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LiteraturaUEMA2014

Leia o fragmento do poema de Manoel Bandeira “Vou-me embora para Pasárgada”. Vou-me embora para Pasárgada Lá sou amigo do rei Lá tenho a mulher que eu quero Na cama que escolhi. Vou-me embora pra Pasárgada. Vou-me embora pra Pasárgada Aqui eu não sou feliz Lá a existência é uma aventura De tal modo inconsequente […]. Fonte: BANDEIRA, Manuel. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986. Ao afirmar que se trata de um belo poema, revela-se juízo do tipo

LiteraturaUCPEL2011

O REI E O OPERÁRIO

[1] – O que vales , junto à forja,
[2] Cingindo o sujo avental?
[3] – E a ti que te vale a gorja
[4] Do teu diadema real?!

[5] – Eu mando tropas e armadas,
[6] Sustenho povos na mão...
[7] – Pois eu tempero as espadas,
[8] Que fazem a revolução!

[9] – E eu tenho um cetro q’ao vê-lo
[10] Curvam-se as raças fiéis...
[11] – Pois eu possuo o martelo
[12] Que prega a forca dos reis.

[13] – És um divino espantalho...
[14] – E tu que vales, vilão?!!
[15] – Pois eu forjo o anel do trabalho,
[16] Tu forjas a escravidão!

[17] – Eu tenho o sangue que deve
[18] Recordar-me os Faraós...
[19] – E eu, o do peão que em Grève
[20] Decapitou teus avós.

[21] – Tu és das trevas o eleito...
[22] – Mentes, eu laboro a luz!
[23] – Eu prego a luz do direito...
[24] – E eu prego as leis de Jesus!

[25] – Tu és a noite – eu o dia,
[26] Deslumbram-te os vivos sóis...
[27] – Tu fundes – a tirania,
[28] Eu fundo o pulso aos heróis!
COSTA, Francisco Lobo da. Auras do Sul.
Rio Grande: Americana, 1910.

Leia as alternativas a seguir e assinale a opção correta. I. No texto poético, o autor nunca se refere a um dualismo. II. O poema transmite ao leitor uma total sensação de ausência de beligerância. III. Na quinta estrofe, o poeta menciona alguns aspectos de sua inépcia.

LiteraturaUCPEL2010

PODER DA ETIMOLOGIA


[1] Quando o professor Nemésio explicou a Cacilda que
[2] o nome dela, segundo Zambaldi, quer dizer “a que
[3] combate com lança”, a moça ficou triste. É tão doce
[4] esse nome (experimentem pronunciá-lo) e tão meiga
[5] a sua portadora, que a revelação lhe pareceu a mais
[6] injusta possível.
[7] O pior é que os irmãos começaram a brincar com ela
[8] de maneira provocadora, dizendo a cada instante:
[9] “Cacilda, onde você escondeu sua lança?” Ou: “O
[10] amolador de facas está na esquina da rua Júlio de
[11] Castilhos. Leve a lança para ele afiar, Cacilda.”
[12] De aveludada que era, Cacilda tornou-se suscetível e
[13] mesmo agressiva. O namorado rompeu com ela,
[14] dizendo que tinha medo de uma lanceira polonesa. E
[15] Cacilda quedou, fera e tristinha, em seu quarto onde
[16] havia gravuras de guerras napoleônicas.
[17] A família procurou o professor Nemésio que,
[18] benevolamente, se dispôs a pacificar a moça: “Minha
[19] filha, isso de etimologia é muito discutível, cada um
[20] diz uma coisa, e esse tal de Zambaldi já foi
[21] desacreditado por pesquisas recentes. O verdadeiro
[22] significado do nome de uma pessoa é o que lhe confere
[23] a pessoa que o tem. Você é tão encantadora que seu
[24] nome só pode significar você mesma, isto é, encantos
[25] mil.”
[26] Cacilda acreditou e voltou ao estado gentil, mas
[27] sucede que, de vez em quando...

ANDRADE, Carlos Drummond de. Prosa seleta. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003.

Leia as alternativas a seguir e assinale a opção correta. I – Cacilda sempre fora agressiva. II – O texto nos diz que Cacilda tomou a iniciativa de romper com seu namorado. III – Não há, na narrativa, referências às provocações sofridas por Cacilda.

LiteraturaUFAM2014

Leia as afirmativas abaixo, feitas sobre a obra de Eça de Queirós, o principal nome da ficção realista-naturalista portuguesa. Em seguida, assinale aquela que NÃO está correta.

LiteraturaUFAM2015

Leia as afirmativas a seguir, feitas sobre a obra de José de Alencar, um dos principais nomes da ficção romântica brasileira. Em seguida, assinale aquela que NÃO está correta.

LiteraturaUCPEL2009

Leia o texto a seguir.

SONETO DO AMIGO

[1] Enfim, depois de tanto erro passado
[2] Tantas retaliações, tanto perigo
[3] Eis que ressurge noutro o velho amigo
[4] Nunca perdido, sempre reencontrado.

[5] É bom sentá-lo novamente ao lado
[6] Com olhos que contêm o olhar antigo
[7] Sempre comigo um pouco atribulado
[8] E como sempre singular comigo.

[9] Um bicho igual a mim, simples e humano
[10] Sabendo se mover e comover
[11] E a disfarçar com o meu próprio engano.

[12] O amigo: um ser que a vida não explica
[13] Que só se vai ao ver outro nascer
[14] E o espelho de minha alma multiplica...

MORAES, Vinicius de. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Ed. Nova Aguilar, 1998.

