No capítulo “6h23” de Mãos de Cavalo, de Daniel Galera, énarrado um sonho de Hermano, no qual ele reencontra pessoas de diferentes épocas de sua vida. Nesse sonho, revela-se
No Brasil, o arcadismo foi não apenas uma escola literária que predominou ao longo de toda a segunda metade do século XVIII, mas também um dos pontos mais altos da literatura em língua portuguesa. Sobre a estética árcade e a sua poética, é correto afirmar o que segue. 1) Há uma busca pelo natural e pelo simples. 2) Há uma busca por temas bucólicos. 3) Há uma busca pelo claro e pelo regular. 4) Exalta-se a natureza pátria e os valores nacionais. 5) A cidade e a vida urbana são as matérias dos poetas. Estão corretas, apenas
Por vezes, a literatura pode se pautar por diferentes tempos: há o tempo da história narrada, de sua sequência cronológica, e há o tempo da linguagem que processa essa história. A linguagem experimental do irlandês James Joyce reinterpreta, em pleno século XX, a história mítica de Ulisses.
No Brasil, há uma ocorrência similar, se pensamos em Grande sertão: veredas, romance onde Guimarães Rosa articula magistralmente dois planos temporais:
O modernismo brasileiro constitui interessante intermediação entre os dois polos do modernismo latino-americano, representados pelo México e pela Argentina, no panorama das artes plásticas, nos anos 1920, em nosso continente. O primeiro, nacionalista-americanista, em função dos propósitos da revolução social mexicana. E o segundo, na Argentina, com a direção internacionalista já em fase de afirmação.
FONTE: AMARAL, Aracy. O modernismo brasileiro e o contexto cultural dos anos 1920. São Paulo: Revista da USP, nº 94, 2012, p. 9-18. (Adaptado)No Brasil, as duas principais características do movimento retratado no texto foram
No Brasil, a segunda metade do século XIX foi assinalada por uma confluência de vários estilosde época, em alguns momentos até conflitantes entre si. Assim têm-se, por exemplo, manifestações do:
No Barroco, é apresentada uma temática que expressa:
Heros Volúsia Machado (Eros Volúsia), filha de Gilka Machado e Rodolpho Machado, nasceu em 1914 no Rio de Janeiro, foi uma bailarina que viveu até os 89 anos, tendo atuado até por volta de 40 anos. Ela construiu suas bases estéticas e políticas na década de 1930, conforme descrito no trecho a seguir:
No Jornal do Brasil, crítico do governo provisório de Vargas e defensor da reconstitucionalização, Eros aparece como a única personagem preocupada com as coisas do Brasil em um movimento nacionalista “muito natural”. E é com esse mesmo tom que boa parte da imprensa constrói a imagem pública de Eros: representante e tradutora da alma nacional. Era a “bailarina do Brasil” que unia a natureza selvagem com a “alma bárbara dos índios e negros”. Já em 1934, Eros aparecia nas páginas da revista Fon-Fon! como a extraordinária artista que revelou um Brasil coreográfico [...] que vivia latente na sensibilidade e no gênio da nossa raça.
Fonte: CARLONI, Karla. Eros Volúsia. A bailarina do Brasil moderno. In: FERREIRA, J., CARLONI, K. A República no Brasil. Trajetórias de vida entre a democracia e a ditadura. Niteró, Eduff, 2019. p.93. (adaptado)No auge de sua carreira, Eros Volúsia atua no contexto político cultural:
No brilhante artigo “Dos canibais”, Montaigne demonstra ter compreendido bem o significado do canibalismo tupinambá, que horrorizava os europeus: os inimigos aprisionados são honrados como grandes guerreiros ao serem mortos e devorados, transmitindo sua coragem aos vencedores. Sorrateiramente, compara a prática com as guerras civis que estavam ocorrendo entre huguenotes e católicos franceses, e seus horrendos métodos para obter informações, castigar ou simplesmente torturar os inimigos mútuos – todos franceses.
(Mércio Pereira Gomes. Adaptado).No artigo, o escritor francês faz alusão ao comportamento cultural que, posteriormente, seria classificado pela antropologia como
No Arcadismo brasileiro, encontramos textos líricos, épicos e satíricos. Sobre isso, é CORRETO afirmar que
Aquestão refere-se ao texto seguinte.
Embora tivesse tido minha infância
nunca mais me vi quando pequeno
Tudo o que me era grande
hoje é pequeno
Até os que de mim cuidaram
sinto pequenos
que de grandes e sensatos que ontem eram
hoje me são cuidados
não pequenos.
(Jorge Cooper, in “poesia completa”)No 2º verso “nunca mais me vi quando criança”, o poeta