AprendiAprendi
LiteraturaUFU2013

Ivan Ilitch via que estava morrendo e desesperava-se. No fundo do coração sabia que estava indo embora e, longe de acostumar-se com a ideia, simplesmente não conseguia entendê-la.

TOLSTÓI, Leon. A morte de Ivan Ilitch. Porto Alegre: L&PM, 1999. p. 68.

Na obra A morte de Ivan Ilitch, de Tolstói, de onde o trecho acima foi recortado,

LiteraturaUFN2010

Na narrativa ___________________, de Erico Verissimo, o escritor tem oportunidade de representar “seres de variada procedência, compondo um leque social bastante amplo, que se estende dos níveis mais elevados, como os Campolargos e Vacarianos, até os mais humildes. [...] Trata-se de um contraste entre posições conservadoras e liberais, sendo a primeira própria dos detentores do poder, a segunda, aos segmentos marginais: os jovens (os estudantes), os intelectuais e os mortos”(ZILBERMAN, R. A Literatura no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1992, p. 105). Essa afirmação refere-se a

LiteraturaUFMS2019

Leia o texto abaixo para responder à questão.

TRÁGICO ACIDENTE DE LEITURA

Tão comodamente que eu estava lendo, como quem viaja num raio de lua, num tapete mágico, num trenó, num sonho.

Nem lia: deslizava. Quando de súbito a terrível palavra apareceu, apareceu e ficou, plantada ali diante de mim, focando-me: ABSCÔNDITO. Que momento passei! ... O momento de imobilidade e apreensão de quando o fotógrafo se posta atrás da máquina, envolvidos os dois no mesmo pano preto, como um duplo monstro misterioso e corcunda... O terrível silêncio do condenado ante o pelotão de fuzilamento, quando os soldados dormem na pontaria e o capitão vai gritar: Fogo!

(QUINTANA, Mário. Nova antologia poética. 5. ed. São Paulo: Globo, 1995).

Na frase extraída do texto acima “Nem lia: deslizava”, qual é o sentido e a ideia que o narrador apresenta ao leitor?

LiteraturaUniCesumar2018

Considere o trecho de Dom Casmurro, de Machado de Assis:

José Dias amava os superlativos. Era um modo de dar feição monumental às ideias; não as havendo, servia a prolongar as frases. [...]

Era nosso agregado desde muitos anos; meu pai ainda estava na antiga fazenda de Itaguaí, e eu acabava de nascer. Um dia apareceu ali vendendo-se por médico homeopata; levava um Manual e uma botica. Havia então um andaço de febres; José Dias curou o feitor e uma escrava, e não quis receber nenhuma remuneração. Então meu pai propôs-lhe ficar ali vivendo, com pequeno ordenado. José Dias recusou, dizendo que era justo levar a saúde à casa de sapé do pobre.

- Quem lhe impede que vá a outras partes? Vá aonde quiser, mas fique morando conosco.

- Voltarei daqui a três meses. Voltou dali a duas semanas, aceitou casa e comida sem outro estipêndio, salvo o que quisessem dar por festas. [...]

(ASSIS, Machado de. Obra completa. vol. 1, Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1992, p. 812-814)

Na figura de José Dias, o romancista propõe uma reflexão acerca da organização da sociedade brasileira do século XIX, em que o modo de produção escravista e monocultor

LiteraturaITA2017

Na ficção romântica, em geral, o destino das personagens femininas é a felicidade pelo casamento ou a morte trágica. Nesse aspecto, Til, de José de Alencar, traz um final inovador, resultante do amadurecimento de Berta após conhecer a história de Besita, sua mãe. Podemos afirmar isso acerca do romance em questão, pois Berta

LiteraturaPUC-RS2016

Para responder à questão, leia a passagem a seguir, referente a uma marcante personagem da literatura brasileira, e preencha as lacunas do texto relacionado ao excerto.

Examinou o terreiro, viu Baleia coçando-se a esfregar as peladuras no pé de turco, levou a espingarda ao rosto. A cachorra espiou o dono desconfiada, enroscou-se no tronco e foi-se desviando, até ficar no outro lado da árvore, agachada e arisca, mostrando apenas as pupilas negras. Aborrecido com esta manobra, Fabiano saltou a janela, esgueirou-se ao longo da cerca do curral, detevese no mourão do canto e levou de novo a arma ao rosto. Como o animal estivesse de frente e não apresentasse bom alvo, adiantou-se mais alguns passos. Ao chegar às catingueiras, modificou a pontaria e puxou o gatilho. A carga alcançou os quartos traseiros e inutilizou uma perna de Baleia, que se pôs a latir desesperadamente. (...) Dirigiu-se ao copiar, mas temeu encontrar Fabiano e afastou-se para o chiqueiro das cabras. Demorou-se aí um instante, meio desorientada, saiu depois sem destino, aos pulos.

Na famosa cena da morte de Baleia, personagem do romance _________________, de _________________, é nítida a _________________ da cadela numa cena extremamente _________________.

LiteraturaENEM2009

Canção do vento e da minha vida

O vento varria as folhas,

O vento varria os frutos,

O vento varria as flores...

E a minha vida ficava

Cada vez mais cheia

De frutos, de flores, de folhas.

[...]

O vento varria os sonhos

E varria as amizades...

O vento varria as mulheres...

E a minha vida ficava

Cada vez mais cheia

De afetos e de mulheres.

O vento varria os meses

E varria os teus sorrisos...

O vento varria tudo!

E a minha vida ficava

Cada vez mais cheia

De tudo.

BANDEIRA, M. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1967.

Na estruturação do texto, destaca-se

LiteraturaMACKENZIE2012

Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado,

Da vossa alta piedade me despido,

Porque, quanto mais tenho delinquido,

Vos tenho a perdoar mais empenhado.

Gregório de Matos, “A Jesus Cristo Nosso Senhor”

Observação:

hei pecado = tenho pecado

delinquido = agido de modo errado

Na estrofe, o poeta

LiteraturaUPF2015

Na década de 1950, surge, no Brasil, o movimento da poesia concreta, liderado pelos irmãos Augusto e Haroldo de Campos e por Décio Pignatari. Algumas características marcantes da poesia concreta são:

LiteraturaUNIFOR2011

Quando estudava no ginásio Pedro II, em Manaus, lembro que um professor de literatura incluía no programa do curso alguns clássicos de outras regiões do Brasil. Ele nos dizia que o conhecimento da cultura do país passava pela literatura. O Nordeste de Graciliano Ramos e o Sul de Érico Veríssimo provaram isso. Foi nessa época que li Vidas secas e, quase ao mesmo tempo, alguns trechos d’Os sertões e d’O continente, primeiro volume de O tempo e o vento. Ainda não tinha maturidade para assimilar o sentido histórico dessas obras, mas me deparei com imagens, situações e conflitos de um Brasil que me era estranho. E também com outro vocabulário.

A descoberta de uma nova linguagem e de outra paisagem social e geográfica aconteceu em 1969, quando comecei a ler Grande sertão: veredas no colégio de aplicação da UnB (Brasília). Foi uma leitura penosa e meio arrastada. Só depois, no começo dos anos 70, pude ler o livro inteiro com disciplina e, por que não dizer, paixão. Foi um dos livros mais surpreendentes de minha experiência de leitor. (HATOUM, Milton. Leituras da juventude. Disponível em: http:// www.miltonhatoum.com.br/categoria/do-autor/cronicas. Acesso em 10/11/2010.)

Na crônica, o escritor cita as obras: Os sertões, O tempo e o vento, Vidas secas, e Grande sertão: veredas, que são de autoria, respectivamente, de