As relações familiares são o tema central do romance O filho eterno, de Cristovão Tezza.
Levando-se em consideração as peculiaridades da família representada pela obra, é INCORRETO afirmar que
Levando-se em consideração a leitura dos contos de Clarice Lispector e o conceito de EPIFANIA, isto é, o instante de revelação, a súbita percepção ou a transformação na consciência, assinale a alternativa que exemplifica um desses momentos.
Leia atentamente o seguinte trecho do romance de Lima Barreto:
O que era preciso, tanto a ela como às suas iguais, era educar o caráter, revestir-se de vontade, como possuía essa varonil Dona Margarida, para se defender de Cassi e semelhantes, e bater-se contra todos os que se opusessem, por este ou aquele modo, contra a elevação dela, social e moralmente. Nada a fazia inferior às outras, senão o conceito geral e a covardia com que elas o admitiam...
(Clara dos Anjos, p. 118)Levando em conta o trecho acima e a leitura integral do romance, assinale a alternativa correta.
Em qualquer sociedade de tipo feudal, a lealdade dos servos se exercita em troca da segurança que o senhor pode dar. Creio que a lealdade dos jagunços, em face do chefe, tinha também um fundamento parecido: seria talvez o medo da solidão em face de uma natureza tão grandiosa, tão áspera, tão despovoada que levaria aqueles homens humildes a aderir ao grupo guerreiro, entregando-se a uma vida aventurosa em troca de uma solidariedade fraterna. A aventura: “eu avistava as novas estradas, diversidade de terras”. A ausência de fraternidade, do amor, parece ser sinal de alienação para o jagunço: “Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura”, diz Riobaldo. A lealdade é, porém, o grande valor social, disseminado entre os jagunços de Grande sertão: veredas.
(Adaptado de Fernando Correia Dias. Aspectos sociológicos de Grande sertão: veredas, in Guimarães Rosa – Fortuna crítica. Org. por Eduardo de Faria Coutinho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira / INL, 1983, p. 401Levando em conta o que afirma o texto, conclui-se que, em sua obra-prima, Guimarães Rosa
Durante dois anos o cortiço prosperou de dia para dia, ganhando forças, socando-se de gente. E ao lado o Miranda assustava-se, inquieto com aquela exuberância brutal de vida, aterrado defronte daquela floresta implacável que lhe crescia junto da casa (...).
À noite e aos domingos ainda mais recrudescia o seu azedume, quando ele, recolhendo-se fatigado do serviço, deixava-se ficar estendido numa preguiçosa, junto à mesa da sala de jantar e ouvia, a contragosto, o grosseiro rumor que vinha da estalagem numa exalação forte de animais cansados. Não podia chegar à janela sem receber no rosto aquele bafo, quente e sensual, que o embebedava com o seu fartum de bestas no coito.
(Aluísio de Azevedo, O cortiço. 14. ed. São Paulo: Ática, 1983, p. 22.)Levando em conta o excerto, bem como o texto integral do romance, é correto afirmar que
TEXTO
Retrato do artista quando coisa
[110]A maior riqueza
do homem
é sua incompletude.
Nesse ponto
sou abastado.
[115] Palavras que me aceitam
como sou
— eu não aceito.
Não aguento ser apenas
um sujeito que abre
[120] portas, que puxa
válvulas, que olha o
relógio, que compra pão
às 6 da tarde, que vai
lá fora, que aponta lápis,
[125] que vê a uva etc. etc.
Perdoai. Mas eu
preciso ser Outros.
Eu penso
renovar o homem
[130] usando borboletas.
BARROS, Manoel. O retrato do Artista Quando Coisa. Rio de Janeiro: Record, 1998.Levando em conta as relações de sentido presentes no texto de Manoel de Barros acima, é correto afirmar que o conteúdo temático geral do poema se estabelece na seguinte oposição semântica:
Pronominais
Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro
(Oswald de Andrade)Levando em consideração o poema acima e seu contexto literário,afirma-se corretamente que o autor:
Desenvolveu Pereira todas aquelas ideias e aplaudiu a prudência de tão preventivas medidas.
— Eu repito, disse ele com calor, isto de mulheres, não há que fiar. Bem faziam os nossos do tempo antigo. As raparigas andavam direitinhas que nem um fuso... Uma piscadela de olho mais duvidosa, era logo pau... Contaram-me que hoje lá nas cidades... arrenego!... não há menina, por pobrezinha que seja, que não saiba ler livros de letra de forma e garatujar no papel... que deixe de ir a fonçonatas com vestidos abertos na frente como raparigas fadistas e que saracoteiam em danças e falam alto e mostram os dentes por dá cá aquela palha com qualquer tafulão malcriado... pois pelintras e beldroegas não faltam.. Cruz!... Assim, também é demais, não acha? Cá no meu modo de pensar, entendo que não se maltratem as coitadinhas, mas também é preciso não dar asas às formigas... Quando elas ficam taludas, atamanca-se uma festança para casá-las com um rapaz decente ou algum primo, e acabou-se a história...
— Depois, acrescentou ele abrindo expressivamente com o polegar a pálpebra inferior dos olhos, cautela e faca afiada para algum meliante que se faça de tolo e venha engraçar-se fora da vila e termo... Minha filha... Pereira mudou completamente de tom:
— Pobrezinha... Por esta não há de vir o mal ao mundo... É uma pombinha do céu... Tão boa, tão carinhosa!... E feiticeira!
TAUNAY, Viconde. Inocência. 6. ed. São Paulo: Ática, 1984. p. 28- 29.
Levando em consideração a leitura do fragmento e da obra “Inocência”, é correto afirmar:
Leia os versos de O livro das Ignorãças, deManoel de Barros. “Não tem altura o silêncio das pedras” (p.19). “Qualquer defeito vegetal de um pássaro pode modificar os seus gorjeios” (p.21). “Em casa de caramujo até o sol encarde” (p.25). Assinale a alternativa correta que está de acordo com os componentes poéticos dos versos acima.
Leia os enunciados abaixo e assinale aquele queNÃO se refere de modo correto a acontecimentos e fatos do período conhecido como Quinhentismo: