José de Alencar escreveu os principais romances românticos brasileiros. Sua obra romanesca vai do romance histórico, passando pelo romance de costume, até o romance indigenista. No caso do romance indigenista, quais obras de Alencar se inscrevem nesse tema?
Da leitura da obra 'Iracema', de José de Alencar, responda a questão.
José de Alencar é um escritor.
José de Alencar é um dos patriarcas da literatura brasileira. Sua obra vai do ensaio ao drama, da crônica ao romance urbano, do romance indigenista, passando pelo romance histórico aos tratados sobre política. Sobre os seus romances indigenistas — Iracema, O Guarani e Ubirajara —, é correto afirmar que:
TEXTO
[1] No pavimento térreo, ao lado esquerdo, havia na casa das Laranjeiras uma varanda de estilo campestre,
decorada com palmeiras vivas e corbelhas de parasitas.
Servia de sala de bilhar, e aí costumava Aurélia e o marido passarem a tarde, quando o tempo não
convidava ao passeio no jardim.
[5] Aí foi Seixas encontrar dois grandes quadros, colocados nos respectivos cavaletes. Na tela viam-se
esboços de dois retratos, o de Aurélia, e o seu, que um pintor notável, êmulo de Vítor Meireles e Pedro
Américo, havia delineado à vista de alguma fotografia, para retocá-lo em face dos modelos.
Ao olhar interrogador do marido, Aurélia respondeu:
– É um ornato indispensável à sala.
[10] – Julga que seja indispensável? Parecia-me ao contrário inconveniente reproduzir ainda que seja por esse
modo, uma presença que tanto lhe deve importunar.
– Não se tira retrato d’alma. Felizmente!... observou Aurélia com o misterioso sorriso que desde certo
tempo acompanhava essas palavras de sentido recôndito.
Seixas prestou-se passivamente ao papel de modelo. As sessões à tarde tinham ficado reservadas para ele
[15] a fim de não estorvar-lhe o trabalho da repartição.
(ALENCAR, José de. Senhora. 34ª ed. São Paulo: Ática, 2005. pg. 160)José de Alencar é um autor:
Jorge de Lima foi, ao lado do poeta mineiro Murilo Mendes, o mais importante poeta católico brasileiro da sua geração. Ao lado de obras como A Túnica inconsútil, Tempo e Eternidade e Quatro poemas negros, Jorge de Lima escreveu também um dos mais importantes poemas épicos da língua portuguesa. Como foi intitulado este poema épico?
Da leitura do livro “A came”, de Júlio Ribeiro, responda aquestão.
Joaquim Cambinda era:
Jacinto, personagem do romance A Cidade e as serras, de Eça de Queirós, apaixonado pela cidade de Paris e pelo conforto da vida urbana, resolve, em um determinado momento, viajar para Portugal, à cidade de Tormes. Tal decisão se dá porque
Leia o trecho abaixo, retirado do conto “O homem com cabeça de papelão”, do escritor brasileiro João do Rio (1881 – 1921):
Nessas disposições, Antenor caminhava por uma rua no centro da cidade, quando os seus olhos descobriram a tabuleta de uma "relojoaria e outros maquinismos delicados de precisão". Achou graça e entrou. Um cavalheiro grave veio servi-lo.
— Traz algum relógio?
— Trago a minha cabeça.
— Ah! Desarranjada?
— Dizem-no, pelo menos.
— Em todo o caso, há tempo?
— Desde que nasci.
— Talvez imprevisão na montagem das peças. Não lhe posso dizer nada sem observação de trinta dias e a desmontagem geral. As cabeças como os relógios para regular bem...
Antenor atalhou:
— E o senhor fica com a minha cabeça?
— Se a deixar.
— Pois aqui a tem. Conserte-a. O diabo é que eu
não posso andar sem cabeça...
— Claro. Mas, enquanto a arranjo, empresto-lhe
uma de papelão.
— Regula?
— É de papelão! explicou o honesto negociante.
Antenor recebeu o número de sua cabeça, enfiou a de papelão, e saiu para a rua.
(Antologia de Humorismo e Sátira. Org. R. Magalhães Júnior. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1957, pág. 196.)Já por esse pequeno excerto, é possível perceber que o conto apresenta indícios:
O homem utilitarista do século XVIII transforma utensílios de madeira em um torno por diversão, e fantasia que pode transformar os homens da mesma maneira. Mas não tem grandes dotes para a poesia, e mal sabe extrair a moral de uma obra de Shakespeare. Sua casa é aquecida e iluminada a vapor. Ele é um desses que preferem as coisas artificiais em detrimento das naturais, e pensa que a mente humana é onipotente. Ele sente grande desprezo pelas possibilidades da vida ao ar livre, pelos verdes campos e pelas árvores, e sempre reduz tudo aos termos da Utilidade.
(W. Hazlitt. O Espírito do Século, apud Eric J. Hobsbawm. A Era das Revoluções − 1789-1848. Trad. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977, p. 255)Já no século XIX, no Brasil, pode-se notar uma certa tendência do abandono da paisagem natural idealizada para a ambientação do poeta no espaço urbano, privado ou doméstico. É o que se observa quando, por exemplo, se comparam os
Quando, em 1848, revi nossa terra natal [o Ceará], tive a ideia de aproveitar suas lendas e tradições em alguma obra literária. Já em São Paulo tinha começado uma biografia de [Felipe] Camarão. Sua mocidade, a amizade heroica que o ligava a Martim Soares Moreno, a bravura e lealdade de Jacaúna, aliado dos portugueses, e suas guerras contra o célebre Mel Redondo; aí estava o tema. Faltava-lhe o perfume que derrama sobre as paixões do homem e da mulher. (...) Este livro [Iracema] é, pois, um ensaio ou antes amostra. Verá realizadas nele minhas ideias a respeito da literatura nacional; e achará aí a poesia inteiramente brasileira, haurida na língua dos selvagens.
(ALENCAR, José de. “Carta ao Dr. Jaguaribe”. Iracema. 20. ed. São Paulo: Melhoramentos, 1965. p. 152)
A publicação de Iracema e de outras obras conhecidas como indianistas contou com a aprovação do imperador Dom Pedro II.
Isso se deu porque