Ivan Ilitch via que estava morrendo e desesperava-se. No fundo do coração sabia que estava indo embora e, longe de acostumar-se com a ideia, simplesmente não conseguia entendê-la.
TOLSTÓI, Leon. A morte de Ivan Ilitch. Porto Alegre: L&PM, 1999. p. 68.Na obra A morte de Ivan Ilitch, de Tolstói, de onde o trecho acima foi recortado,
Na narrativa ___________________, de Erico Verissimo, o escritor tem oportunidade de representar “seres de variada procedência, compondo um leque social bastante amplo, que se estende dos níveis mais elevados, como os Campolargos e Vacarianos, até os mais humildes. [...] Trata-se de um contraste entre posições conservadoras e liberais, sendo a primeira própria dos detentores do poder, a segunda, aos segmentos marginais: os jovens (os estudantes), os intelectuais e os mortos”(ZILBERMAN, R. A Literatura no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1992, p. 105). Essa afirmação refere-se a
Leia o texto abaixo para responder à questão.
TRÁGICO ACIDENTE DE LEITURA
Tão comodamente que eu estava lendo, como quem viaja num raio de lua, num tapete mágico, num trenó, num sonho.
Nem lia: deslizava. Quando de súbito a terrível palavra apareceu, apareceu e ficou, plantada ali diante de mim, focando-me: ABSCÔNDITO. Que momento passei! ... O momento de imobilidade e apreensão de quando o fotógrafo se posta atrás da máquina, envolvidos os dois no mesmo pano preto, como um duplo monstro misterioso e corcunda... O terrível silêncio do condenado ante o pelotão de fuzilamento, quando os soldados dormem na pontaria e o capitão vai gritar: Fogo!
(QUINTANA, Mário. Nova antologia poética. 5. ed. São Paulo: Globo, 1995).Na frase extraída do texto acima “Nem lia: deslizava”, qual é o sentido e a ideia que o narrador apresenta ao leitor?
Considere o trecho de Dom Casmurro, de Machado de Assis:
José Dias amava os superlativos. Era um modo de dar feição monumental às ideias; não as havendo, servia a prolongar as frases. [...]
Era nosso agregado desde muitos anos; meu pai ainda estava na antiga fazenda de Itaguaí, e eu acabava de nascer. Um dia apareceu ali vendendo-se por médico homeopata; levava um Manual e uma botica. Havia então um andaço de febres; José Dias curou o feitor e uma escrava, e não quis receber nenhuma remuneração. Então meu pai propôs-lhe ficar ali vivendo, com pequeno ordenado. José Dias recusou, dizendo que era justo levar a saúde à casa de sapé do pobre.
- Quem lhe impede que vá a outras partes? Vá aonde quiser, mas fique morando conosco.
- Voltarei daqui a três meses. Voltou dali a duas semanas, aceitou casa e comida sem outro estipêndio, salvo o que quisessem dar por festas. [...]
(ASSIS, Machado de. Obra completa. vol. 1, Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1992, p. 812-814)Na figura de José Dias, o romancista propõe uma reflexão acerca da organização da sociedade brasileira do século XIX, em que o modo de produção escravista e monocultor
Na ficção romântica, em geral, o destino das personagens femininas é a felicidade pelo casamento ou a morte trágica. Nesse aspecto, Til, de José de Alencar, traz um final inovador, resultante do amadurecimento de Berta após conhecer a história de Besita, sua mãe. Podemos afirmar isso acerca do romance em questão, pois Berta
Para responder à questão, leia a passagem a seguir, referente a uma marcante personagem da literatura brasileira, e preencha as lacunas do texto relacionado ao excerto.
Examinou o terreiro, viu Baleia coçando-se a esfregar as peladuras no pé de turco, levou a espingarda ao rosto. A cachorra espiou o dono desconfiada, enroscou-se no tronco e foi-se desviando, até ficar no outro lado da árvore, agachada e arisca, mostrando apenas as pupilas negras. Aborrecido com esta manobra, Fabiano saltou a janela, esgueirou-se ao longo da cerca do curral, detevese no mourão do canto e levou de novo a arma ao rosto. Como o animal estivesse de frente e não apresentasse bom alvo, adiantou-se mais alguns passos. Ao chegar às catingueiras, modificou a pontaria e puxou o gatilho. A carga alcançou os quartos traseiros e inutilizou uma perna de Baleia, que se pôs a latir desesperadamente. (...) Dirigiu-se ao copiar, mas temeu encontrar Fabiano e afastou-se para o chiqueiro das cabras. Demorou-se aí um instante, meio desorientada, saiu depois sem destino, aos pulos.
Na famosa cena da morte de Baleia, personagem do romance _________________, de _________________, é nítida a _________________ da cadela numa cena extremamente _________________.
Canção do vento e da minha vida
O vento varria as folhas,
O vento varria os frutos,
O vento varria as flores...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De frutos, de flores, de folhas.
[...]
O vento varria os sonhos
E varria as amizades...
O vento varria as mulheres...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De afetos e de mulheres.
O vento varria os meses
E varria os teus sorrisos...
O vento varria tudo!
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De tudo.
BANDEIRA, M. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1967.Na estruturação do texto, destaca-se
Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado,
Da vossa alta piedade me despido,
Porque, quanto mais tenho delinquido,
Vos tenho a perdoar mais empenhado.
Gregório de Matos, “A Jesus Cristo Nosso Senhor”Observação:
hei pecado = tenho pecado
delinquido = agido de modo errado
Na estrofe, o poeta
Na década de 1950, surge, no Brasil, o movimento da poesia concreta, liderado pelos irmãos Augusto e Haroldo de Campos e por Décio Pignatari. Algumas características marcantes da poesia concreta são:
Quando estudava no ginásio Pedro II, em Manaus, lembro que um professor de literatura incluía no programa do curso alguns clássicos de outras regiões do Brasil. Ele nos dizia que o conhecimento da cultura do país passava pela literatura. O Nordeste de Graciliano Ramos e o Sul de Érico Veríssimo provaram isso. Foi nessa época que li Vidas secas e, quase ao mesmo tempo, alguns trechos d’Os sertões e d’O continente, primeiro volume de O tempo e o vento. Ainda não tinha maturidade para assimilar o sentido histórico dessas obras, mas me deparei com imagens, situações e conflitos de um Brasil que me era estranho. E também com outro vocabulário.
A descoberta de uma nova linguagem e de outra paisagem social e geográfica aconteceu em 1969, quando comecei a ler Grande sertão: veredas no colégio de aplicação da UnB (Brasília). Foi uma leitura penosa e meio arrastada. Só depois, no começo dos anos 70, pude ler o livro inteiro com disciplina e, por que não dizer, paixão. Foi um dos livros mais surpreendentes de minha experiência de leitor. (HATOUM, Milton. Leituras da juventude. Disponível em: http:// www.miltonhatoum.com.br/categoria/do-autor/cronicas. Acesso em 10/11/2010.)Na crônica, o escritor cita as obras: Os sertões, O tempo e o vento, Vidas secas, e Grande sertão: veredas, que são de autoria, respectivamente, de