AprendiAprendi
LiteraturaUEMG2012

Lisbela e o Prisioneiro é uma obra que, por ser escrita para o teatro e retratar personagens populares típicos da Região Nordeste, apresenta um aproveitamento literário recorrente dos modos de falar, muitas vezes diferindo do que prescreve a norma culta. Entre os trechos transcritos a seguir, isso só NÃO se observa em:

LiteraturaFACISA2016

Lima Barreto teceu severas críticas a autores e obras de seu tempo. Assinale a alternativa em que há uma crítica que ele NÃO fez em Os Bruzundangas:

LiteraturaFACERES2017

Lima Barreto é considerado um dos grandes escritores brasileiros de todos os tempos. Nasceu no Rio de Janeiro, em 1881, e sua literatura é marcada por um sentimento de denúncia das injustiças políticas e sociais. Um dos seus livros famosos trata com ironia e humor a questão do patriotismo exacerbado. Neste romance, o personagem principal, no auge de seu amor pela pátria, escreve um ofício para o ministro, em tupi, defendendo que a língua oficial do Brasil deveria ser então essa. Como consequência, foi internado por seis meses em um hospício. O romance em questão chama-se:

LiteraturaCESMAC2016

Lima Barreto (1881-1922) foi um dos principais prosadores brasileiros do chamado Pré-Modernismo. Segundo Alfredo Bosi, nos romances e contos do escritor carioca, “as cenas de rua ou os encontros e desencontros domésticos acham-se narrados com uma animação tão simples e discreta, que as frases jamais brilham por si mesmas, isoladas e insólitas (como resultava da linguagem parnasiana), mas deixam transparecer naturalmente a paisagem, os objetos e as figuras humanas”. Podemos dizer que muito dessa linguagem fluente e despojada, assim como muito dessa preocupação com os elementos que animam o cotidiano, Lima Barreto foi buscar na sua prática como jornalista. Dos gêneros jornalísticos, qual poderíamos afirmar que se faz presente na obra ficcional de Lima Barreto?

LiteraturaUEMG2017

Quando a névoa encobriu o corpo de Beira, Cachorro Velho voltou a desabar no solo.

Bufando contra a poeira, lembrou-se da mãe. O rosto lhe chegou de imediato, sem avisar.

Soube que era ela pelos olhos. Pela forma de sua face escura. Pelos seios abundantes, ainda cheios daquele odor que, quando criança, ele buscava em outras mulheres só para reencontrá-la.

Sim, era ela. Havia passado a vida inteira tentando recordá-la, e só naquela hora aziaga seu rosto emergia do Nada.

— Qual é o meu nome? — perguntou à aparição que enchia sua mente. E viu-lhe os lábios grossos se moverem, mas não escutou nenhum som. Os latidos dos cães cobriram a trilha.

Lentamente, a alma do porteiro se levantou no ar e, vislumbrando El Colibrí, entrou na floresta.

CÁRDENAS, Teresa. Cachorro Velho. Rio de Janeiro: Palhas, 2010. p. 141.

Lido no contexto da narrativa, esse fragmento extraído do final do romance sugere

LiteraturaUnP2013

TEXTO 5:

Agiotagem

um

dois

três

o juro: o prazo

o pôr / o cento / o mês / o ágio

p o r c e n t a g i o.

dez

cem

mil

o lucro: o dízimo

o ágio / a mora / a monta em péssimo

e m p r é s t i m o.

muito

nada

tudo

a quebra: a sobra

a monta / o pé / o cento / a quota

h a j a n o t a

agiota.

CHAMIE, Mário. Indústria. São Paulo: Mirante das Artes, 1967.

Liderado por Mário Chamie, a Poesia-Práxis é um movimento é lançado a partir de 1961 com o Manifesto Didático. Seu poema Agiotagem é um representante dessa poesia, que considera a palavra como um organismo vivo, do qual outros são gerados. Ciente disso, podemos dizer que:

LiteraturaUEG2014

Levando-se em conta o enredo de Triste fim de Policarpo Quaresma, a imagem apresentada faz referência a que personagem do romance?

LiteraturaIFSulDeMinas2017

Levando-se em consideração o texto “Teoria do medalhão”, de Machado de Assis, quanto à estrutura e sua funcionalidade, NÃO se pode afirmar que:

LiteraturaUnit-SE2014

Fabiano ia satisfeito. Sim senhor, arrumara-se. Chegara naquele estado, com a família morrendo de fome, comendo raízes. Caíra no fim do pátio, debaixo de um juazeiro, depois tomara conta da casa deserta. Ele, a mulher e os filhos tinham-se habituado à camarinha escura, pareciam ratos [...].

[... ]fez um cigarro com palha de milho, pôs-se a fumar regalado.

— Fabiano, você é um homem, exclamou em voz alta.

Conteve-se, notou que os meninos estavam perto, com certeza iam admirar-se ouvindo-o falar só. E, pensando bem, ele não era homem, era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. Vermelho, queimado, tinha os olhos azuis, a barba e os cabelos ruivos; mas como vivia em terra alheia, cuidava de animais alheios, descobria-se, encolhia-se na presença dos brancos e julgava-se cabra.

Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, alguém tivesse percebido a frase imprudente. Corrigiu-a, murmurando:

— Você é um bicho, Fabiano.

Isto para ele era motivo de orgulho. Sim senhor, um bicho,

capaz de vencer dificuldades.

[...] Agora Fabiano era vaqueiro, e ninguém o tiraria dali. Aparecera como um bicho, mas criara raízes, estava plantado.

RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. São Paulo: Record, 1994, p. 17-19.

No trecho, Fabiano, ao analisar-se, considera-se, sucessivamente, um homem e um bicho.

Levando-se em consideração o perfil dessa personagem no contexto da obra, a melhor explicação é que ele

LiteraturaUNICENTRO2012

O texto que segue é um fragmento de “O cortiço” de Aluísio Azevedo, autor naturalista, que defende a tese determinista em sua obra. Leia-o, atenciosamente, para responder à questão.

Jerônimo bebeu um bom trago de parati, mudou de roupa e deitou-se na cama de Rita. — Vem pra cá... disse, um pouco rouco.
— Espera! espera! O café está quase pronto!
E ela só foi ter com ele, levando-lhe a chávena fumegante da perfumosa bebida que tinha sido a mensageira dos seus amores [...]
Depois, atirou fora a saia e, só de camisa, lançou-se contra o seu amado, num frenesi de desejo doido.

Jerônimo, ao senti-la inteira nos seus braços; ao sentir na sua pele a carne quente daquela brasileira; ao sentir inundar-se o rosto e as espáduas, num eflúvio de baunilha e cumaru, a onda negra e fria da cabeleira da mulata; ao sentir esmagarem-se no seu largo e peludo colo de cavouqueiro os dois globos túmidos e macios, e nas suas coxas as coxas dela; sua alma derreteu-se, fervendo e borbulhando como um metal ao fogo, e saiu-lhe pela boca, pelos olhos, por todos os poros do corpo, escandescente, em brasa, queimando-lhe as próprias carnes e arrancando-lhe gemidos surdos, soluços irreprimíveis, que lhe sacudiam os membros, fibra por fibra, numa agonia extrema, sobrenatural, uma agonia de anjos violentados por diabos, entre a vermelhidão cruenta das labaredas do inferno.
AZEVEDO, Aluísio. O cortiço. São Paulo: Nobel, 2009. p. 175-176.

Levando-se em consideração o fragmento, contextualizado na obra, observa-se que a tese determinista pode ser comprovada a partir da