n’alva
Acorda a natureza mais louçã!
Não me batera tanto amor no peito
Se eu morresse amanhã!

Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!

(AZEVEDO, Álvares de. Melhores poemas. 6. ed. 1. reimpr. São Paulo: Global, 2008. p. 95.)

O refrão desse poema (Texto) expressa (assinale a resposta correta):