Leia as afirmativas a seguir e assinale a opção correta. I. O poema descreve o amigo. II. O texto transmite ao leitor uma sensação de quizila e indignação. III. O texto, na última estrofe, fala sobre a vida do poeta.

LiteraturaUCPEL2009

O MENINO E O INFINITO

[1] Quanto a mim, a coisa que primeiro me despertou
[2] a noção e a angústia do infinito foi um potezinho de
[3] pomada Cymbeline. Tinha eu uns quatro para cinco
[4] anos, e o que me intrigava no pote de Cymbeline era
[5] que a moça do rótulo segurava entre os dedos um
[6] pote de Cymbeline, em cujo rótulo outra moça
[7] segurava outro pote, que... que... que... Neste ponto,
[8] meu pobre espírito gaguejava de assombro e terror –
[9] pois aquilo era uma coisa perfeitamente lógica e
[10] absolutamente inconcebível.
[11] Depois dessas crises metafísicas provocadas pela
[12] noção do infinitamente pequeno, confesso que nunca
[13] cheguei a me impressionar muito com os arroubos
[14] de meus professores de cosmografia, a propósito das
[15] fabulosas distâncias estelares.
[16] Como me acostumara a olhar o infinito de alto a
[17] baixo, por assim dizer, achava tolo abrir a boca diante
[18] dessas distâncias astronômicas, em verdade
[19] “fabulosas” no sentido etimológico do termo. As
[20] distâncias não são grandes: nós é que somos
[21] pequenos... Que culpa têm disso os espaços siderais?
[22] Por isso a astronomia me pareceu uma ciência para
[23] basbaques. E isso de infinitamente grande e
[24] infinitamente pequeno é tudo a mesma coisa: o homem
[25] é que se meteu no meio, para atrapalhar. E o
[26] bacteriologista é um astrônomo às avessas: espia pelo
[27] outro lado do canudo...
QUINTANA, Mário. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2006, p. 702.

Leia as afirmativas a seguir e assinale a opção correta. I. O narrador afirma que as distâncias não são grandes, o ser humano é que é pequeno. II. O autor nos impele a protestar contra o assombro e o terror da tecnologia. III . O texto nos diz que o bacteriologista é um astrônomo às avessas, porque não é um basbaque.

LiteraturaUCPEL2010

Leia o texto a seguir.

ANÚNCIO CLASSIFICADO

[1] Procura-se apartamento
[2] pequeno, bem situado,
[3] onde caibam dois amantes
[4] de frente como de lado.

[5] Quer-se bem perto do mar
[6] e bem longe do barulho,
[7] de modo que a única música
[8] ouvida seja a de Bach,

[9] de Corette,de Bomporti,
[10] com seus preciosos discos
[11] arrumados de tal sorte
[12] que inda caibam uns livros

[13] de poesia, está claro,
[14] e também (toda uma estante)
[15] os tratados de Epicuro,
[16] Descartes, Spinoza, Kant.

[17] A mesa-de-cabeceira
[18] deve ficar a seu cômodo
[19] para que nenhuma aresta
[20] machuque o amor na testa.
[21] E a cama, sem ser estreita,
[22] nem larga como avenida,
[23] tenha espaço suficiente
[24] para as doçuras da vida.

[25] Caibam na pequena copa
[26] a bandeja, o biscoitinho,
[27] hoje guardados no armário
[28] dos alvos lençóis de linho,

[29] bem como aquelas garrafas
[30] do escocês nacional
[31] que a gente, faute de mieux,
[32] ingere e não nos faz mal.

[33] Procura-se apartamento
[34] de quarto-e-sala (tão pouco
[35] e tão muito), sem barata,
[36] sem mosquito rezinguento,

[37] sem vizinhos enervantes
[38] que gritem palavras sujas,
[39] sem terríveis, sem constantes
[40] cortes d’água quando as nuas

[41] formas já ensaboadas
[42] se restauravam, cuidando
[43] de logo após se enroscarem
[44] nas formas do amor, amando.

[45] Quem souber de tal imóvel
[46] não fique imóvel: na asa
[47] do vento que me informe onde,
[48] onde é que fica essa casa!

ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia completa. Rio de Janeiro: Ed. Nova Aguilar, 2003.

Leia as afirmativas a seguir e assinale a melhor opção. I. O poema fala da procura de um apartamento. II. O texto transmite ao leitor uma sensação de perrice e aversão. III. O texto, na última estrofe, identifica o local do imóvel procurado.

LiteraturaUNIFENAS2016

Leia alguns versos do poema “Pauliceia Desvairada”, de Mário de Andrade. “Morte à gordura! morte às adiposidades cerebrais! Morte ao burguês-mensal! ao burguês-cinema! ao burguês-tílburi! Padaria Suissa! Morte viva ao Adriano! ‘–Ai, filha, que te darei pelos teus anos? – Um colar... – Conto e quinhentos!!!’ (...) Fora! Fu! Fora o bom burguês!...” O poema foi recitado durante a Semana de Arte Moderna de 1922. No período em questão

LiteraturaFACERES2013

Leia a seguir o trecho de Morte e Vida Severina, da obra de João Cabral de Melo Neto:Esta cova em que estás, com palmos medida É a conta menor que tiraste em vida É de bom tamanho, nem largo, nem fundo É a parte que te cabe deste latifúndio Não é cova grande, é cova medida É a terra que querias ver dividida. O fragmento retirado da obra Morte e Vida Severi-na, trata de um tema atual muito corriqueiro no espaço rural brasileiro, o(a):