AprendiAprendi
LiteraturaESPM2018

Parei espantada, e meus olhos se encheram de lágrimas que só ardiam e não corriam. Acho que eu não me julgava sequer digna de que lágrimas corressem, faltava-me a primeira piedade por mim, a que permite chorar, e nas pupilas eu retinha em ardor as lágrimas que me salgavam e que eu não merecia que escorressem.
(A Paixão Segundo G. H., de Clarice Lispector)

O estilo típico da autora, o qual pode ser constatado no fragmento acima, é:

LiteraturaUEA2017

O estilo rebuscado e pomposo característico de Os sertões, de Euclides da Cunha, afasta-se, em larga medida, do estilo conciso e lacônico de

LiteraturaUFMS2017

Considere os fragmentos do conto “Natal na barca”, de Lygia Fagundes Telles, para responder à questão.

“Não quero nem devo lembrar aqui por que me encontrava naquela barca. Só sei que em redor tudo era silêncio e treva. E que me sentia bem naquela solidão. Na embarcação desconfortável, tosca, apenas quatro passageiros. Uma lanterna nos iluminava com sua luz vacilante: um velho, uma mulher com uma criança e eu [...]”.

“[...] Debrucei-me na grade de madeira carcomida. Acendi um cigarro. Ali estávamos os quatro, silenciosos como mortos num antigo barco de mortos deslizando na escuridão. Contudo, estávamos vivos. E era Natal [...]”

“[...] Fiquei sem saber o que dizer. Esbocei um gesto e em seguida, apenas para fazer alguma coisa, levantei a ponta do xale que cobria a cabeça da criança. Deixei cair o xale novamente e voltei-me para o rio. O menino estava morto. Entrelacei as mãos para dominar o tremor que me sacudiu. Estava morto. A mãe continuava a niná-lo, apertando-o contra o peito. Mas ele estava morto”.

“- Acordou o dorminhoco! E olha aí, deve estar agora sem nenhuma febre!

– Acordou?!
Ela sorriu:
- Veja...

Inclinei-me. A criança abrira os olhos – aqueles olhos que eu vira cerrados tão definitivamente. E bocejava, esfregando a mãozinha na face corada. Fiquei olhando sem conseguir falar”.

“No fim da década de 1940, a prosa de ficção brasileira passa por uma transformação radical. A exploração da linguagem, matériaprima do texto, favorece novas experiências que rompem com a estrutura tradicional da narrativa ao mesmo tempo que permitem um mergulho na mais funda intimidade do ser humano”

(ABURRE; PONTARA. Literatura brasileira: tempos, leitores e leituras. São Paulo: Moderna, 2005).

A escritora Lygia Fagundes Telles insere-se nesse contexto, integrando, portanto, a geração da prosa pós-moderna da literatura brasileira.

O estilo dessa contista é marcado por:

LiteraturaUPF2018

O estilo de época que surge no Brasil na última década do século XIX e que se destaca pela produção poética dos autores a ele vinculados, entre os quais Cruz e Sousa, é o

LiteraturaUnichristus2020

Se gostas da afetação e pompa de palavras e do estilo que chamam culto, não me leias. Quando este estilo florescia, nasceram as primeiras verduras do meu; mas valeu-me tanto sempre a clareza, que só porque me entendiam comecei a ser ouvido. Este desventurado estilo que hoje se usa, os que o querem honrar chamam-lhe culto, os que o condenam chamam-lhe escuro, mas ainda lhe fazem muita honra. (...) É possível que somos portugueses, e havemos de ouvir um pregador em português, e não havemos de entender o que diz?

Arte literária brasileira. Clenir Bellezi de Oliveira. São Paulo: Moderna: 2000.

Esse fragmento faz uma crítica ao cultismo.

O estilo cultista se caracterizava pelo(a)

LiteraturaUNIFOR2017

A cidade que acolhera a família real portuguesa, em 1808, estava para as rotas marítimas transoceânicas como o aeroporto de Frankfurt, na Alemanha, está hoje para os voos intercontinentais. Era uma espécie de esquina do mundo, na qual praticamente todos os navios que partiram da Europa e dos Estados Unidos paravam antes de seguir para a Ásia, a África e as terras recém-descobertas do Pacífico Sul. Protegidas do vento e das tempestades pelas montanhas, as águas calmas da baía da Guanabara serviam como abrigo ideal para reparo das embarcações e restabelecimento da água potável [...]

(GOMES, Laurentino. 1808: Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão Bonaparte e mudaram a História de Portugal e do Brasil. 2.ed. São Paulo: Planeta do Brasil, 2007)

O espaço geográfico é um dos elementos da narrativa que tem sido apresentado nas mais diferentes produções da literatura brasileira reverenciando a cultura brasileira de Norte a Sul. Desta forma, aponte a única alternativa na qual o escritor ambienta suas obras no lugar descrito por Laurentino Gomes.

LiteraturaUNEMAT2012

O barroco brasileiro foi diretamente influenciado pelo barroco português, porém, com o tempo, foi assumindo características próprias. A grande produção artística barroca no Brasil ocorreu nas cidades auríferas de Minas Gerais. O escultor do conjunto de esculturas do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos é o principal representante do barroco mineiro.

O escultor a que o texto se refere é:

LiteraturaUNIFOR2011

O escritor peruano Mario Vargas Llosa foi agraciado pela Academia Sueca com o Prêmio Nobel da Literatura de 2010. Dentre suas obras, destaca-se “A GUERRA DO FIM DO MUNDO”, publicada em 1981, tendo como foco:

LiteraturaCESMAC2015

O escritor paraibano José Lins do Rego narrou em sua obra romanesca a decadência dos engenhos de açúcar do Nordeste, em obras que ficaram conhecidas como o “Ciclo da cana-de-açúcar”. Este “Ciclo” foi concluído com Fogo Morto, romance de 1943, que encerra três narrativas interdependentes sobre personagens que estavam presentes nas demais obras do “Ciclo”. Quais eram esses personagens?

LiteraturaPUC-Campinas2011

O campo passou a ser associado a uma forma natural devida − de paz, de inocência e virtudes simples. À cidade associou-se a ideia de centro de realizações − de saber, comunicações, luz. Também constelaram-se poderosas associações negativas: a cidade como lugar de barulho, mundanidade e ambição; o campo como lugar de atraso, ignorância e limitação. O contraste entre campo e cidade, enquanto formas de vida fundamentais, remonta à Antiguidade clássica.

(Raymond Williams. O campo e a cidade: na história e na literatura. Trad. S. Paulo: Companhia das Letras, 2011, p. 11)

O escritor José de Alencar assumiu o projeto de representar em seus romances variadas regiões geográficas e épocas históricas do Brasil. A natureza selvagem e a vida burguesa refletem- se, respectivamente, nestes romances: