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LiteraturaUNIFESO2014

Leia a estrofe a seguir. “Marcado pela própria natureza O Nordeste do meu Brasil Oh! solitário sertão De sofrimento e solidão A terra é seca Mal se pode cultivar Morrem as plantas e foge o ar A vida é triste nesse lugar” Sobre esses versos, assinale a afirmativa correta.

LiteraturaUNIEVA2020

Analise o poema de Ronald de Carvalho e responda à questão.

Brasil (Ronald de Carvalho)

Nesta hora de sol puro
palmas paradas
pedras polidas
claridades
faíscas
cintilações

Eu ouço o canto enorme do Brasil!

Eu ouço todo o Brasil cantando, zumbindo, gritando,
[vociferando!
Redes que se balançam,
sereias que apitam,
usinas que rangem, martelam, arfam, estridulam, ululam e
roncam,

Rumor de coxilhas e planaltos, campainhas, relinchos, aboiados
[e mugidos,
repiques de sinos, estouros de foguetes, Ouro-Preto, Bahia,
Congonhas, Sabará,
vaias de Bolsas empinando números como papagaios,
tumulto de ruas que saracoteiam sob arranha-céus,
vozes de todas as raças que a maresia dos portos joga no sertão!

Nesta hora de sol puro eu ouço o Brasil.
Todas as tuas conversas, pátria morena, correm pelo ar...
a conversa dos fazendeiros nos cafezais,
a conversa dos mineiros nas galerias de ouro,
a conversa dos operários nos fornos de aço,
a conversa dos garimpeiros, peneirando as bateias
a conversa dos coronéis nas varandas das roças...

Mas o que eu ouço, antes de tudo, nesta hora de sol puro
palmas paradas
pedras polidas
claridades
brilhos
faíscas
cintilações
E o canto dos teus berços, Brasil, de todos esses teus berços,
[onde dorme, com a boca escorrendo leite,
[moreno, confiante,
o homem de amanhã!
Publicado no livro Toda a América (1926).

In: CARVALHO, Ronald de. O espelho de Ariel e poemas escolhidos. Pref. Antônio Carlos Villaça. Rio de Janeiro: Nova Aguilar; Brasília: INL, 1970. p.188-190. (Manancial, 44)

Uma das principais características da leitura do Modernismo é a releitura critica dos símbolos da nacionalidade. No poema de Ronald de Carvalho, o eu lírico afirma que é possível determinar a identidade do Brasil por meio de vários símbolos.

Julgue as alternativas e marque a correta.

LiteraturaUEG2013

José Mendonça Teles (2003, p. 17) aponta na obra de Bernardo Élis “a dupla realidade que contraponteia toda sua ficção”. Considerando a citação de Teles, são características comuns entre a produção literária de Élis e as artes plásticas:

LiteraturaUVA2017

TEXTO

[1] – Pode deixar o tabuleiro aí mesmo. Já estava com fome.

– Sinhá Mariana manda dizer ao senhor para desculpar. Hoje é dia de guarda, e o povo da casa-grande está no

jejum.

– Este povo vai todo pro céu. Estão pensando que Deus Nosso Senhor gosta de gado magro. Deus gosta é de

[5] ver gado de sedenho abrindo. O que foi que a velha mandou hoje? Esta história de bacalhau não é comigo.

– Todo mundo está no bacalhau, mestre Zé.

– Não venho trabalhar aqui para comer isto.

– Os brancos estão comendo, mestre.

– Quero lá saber de branco. Quero é a minha barriga cheia.

[10] O moleque abriu os dentes numa risada gostosa.

– Mestre, o velho anda com essa leseira de reza que não acaba mais.

– É o que eles querem. Estão pensando que oficial é cachorro. Pensam que me machucam, não me chamando

para comer na casa-grande. Não sou o pintor Laurentino que vive por aí contando prosa. O mestre José Amaro,

menino, tem a sua bondade, também. Tenho trabalhado para senhor de engenho de muitas posses, gente de mesa

[15] de banquete, e nunca vi este luxo aqui no Santa Fé.

(REGO, José Lins. Fogo Morto. 53ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1999. p.24-25).

José Lins do Rego é um autor:

LiteraturaUEFS2013

Eu era ainda muito criança, mas sabia uma infinidade de coisas que os adultos ignoravam. Sabia que não se deve responder aos cumprimentos dos glimerinos, aquela raça de anões que a gente encontra quando menos espera e que fazem tudo para nos distrair de nossa missão; sabia que nos lugares onde a mãe-do-ouro aparece à flor da terra não se deve abaixar nem para apertar os cordões dos sapatos, a cobiça está em toda parte e morde manso; sabia que ao ouvir passos atrás ninguém deve parar nem correr, mas manter a marcha normal, quem mostrar sinais de medo estará perdido na estrada.

A estrada é cheia de armadilhas, de alçapões, de mundéus perigosos, para não falar em desvios tentadores, mas eu podia percorrê-la na ida e na volta de olhos fechados sem cometer o mais leve deslize.

VEIGA, José J. Fronteira. Os cavalinhos de Platiplanto: Contos. 18. ed. Rio de Janeiro: Beirrand Brasil, 1989. p. 61.

José J. Veiga é um escritor representativo da corrente denominada realismo mágico ou fantástico. Tal realismo, provocador de uma sensação de estranhamento, encontra-se presente no texto por meio de um narrador que

LiteraturaESPM2011

CAPÍTULO IV / UM DEVER AMARÍSSIMO

José Dias amava os superlativos. Era um modo de dar feição monumental às idéias; não as havendo, servir a prolongar as frases.

(Machado de Assis, Dom Casmurro)

José Dias, caracterizado como o homem dos superlativos, éuma paródia, uma caricatura da expressão verbal pomposa e oca, da subliteratura dos salões. Sua retórica exagerada configura um discurso redundante, reduto de clichês, lugarescomuns, adjetivos e advérbios inexpressivos (Fernando Teixeira). Das frases proferidas pela personagem, assinale a que NÃO necessariamente se enquadra na definição acima:

LiteraturaFMABC2012

José Dias é personagem do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis. Conhecendo a atuação dele dentro da narrativa, é INCORRETO afirmar que

LiteraturaUniCesumar2014

José de Alencar, que ocupa o lugar de centro no Romantismo brasileiro, publicou, em 1872, o romance Til. Dele pode-se afirmar que é um romance

LiteraturaCESMAC2017

José de Alencar, Gonçalves Dias e Castro Alves são conhecidas figuras de nosso Romantismo. Em suas obras, podemos constatar algumas das ‘marcas características’ do projeto literário romântico’, a saber:

LiteraturaPUC-SP2013

José de Alencar publicou, em 1872, o romance Til, no jornal A República. Foi classificado pelo próprio autor como obra regionalista. É também tido pela crítica como um romance alegórico. Considerando essa obra como um todo, pode-se dela afirmar que