Pelos caminhos só as hienas se arrastavam, focinhando entre cinzas e poeiras. A paisagem se mestiçara de tristezas nunca vistas, em cores que se pegavam à boca. Eram cores sujas, tão sujas que tinham perdido toda a leveza, esquecidas da ousadia de levantar asas pelo azul. Aqui, o céu se tornara impossível. E os viventes se acostumaram ao chão, em resignada aprendizagem da morte.
(COUTO, Mia. Terra Sonâmbula. São Paulo: Companhia das Letras, 2007)No que tange à realidade sócio-histórica exposta na obra do escritor moçambicano Mia Couto, Terra Sonâmbula, no breve recorte acima, é correto afirmar que os elementos grifados no excerto fazem analogia direta, respectivamente, a
No que se refere à obra O alienista, de Machado de Assis, assinale a alternativa correta.
No que se refere à obra A borra do café, de Mario Benedetti, assinale a alternativa correta.
No que se refere a "Trezentas onças", de Simões Lopes Neto, não é correto afirmar:
No que diz respeito à obra Dom Casmurro, de Machado de Assis, é correto afirmar que
No que diz respeito à obra “Duelo”, de Guimarães Rosa, é correto afirmar que o conflito central consiste no desejo de vingança que o personagem:
No que concerne ao conto “Pai contra mãe”, de Machado de Assis, é CORRETO afirmar.
Teoricamente, o nacionalismo independe do Romantismo, embora tenha encontrado nele o aliado decisivo. Há na literatura do período uma aspiração nacional, definida claramente a partir da Independência e precedendo o movimento romântico. (...) Nem é de espantar que assim fosse, pois além da busca das tradições nacionais e o culto da história, o que se chamou em toda a Europa “despertar das nacionalidades”, em seguida ao empuxe napoleônico, encontrou expressão no Romantismo. Sobretudo nos países novos como o nosso o nacionalismo foi manifestação de vida, exaltação afetiva, tomada de consciência, afirmação do próprio contra o imposto.
(Adaptado de: CANDIDO, Antonio. Formação da Literatura Brasileira. São Paulo: Martins, 1971. 2 v. pp. 14-15)No quadro histórico de que trata o texto de Antonio Candido, deve-se entender que, no Brasil,
A questão refere-se ao livro “Em Alguma Parte Alguma”, de Ferreira Gullar
No prefácio à obra, o crítico Alfredo Bosi aborda alguns traços marcantes da poética de Gullar. Assinale a alternativa que não corresponde às ideias do crítico sobre Em Alguma Parte Alguma.
Leia o poema de Claudio Manuel da Costa para responder à questão.
Pastores, que levais ao monte o gado,
Vede lá como andais por essa serra,
Que para dar contágio a toda a terra
Basta ver-se o meu rosto magoado:
Eu ando (vós me vedes) tão pesado,
E a Pastora infiel, que me faz guerra,
É a mesma que em seu semblante encerra
A causa de um martírio tão cansado.
Se a quereis conhecer, vinde comigo,
Vereis a formosura, que eu adoro;
Mas, não; tanto não sou vosso inimigo:
Deixai, não a vejais, eu vo-lo imploro;
Que se seguir quiserdes o que eu sigo,
Chorareis, ó Pastores, o que eu choro.
Claudio Manuel da Costa é um poeta amplamente associado ao Arcadismo.
No poema, uma característica dessa escola literária está expressa