O contexto sócio-histórico do Brasil, no século XIX, evidencia-se no enredo do romance O cortiço, de AluísioAzevedo, por meio das
Casa dos Contos
& em cada conto te cont
o & em cada enquanto me enca
nto & em cada arco te a
barco & em cada porta m
e perco & em cada lanço t
e alcanço & em cada escad
a me escapo & em cada pe
dra te prendo & emem cada g
rade me escavo & em ca
da sótão te sonho & em cada
esconso me affonso & em
cada claúdio te canto & e
m cada fosso me enforco&
ÁVILA, A. Discurso da difamação do poeta. São Paulo: Summus, 1978.O contexto histórico e literário do período barrocoárcade fundamenta o poema Casa dos Contos, de 1975. A restauração de elementos daquele contexto por uma poética contemporânea revela que
Rondó dos cavalinhos
[1] Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
Tua beleza, Esmeralda,
[4] Acabou me enlouquecendo.
Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
[7] O sol tão claro lá fora
E em minhalma — anoitecendo!
Os cavalinhos correndo,
[10] E nós, cavalões, comendo...
Alfonso Reyes partindo,
E tanta gente ficando...
[13] Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
A Itália falando grosso,
[16] A Europa se avacalhando...
Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
[19] O Brasil politicando,
Nossa! A poesia morrendo...
O sol tão claro lá fora,
[22] O sol tão claro, Esmeralda,
E em minhalma — anoitecendo!
Manuel Bandeira. Antologia poética. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. 104.
Acerca do poema Rondó dos cavalinhos, de Manuel Bandeira, publicado originalmente em 1936, em outra versão, com o títuloRondó do Jockey Club, julgue o item.
O contexto histórico do crescimento do fascismo, que é visto criticamente no poema, está explícito no verso
O filme Notícias de uma guerra particular mostra o cenário de favela como uma fratura social, onde todos os personagens – mesmo com ocupações diferentes – são iguais e submetidos à rotina do tráfico de drogas. O destaque do filme de João Moreira Salles são os personagens: policiais, favelados e traficantes.
Fonte: http://sofalado.blogspot.com.br/2012/10/analise-do-filme-noticias-de-uma-guerra.html Acesso: 09/10/2016 | Adaptado.O contexto do filme de João Moreira Salles evidencia a:
Na obra Capitães de Areia, Jorge Amado constrói uma narrativa de cunho realista, que gira em torno das peripécias de um grupo de "meninos de rua", que sobrevive de furtos e pequenas trapaças. Leia um excerto da obra:
É aqui também que mora o chefe dos Capitães da Areia Pedro Bala. Desde cedo foi chamado assim, desde seus cinco anos. Hoje tem 15 anos. Há dez que vagabundeia nas ruas da Bahia. Nunca soube de sua mãe, seu pai morrera de um balaço. Ele ficou sozinho e empregou anos em conhecer a cidade. Hoje sabe de todas as suas ruas e de todos os seus becos.
Fonte: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/capitaes-da-areia-romance-expressa-ideal-politico.htm Acesso 22-09-2015.Sobre menores infratores, como a personagem Pedro Bala, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) delibera:
“Em nenhuma hipótese será aplicada a internação, havendo outra medida adequada”. Parágrafo 2º do artigo 122 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8095/90)
O contexto de Pedro Bala é representativo das condições sociais de muitos menores de rua. No Brasil atual, existem garantias legais que deliberam acerca dos direitos de crianças e jovens. O confronto entre os dois excertos evidencia que o ECA
Viera do Ceará há muito tempo. Osvaldo fizera um negócio com o coronel Henrique Silva. Findo o prazo, tratou de receber o seu dinheiro. O coronel não pagou. Ele foi a Ilhéus umas três vezes reclamar à autoridade. O delegado, na última, respondeu:
– Isso até parece briga de mulheres. Resolva isso como homem.
Osvaldo voltou, e, à noite, matou o coronel a facão. O conselho de sentença, composto de fazendeiros, condenou o réu a dezoito anos, para dar exemplo.
(Jorge Amado. Cacau, 2010. Adaptado.)A trama do romance, publicado originalmente em 1933, transcorre na região da economia cacaueira no sul da Bahia.
O conteúdo do excerto refere-se, sobretudo, à
Leia o poema “Conselho”, de Fernando Pessoa, para responder à questão.
Cerca de grandes muros quem te sonhas.
Depois, onde é visível o jardim
Através do portão de grade dada,
Põe quantas flores são as mais risonhas,
Para que te conheçam só assim.
Onde ninguém o vir não ponhas nada.
Faze canteiros como os que outros têm,
Onde os olhares possam entrever
O teu jardim como lho vais mostrar.
Mas onde és teu, e nunca o vê ninguém,
Deixa as flores que vêm do chão crescer
E deixa as ervas naturais medrar.
Faze de ti um duplo ser guardado;
E que ninguém, que veja e fite, possa
Saber mais que um jardim de quem tu és –
Um jardim ostensivo e reservado,
Por trás do qual a flor nativa roça
A erva tão pobre que nem tu a vês...
O conselho dado pelo eu poético
A questãorefere-se ao romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.
Marechal Floriano Peixoto, segundo presidente do Brasil, é também personagem de Triste Fim de Policarpo Quaresma.
O conceito que melhor sustenta a construção desse personagem ficcional, baseado numa figura histórica, é o da:
Personagem frequente dos carros alegóricos, d. Pedro surgia, nos anos 1880, ora como Pedro Banana ou como Pedro Caju, numa alusão à sua falta de participação nos últimos anos do Império. Mas é só com a queda da monarquia que se passa a eleger um rei do Carnaval. Com efeito, o rei Momo é uma invenção recente, datada de 1933. No século XIX ele não era rei, mas um deus grego: zombeteiro, pândego e amante da galhofa. Nos anos 30 vira Rei Momo e logo depois cidadão. Novos tempos, novos termos.
(SCHWARCZ, Lilian Mortiz. As barbas do Imperador: Dom Pedro II , um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 281)O conceito de carnavalização, aplicado às artes e aos processos culturais, indica uma operação que o dicionário define como subversão ou marginalização de padrões ou regras (sociais, morais, ideológicas) em favor de conteúdos mais ligados aos instintos e aos sentidos, ao riso, à sensualidade. O poeta Manuel Bandeira, ao publicar seu segundo livro, Carnaval (1919), fez ver que desejava
Brás Cubas busca articular a política de domínio paternalista, sob fogo cerrado nos anos 1870, com aspectos da onda de ideias cientificistas europeias do tempo – especialmente no que tange ao darwinismo social como forma de explicar a origem e a reprodução das desigualdades sociais.
(CHALHOUB, Sidney.Machado de Assis Historiador. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 96)O comentário sobre a onda de ideias cientificistas se aplica de modo inteiramente adequado às convicções que nortearam